AINDA O TUCKER

SÃO PAULO (só mistério) – Para apimentar as lendas sobre o Tucker brasileiro, finalmente salvo das ruínas de Caçapava, eis o relato apócrifo publicado no site Street Customs, que sugere a existência de um segundo carro no Brasil. Em Araraquara! Quem mandou foi o Rogério Gomes.

Essa história dá um livro. Se alguma editora me pagar salários durante um ano, paro com tudo e saio para investigar.

Comentários

  • Em 1949 estava andando na Av. São João em direção a Av. Ipiranga, quando na altura do No. +/- 570 estava um Tucker 48 na cor azul metálico escuro como prenda de rifa. Cheguei a comprar um numero. Após alguns anos cheguei a ver um Tucker na Av. São João, não sei dizer se era o mesmo carro, nem se a mesma cor, pois vi rapidamente. Em referência ao Tucker da rifa, era semi novo e com painel, direção, motor tudo original e realmente em minha memória a cor era azul metálico escuro.

  • Leiam a Classic Show desse mês, que fez uma pesquisa séria sobre o assunto. Pena que é só meia reportagem, o restante vem na próxima edição. O Tucker de Caçapava tem só a carroceria original, pois foi montado em cima de um Cadillac dos anos 40, de quem herdou chassis, motor, cambio, transmissão, parede de fogo, painel, etc. A transformação foi feita ainda nos anos 50, o terceiro proprietário comprou o carro já transformado em 1957. Vendeu-o em 1960 ao quarto proprietario, que o vendeu em 1962 ao André Matarazzo. Matarazzo repassou o Tucker ao Lee anos depois. O Cambio original, embora raro, era do Cord, e assim seria possível obter um, e o motor está em Bebedouro. Mas do chassis original ninguém sabe, e assim, a princípio a transformação é irreversível. Exceto se tiver outro chassis de Tucker sobrando por aí…

  • Não existe um segundo Tucker, no Brasil.
    Esse de Caçapava, é o unico e é o mesmo que aparece na famosa foto da Av Atlantica no RJ, nos anos 50.
    Tem o chassis 1035 e o motor dele está no museu de Bebedouro.
    Peça dificilima de ser restaurada, prioncipalmente por ter ficado tanto tempo abandonada e a merce de vandalos, que retiraram peças e desfiguraram o carro, alem de outras adaptadções que já haviam sido feitas e comprometeram definitivamente as caracteristicas e a originalidade do precioso veiculo.
    O que se tem de fazer agora ,é achar uma maneira de pelo menos preservar o que restou do carro e fazer com que ele descanse em alum lugar decente e com mais diginidade.

  • Olá FG.

    Essa estória parece música popular brasileira do afrodescendente que sofre das faculdades mentais. Mas é muito interessante.

    O texto não é apócrifo. Procurei no gúgou e este texto está num fórum de discussão do site Simca do Brasil, do qual o seu amigo Nasser de Brasília participa. O texto é de fevereiro de 2006 e é assinado por alguém de nome Bardolato, e o Nasser participa da discussão. Ele deve conhecer essa lenda do 2º Tucker.

    O Nasser vai saber esclarecer isso.. Talvez ele tenha contato com o Bardolato, que conhece o tal “Ofídio”, que contou a tal estória.

    Veja aí:

    http://www.forumnow.com.br/vip/mensagens.asp?forum=41872&grupo=98616&topico=2853999&pag=1&v=1

    Nos comentários dessa página que vc postou, onde consta o copy/paste do texto do fórum Simca Brasil, tem o seguinte:

    por Gerado C. Meireles:
    “O Tuckert q. aparece na foto foi encontrado na rua Lopes de Oliveira, na Barra Funda, SP, pelo Roberto Lee, quem depois de muito tempo, notando q. o carro ali estava sem dono, o removeu e do mesmno se apossou. Grande amigo do Eduardo André Matarazzo, resolveram os dois, em sociedade, restaurar o carro. Não sei como explicar mas isso nunca se realizou, e, provavelmente, na época o motor foi retirado da correceria, pelo Eduardo para recondicionamento. Nesse interim a carroceria foi recolhida no galpão da fazenda do Roberto em Caçapava e o motor de posse do Eduardo André. Com o falecimento do Roberto, o espolio nada fez para reaver o motor, e depois, também tendo falecido o Eduardo André, a situação manteve-se na mesma. Fato é que o motor encontra-se no museu do Eduardo André, em Bebedouro, gerido pela filha Patricia Matarazzo, quem, inclusive cre q. o carro como um todo pertenceu a seu pai e não ou Robeerto Lee.
    Atenciosam/
    Geraldo M.”

