GRANDE NEGRI

G

SÃO PAULO (histórico) – Oswaldo Negri Jr. levou as 24 Horas de Daytona deste fim de semana no 50° aniversário da corrida. Os outros pilotos da Michael Shank Racing foram John Pew, AJ Allmendinger e Justin Wilson. Com o Ford Riley #60, eles chegaram poucos segundos (5s1, depois de 761 voltas!) à frente do carro que largou na pole, outro Ford Riley, o #8 da Starworks Motorsport (Ryan Dalziel, Alex Popow, Lucas Luhr, Allan McNish e Enzo Potolicchio). Outro brasileiro em alta: Felipe Nasr ficou em terceiro, ao lado de Michael McDowell, Jorge Gonçalvez e Gustavo Yacaman, todos da Shank.

Negri é um batalhador que há anos adotou a América do Norte para tocar a carreira. Ótimo piloto, muito profissional, boa gente até não poder mais. Curiosidade: na minha primeira corrida de DKW, usei um macacão emprestado pelo Negri, já que eu não tinha nenhum.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

34 Comentários

  • Brian Johnson termina 24 Horas de Daytona em 32º

    No último fim de semana o vocalista do AC/DC, Brian Johnson, participou das 24 Horas de Daytona, uma das mais tradicionais provas do automobilismo mundial. O músico terminou a corrida em 32º de um total de 59 competidores.

  • O Riley Ford 60 tava bufante, e desde o início demonstrava a que veio. Fiquei triste de não ter visto o final, mas endurance é sempre uma bela corrida. Principalmente pelo tráfego….. Tem semŕe alguém passando alguém, coisa fina. Super parabéns ao Negri e aos outros brazucas, mas senti falta do Jaime Melo.

  • Li em alguns sites de música que Brian Johnson, vocalista do ACDC, correria as 24h de Daytona. Mas durante a transmissão não consegui identificá-lo em meio ao pelotão de pilotos.

    Alguém sabe confirmar se ele correu mesmo e em qual posição chegou?

    Abrá

    @arnilha

  • Bom dia galera,

    Consegui acompanhar boa parte da Rolex 24H pela Speed Channel, que alías, consegue cobrir muito bem a corrida, mesmo não tendo uma equipe 100% brasileira na transmissão.

    Não só me surpreendi com o excelente resultado de Negri e Nars, como pela excelente corrida que foi, desde o início tendo disputa e foi assim até o fim. Pessoas que gostam do automobilismo estavam lá, curtindo um fim de semana com profissionalismo, mas não deixando aquela diversão que carros nos proporcionam de lado.

    Parabéns aos pilotos, brasileiros ou não.

  • Negri a parte, e esta de parabéns diga-se de passagem, mas… o que era aquele microfone da rede Bobo no final da corrida? ??? Fazendo perguntinhas, importantíssimas, do tipo: “Foi a maior conquista da sua carreira?” pelamordomeusfilhinhos!!!!

    Só posso imaginar que tinha uma equipe de reportagem pelas redondezas e alguém avisou que um brasileiro poderia ganhar. Não tem muita explicação.

  • Em 1988 quando fui me aventurar na Inglaterra…o Negri ficou de me dar uma força…
    Ai comentaram comigo , ele corre de F3 e anda de BMW por lá…ai pensei…pô…o cara tá podendo e no mínimo nem vai me dar atenção….
    Bem…a BMW acho que nem dava para correr na CCC(Classicos de Competições) de tão “véia” , o F3 dele…meu…não era dos melhores , apesar do esforço do pessoal da equipe dele!!!
    Mas a pessoa Oswaldo Negri foi e é um dos seres humanos mais incríveis que conheci…além de me ajudar…ajudou demais o meu irmão Luciano , principalmente no México e Inglaterra…
    Então passarinho…realmente você merece esse titulo e muito mais…
    Cumpadre…muita sorte na vida e felicidades para toda a sua familia batalhadora e unida….
    Parabéns!!!
    Gordo

  • O pessoal pode me corrigir se eu estiver errado…

    Eu me lembro do Osvaldo Negri na F-3 inglesa em 1991, passava em VT na Cultura aos sábados, ano em que havia uma multidão de brasileiros por lá. Rubinho foi campeão, Gil de Ferran ficou em 3° (atrás do Coulthard), além dos coadjuvantes Eduar Merhy (era assim que escrevia?), André Ribeiro, Pedro Paulo Diniz e Negri. Gil dominou a segunda metade da temporada, mas não conseguiu tirar a diferença para Rubinho e Coulthard. Havia também outros bons nomes estrangeiros, como Jordi Gené (irmão do Marc), Marcel Albers (falecido irmão do Christjian), Hideki Noda (o japa até que andava bem na chuva), etc.

