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terça-feira, 19 de julho de 2011 - 16:58F-1

PASSA-PASSA

SÃO PAULO (beleza pura) – Estou adorando os releases pré-GP da Mercedes, neste ano. Os caras estão enviando números muito interessantes sobre a temporada, em vez daquelas declarações sem sal de pilotos e dirigentes. O tema desta semana são as ultrapassagens. Vamos a alguns dados legais:

– Nas 9 primeiras corridas do ano, foram realizadas 623 ultrapassagens. Esse número não inclui as ultrapassagens feitas nas largadas, nem sobre carros danificados/quebrados.
– Dessas 623, 175 foram feitas sobre os carros das equipes nanicas (Lotus, Hispania e Virgin) e 43 entre companheiros de equipe.
– 180 foram feitas com o uso da asa móvel e 225 foram ultrapassagens “normais”. Entendi a conta. Para todos os números que seguem, o que vale é o total de 405, descontando as 175 sobre nanicas e 43 entre companheiros. Discordo do critério, porque algumas ultrapassagens entre parceiros foram bem legais, mas vá lá.
– As três corridas com mais ultrapassagens foram as do Canadá (136), Turquia (123) e China (97).
– As três com menos ultrapassagens foram as de Mônaco (22), Inglaterra (29) e Austrália (30).
– Apesar de ter sido a corrida mais chata do ano, o GP da Europa, em Valência, teve 44 ultrapassagens.
– De acordo com os números mercêdicos, as asas móveis foram responsáveis por 29% das ultrapassagens em 2011.
– As pistas onde a asa móvel foi mais eficaz foram as de Xangai (33% do total), Istambul (41%), Barcelona (35%) e Valência (50%).
– Em Istambul, foram 50 ultrapassagens graças à asa móvel. Na China, 31. Na Espanha, 29. Mônaco (2), Melbourne (5) e Silverstone (6) foram as pistas onde as asas móveis foram menos importantes.
– Em Mônaco, 64% das ultrapassagens foram “normais”, a maior taxa da temporada. Em Valência, 50% foram feitas com as asas acionadas, a taxa mais alta para o dispositivo.
– Quando se fala das ultrapassagens “normais”, 55% delas foram realizadas quando a diferença do número de voltas com o mesmo jogo de pneus entre os dois pilotos era menor do que cinco. Em 45% delas, essa diferença de uso dos pneus era superior a cinco voltas. Com as asas-móveis, essas taxas foram de 52% e 48%, respectivamente. Em Barcelona os pneus gastos foram mais dramáticos para os pilotos: 69% das ultrapassagens foram feitas por pilotos com pneus mais novos que os dos ultrapassados.
– Até agora, foram realizados 560 pit stops em 2011, incluindo as passagens nos boxes para pagamento de punições — 15, no total. O GP da Turquia, com 82 paradas, foi o que teve mais pit stops, seguido por Espanha (77) e Canadá (76). Mônaco, com 43, foi a prova com menos paradas, seguida por Melbourne (46) e Silverstone (54).

14 comentários

  1. Ricardo Arcuri (Paddock Press) disse:

    Flavio, agora entramos num detalhe que tenho alertado desde o começo da temporada e ninguem deu a menor importancia. Se 29% das ultrapassagens aconteceram sem o DRS, mostra que o numero de ultrapassagens de modo comum aumentou.

    O maior responsavel por isso é… *tchan tchan tchan* o fim do difusor duplo. O problema que ele causava era um ar turbulento e dirigido para cima apos a passagem do carro. E esse ar para cima anulava quase que totalmente o efeito da asa dianteira, formando ate um efeito inverso (força do ar para cima), aumentado qdo chegava cada vez mais perto do carro da frente. Com o difusor simples, o efeito do ar é simples igual e apenas isso ja ajudou bastante aos carros poderem andar mais colados uns aos outros.

  2. João Batista Jr disse:

    Dessas ultrapassages “normais”, quantas sem os Kers?

  3. Marcelo disse:

    Fizeram uma baita tempestade sobre a asa móvel, mas o torcedor se esquece que ela é usada em apenas um local!

    225 foram ultrapassagens normais.
    180 foram com o uso da asa móvel.