    No mesmo lugar tem outros 3 comentários que dizem o seguinte:

    por Marcelo:
    “(…) Eu quem retirou o Tucker do local onde estava por aproximadamente 40anos .
    Estou coordenando todo trabalho de remoção dos carros , e de higienização , e depois preparar os carros pra que seja apresentado ao público
    Essa foto com o pneu vazio foi tirada por mim , logo depois que retirei o Tucker da plataforma . o pneu foi enchido sim .. observe o trazeiro , acho que deveriam perguntar … o pneu esta estourado e com a camara de ar podre .. não tinha como descer o Tucker diretamente em cima do cavalete . e se quiserem ver o carro hoje , verá que ja arrumei o pneu
    E pode ficar tranquilo , que não vou lavar o carro . irei sim higienizar,se desejar além de fotos , tenho filmagem na hora exata quando coloquei o carro e tirei de cima da plataforma (…)

    por Marcelo:
    “outra coisa … o painél não é de Cadillac e sim de Buick . foi adaptado uma mecanica de Buick nesse Tucker, eu vi de perto a adaptação , o suporte de coxim de motor e demais que foram feitas no carro . … mas é um Tucker !!!”

    por Marcelo:
    “Foi difícil do Tucker sair de lá , e ninguém viu como estava a situação do local , levamos 4 dias pra conseguir tirar o Tucker (…)”

    Sem mesmo conhecer ninguém nessa história, a hipótese de Roberto Lee ter se apossado de um carro abandonado sem mais nem menos me parece inverossímil.

  • Eu ainda estou duvidando das boas intenções da nossa prefeitura(sou Caçapavence)e conheço o mato em que lenho! Os veículos de uso diário da prefeitura não gozam de boa manutenção!Será que restaurar carro raro daria muitos votos?????
    No site Kit Car list & Replica Manuf… tem o endereço de um fabricante de uma replica do Tucker 48 o fabricante americano é : Ida Automotive Inc- http://www.idaautomotive.com-
    Quem sabe não estariam vendo uma réplica,será que haveria uma no Brasil?
    Quando descobri este site,estava procurando por uma recriação do DKW 1000 SP ou do DKW Monza até mesmo de um Alpine A 110.

    • Luiz,

      Moro aqui também e não sou partidario de nada, na verdade sou, de ver esses carros novamente em exposição, seja onde for. Temos que lembrar apenas que não vão restaurar. Isso não é função do poder publico, que tem outras prioridades maiores. A ideia é lavar e higienizar.. e seu Deus quiser, aparecer algumas almas caridosas com dinheiro, que invistam na restauração dos bichinhos.

      Mas, novamante, sobre o Tuncker 48, estou fazendo algumas buscas a informações. E acho dificil coloca-lo novamente como original. O motor, como todos sabem está em Bebedouro, mas o chassi não se sabe onde está. O melhor é achar as peças que faltam, e deixar o restante como está.

      O farol dianteiro seria otimo encontrar (o que vira junto com o volante). Falta também a fechadura do porta mala (estive a dois dias vendo os carros). Os outros farois e lanternas estão lá. O motor está fora do carro (um de Cadilac se não me engano), mas está aqui também. Acho que para deixar do jeito que o Sr. Roberto Lee o tinha não precisa de muitoooo dinheiro não… precisa apenas de pessoas que conheçam, que tenham boa vontade e um pouco de tempo. Eu, apesar de não conhecer muito, me disponho a ajudar. Se você é daqui e tem ideias, vamos tentar nos reunir. Tem mais gente por aqui que quer ajudar também.

      Importante é o que você disse, não associar isso com eleição nem nada, mesmo porque a busca por essa doação não partiu só da prefeitura.

      Abs.

  • Se esse carro está em Araraquara eu não sei mas, sei que lá tem uma motocicleta Megola.
    Esta moto é desconhecida da maioria, pois só foi fabricada na década de 30 e restam não mais que umas três ou quatro no mundo!
    A característica principal dela é o motor de 5 cilindros e ele (motor) é a roda dianteira!!!
    Esta moto faz parte do acervo de uma pessoa que possui pelo menos umas 1.000 motocicletas antigas, a maioria funcionando e que infelizmente não as mostra em lugar algum.
    Eu as ví fazem uns 3 anos quando o dono me recebeu junto com um amigo comum.

