UNGARIA (1)

puskas1SÃO PAULO(consegui!) – Houve quem achasse que na Hungria, por conta do fim das suspensões conectadas, as FRICs, a diferença entre Mercedes e o resto iria cair. Ha ha ha. Aumentou.

A lógica era: piso ondulado + pista travadinha e sinuosa + saltos zêbricos, com suspensões mais eficientes = tempos melhores. Assim, suspensões menos eficientes e calibradas poderiam aproximar os demais, que nunca tiveram sistemas tão bons.

Necas. A Mercedes fez o mesmo que vem fazendo no campeonato todo, dominando o primeiro dia de treinos em Hungaroring e tendo, como único problema, o calor dentro do macacão. A escolha do desodorante certo é o que mais preocupa o time alemão e seus dois pilotos. No mais, é fazer a primeira fila e seguir para a dobradinha. Nada muito diferente disso será aceitável neste fim de semana.

Hamilton ficou em primeiro e Rosberg em segundo no treino da tarde, 0s2 separando os dois. Vettel, terceiro, ficou a mais de 0s6 do líder. Alonso, o quarto, a quase 1s. E Magnussen ficou em quinto.

Parêntese: estaria Button prestes a parar? Está na 15ª temporada, é um queridão e tal, mas… Mas quando começa a tomar tempo demais de um fedelho, é melhor reavaliar as coisas. Estou apenas especulando, não tenho informação nenhuma. É que nem tem tanto assunto assim, então joguei um qualquer no ar. Na verdade, se eu sou o Ron Dennis mantenho Button mais um ano fácil, porque em 2015 começa a aventura nova com a Honda e vai ser necessário ter alguém experiente e tranquilo para ajudar a conduzir as coisas. Depois que tudo estiver funcionando, aí é hora de ir atrás de um piloto vencedor. Jenson já teve seu ano, 2009. Não terá outro.

A Williams, como se imaginava, não vai arrebentar a boca do balão neste fim de semana e um novo pódio será uma grande surpresa. O traçado não ajuda. Massa rodou no meio da segunda sessão com algum problema na traseira. Red Bull e Ferrari devem andar na frente dos Dry Martinis dele e de Bottas.

E nada mais há a dizer sobre este primeiro dia húngaro, até porque se tem uma pista suja de sexta-feira é essa, raramente usada durante o ano. Por isso, são usados os pneus mais duros na maior parte do tempo e a tarefa é de faxina, não de performance. Os escolhidos da Pirelli são médios e macios. Os mais grudentos são, segundo a fábrica italiana, 1s6 mais rápidos que os pneus de pau. Amanhã a gente conversa sobre o grid e tal. A luta entre os dois mercêdicos será bem pesada, porque ambos sabem da importância da pole.

Mas, antes de ir embora, notem no link sobre o treino, que coloquei lá no alto, o quadrinho com os tempos. Vejam o recorde da pista. Schumacher, 1min19s071 em 2004. Dez anos depois, Hamilton vira em 1min24s482, 5s mais lento.

Faz algum sentido isso?

Comentários

  • Gomes,
    sobre o aumento de tempo, eles AUMENTARAM A PISTA… cerca de 200 ou 300 metros no final da reta…. além disso, eles deixaram uma das curvas que antecede a reta mais “cotovelo”, ficando o contorno mais lento….
    a minha lógica é essa…. confere?
    Abraço

  • Kimi tá dando uma força pro Alonso cair fora da ferrari.
    Com essa cláusula que libera o Alonso caso a equipe não seja pelo menos terceira nos construtores, ele (Kimi) não está nem aí pros pontos.
    É a maneira que ele tem de chutar o Alonso e, como até já falou, o carro do ano que vem é mais ao seu estilo.

  • a única dúvida do fim de semana é qual será o acidente que vai tirar o Massa da corrida dessa vez. Até acho que ele merece ganhar um campeonato, mas, do jeito que as coisas estão, se ele chegar vivo até o fim do ano e se aposentar, já pode comemorar muito!

