AMIGOS PARA SEMPRE

SÃO PAULO (estou chegando lá) – O Ricardo Divila, que tem um Citroën Ami há 47 anos, mandou este link aqui, irritado porque seu recorde foi batido. Diz o texto que Mr. Allen Swift, de Springfield, MA (Maranhão?), ganhou do pai este Rolls Royce Picadilly P1 Roadster 1928 zero quilômetro, quando se formou.

Belo presente de formatura, sem dúvida. Eu ganhei um Gol.

Mr. Swift morreu em 2009 na flor de seus 102 anos de idade. Segundo consta, era o mais velho proprietário de um carro desde zero no planeta. O Rolls foi doado ao museu de Springfield e tinha apenas 170 mil milhas rodadas, 272 mil km. Isso em 82 anos de serviços prestados. Funcionando perfeitamente.

Manter um carro por 82 anos é demais. Na minha pequena frota, o que está comigo há mais tempo é um Belcar 1962 que comprei em 1988, 23 anos atrás. E vocês aí desse lado? Há quanto tempo têm seus carrinhos queridos? Não morrem de remorso quando vendem?

Comentários

  • Meu falecido pai tirou uma VW TL verde folha em julho de 1973 Vepira em Piracicaba e continua original como de fabrica na Família desde então. Logicamente não são originais os pneus (Campeão Supremo faixa branca);as velas; (os cabos de velas são originais); a bateria e a borracha dos limpadores de parabrisa. do restante TUDO original sem nunca ter sido feito qualquer restauro. Rádio Motoradio Todo Silicio 3 faixas AM. Lavador do parabrisa com funcionamento por pressão peneumática (3 ATM). Carro em funcionamento perfeito. Meus filhos curtem o carro também.
    Sem duvida tenho muito carinho por esta”senhora”.

  • Tenho um fusca 1966.motor 1600 vendi 2 vezes e voltou pra mim as duas vezes. Agora estou com do de vender pois gastei muito com ele e acho que e o destino ele voltar pra mim 2 vezes.gosto do fusca acho que vou ficar com ele…

  • Poh, isto é legal. Carros que ficam anos na família. Olhae:

    Jardineira Chevrolet 1928: 30 anos.

    Dodge D24C Fluid Drive 1946: 27 anos.

    Ford Modelo “A” 1929: 20 anos.

    Mercedes Benz 170S 1950: 15 anos.

    Chevrolet D10 1000 1979: 20 anos.

    Audi A4 2001: 7 anos.

  • Me arrependo de cada carro que vendi, mas é preciso renovar energias. Estórias como essa sempre me comovem. E é claro que você sabe o que é MA. Os gringos são meio pé-no-saco, mas como todo povo, tem suas virtudes. Tolerância meu amigo, tolerância…

  • Tenho meu escort conversível 1991 desde 1995. Tudo funciona. Há alguns anos quis vender, minhas irmãs não deixaram, meu pai me pediu para que não fizesse isso, meus amigos me xingavam, outros amigos alemães ligavam me trucidando por eu ainda não saber falar a língua deles e por me disfazer do carrinho, por fim, numa tarde voltando do parque do Ibirapuera com minha namorada, abri a capota. Chegamos na casa dela e ela me pediu encarecidamente para que eu jamais o vendesse (hoje é minha esposa). O carro está na oficina sendo pintado. Espero vê-lo com uma pintura revigorada. O motor é novo, capota novinha. Acho difícil passá-lo para frente. Vou mantê-lo vivo enquanto puder. Abraços.

  • Meu Fusca 1300L, Verde Indaiá, tirei “0 km” no dia 19 de abril de 1979 na revendedora Servauto, na Av. Lins de Vasconcelos, SP (onde é hoje a Igreja que desabou). Eu tinha 20 anos na época.
    Está 100% original, como saiu da loja. Já está indo para os seus 32 anos.

    Só me faltam 50 anos para vencer o Mr. Swfit. Será que chego lá?

  • E dá pra vender um companheiro ? sei q as vezes é necessário … e me dói o coração pensar que este dia pode chegar …

    Vou guardar este post e reler todas essas histórias maravilhosas sempre que a idéia cruzar minha mente !

    Espero um dia poder contar histórias parecidas aos meus descendentes !

