HUM…

SÃO PAULO(tem boi na linha?) – O Julio Chan me mandou o link. Está sendo vendida no Uruguai, em Montevidéu, uma berlineta Willys Interlagos como tendo sido a #22 (do Bird?) que venceu uma corrida de 200 milhas em El Pinar. O carrinho está todo desmontado e, de acordo com o anúncio, tem toda a documentação e tal.

Não sou especialista em Willys. Toda hora aparecem, no Brasil, em encontros e exposições, berlinetas amarelas com números de corrida, e seus donos sempre dizem que foram carros da equipe do Greco. Pela quantidade que já vi, a Willys deve ter feito umas 15. E não é o caso. Desconheço o destino das realmente originais.

Assim, nada como promover a volta dos Matusaléns deste blog para esclarecer o mistério!

Comentários

  • a verdadeira Berlinette Willys que o Bird usou nas 200 milhas de El Pinar era um dos primeiros fabricados, pois possuia farois menores que as berlinettes mais recentes, além do enorme fundo adaptado para o faról de milha recoberto por uma bolha de acrílico no espaço da placa. exatamente do mesmo jeito que a berlinette 21 mostrada anteriormente no blog

  • Peço licença ao caro Flavio (nos conhecemos no Blue Cloud, quando tiramos foto com Bird frente a minha amarelinha 21, lembra ?); para dar aqui minha opinião.
    Impossível do Greco deixar qualquer chassis em El Pinar; havia configurações que eram segredo de fábrica por exemplo(caixa com 5 marchas) e etc, 2º ) Dos 6 chassis (A-108) 4 eram mais leves (pois a Manesmann(que torneava os mesmos de um tarugo maciço) até a medida recomendada pela Alpine de Jean Redelé) e dois tinham o tubo um pouco mais pesado para provas de longa duração; porisso eles só levavam a numeração (do Piloto) aquela que melhor rendia nos testes e era essa que era pilotada por nosso mestre Bird Clemente 1 piloto.
    3º Não havia numeração de chassis(para que?) pois não ,podiam ser vendidos, não podiam fazer parte de produção pela ANFAVEA e homologados só os protótipos e etc etc.
    Não querendo ser indelicado, me desculpem o resto é blá, blá, blá
    Abcs a todos

  • è a Berlineta 22 do Bird sim, estive la e confirmo que se trata do mesmo carro, inclusive trocamos o tereciro farol(o do meio) e um parafuso dianteiro por nossos passaportes que a policia uruguaia tinha tomado da gente um pouco antes da corrida, por um detalhe besta que depois explico. Mecanico da equipe Willys

    • Estimado Sr. Pedro Arnaldo:

      Somos la casa de remates que está ofreciendo la Berlineta 22 y estamos muy interesados en hablar con Ud. ¿Podríamos llamarlo por teléfono o contactarnos por algún medio?

      Desde ya muchas gracias. Quedamos a la espera de su respuesta.

      Atentamente,

      Spare Parts Collections.

  • Deve ser o carro em que o Bird venceu em El Pinar, no Uruguai.

    Na época, lembro da manchete de capa da revista Auto Esporte:

    “Bird Cantou Alto em El Pinar”

    Ninguém melhor do que o próprio Bird para atestar a autenticidade deste carro.

  • Muito estranho as rodas de 4 furos e o corte do paralama traseiro. É possivel que ai embaixo tenha uma suspensaõ traseira VW…o que já daria uma ideia de que o carro tenha sido levado para o Uruguai muito mais tarde: muitas foram as berlinettas que sofreram o estupro de ser transfomadas em mecanica VW na traseira.
    Ademais, acho que a berlinetta que correu em El Pinar, na primeira participação da Willys, tinha aquele farol central no lugar da placa. Questão de ver o filme no U-Tube pra confirmar.
    Antonio

    • Estimado Antonio: soy amigo del propietario y aseguro que la mecanica es toda original Renault. El auto no tenía las ruedas cuando lo compro y por eso le hizo 4 furos a las campanas de freno originales para asi usar 4 hermosas ruedas mini-lite que tenia. Ahora no estan colocadas pero se entregan con el auto, asi como casi todos los elementos que no se ven: vidrios laterales, levantavidrios, manijas, faroles, etc.,etc.

