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terça-feira, 15 de março de 2011 - 1:24Automobilismo brasileiro

VAMOS VER NO QUE DÁ

SÃO PAULO (só torcendo) – Vem aí o Brasileiro de Marcas. A Vicar, dona da Stock, vai promover o campeonato. A Petrobras embarcou e vai patrocinar. Os detalhes estão aqui. Honda, com o Civic, GM, com o Astra, e Ford, com o Focus, vão participar. Os carros, pelo que entendi, serão de verdade. Mas motor, câmbio, freios e suspensão serão padronizados. Portanto, é mezzo Marcas. Só as carrocerias serão de fábricas diferentes. Pelo menos não são bolhas. Mas a parte técnica será tão pobre quanto é a da Stock.

Sei lá, é o modelo que se adotou no Brasil, uma monomarca disfarçada. Não gosto, acho que empobrece a disputa, a participação das montadoras se resume a fazer propaganda de seus modelos, sem envolvimento de engenharia, projeto, nada. Deveria haver espaço para monomarca de verdade (como eram os campeonatos de Clio, Uno…) e para um embate multimarca com carros semelhantes de linha, com preparação limitada — o Paulista de Marcas é um sucesso, assim, com mais de 50 carros no grid.

Vamos ver no que vai dar, se vai ser um campeonato de verdade ou mais um evento corporativo para girar grana de cerveja, energético, banco, essas coisas. Para ser mais uma “plataforma de business e relacionamento”, como adoram os marqueteiros da Vila Olímpia.

72 comentários

  1. Roberto Fróes disse:

    Acho isso uma merda!
    Nem li os comentários, para não me sentir influenciado…
    Parece que as fábricas têm medo umas das outras!
    Ou será que isso é em nome da “competitividade”?
    Será que ninguém nota que a melhor época de nosso automobilismo “coincide” com a época em que havia menos regulamentos?
    Corriam Fuscas junto com Ford GT-40 – apenas para citar 2 extremos – e daí resultaram Emerson, Wilsinho, Moco, Bird, Marinho, Peroba, e tantos outros…
    Eram várias marcas e modelos, até incoerentes entre si, uma bagunça, tá certo, mas uma bagunça que funcionava e deu excelentes resultados.
    Quem teremos nos próximos anos, com essas categorias pasteurizadas?

  2. Wallace disse:

    Ah!!!! Fala sério, isso já é coisa morta igual a estoque……. Marcas???????? de quê????????
    Tão pensado que o público é idiota. Tem que botar cada um com seus motores e vamos ao embate…… Ai sim pode ser que funcione, desde que a rede bobo ou RGT não entrem no esquema. Tina que ter uma lei pra exterminar marketeiros…….

  3. Felipe disse:

    Quando tentaram fazer um mult-marcas o Sr. foi o primeiro a escrever um post reclamando, conclusão: não saiu do papel…

  4. Leandro dos Santos disse:

    Troféu Linea não é monomarca de verdade?
    Será que vai pegar esse brasileiro de marcas? Torço muito para que sim, mas lamento a padronização (tendência a ser seguida pelo WTCC). O TC2000 perdeu muito da sua graça depois da padronização…

  5. Muller disse:

    No WTCC e DTM, apesar de terem carros feitos do zero, têm motores e suspensão próprios. Mas, para efeitos de relação peso/potência-torque, sempre rola um lastro aqui, alivio de taxa de compressão ali…

    De fato, com a padronização dos motores, rodas, suspensão e câmbio, vai ficar tudo muito caro mesmo e acabou-se. De uma idéia muito boa criada pelos argentinos – de padronizar para que uma equipe com muita grana não consiga detonar as demais – a VICAR e organizadores da mesma laia conseguiram uma mina de ouro.

  6. greyhound disse:

    Realmente, FG tem toda razão. A CBA cai de quatro para a VIcar e a Petrobrás adere a rodo. Quanta grana deve estar rolando… Como não bastasse a Stock Bolha, vem aí o Brasileiro de Monoblocos. Sim, pois o motor, câmbio suspensões serão “padronizados”, pois motor, suspenção e câmbio são simples acessórios e não interferem no rendimento de um carro, principalmente de pista.
    Nojento. Há dias despejaram as cinzas de Luís Pereira Bueno em Interlagos, ícone de um tempo das verdadeiras corridas de turismo. O turismo é uma grande escola. Jim Clark, Emerson, Pace, o próprio Luiz Pereira Bueno são exemplos quando sentaram nos monopostos. Saudades do Torneio Passat… Molecada, se quiserem empresto as Auto Esporte, com textos do Zamponi. Que época! Os brasileiros chegavam na Europa e os gringos tremiam.

  7. fernando amaral disse:

    Talvez o ponto seja que mudaram o ‘conceito’ de Campeonato de Marcas, mas tentam manter o nome, pois tem tradição no automobilismo brasileiro.
    As tais marcas têm hoje em dia que se preocupar em fazer carros eficientes, muito econômicos, como, por exemplo, com sistema start/stop (Audi uma das pioneiras, com a GM agora correndo atrás de criar um bom sistema próprio), para salvar combustível no trânsito urbano. Qual o interesse de botar o modelo de série, cada vez mais desenvolvido para andar suave com eficiência, na pista, preparado para fazer justo o oposto?

    Aí o q sobra mesmo é fazer corridas utilizando o nome das marcas somente, seja qual for o recheio, aliado à retórica vazia (vazia quanto ao esporte em si) da promoção publicitária – tornada fundamental para qualquer evento em autódromo.

    Talvez o WTCC tenha conseguido manter a tradição esportiva em seu regulamento, não sei dizer, não sou fã da categoria de qualquer modo; essa ao menos se denomina ‘campeonato de carros turismo’, não de marcas.

  8. Ricardo Bigliazzi disse:

    É mais uma vez questão de grana, para as montadoras fica mais facil padronizar o “coração” do carro do que despejar alguns milhões de reais para “preparar” os seus equipamentos para a corrida.

    Automobilismo é coisa cara… e os tempos não estão para gastanças… basta ver que até o pessoal gastão de Brasilia anda mais contido nas festanças.

    Abraços

    Imperador

  9. Antonio disse:

    Gostei, vai ser televisionado ?
    Essa de mecânica padrão é o de menos, até por que o público em geral não vai sentir a menor diferença;. O que importa é a corrida mesmo.

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