    Rubinho, em uma das melhores equipes, sempre largava nas primeiras posições e, como se viu na F-1 posteriormente, sempre largava mal pra baralho, e, volta e meia, acabava topando com Negri pelo caminho, já que este vinha lá de trás e ganhava posições na largada, mesmo com um carro dos piores do grid (acho que Reynard-VW, enquanto que os bons eram os Ralt-Mugen, salvo engano). Lembro que os dois se enroscavam de vez em quando, he he he. Desconfio que o Negri fazia meio que questão de segurar o Rubinho por conta daquele episódio na F-3 Sul-Americana citado pelo Roberto Martinez…

    Por essas e outras é que eu lamento que o Negri não tenha conseguido chegar à F-1. Ele e Gil, pra mim, naquela época, eram os melhores dentre os brazucas. Rubinho não era ruim, longe disso, teve seus méritos em ser campeão, mas ele e Coulthard estavam nas duas melhores equipes. Pedro Paulo Diniz era companheiro de Rubens e, se fez 2 ou 3 pontos no campeonato foi muito (para se ter uma idéia do nível do Diniz…). Mas, enfim, Rubens tinha a Arisco por trás e Diniz dispensa apresentações de contracheque…

    • Jacu do Mato…vc está cértissimo…falou bonito…eu morei com o Negri em 1988 e pude acompanhá lo até 1992…todos os anos eu ia para lá acompanhar as corridas de F3…e no mínimo o Rubinho deveria ligar para ele dando os parabéns…se já não o fez…pelas presepadas do passado…valeu Jacú…falou “bunito dimais da conta”….

    • Em 1991 o Negri foi convidado para disputar a F3 Inglesa pela Bowman’s Racing, principalmente para desenvolver o chassis do BC1. Neste ano ele se classificou 3 vezes para largar na primeira fila e chegou 4 vezes ao pódio.
      No ano seguinte foi terceiro colocado na F3 Inglesa com uma vitória, quatro poles e dois recordes de volta.
      Em 1993 sem suporte financeiro foi correr na F3 Mexicana, chamada de Internacional Fórmula 3 Championship.

  • Muito legal, acompanhei bastante pelo Speed.
    Quanto ao Negri, uma passagem interessante que talvez muitos saibam, mas alguns não. Era final de 1990 e o Rubinho acabara de vencer o europeu de F Opel , voltou ao Brasil e fechou com a equipe Forti Corse para as 3 últimas do Sudam de F3 para pegar mão. Na última etapa em Interlagos, lembro que o Ayrton Senna apareceu por lá de helicóptero e entrou no box do Rubens (eu estava lá dentro), deu um tapa no capacete do Rubinho, já dentro do carro para sair, falou com ele rápido, etc…foi um caus de fotógrafos em volta. Resultado: Rubens (que havia feito a Pole de Dallara), venceu. Negri (que liderou da metade pra frente) , de Ralt, ficou em 2º, foi passado por Rubens na última volta , no Cafe…Resultado: Negri perdeu o campeonato para o Cristhiam Fittipaldi, que ao descer de seu Reynard, quase beijou Rubens…No pódio rolou cara feia de Negri para Rubens, que não estava no campeonato, mas se justificou que não poderia perder a chance de vencer antes de iniciar a empreitada na F3 inglesa em 1991 pela WSR….

  • Conheço o Negri desde os anos 80 no kart, realmente gente finíssima e sempre disposto a ajudar todos. Nunca ouvi alguém alguma coisa ruim dele. Todos adoram o cara e essa vitória é justa e muito merecida.
    Além de pilotar na Grand Am por muitos anos, ele também trabalha como “coach” de alguns pilotos de kart e faz um trabalho excelente.
    Estou muito feliz por ele por essa conquista. Agora ele se junta ao Christian Fittipaldi e Raphael Mattos como brasileiros que ganharam essa corrida e levaram para casa um relógio Rolex personalizado que só os ganhadores recebem; um equivalente ao anel de vencedor das 500 Milhas de Indianápolis.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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