  • Eu conheço duas , que estão assinadas pelo Bird e que os donos juram que pertenceram à equipe Willys.
    Acho que tem mais conversinha do que verdade nessas historias.
    O fato do Bird assinar no carro, não o credencia a ser o verdadeiro. Acho que é apenas um carinho do piloto com o dono do carrinho, e o resto são historinhas da carochinha, que a gente finge que acredita para deixar o dono todo feliz.
    Eu não acredito.

  • Pois é.
    Tem gente que compra até o viaduto do Chá, Torre Eiffell e por aí vai.
    Qual o problema em comprar em carrinho velho pendurado numa história impossível de confirmar mas saborosa de contar?
    Pura perda de tempo.
    Alguém vai comprar, pintar de amarelo, estampar um # 22 na porta e vamo que vamo que o carrinho era o do Bird….

  • Ja enviei o Link ao meu amigo Bird,, agora a bola esta com ele

    Sou fã ;;;; do Willys Interlagos,,imortalizado em 2004,, quando retornou as pistas apos 40 anos na obscuridade e se aposentou vencendo o Campeonato Paulista de Autos Antigos abs Águia from Floripa..

  • Exatamente o que mais chama a atenção é o cubo com 4 parafusos…Quem ja olhou para qualquer Renault dos anos 60,sabe que tinham apenas 3(e olha que a coisa continuou,com Corcel,Del Rey,né?).Foram 822 os Interlagos feitos aqui.Será que ninguem sabe os chassis dos carros da Equipe?Outro dia fuçando a internet vi uma historia dos primeiros Dauphines,Gordinins e 1093 que foram da equipe de fábrica….Tinha um que era inteiro frances e tinha carroceria de alumínio,e por pesar menos do que os outros,era o mais rápido.Aposto que alguem da velha guarda,(e pq não o Bird?)deve saber mais sobre os Interlagos e etcetras da Willys.Num resumo eram 3 Gordinis, 40 41 e 42 e tres berlinetas; 12,21 e 22.Depois vieram so Alpines 46 e 47 e até carreteirinhas Gordini que ganharam os 1600 kms(todas com carrocerias cortadas,mecânica de Alpine(?) e os numeros 46 e 47.Depois os Alpine.Teve tb os Mark I, o Bino e até o monoposto.Mas berlinetas eram 3 e/ou alguma outra de reserva.Com a palavra os que sabem das coisas.Mas é bom lembrar dessas coisas….

  • Flávio,

    No Conjunto Nacional está tendo um exposição com alguns carros de corrida, inclusive com a Jordan do Rubinho de 94 e um Karmann Ghia do Wilson Fittipaldi e do Pace. Está exposto, também, um Interlagos nº 22, que está assinado pelo Bird, e na placa diz que esse era o carro dele.

    Como não conheço muito a história desse carro, não sei se havia mais de um que corria com o mesmo número.

    De qualquer forma, vou tentar te mandar a foto do carro do CN assim que puder.

    • É fato comprovado que a Willys levou três carros para correr em El Pinar, Uruguai, sendo que o terceiros eria para Chico Landi, então consultor da equipe. Ma na realidade só correram Bird Clemente e o Luizinho Pereira Bueno.

      É possível (POSSÍVEL, reafirmo..)que a terceira tenha ficado no Urugaui vendida a algum interesado, como era norma na época. O que intriga neste carro especificamente é a placa do chassi: X001, quando se sabia que X era usado para carros experimetais e o 001 leva ao que pensar, como sendo o primeirod e uma pequena série. El Pinar foi em 1964, as berlinetas chegaram em 1962, daí a ser um dos primeiros carros montados no Brasil há uma longinqua mas real possibilidade.

  • Sobre essa barata, se é que é a mesma, já tinha notícias a alguns anos papeando com uns amigos em Interlagos. A história contada no post, bate na informação que ela estava desmontada e que participou de provas em El Pinar. Mesmo vendo o anúncio, me parece mais um A-108 que estava encostado em algum canto de garagem…que ela pertenceu a equipe Willys ou foi pilotada por membros da equipe tenho minhas dúvidas. Mistério…

  • Isso aí me lembra aquela personagem de humorísticos dos anos ’70 (Kate Lyra, se não me falha a memória): “brasileiro é tão bonzinho…”

    Pra quê a Willys iria deixar um carro no Uruguai, após uma competição???

    Essas rodas de Gol 1000 já dão a dica de quando essa traquitana foi parar no Uruguai e, por óbvio, não foi em 1964…