    Ah, deixo os meus parabéns a todos os formados em cho ro rô ;)

  • Buenas! Tenho 35 anos e a cerca de 1 ano e meio me desfiz de um Gol BX 1980, inteiraço, funcionamento perfeito, um dos primeiros da geração BX. Doeu até a alma quando vi o novo proprietário levando o “Verdão” embora, pois antes ele foi do meu Pai e ainda antes do meu Avô. Mas fiquei feliz ao mesmo tempo, pois estava adquirindo um Gol ainda mais novo e porquê vendi para um colega de trabalho que é extremamente cuidadoso. Não me conteitei em vender para qualquer um, escolhi a dedo o novo proprietário. Tenho certeza que este “Verdão” ainda vai rodar muitos quilômetros, é só um guri com os seus 30 anos de uso. E quem sabe um dia eu o compro de volta. Veículos com este fazem parte da história da evolução da indústria automobilìstica brasileira, não devem ser tratados apenas como carros velhos. Abraço!

  • Quem dera não vender os carros que tive. Ou quase, alguns não deixaram saudades. Mas os antigos certamente guadaria. Dos meus cacarecos, os que estão há mais tempo são um Camaro 73 que já foi vermelho agora é amarelo e um Chevy 57, que me meti a reformar e nunca que acabei a “obra”. Mas o mais velho deles é uma pickup Chey 27 com mecanica de Opala, que é velha do mesmo jeito…

  • Meu Fusca 1300L, Verde Indaiá, tirei “0 km” no dia 19 de abril de 1979 na revendedora Servauto, na Lins de Vasconcelos (onde é hoje a Igreja que desabou).
    Está 100% original como saiu da loja. Já está indo para os seus 32 anos.

  • Eu tinha um TL 71 branco lotus que ganhei do meu avô e veio equipado com um console Santilli que tinha um Motoradio 3 faixas e um gravador (isso mesmo, gravador com microfone externo) Meca, a bola do cambio e alavanca do Puma, o resto estava todo original. Vendi por que fiz a besteira de casar. Hoje tenho uma Suzuki Baleno SW 97 com quem casei em 2008, como o padre fala: “Eu os declaro casados até que a morte os separe”. Como todo casamento sempre há umas briguinhas, tentei me divorciar mas não teve jeito, mandar para a casa dos pais de volta (Japão) é muito caro, ficarei com ela até que seja cumprido o destino ou quem sabe, apareça um Ricardão que se apaixone por ela.

  • Sinceramente não sei se é o carro que mais tempo estou. Mas é o que teve as maiores experiências em minha vida. Foi a bordo de meu pequeno “Cabrito” que rodei, andei, quebrei, sofri, sorri, chorei, cantei… Tá, até trepei também.

    Tem muita história e tenho vontade de mante-lo por anos! Precisa de um tratinho, pois com o uso diário, tem algumas coisinhas para fazer. Já pensei em vende-lo para comprar algo mais novo. Mas sinceramente me arrependo na hora e não o vendo por nada! Quero comprar um clássico para fazer cia para o Cabrito, e deve ser um Opala.

    Ah… Cabrito é o apelido de meu pequeno Classe A 160 Branco. Estou com ele desde 2008, quando o comprei com 40000km e hoje o branquinho está com 110000km.

    Conhece a Via Dutra (SP/RJ), Rod. dos Bandeirantes e Anhanguera como ninguém!

  • E lá se vão 17 anos que eu tenho meu Opala Diplomata 1982. Comprei o carro em 1994 quando eu tinha 16…possuo outros Opalas hoje. Mas este opala 82 possui um lugar cativo em meu coração. A história da minha vida está naquele carro e não vendo de forma alguma, por dinheiro nenhum.

  • FG,
    sensacional a história.
    O carro que está a mais tempo comigo, na verdade, em minha família, é um glorioso DKW Candango 2D, que está conosco desde 1968.
    Comprado por meu pai do Sr. Pereira Barreto, que era concessionário DKW à época e comprou este carro para dar de presente ao pai dele. O carro foi encontrado em Ribeirão Preto. Meu pai fez toda a restauração e me deu de presente há uns 15 anos atrás, quando fiz 18 anos.
    Tem uns 95 mil quilômetros de bons serviços prestados e pretendo mantê-lo para dar ao meu filho, Pedro, quando ele tiver os seus 18 anos.
    Um grande abraço.

  • Temos um Palio 96 em casa. Na semana passada gastei 3 milhões de centavos com ele, uma geralzona no motor, toda a suspensão, freios e pneus novos, lavagem completa (daquelas em que tiram a forração inteira). Até o final do trimestre ele ganha som, para brisa e para choque novos, uma polida daquelas e documentação em ordem. Ninguém usa nosso heroico carrinho no dia a dia, mas ele merece!

