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Wednesday, 30 de April de 2014 - 18:48F-1

ROLAND

abre-ratzenbergerSÃO PAULO – “A Fórmula 1 matou ontem Roland Ratzenberger, 31, nos treinos para o GP de San Marino, em Imola, Itália.”

Foi assim que comecei o texto que relatou a primeira morte daquele fim de semana de 1994. Errei a idade do piloto. Todo mundo, na verdade. O material da Simtek distribuído à FIA, com a biografia de seus pilotos, continha a data errada de nascimento: 1962, e não 1960. Roland tinha 33 anos. Faria 34 em julho.

Hoje, 20 anos depois, publicamos na Revista WARM UP o emocionante depoimento de seu pai, Rudolf, obtido em circuntâncias que Victor Martins relata de modo belo e sereno aqui, no texto “O gêmeo desigual”.

Apenas leiam. Depois, vejam este pequeno vídeo da reação de Senna, no autódromo, ao ver as imagens da batida.

32 comentários

  1. Há tempos o Grande Prêmio é o veículo de comunicação com leitura mais agradável, mesmo quando se trata de temas que carregam um sofrimento inegável. Texto sempre na medida, sem dramas desnecessários, mas sem esquecer de dar um toque pessoal que é o charme da matéria.

  2. Rafael Banzales says:

    Realmente essas imagens são impressionantes!

    A reação de Senna foi aquela PQP que porrada! Ele viu que o Roland morreu naquele segundo. Dá para sentir na expressão de Senna que ele sentiu um certo medo. Medo não de correr, mas dos riscos de todos naquele grand prix. O episodio de Barrichello que voou nos pneus um dia antes e depois isto. É triste pensar o que todos pensam, depois foi ele. Roland jamais será lembrado como Senna. Perguntem as pessoas mais “leigas”, só vão lembrar o Senna que morreu. Para os amantes da F1 de hoje ou daquele tempo e quem viu todo o grand prix vão lembrar cada detalhe para sempre.

  3. Jonatas do Nascimento Eustachio says:

    Flavio, gostei muito da reportagem com o pai de Roland Ratzenberger. Faz muito bem ver o outro lado, saber que aquele que quase não tem importância para nós brasileiros ainda tem uma importância enorme na vida de um casal de idosos, que também convivem com a dor desses 20 anos passados.

  4. Sanzio says:

    Fiquei aqui pensando…. “Porra, 33 anos… sua terceira corrida na F1…”.
    Isso nos dias de hoje é impraticável. Com 33 anos o piloto é considerado velho demais.
    Acho que o piloto mais velho a estrear na F1 nesses últimos anos, foi o Bruno Senna, com 20 e tantos anos.
    Como eram outros tempos, aqueles….

    • Rafael Banzales says:

      Hoje em dia Sanzio piloto parece jogador de futebol. Todos rotulados por um empresário e com frases todas montadas. Ninguém se expressa mais sobre seus sentimentos sobre o carro ou a equipe. O Senna metia a boca, porque carro ajustado na mão dele fazia milagre. Hoje com carro top vários pilotos fazem besteira. É mais fácil responder com frases montadas via patrocinador do que responder com a própria conciência. 33 anos ou 60 anos, mas com vontade de estar e desenvolver um carro de F1 foi um sonho realizado. Hoje garotos com 20 só pensam em carreira, não em pisar fundo e ganhar seu espaço por sua sede em seu sucesso.

  5. José Luiz says:

    Antes de tudo Parabéns por todo Sucesso.

    Gostaria de tirar uma dúvida, acho que poderiam me ajudar:

    Na corrida de Suzuka 1989, caso o Prost deixasse o Senna passar e terminasse a corrida em segundo, conquistaria 6 pontos.
    Como a diferença entre eles era 16 pontos, a mesma cairia para 13 pontos e Prost seria campeão antecipado mesmo assim?

    Obrigado!

    • Paulo Pinto says:

      Claro. Só faltava um GP (Austrália) e a vitória valia, na época, 9 pontos. Mesmo que Senna vencesse a última corrida e Prost não pontuasse, o francês seria campeão com 4 pontos de vantagem.