  • Nesses anos a maior evolução foi na aerodinâmica.
    Numa pista travadinha com curvas de média-baixa e baixa velocidade ela tem uma influência menor.
    Uma reta de tamanho razoável e um monte de retinhas que ligam as curvas travadas pedem um motor que possa “encher” rápido, com saúde e muita potência, coisa que os V10 3,0L com +- 950 HP faziam com facilidade.
    O mais impressionante é que o “motorzão” pode garantir o recorde de 3 pistas tão diferentes como Monza, totalmente de alta, Interlagos, média com uma reta torta em subidão onde a potência faz a diferença e Hungaroring.

  • A foto é perfeita. Puskas e Hungria são associações automáticas – como Pelé e Brasil e Maradona e Argentina. Aliás, na minha opinião, a única zebra em todas as copas do mundo foi a Hungria perder o título para a Alemanha por 3 a 2, de virada. A maior injustiça do futebol em todas as eras.

  • O que mais me chamou a atenção hoje foi uma declaração do Bottas dizendo que acredita que a Williams terá um carro forte em 2015 e lutará pelo título. Comparando com a postura do Felipe me veio na cabeça uma comparação dos discursos do finlandês e do brasileiro, que só tem reclamado. Acho bom o Massa mudar agora e começar a reagir. Caso contrário, ele passa a correr um sério risco de perder o lugar. Mesmo com patrocinadores brasileiros na parada.

  • Flavio, sobre a questão do tempo de dez anos atrás ser melhor do que o atual:
    faz sentido pensar que as novas regras da F1 (que priorizam essas questões de economia de combustível, reaproveitamento de energia e tal) servem justamente para que, dados esses novos parâmetros, as equipes consigam buscar soluções pra melhorar o desempenho dos carros? E aí, quando fizerem tempos melhores que os de antigamente (presumindo que isso vai, de fato, acontecer), a F1 terá desenvolvido carros que desempenham bem e observam essas questões da tal sustentabilidade?

  • Negócio vai ser torcer, pra alguma Mercedes ficar pelo caminho no treino, e ter que vir escalando o pelotão no domingo, senão o que veremos vai ser uma boa disputa pelo 3º Lugar…

    Pelo 1º eu já não sei, por que a Mercedes vem matando nas estratégias, a briga direta entre os pilotos na pista, eu nem vou tirar a razão deles, apesar de todo mundo estar querendo ver a briga, mas como com o Hamilton não tem tempo ruim, pra ele colocar as duas pra fora é “dois toques”.

  • Devemos bater palmas para os dirigentes da F-1.

    A eficiência que Eles vem demonstrando a cada prova para destruir um espetáculo que é amado por milhões de pessoas ao redor do Mudo beira a perfeição.

    Carros mais lentos, regulamentos ruins e motores com sons horríveis (prejudica sobremaneira o espetáculo visto pelas TV´s – é difícil assistir a uma prova de F-1 pela manhã deitado em minha cama, é praticamente impossível não cochilar).

    Segue o jogo, poderiam pelo menos tirar a comunicação via radio com os carros (sonho meu, os babacas tecnologicos da F-1 nunca fariam isso).

    Interessante o que anda acontecendo com as áreas de escape asfaltadas, ninguém mais fica fora da corrida por errar o traçado.

    Já que é tudo tecnológico (e isso vem fudendo a F-1 diga-se de passagem) os diretores de prova podiam interferir na potencia dos motores dentro das pistas para punir os barbeiros e picaretas de plantão (notadamente o Idiota do Alonso), bastaria o sujeito ir para a área de escape asfaltada que na próxima área de DRS ao invés da asa abrir o motor perderia 200cv´s durante a reta. Isso voltaria a separar os homens dos meninos barbeiros.

  • Flávio,

    A Mclaren teve uma melhora considerável nas últimas corridas, principalmente com o Magnussen. Essa história do contrato do alonso com a Ferrari que o libera se a equipe não estiver entre as 3 melhores poderia realmente empurrá-lo para a equipe inglesa no lugar do Button?
    Mesmo com a interrogação dos motores Honda?
    Vale a pena lembrar que a Ferrari anda dando o maior apoio ao Raikkonen e ele dizendo que o carro de 2015 será mais a cara dele. Será que já estão contando com a saída do Alonso?

