A CULPA É DA VÍTIMA

A

SÃO PAULO (sei) – Relatório da comissão da FIA que investigou o acidente de Bianchi em Suzuka concluiu que o culpado foi o piloto. Ele não teria tirado o pé como deveria, apesar das bandeiras amarelas.

O relatório não contempla o fato de que estava escuro, fim de tarde, que os bandeirinhas se atrapalharam (tem um com bandeira verde no ponto em que o trator retirava o carro de Sutil), que um trator não poderia estar ali com a corrida rolando sem safety-car, ainda mais com pista molhada e sujeita a aquaplanagem.

Me pareceu ridículo a FIA não aceitar que pilotos podem errar, mas que devem ser protegidos por procedimentos que reduzam o risco que correm em caso de erro. Entre eles, não permitir a aberração de um trator ao lado da pista.

Bianchi não pode se defender. É uma sacanagem esse relatório.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

71 Comentários

  • Sem emoções ou juízos de valor de A ou B. O bandeira estava com a bandeira amarela quando o carro do Sutil estava na frente dele. Tão logo o carro foi puxado para trás o bandeira corretamente deu bandeira verde. Ele só pode dar bandeira amarela em incidentes que ocorrem depois de seu posto. é regra. Do contrário, o trecho imediatamente seguinte ficaria com bandeira amarela irregularmente e certamente haveria reclamação de um competidor impedido de fazer uma ultrapassagem.
    O Bianchi entrou no trecho de bandeira amarela a 125 km por hora e aumentou a velocidade para 210 km por hora aproximadamente, não é a melhor maneira de ser prudente como a bandeira exige.
    O Fabio Seixas trás uma nova variável, mas a mesma só tem influência depois da perda de controle, o aumento de velocidade no trecho de bandeira amarela foi obra do piloto e foi o que causou a perda de controle.
    Não há problema algum em se usar trator, antes eles que nada, não dá para deixar o carro no lugar. Ademais o trator estava muito longe e só foi atingido porque o Bianchi entrou a 210 na área de escape, grande diga-se. Se tivesse obedecido as bandeiras amarelas estaria a 125, o que mudaria tudo.
    Isso é um negócio, mas não quer dizer que não se tenha que obedecer à regras. O que o Emerson de posse dos dados acima poderia fazer? Dizer que a culpa foi do Whiting por não ter mandado o carro de segurança entrar? Não tinha razão alguma, o carro do Sutil não estava no asfalto, estava longe ao lado do trator. Aqui mesmo em Interlagos o Schumacher quase se mata por causa de um trator tirando outros carros no início da reta oposta. Dá para melhorar? Lógico que dá, mas a segurança é um processo, não tem começo, não tem meio e não tem fim, o que tem isso é projeto que é uma coisa muito diferente.
    Quanto a processos, indenizações e outras coisas do tipo é preciso que se entenda que quando se entra em um carro de corrida já se assinou um monte de papéis isentando meio mundo. Fora que todos os tribunais do mundo seguem a máxima inglesa de que Motor Racing is Dangerous. Os pilotos são tratados sempre como se trata os chamados “investidores sofisticados”, tem menos direitos, visto saberem muito sobre o negócio e onde estão amarrando o burro, não podem se colocar como vítimas indefesas. A Fia, Fom, organizadores não estão nem aí com essas coisas, eles investem em segurança porque é bom para os negócios e não por medo de algum prejuízo por indenização ou outras bobagens. Imagem seria muito mais importante, mas imagem ruim do tipo esporte que mata não é necessariamente ruim para o business. Eh la nave vá.

  • Perder o controle principalmente com piso molhado é normal nesse esporte , o que não é normal é usar um trator no resgate de um carro , precisamos urgente mente apresentar a FIA um equipamento chamado GRUA.
    E se na temporada 2015 não tiver trator na pista assinaram de quem é a culpa

  • É a cara do Bernie e do mundo corporativo do sec.XXI. Admitir uma responsabilidade custa muitos milhões em processos, perdas em marketing, etc. Honestidade e ética? Sim claro! Nas aparências.