      • Jonatas do Nascimento Eustachio says:

        Na época vigorava o sistema de descartes de pontos. Se Senna vencesse as duas corridas finais, ficaria em vantagem na pontuação e seria campeão.

      • Paulo Pinto says:

        O problema de vocês é o “se”.

        “Se Senna vencesse as duas corridas finais…”. O fato é que ele bateu num retardatário e abandonou a última corrida. Ou seja, a vitória do Japão (mesmo devolvida) seria insuficiente para Senna levantar o campeonato.

        “Se” é uma palavra que vive no campo da especulação. E na cabeça das “viúvas”.

      • Leonardo Costa says:

        O Prost também deve ter pensado no “se” naquela corrida e tentou garantir o campeonato com a batida. Ele ficou pelo caminho e o Senna acabou ganhando. Até esse momento a tentativa não tinha dado certo, mas no final tudo foi resolvido com a desclassificação do Senna.

      • Fernando says:

        Jean Marie Balestre …

      • Paulo Pinto says:

        Vocês não querem enxergar a realidade.

        Fiquem na Matrix, onde tudo é possível.

  6. carlos lima says:

    “O gêmeo desigual”, excelente texto do Victor Martins e Henning Steinicke. Bela e justa homenagem ao piloto Roland Ratzemberger. Bravo!

  7. Ulisses says:

    Esse final de semana de 1994 foi uma merda monstruosa!

    • dc says:

      A temporada toda. Na semana seguinte o Wendlinger se estrepou em Mônaco. Na pré-temporada o Alesi também, e tiveram vários outros casos de gente se machucando naquele ano.

  8. joao americo larozzi says:

    Olá Flavio!! Gostaria, se possível, de algumas dicas sobre Silverstone! Estou indo esse ano e em qual setor você acha melhor de assistir a corrida?? Estou em dúvida…
    Muito obrigado!!! Grande abraço!!!

    • Flavio Gomes says:

      Sei lá. Sempre vi dos boxes.

      • joao americo larozzi says:

        kkkkk!! Valeu d+!!!

      • Fernando Amaral says:

        Lá costumava se poder andar ao redor do traçado, em áreas onde não havia arquibancada, uns morrinhos para se ficar de pé: isso tinha na Copse (a antiga primeira curva após a largada) e prosseguia pelo longo S da Becketts , ia para a reta do Hangar e ainda adiante nas curvas lá ‘do fundão’, das quais agora só lembro o nome da Club.
        Mas não sei no GP de F1, estive lá umas vezes em outras corridas, F3000, endurance, BTCC, F3.
        Talvez não haja essa liberdade de circular , durante a F1, q é sempre afrescalhada, gananciosa e dificultosa para o público, onde quer q seja a corrida.

        Sugiro ingresso para o tal setor q chamo de ‘fundão’, é em seguida à reta do Hangar, são duas curvas à direita com um S travado no meio, a Club é a última, e hoje em dia antecede a nova largada e novos boxes – se der pra ver a largada dali, será por detrás.
        é um trecho onde costumam acontecer ultrapassagens , ou ao menos muitas tentativas, desde o fim da Hangar até a saída da Club (uma saída muito legal, forçando o carro ao máximo para engrenar na velocidade para o trecho seguinte).
        e evitaria o miolo, Luffield e Woodcote, hoje em dia muito sem graça, e creio q também o trecho mais lento da pista.
        se houver lugar pra se assistir de pé, lembre-se que é lotado; se vc não for um cara alto, melhor esquecer ( ou chegar muuito cedo).
        boa viagem e boa corrida.

      • Joao Américo Larozzi says:

        Muito obrigado Fernando Amaral pelas dicas!!!!!! Só não comprei ainda porque estou tentando falar lá em silverstone para saber como será feita a retirada do ingresso… Mas essa semana vou resolver isso!! Abc

  9. Luiz Aguiar says:

    A F1 poderia ter pelo menos um Oval no ano. Até aquele tipo de “Oval Misto”(leia-se Indianápolis). Não sei como o pessoal nunca pensou em fazer um Oval com áreas de escape(Arquibancadas nas retas) nas curvas e sem elas serem tão inclinadas(quem escapa vai em direção à quem vem fazendo a curva). Poderia ser um oval até com curvas de baixa como era Jacarepaguá.

