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sábado, 26 de março de 2011 - 21:05F-1

AUSTRALOPITACOS (4)

SÃO PAULO (gênio) - O KERS é uma porcaria, é algo que sempre pensei. Uma tranqueira pesada, difícil de acomodar, complicada para resfriar, derrete baterias e atrapalha na hora de projetar o carro. Pelo jeito, Adrian Newey acha o mesmo. Ou melhor: acha que presta só para a largada — o Ricardo Divila falou nisso no nosso especial de apresentação da temporada.

O papo em Melbourne hoje, depois do massacre de Vettel sobre a concorrência na classificação, é esse. O alemão não aciona o KERS durante as voltas. Newey teria projetado um mini-KERS para os carros da Red Bull. Levinho, bateria pequenininha, para usar apenas na largada. Dar o salto na frente, e pronto.

E como carregá-lo, já que sua energia advém do calor gerado nas freadas? Na volta de instalação e na volta de apresentação. Vettel e Webber vão frear o carro várias vezes para acumular a energia necessária antes do início da prova. E, aí, o mini-KERS estará prontinho para a largada.

Newey é o fodão do Bairro Peixoto. Mas a Red Bull, claro, não confirma nada. E antes que perguntem, o KERS não é obrigatório.

Tem gente, também, que acha que além do mini-KERS, Newey fez umas asas dianteiras marotas. Vamos ver a gritaria dos adversários depois da surra de logo mais.

30 comentários

  1. Fernando Pestana disse:

    Nossa, finalmente uma boa alma para tentar fazer nossos comentarístas pararem de falar besteira. Ouvi do Livio Oricchio, Lito Calvalgante, Reginaldo Leme e até do nosso querido blogueiro comunista que KERS aproveita energia do calor dos freios. Se fosse isso, não seria “cinético”, e sim “térmico”.

    Bravo!!!

  2. Marcelo. disse:

    Gomes, o Adrian Newey tem mostrado ser o melhor projetista da história da F1. Ganhou títulos na Williams, McLaren e Red Bull em épocas diferentes, com regras técnicas diferentes. O único que lembro ter feito frente à ele foi Rory Byrne, que o derrotou nas épocas de Benetton e Ferrari, ambas com Schumacher, mas também em épocas e regulamentos diferentes. Num primeiro momento não consigo pensar em nenhum outro que tenha triunfado tanto e por tantos anos, visto que antigamente haviam mais aventureiros românticos do prancheteiros técnicos. Em minha modesta opinião, John Barnard e Patrick Head estão num degrau abaixo, embora Barnard tenha introduzido na F1 simplesmente a fibra de carbono. Também é verdade que todos eles sempre contaram com grandes orçamentos.

  3. Luciano disse:

    “E como carregá-lo, já que sua energia advém do calor gerado nas freadas? Na volta de instalação e na volta de apresentação.”

    O KERS não aproveita o calor gerado nas freadas. Aproveita o torque poupando os freios traseiros, deixando de gerar calor pelo motivo de aproveitar o torque na roda.

    KERS é um dispositivo de regeneração dos freios destinado a recuperar a energia cinética dos veículos normalmente dissipada como calor durante a frenagem. A energia recuperada pode ser armazenada eletricamente em uma bateria ou capacitores, ou mecanicamente, em um volante, para uso como fonte de aceleração adicional por meio do pressionar de um botão. Os regulamentos limitam a potência adicional de cerca de 82 cv (61 kW) de 400kJ por seis segundos por volta.

    O Sistema de Regeneração de Energia Cinética – KERS (Kinetic Energy Recovery System) é o termo genérico dado aos dispositivos que recolhem a energia cinética gerada na desaceleração do carro que seria desperdiçada e, em seguida, a reutiliza. Ao serem acionados os freios a energia do torque resultante normalmente desperdiçada é transformada em eletricidade e levada a um capacitor, o qual alimenta o sistema propriamente dito, o qual, ligado ao eixo de propulsão do motor, faz com que ganhe potência.