    Essa asa móvel apareceu apenas para dar uma “mãozinha”, mas ela não é responsável por todas ultrapassagens! E quanto a choradeira sobre os pneus “farelo”, nos anos 80 TAMBÉM era assim, alguns pilotos faziam uma parada a menos, mas no FINAL estava com pneus duros no “farelo”, enquanto isso, atrás vinham babando carros com (duas paradas) e pneus moles, muito mais rápido ( mesmo caso de Rubens x Schumacher na Hungria 2010).

    O Senna nos tempos de Lotus, várias vezes ia de pneu duro por ter carro menos veloz (fazia a pole e largava na frente em 85/86 pq tinha 100 cv a mais no motor), mas durante a corrida geralmente perdia posições.

    Piquet também usou estratégia de pneu mais duro no GP da ING em 87, mas no final não teve como segurar Mansell que acabara de trocar os pneus e era 1,5 mais rápido. Outra distorção nos anos 80 era entre motores, principalmente quando tinha turbo vs aspirados(entre 81-83), ou Honda Turbo contra Ferrari e Renault turbo(85/89), ultrapassar era muito fácil para os Honda. Não era tudo feito no “braço” como muito afirmam, tinha muita ultrapassagem e vitórias na base da estratégia de pneus, ou na força do motor.

    Com o tempo a Formula 1 pode encontrar um bom equilíbrio entre asa e pneus, e a qualidade das ultrapassagens podem melhorar. Pra mim já esta bom, melhor assim, do que 3,4 anos atrás, falta diferença entre motores, mas ninguém pode reclamar que as corridas não estão divertidas.

    Galvão em um momento de rara inteligência, comentava:

    “A pista é ótima, tem muita segurança, mas falta pelo menos UM PONTO de ultrapassagem! Só um ponto Reginaldo, já deixaria a corrida com muito mais emoção!”

    Pois é, inventaram a asa móvel para ser usada apenas em um ponto da pista, e a choradeira continuou, quem esta chato hoje, a Formula 1 ou alguns torcedores?

    Anos atrás, ampliaram em 600 metros a reta na Hungria para dar chance de ultrapassar, mas nada mudou, então não vejo problema em usar a asa na reta principal! Fiquei surpreso com os 29%, chutaria LONGE uns 60%, mas analisando com calma, muitas ultrapassagens são feitas ao mesmo tempo em várias partes da pista, e a asa só pode usar em um local! Realmente a impressão é que a asa móvel é responsável por 100% das ultrapassagens, mas não é isso que acontece.

    Se o Massa tivesse vencido 3 corridas, o Galvão ia dizer maravilhas sobre a F1 atual, fez isso em 2008 quando o Felipe brigava pelo título, naquela época ultrapassar era bem complicado, mas não me lembro da pachecada reclamar…

    Ótimo post Gomes, parabéns!!!

  4. Du disse:

    Gomes, tem estatística do número de ultrapassagens realizadas por cada piloto? Abraço!

  5. Roberto Borges disse:

    Interessante, heim?
    Afinal de contas, as asas não foram essa panacéia toda! Não a maior parte do tempo, ao menos.
    Já os pneus, foram bastante dramáticos (45% das ultrapassagens sem asa).
    Juntando tudo, são muitas combinações possíveis, mas esse papo de asa móvel poderia caducar.

  6. FMAVERICK disse:

    Fiquei na curiosadade de saber quais pilotos passaram mais? queria ver esse rank! Aposto que no top Five estao Alonso, Hamilton, Kobayashi, Webber e Massa

  7. Leo disse:

    em monaco foram 20 ultapassagens normais das 22 que tiveram na corrida, acho que essa asa móvel e os pneus farofa da pirelli fizeram com que os pilotos tivessem coragem pra fazer ultrapassagem.

  8. Caio Lucci disse:

    Seria interessante ver quem foram os pilotos que mais ultrapassaram e quem passou menos. o Vettel perde essa de lavada hahaahha

  9. Sassá Mutema II disse:

    Se em cada um dos 545 pit stops houve troca de pneus, e considerando que cada jogo deixa em média 1,2 Kg de borracha na pista durante seu ciclo, 2.616 Kg de material não reaproveitável e não bio-degradável foram largados pelas pistas do mundo.

    No meio da temporada isso gera uma estimativa de mais de cinco toneladas de sujeira pela categoria que mais arruma confusão para se tornar sustentável.

  10. Pixotte disse:

    Sobre a soma das ultrapassagens. Acho que é 405+175+43=623.

  11. Fernando disse:

    Flavio desculpe mas 175+43+405 por um acaso nao dah – 623 ???

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