  • Bom, vai fazer 3 anos que estou com meu Passat TS 1982. Meu 1º carro comprado com muito suor. Espero fazer igual ao meu Pai que já está a 24 anos com o Passat GTS Pointer 1987 tirado zero da Vw Alta.

  • Eu tenho um Chevette comprado zero em 31 de dezembro de 1984, modelo 85. (Não foi presente de formatura não, porque não ganhei nenhum, esse eu paguei arduamente em 15 meses.) Como pretendo chegar perto dos 200 anos de idade, e manter o carrinho até lá (tá super bom agora, o carburador dava problemas, tinha de limpar todo mês, coloquei agora um duplo estágio, virou um foguete – nos limites do possível, claro), vou certamente bater o recorde do Swift.

    Meu sonho de consumo é comprar um Opala 250cc

    {}Overtake

    • silvio, se voce pegar um pedal de acelerador de C 20, parafusar no assoalho em cima do acelerador original, vboce vai ver o que é foguete, tive 2 chevettes e nos dois fiz o que te indico, devido ao grande curso do acelerador na posição original o carrinho é lento de saida, mas com o pedal suplementar a coisamuda de figura.
      OUTRA DICA. tenho um mecanico e amigo que é meio maluco, um dia ele me pediu para trazer um carburador de alcool e uma vlavula termostatica do chevette a alcool, tirou os correpondentes do chevette 76 gasolina que eu possuia, intalou o kit para alcool, esvasiou o tanque e cpompletou com alcool, rodei 6 anos desse jeito, o carro não rateava, não, falhava e andava pacas, o camilo cristofaro duvidou, guiou o carro e se surpreendeu, o chevette é o unico carro que dá para fazer essa muidança, devido a mangueira de agua quente que entra no coletor de admissãO.

    • Silvio, desculpe a brincadeira, mas o que voce vaio fazer com um opala 250 cc? não sai nem do lugar, voce talvez queira comprar um opala 2500 cc ou seja 4 cilindros ou um opala 250 S que teria 4l00 cc, e 6 cilndros. tomara que voce opte pelo 2°, se for a alcool original coloque nele o comando de valvulas do opala 250 S cum tuchos mecanicos e a engrenagem do comando de aluminio, vem brincando uns 8 a 10 Cavalinhos, com escapamento 6×2, mais uns 5, dá pra brincar legal e não fica gastão, se o carro for automatico, aí nem se fala.

  • Também com essa maravilha de carro, nem ue vendia.
    A máquiina da foto acima é de babar, do formato a cor. Linda!
    Um carro clássico de rara belesa.

    Já os gol dispenso todos. Vão ser feios lá na pqp!

  • Há 14 anos sou proprietário de um Santana GLS automático. Quando o comprei já tinha dez anos de uso, mas com apenas 45 mil km rodados. Estava como novo e o mantenho assim desde então. Tenho outros três carros mais novos, mas esse Santana eu não vendo de jeito nenhum. De minha mão ele só sairá para meu filho e se o garoto tiver juízo e conservá-lo, terá uma jóia rara um dia.
    Sempre que a patroa me critica do porquê eu não vender o carro, eu pergunto quanto vale um Simca hoje e emendo que o Santana de hoje é o Simca de amanhã. Ao que a patroa replica: “É o único carro de pedreiro que entra pela portaria social do condomínio.”

    Mulheres não sabem nada sobre carros…

  • OLÁ!!!… BOM DIA! SEM COMENTÁRIO O ROLLS ROYCE.NOTA 1000. APROVEITO P/ DIZER QUE TENHO UM FORD COUPE CONVERSIVEL, CAPOTA HIDRAULICA ORIGINAL, C/ TODOS OS DETALHES DE FABRICA. ESTÁ COMIGO HÁ 22 ANOS . ANO 1947 . ABRAÇOS. EDSON.

  • Meu Escort Ghia 1986 já está na garagem de casa a 25 anos. O mais “novo”, um Escort L 1992 já está comigo a 15 anos, isso porque comprei ele usado, em 1996.
    Tive outros carros que vieram antes e já se foram, mas esses 2 eu não pretendo vender tão cedo. Já virou casamento…

  • Não tenho o pedigree do sr. da foto.
    Mas meu Voyage 1993 GL está comigo desde os 10000km há 17anos.
    E embora outros carros mais novos, belos e possantes venham e vão esse não sai mais da garagem.
    É parte da família!