    No momento da desaceleração do veículo, um torque resistente é criado pelo sistema, auxiliando na frenagem. A peça, entretanto, além de ajudar na parada do carro, guarda parte da energia desperdiçada, que seria, sem o sistema, transformada em calor – daí a incandescência dos discos em frenagens bruscas – e inutilizada. O que foi possível reaproveitar é transferido para o capacitor – alocado à transmissão – por meio de cabos elétricos.

  4. galileu disse:

    ERRATAS= MELHOR,. QUE
    quem me contou foram varias pessoas que trabalharam na equipe na época.

  5. galileu disse:

    uma pequena historia que ouvi, na época da copersucar, o emersom e o jo ramires, foram em uma faculdade na inglaterra e perguntaram quem era o melohor formando em aerodinâmica, todos apontaram para um cara quie acabou sendo contratado pelo emersom e acabou sendo demitido por incompêtencia pelo 1° irmão.
    O cara era adrian newey
    JÁ PENSARAM SE O CARA FOSSE COMPETENTE?

  6. Guilherme disse:

    Flávio, sem querer ser chato, mas já sendo um pouco, irei lhe corrigir, pois você está cometendo o erro de difundir uma informação que já está comum, porém é mentirosa… (antes de tudo, sou péssimo em português! Não sei onde colocar as vírgulas e mal sei corrigir minha ortografia, mas sou formado em física pela UnB e, sobre isso, eu conheço um tiquinho. Ah, não acho que ser formado em uma matéria exata me dá o direito de ser um ignorante em Português!)

    Diversas vezes e em diversos lugares leio e ouço a frase “já que sua energia advém do calor gerado nas freadas” [sobre o KERS, ou até mesmo sobre carros híbridos]. Na verdade não é o calor do freio que gera a energia. Isso seria possível apenas se tivesse uma usina termo-elétrica (tomadas as devidas proporções) dentro do carro. Na verdade o que acontece é que existe um motor elétrico que pode ser usado para ser um gerador elétrico.

    Este motor fica desacoplado do eixo de tração. Quando o Kers é acionado o motor acopla ao eixo (algum tipo de embreagem) e a bateria “empurra” o motor elétrico, dando mais força ao eixo e descarregando a bateria (transforma energia elétrica em cinética devido às espiras e imãs no motor e blá blá blá).
    Já quando o freio é acionado, o motor elétrico é acoplado ao eixo do carro e, sem passar a carga entre a bateria e este, ele gera energia elétrica (transforma a energia cinética em potencial elétrico, que é armazenado na bateria).

    Lembra-se dos dínamos que eram colocados em bicicletas para acender um farolzinho? O sistema, para a carga, é semelhante, porém com uma bateria no lugar do farol. Quando inverte-se o sentido da corrente, indo da bateria ao dínamo, este irá funcionar como um motor elétrico.

    Flávio, entenda que eu não quis ser pedante, somente quis corrigir um termo que está sendo muito mal explicado pela mídia há anos.

    Ajude a corrigir esse erro conceitual!

  7. Júlio Lima disse:

    Pra mim não faz sentido esse negócio de só usar um mini-KERS na largada. Se a tranqueira já está lá, e acumula energia nas freadas, por que diabos só usaria na largada e não nas demais voltas?

    Ainda que fosse um ganho pequeno, seria algum ganho, equivalente ao da largada.

    Se depois da largada jogasse tudo fora, aí entendo que faria sentido. Se continua lá e não é usado, então não faz sentido nenhum.

  8. Marcio Goncalves disse:

    Red Bull confirmou com NÃO USA NENHUM TIPO DE KERS! E que treinaram com ele na sexta, mas tiraram depois.

  9. Williams disse:

    Po, parece que o Newey faz tudo na RedBull é? não querendo tirar os méritos do cara, mas toda e qualquer ‘sacada’ da equipe é creditada ao Newey… pode ser aerodinamico, elétrico… câmbio… decisão de usar ou não o kers… o cara é uma equipe completa é? Se for ele podia abrir uma Adrian Newey Racing… só com ele de funcionário e piloto, porque o Webber comeu poeira esse final de semana inteiro.

