NEM ACREDITO

SÃO PAULO(felicidade é isso) – Putz… Recebi ontem à noite o e-mail do Fernando Barenco, do Maxicar. A alegria de ver isso terminado não cabe em mim. A restauração do GT Malzoni II foi concluída pelo André Valente em Petrópolis, a pedido do Kiko Malzoni, filho de Rino. Um trabalho primoroso, inacreditável, que pode ser visto em detalhes aqui.

É um momento histórico para o antigomobilismo e para o automobilismo brasileiro. O Malzoni II, de chapa, é o primeiro da linhagem que deu nos Malzoni de fibra da Vemag, para competição, depois no Puma-DKW, depois no Puma-VW. É o primeiro, o carro original que foi pilotado pelo Marinho, que ficou 40 anos desaparecido, foi totalmente descaracterizado, e agora renasceu.

Quase não acredito que isso aconteceu. Foram quatro anos de restauração que nós, os vemagueiros espalhados pelo país, acompanhamos ansiosamente — tive uma participação microscópica cedendo uma ou outra foto para ajudar a refazer alguns detalhes.

Que esteja no próximo Blue Cloud! A memória da Vemag tem sido bem cuidada nos últimos anos, depois de décadas de abandono. Estamos conseguindo muitas coisas. Já enviamos um Malzoni para o museu da Audi, que recentemente comprou de um colega nosso um Fissore e um Belcar 67 para o acervo de Ingolstadt. Carros de corrida têm sido recuperados. O Paulo Trevisan reconstruiu, com o Toni Bianco, o Carcará e o F-Júnior. O meu querido #96 sobrevive calmo e sereno, sob a guarda do anjo de Passo Fundo, como um dos derradeiros a competir regularmente.

Falta salvar o que restou da fábrica. É o que farei, podem acreditar.

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