  • Flávio, aqui em casa nós, – Rogério Tadeu, filho, Samantha, filha, e eu, Vander, 57, tasmbém gostamos e cuidamos dos nossos carros, um Gol, comprado zero em janeiro de 2000, está na ativa com 170 mil km e um VW Bora, também comprado zero em novembro de 2001, com 207 mil km, estão ótimos. Uma S-10, comprada em 1998, zero km, foi vendida, em ótimo estado, em 2008, com 150 mil km, por necessidade inadiável. Ah! Estava me esquecendo da Yamaha XT-600, de novembro de 2000, atualmente com 50 mil km, e muitos pela frente, ainda…

  • Me formei e não ganhei carro nenhum, mas comprei meu primeiro fusca com 17 anos fruto do meu emprego de peão desde os 14, me arrependo de todos os carros que vendi, especialmente os fuscas, o passat, os opalas. Tenho um fusca 1980 vermelho que está comigo desde 2006, detalhe, eu o deu para um pedreiro para ele construir minha garagem, ele detonou o carro, mas eu o comprei de volta, meus amigos todos dizendo que ele me enganou, porque paguei 2 mil nun carro que valia mil, mas na verdade eu que o enganei, pois se ele dizesse que entregava o carro só por cico mil eu tinha pago. Acredito que este não sai lá de casa, mesmo porque minha filha de 4 anos, que foi nascer e voltou no hospital nele, adora o carro.
    Meu pai tem um uno desde 1998, é outro carro que também não sairá da familia.

    Em tempo meu supermini 1993 está a venda.

    a-lo de volta

  • Eu tive um kadett 96 1.8, que foi meu primeiro carro. fiquei com ele 5 anos e vendi meio que por necessidade. depois dele, nunca mais me apeguei a carro nenhum, tanto que de 2008 para cá já tive 4 carros. Hoje tenho um Fox que peguei zero em outubro passado e provavelmente não vai ficar comigo muito tempo. tenho vontade de recomprar meu primeiro carro, sei onde ele está, e ficar com ele. sobrando dinheiro quem sabe né?

  • Tenho uma SM 4.1 conversível automática, ano 1986, a popular “Santa Matilde”. Foi adquirida em 1996 e rodou até 2000. Cheguei a ficar sem nenhum outro carro, andando só de Honda Biz mas não vendi a SM, pois a compra desse carro foi a realização de um sonho de criança. Iniciei a restauração mas hoje está parada de novo.
    A Honda Biz ficou comigo por doze anos, desde zero, só vendi no ano passado, com 96 mil km, após ter sofrido um acidente com outra moto. Como vou demorar para voltar a andar de moto devido a recuperação, fui obrigado a vendê-la. Prá quem não é doente por carro e moto, parece ridículo, mas chorei no dia em que retiraram ela da garagem!

  • Que carro lindo, gostei muito, meu pai tem um Passat L ano 1974, que comprou em 1979, portanto esta na familia a 32 anos (eu estou na familia a 36) rsrs, e esta muito conservado, o que ele anda em um ano com o carro eu ando em 1 semana com o meu, passando pela região central do estado de São Paulo, venha visitar Jaú. Abração

  • Meu Fusca 1600 1976 está comigo desde 28 de junho de 2000. São mais de dez anos de parceria. Não vendo! Mesmo quando estava no auge das dívidas da construção da minha casa,sequer pensei em vender.
    Também tive um Gol comprado zero em 2004, que fiquei com ele por cinco anos. Meus carros são parcerias duradouras!

  • Eram outros tempos mesmo! Uma pessoa se formar na faculdade antes da 1ª metade do seculo passado era uma façanha, mas recompensar com um Rolls Royce… puta presentão. Ainda bem que o “menino” na época, foi homem o bastante para entender que presente não se vende.

    Hoje eu tenho um 147 há 3 anos que eu pretendo reformar e deixar o mais original possível e, nenhuma intenção de vendê-lo.

  • Comprei minha Alfa Romeo 145 QV em fevereiro de 2005. De lá para cá foram 97 mil km como meu carro de uso diário. É o melhor carro que já dirigi na vida. Entretanto, no último ano, ela me deixou várias vezes na mão por causa de inúmeras idas à oficina. É meu único carro. Estou pensando em vender. Mas está doendo bastante.