  10. pedro arnaldo disse:

    Parece-me que num mundo onde esta provado que o desperdício é um comportamento humano desprezível e com prazo de validade vencido, a reutilização de energia é uma necessidade e jamais mais um modismo passageiro. O KERS é apenas a ponta de um iceberg de um processo evolutivo que não tem volta esse primeiro pequeno passo desta caminhada, tem seu referencial na auto-sustentabilidade e na reutilização racional de toda e qualquer energia. Aposto que daqui a dez anos, dispositivos como o KERS serão tão comuns como a utilização do efeito aerodinâmico é há mais de 40 anos, mas que não era utilizado há 60 quando começou a F1. Sou o único a achar positivo este dispositivo, mas quem viver verá!

  11. Rodrigo Dutra disse:

    E a F1 cada dia mais chata!!!!!!!!

  12. Conde disse:

    E vamos tomar um Red Bull para aguentar até de madrugada , pq para mim 3 horinhas de sono faz uma falta fdp .

  13. Famengon disse:

    sorry, rapidamente.

  14. Famengon disse:

    Se o “cara” teve essa sacada, só mostra como os outros engenheiros são obtusos. Desde o início o dilema foi conciliar o peso do equipamento com o benefício que ele proporcionava, tanto que tivemos equipes optando por não utilizá-lo em algumas provas da 1ª fase do KERS por não ser vantajoso. Penso que se há reaproveitamento de energia dos freios, o equipamento para isso está lá, ainda que “reaproveite” energia de forma menos eficiente e por isso possa ser mais leve. Quem sabe dessa forma eles demorem duas ou três voltas para recarregar o sistema e utilizem menos vezes durante a corrida. A melhor maneira de melhorar a eficiência é reduzir as baterias (responsáveis pela maior parte do peso do sistema), e se elas não precisam ser recarregadas rapiamente, podem ser leves e compactas. Idéias simples de um cara genial.

  15. Antônio F. Machibor disse:

    FG

    Ontem, o Lito Cavalcanti ficou até meio puto no twitter sobre o KERS… ficaram fazendo algumas perguntas digamos exageradas sobre o KERS, pô, que tem twitter acessa a internet, que tem google… porra, pesquisa !!! tem gente que só quer aparecer na TV

    Escrevi só pra dizer o que realmente é o KERS é “Kinetic Energy Recovery Systems” ou “Sistemas de Recuperação de Energia Cinética” o que tá confundindo todo mundo é o fato de vocês falarem que o KERS converte o calor da freada em energia… bon, isso é uma abreviação da resposta, na verdade os mais chatos que não entendem… o que o KERS faz é armazenar a energia cinética que seria “jogada fora” na forma de calor na hora da freada… Energia cinética nesse caso, seria o “embalo” do carro caso não tivesse mais aceleração, quando o carro tá na “banguela” vai longe não é !? então… energia cinética…. isso colocando numa formula desgraçada, peso, velocidade, atrito, um monte de coisa… resulta em Joules.

    pois bem, quando a gente taca o pé no freio, na verdade usa essa energia pra gerar calor… o que o KERS faz, é pegar uma parte disso e guardar, não o calor, mas a energia cinética do carro.

    Tem dois tipos de KERS o com bateria, que tem um gerador ligado por um cambio do tip CVT no cambio do carro (puta zona) que é acoplado a hora que o meliante taca o pé no breque… isso tudo dá uma puta freada no carro… ou seja, guarda a energia, nas baterias, que na verdade são capacitores… e o gerador também é motor… ou seja, na hora que o meliante taca o dedo no botão, ele liga e ajuda o motor…

    Tem um outro tipo de KERS, que se eu não me engano a Williams tentou fazer, que não usa bateria, nem gerador, nem porra nenhuma… ele é simplesmente um volante que fica girando numa puta velocidade do cacete… coisa de mais de 200 mil rmp…no vácuo.. não tem motor nem bateria nem nada… mas como era mutio mais complicado e não gerava tanta potencia, e precisava até da Endevour que ja vai aposentar… resolveram abandonar…

    Sei que fui chato pra cacete… muito… desculpa…

  16. Italo Drago disse:

    O que deu pra notar no treino classificatório foi que, em nenhum momento, os carros da Red Bull acionaram o KERS durante a sua volta rápida, e mesmo assim o Vettel detonou com o tempo da concorrência… Esse papo do mini-KERS só para a largada faz algum sentido mesmo…
    Definitivamente, Newey é o cara na F1!