  10. alan says:

    Que belas palavras do pai do Roland, isso sim e’ gente de primeira, falou tudo sem apelacao, sem sensacionalismo, com honestidade , sinceridade e dignidade, obrigado FG por este post.

  11. Chupi Alonso! says:

    Acho incrível não ter as imagens completas do acidente de Ratzemberger. Sempre mostras o carro já batido como se vê acima.

  12. MNM says:

    Muito legal a entrevista, parabéns!
    O Ratzenberger pai parece ser um cara muito bem resolvido.
    Essa do Roland ser um batalhador e ter conquistado tudo com seus esforços eu já tinha lido anos atrás sendo agora ratificado nesta excelente entrevista.

  13. Torcedora Japonesa says:

    Essa é uma das reportagens mais sensacionais que a Revista WarmUp já fez! Eu realmente me emocionei. Parabéns pelo respeito e profissionalismo com que o pai do Roland foi tratado. O especial sobre os 20 anos do Senna do Grande Premio realmente é a melhor série de reportagens que já li sobre o assunto. Parabéns!

  14. Rafael Chinini says:

    texto do pai dele muito bom. você vê que é gente simples, daquelas pessoas “do bem”.
    sobre o acidente. realmente não tem oq dizer, acho que foi o pior fim de semana que a F1 já teve. só deu merda, pra todos os lados. que aflição a imagem dele saindo dos boxes pra morte.
    Senna estava com a bandeira da Austria..pqp…que destino de merda.
    essa corrida não era pra ter acontecido. imagina quanta gente já se ferrou por causa de politicagem só na F1
    lembro dos autódromos no Brasil, sempre tem alguma merda, caindo aos pedaços, vão empurrando com a barriga até alguém se ferir.

    eu tinha 9 anos, e lembro até desse acidente do sábado. ficou tudo marcado. tudo.

  15. Jayme says:

    Fica nítido vendo hoje, a pressão que os contratos impunha e continua impondo nos caras, não é só profissionalismo não. Estava na cara que as mudanças de regulamento deixavam os carros bem difíceis de controlar, imprevisíveis mesmo. Li um ótimo trabalho do Lívio Oricchio e ele explica bem o que acontecia com o carro do Senna. O do austríaco foi ainda pior a célula de sobrevivência simplesmente não resistiu, ainda que pela porrada, acho que ele morreria do mesmo jeito.
    Todo mundo mete o pau nos autódromos de hoje, chatos pra cacete, eu concordo, mas os antigos, emocionantes eram e são perigosos pra cacete, Monza, Spa são maravilhosos, mas extremamente perigosos, assim era Ímola, a tal curva queria matar alguém, tentou com Berger, depois Piquet e levou Senna. Uma pena.

    • Rafael Chinini says:

      a pista pode ser moderna, segura e não chata!
      ao invés de uma área de escape em asfalto gigante, era só ter brita em um pedaço pro carro “atolar”

      • Jayme says:

        Rafael isso poderia ser na Tamburello, mas e nos restante do circuíto? Imola era perigoso por inteiro, assim como o é Spa e Monza, infelizmente, para quem acompanha F1 a bastante tempo, é o meu caso tenho 50 anos, as pistas antigas eram fantásticas, mas matavam. Eu mesmo meto o pau em Interlagos novo, acho uma merda, o antigo era maravilhoso, mas imagine a freada no final do retão antigo? E a velocidade da reta de Monza? E a Eau Rouge? Fantásticas não? Mas perigosas sim, infelizmente. Apesar de toda evolução, ainda é perigoso e vai ser sempre, uma mola idiota quase matou o Massa, numa pista que não é tão veloz.

      • dc says:

        Assino embaixo. Foi na Tamburello, mas podia ter sido na Eau Rouge, na Parabólica, naquela entrada da reta de Interlagos, em tantas outras curvas que achamos tão legais. Veja o documentário dessa semana com o Hill e do Brabham e confira como eles falam sobre o barato que era fazer a Tamburello.

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