O GOL E A COPA

golcopa2RIO(esse me fala ao coração…) – Gol Copa. Lembram? A VW lançou em 1982, no ano do Mundial da Espanha, o último que o Brasil disputou jogando futebol de verdade.

Era uma série especial que, hoje, é disputada a tapa por colecionadores. O Reginaldo de Campinas postou várias fotos de um quase zero que não está à venda. Nelas, dá para notar os detalhes inesquecíveis: o adesivo no vidro traseiro, as rodas de liga aro 13, contagiro e relógio no painel, volante de TS, forração exclusiva, bolota do câmbio em forma de… bola!, faróis de milha, o azul metálico na carroceria e nos para-choques, vidros verdes e otras cositas más.

O motor era o velho boxer 1.6 a ar. Mais charmoso, talvez, apenas o GT. Mas, ainda assim, é discutível.

Comentários

  • Naquela época, pelo que eu me lembro, os jogadores da seleção não choravam tanto quanto os de agora… ainda mais sem ter nenhum motivo aparente. Quanto ao golzinho, é claro que eu também tive o meu. Sem palavras. Mas nada que se compare ao saudoso opala 4cc… esse sim foi o meu carro dos sonhos (tudo bem, o carro dos sonhos era o Opala 6cc, mas devido ao preço da gasosa…).

  • Esse carro era demais! Meus pais compraram um e, no dia seguinte de tirar da concessionária, meu irmão destruiu a frente num cruzamento no Pari! foi consertado mas, 4 anos depois, roubaram ele! O carro era demais, mas aquele estava zicado! E, sim, o vidro era serigrafado…

  • Um dias desses, revi os 5 jogos da seleção de 82, pelo youtube. É de encher os olhos. A copa de 82 (que, infelizmente, não acompanhei por ser muito criança ) foi a última copa com alto nível técnico. Só o fato de um time como a Itália conseguir fazer 10 gols numa copa já é um milagre (rs). Infelizmente, ela não é perfeita como a do México 70 porque a final deveria ser França e Brasil, os dois times que jogavam mais bonito, mais pra frente. Itália e Alemanha poderiam ficar na disputa do terceiro lugar.

    E 82 foi a última seleção realmente nacional, em que havia um grande jogador de um grande time brasileiro. Uma seleção em que o meio de campo conta com Sócrates do Corinthians, Zico do Flamengo, Cerezzo do Galo, Falcão do Inter (tudo bem que na época ele estava virando rei de Roma) – infelizmente, algo me diz que nunca mais veremos isso. Aliás, o que está acontecendo é pior ainda = jogadores que chegam à seleção e mal passaram por algum time do Brasil (como o David Luis). Vão direto pra Europa. Lógico que não é culpa dos jogadores. É culpa da corja que tem o poder dos clubes e da CBF. Aliás, em 82, a CBF tinha até um dirigente decente, Giulitte Coutinho, segundo o Juca Kfouri.

    Enfim, Brasil 2x Itália 3 é o jogo que ainda está sendo jogado em quem viu ou veio a conhecer aquela seleção.

  • Lembro que teve série especial do Gol em alusão à Copa do Mundo em 1994 (G1), 2002 (G3), 2006 (G4) e 2010 (G5). E em 1986, 1990 e 1998, não teve nenhuma versão especial?

  • Olá Flávio,

    De fato o Gol Copa 82 é lindo mesmo e ainda por cima, foi o primeiro, numa Copa onde a seleção jogou muita bola (meu pai dizia que a única seleção brasileira melhor que a de 82 foi a de 1970). Tudo isso faz do Gol Copa 82, um carro lendário, com certeza.
    Todavia, não vivi nada disso e, apesar de achar (inclusive na época) a seleção brasileira de 94 muito limitada (a “menos pior” daquele torneio), o Gol Copa 94 era um sonho de adolescente para mim.

    Um abraço

  • “…ano do Mundial da Espanha, o último que o Brasil disputou jogando futebol de verdade.” Realmente, concordo em gênero, número e grau.

    A equipe responsável por esta série deveria ser daquelas que realmente gostam de carro e do que faziam. Hoje botam um bando de “estilistas” para empetecar os carros de “coisas” coladas e penduradas, quando tem.

    Mediocridade criativa, aí vão eles !

  • Chama a minha atenção o detalhe da garantia: um ano sem limite de quilometragem e dois anos para os componentes em contato direto com o álcool. Na época, motor a álcool era garantia de corrosão, um perereco só.

    Meu pai comprou um Fiat Oggi em 83 e pouco tempo depois ficamos 5 meses fora por conta de uma viagem de trabalho. Na volta, a ziguizira no carrinho era generalizada, o motor teve que ser mexido de cima a baixo. Lembro que comentaram que o certo teria sido esgotar todo combustível, mas claro que ninguém pensou nisso antes.

  • Esse sim foi e sempre será o único GOL COPA. As outras nunca tiveram o mesmo glamour. Ia na Feira do Anhembi e um senhor sempre estava com um, babava, pois mesmo naquela época já era caro, mas merece.