  • RIDÍCULO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Como pode o sr Jean Todt apresentar um relatório merda como este um sujeito que já esteve envolvido em tantas competições diferentes não precisaria nem de comissão apenas a opinião dele e o bom censo que foi esquecido neste caso bastaria culpar a vítima que não tem a mínima chance de se defender simplesmente horrível e abominável uma porra de um trator na área de escape um jumento com bandeira verde e a culpa é do Jules… como diz o Datena me ajuda aí!!!!

  • O pior foi no relatório da FIA (vi no site da Globo, eu acho) terem mencionado que o piloto estava “distraído” com algo…..eles só podem estar de brincadeira….como alguém num carro de F1, na chuva, quase a noite, poderia estar distraído…..o que me impressiona é que tinha piloto nessa comissão……infelizmente vence quem tem mais poder…mas ai esse poder está brincando com a vida dos pilotos…

  • A Formula 1 de 2014 foi um absurdo por si só!
    Começou com carros silenciosos e lentos, continuou com asas móveis e excesso de punições, correndo em autódromos que mais parecem hotéis de luxo e shoppings (alguns são mesmo), ingressos caríssimos, terminou com poucos carros!
    Essa foi apenas a cereja trágica desse bolo de imposições ridículas.

  • Tem que ser levado em consideração, também o fato que o posto em que as bandeiras estavam sendo agitadas, estavam em um nível muito acima da pista, o que dificulta a visão dos pilotos. Realmente é ridículo o que a FIA faz. Tirar o dela da reta, em uma questão tão delicada,

  • Imaginem senhores, nós que temos filhos (Flavinho sei que tem dois garotões como eu), estarmos na pele dos pais de Bianchi.

    Mais uma vergonha de uma categoria que parece ser uma nau sem rumo, e na minha opinião, em rota de colisão com rochedos que a afundarão, se alguém não fizer nada.

    Lamentável pela família do jovem Bianchi e obviamente pelo mesmo, que como o FG bem disse, não pode se defender…

  • É o típico relatório feito por quem tem dinheiro.
    Eu acho que a familia deveria apelar para a justiça comum, pois a esportiva já está suja demais!
    É triste, mas eu já esperava que iria dar em pizza.
    Acham mesmo que a comissão de segurança e organização de prova, admitiriam um erro assim, em aberto, para que cabeças rolem, de quem está para se aposentar?

  • Não tenho dúvidas de que Bianchi sabia que estava em bandeira amarela, pois a comunicação por rádio (seu engenheiro) com certeza o alertou imediatamente da entrada do safety-car (isso é padrão) e também acende uma luz em seu cockpit, e a telemetria mostra que ele não aliviou.
    Mesma atitude teve Dan Weldon na Indy em Las Vegas, Não aliviou na esperança de subir algumas posições e deu no que deu.
    Não estou defendendo os comissários! Jules errou é fato. Mas o grande culpado por ele estar na situação em que se encontra é quem colocou (autorizou) aquele trator ali. Pois seria apenas uma colisão no muro (ou proteção de pneus) que não causaria nenhum dano ao piloto vide a segurança que os carros de hoje oferecem para uma colisão normal.

  • Com todo respeito ao piloto e seu familiares, mas se o relatório estiver correto(e deve estar pq os comissários tiveram acesso aos dados da telemetria), o principal culpado pelo acidente é o próprio piloto pois assumiu o risco de causar o acidente ao não diminuir a velocidade nos trechos com bandeira amarela. Simples assim. Me perdoem se a analogia não for a mais correta, mas imaginem um motorista que bebeu todas numa festa e na volta para casa quer utilizar seu carro. Ele estará assumindo o risco de causar um acidente se assim o fizer. A única diferença seria que o julgamento do motorista(ao dirigir bêbado) seria afetado pelo álcool e o do piloto(ao não diminuir a velocidade) pela adrenalina ou sei lá talvez pela ambição de um resultado melhor. Talvez olhando por um cenário hipoteticamente um pouco diferente do que aconteceu vocês compreendam a minha opinião. Se o trator estivesse um pouco mais a frente e o piloto ao invés de se chocar com o mesmo, atropelasse e matasse o fiscal que vinha logo atrás batendo depois nas proteções similarmente ao que aconteceu com o Sutil, escapando ileso. A maioria iria “jogar pedras” no piloto, mas no caso só mudamos a vítima, mas o culpado nas duas situações(na real e na hipótese) é o piloto que não diminuiu a velocidade. Esse desrespeito as bandeiras amarelas já ocorre a anos, um dia ia acontecer algo de mais grave.