  • Morei em Araraquara e posso estar sendo influenciado, mas acho que tenho a imagem de um Tucker lá sim nos anos 80 mais precisamente entre 84 e 86. Mas pode ser viagem. Que eu me lembre com certeza tinha uma Dino, que na verdade não era de lá mas do filho de uma senhora que sempre ia para lá mas morava em SP.

    Tem um colecionador lá que aluga coisas antigas para Globo fazer novelas, desde móveis até carros. Não sei o nome, mas o pessoal da produção do ESPN consegue fácil falar com o pessoal da Globo e descobrir o nome do cara, ele, acho, é alguém que poderia dar um depoimento sobre o assunto bastante criterioso.

  • Caramba…será que há dois Tucker´s no Brasil? Tá parecendo com a história de um modelo de Opala chamado 250/R isso mesmo. Eu conheço o 250/S mais o R nunca tinha ouvido falar…e os diplomatas 1978 que supostamente ainda estão rodando em algum lugar do Brasil. Enfim, missssstééééério.

    • Trabalhei em concesionarias GM desde 78, conheço a lçinha opala de cabo a rabo, tinha um catalogo de peças originais até bem pouco tempo, nunca houve um 250 R e nem diplomata 78, se eles existiram, são tão raros como os mavericks com motor V 8 canadense, ou o tão falado opala 2 marchas “com cambio na coluna”

    • Pois é, curioso que falei com o pessoal de Bebedouro, que tem o motor e um documento do carro, e em lugar algum se faz referencia ao numero 1035, apenas ao número do motor.

      Tenho que ir para Bebedouro dar uma olhada nesse documento.

  • A história do aluno da Politécnica contada no site Street Customs foi retirada do fórum SIMCA Brasil.

    Estive “estudando” o assunto nos últimos dias para nosso site e logicamente não parei no primeiro post pois quero saber a fundo sobre o assunto (que em breve será publicado) e o postador da história confundiu Araraquara com Caçapava (é um monte de A mesmo…).

    Alguns posts depois ele se autocorrige.

    O link original está aqui http://www.forumnow.com.br/vip/mensagens.asp?forum=41872&grupo=98616&topico=2853999&pag=1&v=1

  • Meninos eu ví!!!!!!!!!!!! Em meados de 1960 eu estava em um onibus da CMTC, no vale do Anhangabaú em SP. e ví ao vivo um Tucker andando no transito, lembro que era um carro bem consevado e transitava normalmente rumo a zona norte de SP. Eu tinha 15 anos e era apaixonado por carros, principalmente os Fuori Serie, que eu e o Divila perseguiamos para ver de perto.

  • A história por trás da chegada deste veículo ao Brasil também é quase que um grande mistério. Há quem diga que o próprio Tucker o trouxe, outros que o veículo chegara aqui antes dele, por volta de 1949. Há um registro fotográfico de um Tucker 48 em plena avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio, sem precisão de data. E também registros de duas revendas Tucker no Brasil, uma em São Paulo e outra no Rio. Há muitas contradições envolvendo o modelo, quais foram seus proprietários e como o motor separou-se do veículo, o que inclusive alimenta rumores de que haveriam dois, e não apenas um, Tucker no Brasil – há quem jure de pé junto que o segundo estaria enterrado, longe dos olhos de curiosos. Se for verdade este seria então o único 48 não-localizado, o que parece difícil.

    Uma das lendas envolvendo o 48 hoje moribundo em Caçapava é que fora vendido pela revenda Tucker em São Paulo, instalada na avenida São Luiz. Mas alguns anos depois teria sido transformado em prenda de rifa executada em plena Praça da Sé, e depois teria sido visto com frequência estacionado pela rua Piratininga, no bairro do Brás, junto a lojas de autopeças e desmanches.

    Há registros de que o Tucker tivera um bom número de proprietários por aqui, que teriam sido, pela ordem, Agop Toulekian, Jaime Gatamianis, Orlando Bombarda e Eduardo Matarazzo – que teria então o vendido ou cedido a Lee.

  • Nesse site que eu salvei há muito tempo ( http://www.tuckerclub.org ), é só sobre o Tucker, conta a história do carro em detalhes, com fotos e dizendo o paradeiro de cada um dos 51 fabricados. A grande maioria está conservada em estado de zero km, e muitos estão em exposição dos EUA.
    Cada um mais espetacular do que o outro.
    Em várias fotos dá pra ver claramente o interior com o painel, bancos, pedais, etc.., o que prova que o nosso foi realmente todo transformado.
    Por outro lado, a idéia de uma restauração completa não parece tão absurda assim. Se houver patrocínio, o que não vai faltar é fonte de informações e especificações.
    Abs/