  • Eu li, acho que no grande premio mesmo, na matéria que falava sobre a renovação do Maldonado, que os patrocinadores do Grojean vão estar na Mclaren próximo ano e como o chefe lá e o Bullier que já trabalhou com ele provavelmente vá querer leva-lo.

  • Flávio, você completou 50, eu estou completando 52 em Agosto. Acompanho F1 desde meus 12 anos. Naquele tempo F1 era laboratório de testes em real time (como se diz hoje). Precisava-se não de bons, mas de ótimos pilotos para se chegar em algum lugar. As montadoras, se não investiam diretamente, o faziam através de pequenas empresas de fundo de quintal e que hoje detém as melhores tecnologias e patentes. Atualmente, a corrida é somente para certificar que determinado equipamento funciona de forma aceitável, tudo se desenvolve em computadores e laboratórios. Ao mesmo tempo, os pilotos foram, aos poucos, se acostumando (e corretamente exigindo) regalias, mais segurança, amenidades (não sei como ainda não resolveram colocar um ar condicionado nos cockpits), e com isso podemos dizer que ‘ficaram mais moles’. Não pelo espírito, mas o inconsciente mostra a eles que o carro não exige tanto deles e, que hoje não se disputa realmente ‘o melhor’, hoje o que temos é um show, um desfile de patrocinadores. Ao mesmo tempo é um paradoxo, porque também esses patrocinadores começam a perceber que esse ‘circo’ é muito caro e ‘eu vo preferir deixar meus dólares nas Cayman’, por isso todo mundo reclama que ‘tem que diminuir os custos’. Resumindo, cai-se num círculo vicioso em espiral e que vai bater no fundo breve.

  • Eu acho que os carros evoluiriam muito mais rápido do que as pistas se nada fosse feito. A “fixação” por segurança que contaminou a F1 depois de 1994 beira a insanidade. Não estão conseguindo administrar isso, erram a mão toda hora. 3 ou 4 segundos de 2004 até hoje não deve mudar muito a segurança dos pilotos em caso de acidentes graves, que aliás acontecem apesar de toda essa preocupação (a mola!).

    Já a questão da tecnologia, unidades de força, elétrica, “freaks” e etc. eu concordo, não se deve parar no tempo, e não é por isso que os carros estão mais lentos, é que também aí erram a mão e as limitações artificiais estragam tudo. Permitir uns 20% a mais de fluxo de combustível (e um tanque maior por conta disso) poderia deixar os carros tão rápidos quanto os de 2004, talvez.

  • Bela foto de Puskas ai ……..,.bom. porque não aumentar um pouco o tamanho desse motor de patinete? continue no chamado dowzing ,mas passe para um motor mais forte para nos calar , e principalmente sentirmos o prazer e adrenalina dos roncos da velha e boa Formula 1 ,com isso, os tempos cairiam ,e não teriam a vergonha dos carros da GP2 estarem andando junto com Carterhan e Marussia…….oque é ridículo !!

  • Esse comentário sobre o Button poderia ser aplicado ao Massa as well. Achei interessante uma matéria que passou no Globo Esporte sobre um húngaro que é fã do Felipe, e quando a Mariana Becker perguntou o motivo, ele disse que é porque o piloto brasileiro só toma na cabeça e mesmo assim não desiste.

  • Em nome do “ecologicamente e politicamente correto” estão tirando da F1 a essência do automobilismo, que é fazer carros cada vez mais velozes e indomáveis para somente os melhores meterem a bota sem dó nem piedade em pistas traiçoeiras.

    É um sonho, mas poderiam deixar a “vocação de novas tecnologias” para a F-E e deixar a F1 somente como a elite do automobilismo, as bestas mais indomáveis para os de melhor braço. Mais que qualquer media program e restrições sem pé nem cabeça, isto traria de volta muito do apelo da F1

  • Em referencia ao tempo de volta , além dos carros estarem mais lentos mesmo , teve uma mudança de traçado ( extensão da pista ) depois de 2004. Isso ajuda a explicar tb a diferença de tempos , mais mesmo assim so carros estão muito lentos mesmo. Tio Bernie e cia estão matando a F1 , esses carros com barulho de aspirador de pó são broxantes mesmo.