A PULSEIRA-PICARETA

SÃO PAULO (eu, hein?) – Está lá no BloGP, no texto do Felipe Paranhos, a história da pulseira Power Balance e seu garoto-propaganda Rubens Barrichello (aliás, de onde tiraram que ele é bicampeão mundial?). Um deles, claro. Tem muito mais gente que acreditou nessa tosqueira e, pelo jeito, levou uma grana para atestar seus superpoderes.

Bem, não vamos crucificar o rapaz apenas porque caiu no conto-do-vigário (e levou muita gente a cair junto), um dia depois de a própria empresa ser obrigada a admitir que a pulseira não faz nada do que promete (equilíbrio, vitalidade, essas bobagens). As pessoas creem nessas coisas, e cada um que acredite no que quiser. Certamente a pulseira não faz mal nenhum, exceto ao bolso. Parece que custa mais de 100 mangotes nacionais. Mas tem quem use outros badulaques para dar sorte, “energizar”, proteger, tirar mau-olhado… Não vejo grande diferença entre essa pulseira, um crucifixo, um santinho, colares, imagens, medalhas, sal grosso, o que for. Eu mesmo levava muita fé nos Kikos Marinhos, mas minha mãe nunca me deixou comprar.

Engraçado é que Barrichello parece acreditar de verdade nisso, como se vê a partir de 9min30s desta sua entrevista à apresentadora Marília Gabriela, no fim do ano passado. Faz uma defesa apaixonada da pulseirinha, e na falta de uma, usa duas ao mesmo tempo. Se não recebeu nada para fazer tanta propaganda, é porque realmente tornou-se um devoto da borracha com holograma.

Vamos lá, sejam sinceros e honestos: quem aqui comprou esse treco e garante que funciona?

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