  17. guilherme disse:

    Não se esqueça de anunciar o Bem, Merdinhas especial.

  18. Ricardo Costa disse:

    Newey é realmente o cara, porém concordo com o que está no regulamento, se algo como asas dianteiras marotas ou móveis, é trapaça e não é esporte competitivo.

    Que está estranho está !!!! é muita diferença, se for assim o campeonato se decide até o meio da temporada e teremos um ano dos mais chatos.

    Ricardo

  19. Pagodeiro Bello disse:

    Ops, acho que faiei. Onde se lê bardenista leia-se badernista. Mas como a palavra não existe mesmo…

  20. Pagodeiro Bello disse:

    Esse Adrian Newey é um bardenista… Como diria o pessoal do saudoso programa Hermes & Renato…

  21. Andre Miranda disse:

    Haminoquio falou que a Red Bull soh servia pra vender energeticos, mexeu com o brio dos caras, deu gosto de ver a cara de bosta dele depois da classificacao e da humilhacao a que foram submetidos, toma fidido!

  22. Lucas Ribeiro disse:

    Realmente, parece que o Newey teve mais UMA SACADA.
    Agora, somente um toque Flávio… É uma informação errada que veiculam direto na mídia e causa mais confusão nas pessoas.

    Na F1 atual, o KERS utilizado é um moto-gerador elétrico, que durante uma frenagem, converte a energia cinética do movimento do carro em energia elétrica, a qual é armazenada em uma bateria. Quando o piloto aciona o botão, o dispositivo atua como motor e injeta cerca de 80 cv a mais no eixo.
    Uma outra opção para está recuperação é o armazenamento mecânico em uma mola (similar aos carrinhos de fricção que tinhamos na infancia), o qual a Williams anunciou em 2009, mas não usou.

    Nenhum KERS recupera calor… Caso recuperasse, não seria utilizado nos freios e sim no escapamento (não tenho ideia da eficiência termica de um F1, mas, no mínimo, dissipa 2X mais energia no radiador do que é transfererido às rodas).

    Parabéns pelo ótimo Blog e pelos pitacos, rs…

    • Lex disse:

      Isso aí, Lucas.
      Sempre falam que o KERS recupera energia das freadas, então acaba-se achando que é o calor que dá energia… Mas o próprio nome KERS diz que é recuperação de energia cinética, e não térmica.
      Sobre a carga para a largada, Flávio, de acordo com o que o Lucas apontou corretamente, basta somente os rubrotaurinos frear a qualquer momento, não precisam se preocupar em carregá-lo, porque é feito a todo momento.

  23. Mateus disse:

    Nem precisa carregar o Kers na volta de instalação, ele já vem carregado dos boxes. Pelo menos foi o que li numa materia com o Luiz Razia.

  24. Vssabino disse:

    Acho estranho o Adrian Newey ser “culpado” de projetar o mini-KERS, e ser responsável por várias outras soluções, uma vez que ele é um aerodinamicista.

    Ele é o melhor no que faz, mas não faz tudo sozinho.

  25. Murilo de Oliveira disse:

    Esse “mini-KERS” é legal?
    Acredito que o Hamilton vence a corrida e Schumacher vai surpreender hoje,abraço a todos!

  26. Francisco Libânio disse:

    É por gente como Newy e pela mentalidade do dono da Red Bull (que não me lembro o nome) contra jogo de equipe que a F-1 ainda tem sua graça. E ainda com dois pilotaços… Já era.

  27. Junior disse:

    Ge-nial ! Tb tô com o Newey e muitos outros. Esse tal de KERS é uma bela duma inutilidade.

  28. Flávio Bragatto disse:

    Se Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, ele chamou Adrian Newey para projetar a mulher.

    Ele é foda! O que ele faz é coisa de gênio.

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