  • Na minha opinião Bianchi só teve culpa por perder o controle do carro por estar mais rápido do as condições de pista e molhada e bandeira amarela recomendariam. Se não houvesse a merda do Trator o choque contra a proteção seria forte mas um acidente mais comum, com certeza seus ferimentos seriam infinitamente menores. Portanto a culpa do tamanho das consequências é que entra na conta dos responsáveis pela direção da prova.

  • Teve um acidente nos USA em que o caminhao atravessou a pista e pegou uma SUV gigante que estava do outro lado. Um dos passageiros é um famoso humorista que ficou e ainda está muito mal… o motorista e outro passageiro morreram e etc. Enfim… processo instalado, julgado – aqui os processos nao demoram uma eternidade – e o humorista nao foi indenizado pq ele nao estava com cinto de segurança… Moral da estória: Nunca deixe de fazer a sua parte… nunca.

  • pra advogados e engravatados é simples
    é proibido trator na pista? não. então foda se oq aconteceu.
    um acidente dessa proporção nunca tem um culpado só, são uma série de cagadas, inclusive do piloto talvez. agora ser total omissa é foda

  • Charlie Whiting montou uma comissão com amigos e cupinchas para avaliar o acidente, fazer um relatório fajuto colocando a culpa no piloto, no carro (de uma equipe falida e liquidada judicialmente), e obviamente livrar a cara do principal culpado, ele mesmo.

    E depois dizem que estas coisas só acontecem no Brasil…

  • O uso da bandeira verde naquele ponto foi um procedimento normal. Pelo que li na época do acidente, a bandeira verde passou a ser agitada a partir do momento em que o trator saiu do campo de atuação do fiscal. E mesmo assim, a bandeira verde só foi acionada após a devida orientação via rádio.

    Sobre colocar a culpa no Bianchi, pode ser que ele tenha, em parte, responsabilidade pelo acidente, por diversos fatores que não temos exatamente como saber. Pilotos também erram em acidentes dos quais são vítimas. Roland Ratzenberger, por exemplo. A asa dianteira dele não se soltou à toa. Quanto ao acidente do Bianchi, havendo ou não uma parcela de culpa em cima dele, isso não elimina a responsabilidade da FIA pelos erros cometidos pela direção de prova.

    • O que eu li sobre a bandeira é um pouco diferente. Ela deve sinalizar o que está acontecendo no próximo trecho e não onde está o problema. Faz todo sentido. O aviso de problema tem que ser dado no trecho anterior ao acidente e não onde ele aconteceu, permitindo que o piloto reduza a velocidade antes. Estava verde pq a partir daquele ponto os pilotos poderiam acelerar.

  • Eu desisti cedo de citar essa bandeira verde a um metro do trator. Os papas alegam que, pelo sentido da pista, a bandeira verde estava depois da ocorrência, ponto a partir do qual a disputa estaria liberada, e tal.

    Está todo mundo certo, sim. O piloto morreu (na prática) porque é azarado e porque não confiou em sua taróloga.

    Esse mundo das corridas está enchendo o saco cada vez mais.

  • Saber que Emerson Fittipaldi faz parte da comissão que produziu este absurdo me envergonha e deveria deixa-lo envergonhado também.
    Ok, o Jules estava mais rápido do que deveria e daí? Ta bom, foi o culpado pela escapada. E por ter dado uma porrada no trator??? Foi ele que mandou colocar aquela merda lá? Aliás, já era de se esperar um resultado desse, pois se não me engano foi mostrado aqui mesmo que na semana seguinte colocaram a porra do trator novamente na área de escape para retirar um carro de uma outra categoria de formula que também havia saído da pista. Sinal de que realmente não viram nada de grave em colocarem o trator naquele tipo de posição.
    Porra Emerson, sua biografia não merecia isso!!!!!

    • Concordo plenamente com seu comentário. Mesmo tendo um enorme respeito por Emerson é sabido que ele sempre teve e sempre terá opiniões “politicamente corretas” , não espere nunca que ele fale a verdade ou o que expresse sua verdadeira opinião.

  • Eu me lembro de “ler” na telemetria que a velocidade dele no trecho da volta em que saiu da pista era superior ao da volta anterior. Ou seja, não diminuiu a velocidade mesmo com as bandeiras amarelas, antes até daquela em que o fiscal passa a agitar verde.
    Ou não viu nenhuma bandeira amarela ser agitada, assim como nenhuma luz no seu cockpit acendeu, ou ele não achou necessário diminuir a velocidade mais do que quando já passava ali, E falando a verdade, não tinha a menor necessidade para chamar o safety car para fazer a remoção do veículo parado, nem por conta do aumento da chuva. Estavam com os pneus intermediários e trocando pelos de chuva tudo seria bem razoável, como em diversos outros momentos da prova.

    Sobre o tratorzinho, tem vídeos desde a época do Senna onde eles entram na pista para retirar os veículos acidentados com a corrida rolando, e bandeiras amarelas sendo agitadas. Não tenho como afirmar que o procedimento deveria ou não ser executado, mas assim o é desde a tempos. Falaram de usar guindastes como em Mônaco, mas lá só se utiliza esse procedimento porque a pista e a área após os guard rails são muito próximas. Em circuitos fixos, precisariam ser necessários guindastes com braços gigantescos para serem usados nos casos de retirada onde hoje o trator é utilizado, e esses guindastes além de enormes precisam de espaço proporcional para poder operar, sendo na verdade uma péssima ideia em circuitos fixos.

    Então, pra mim, não dá pra dizer que ele não foi o único culpado pelo acidente, mas o principal, e único que poderia impedir que tivesse acontecido se diminuísse a velocidade conforme as normas exigem.

  • Um absurdo!

    Tudo para se safar de medidas legais da família contra os organizadores da prova e contra a própria FIA.

    O lamentável que o Emerson Fittipaldi assinou este relatório de investigação .

    Ação entre amigos. Uma verdadeira marmelada.

  • Vendo o Safety Virtual em Interlagos na WEC, a coisa funciona e de maneira justa, mantendo a diferença conquistada na prova. Mesmo se não houvesse o trator, o Bianchi ia dar uma baita panca legal no guard rail 5 metros adiante, pela velocidade que vinha. E a telemetria do carro? Sou mais que ele tentou algo que não funcionou, pois entrou lançado.

    • O problema não é o trator. O problema foi não acionarem o Safety Car. Vendo ao vivo pela Sky (emissora inglesa), o próprio narrador falou “Safety Car” ANTES da panca do Bianchi. O problema foi este. Trator na pista é NORMAL.

  • Já sabia que esse relatório seria ridículo quando a equipe de investigadores foi escolhida pela própria FIA !! É ridículo, qualquer um sabe que o trator que estava na pista e que o horário tem uma grande parcela de culpa !! O certo a se fazer seria algum órgão público do Japão fazer uma investigação independente.

  • Quando do acidente havia postado que o Bianchi poderia não ter reduzido a velocidade, havia até colocado uma citação do Nelson Piquet que dizia que o piloto só tem medo na hora da largada pois nesse momento não domina o cenario por completo.

    Certamente o Bianchi acreditava nele, e pode ter contribuido para a gravidade do acidente, como também o clima, os bandeirinhas, o trator, a luminosidade e todos os demais fatores contribuiram para o desfecho tragico.

    Pode parecer ilógico esse posicionamento da FIA, mas não podemos esquecer que o posicionamento também tem carater educativo para os pilotos no mundo inteiro.

    Se existe uma bandeira amarela a mesma deve ser respeitada, e o que se passou com o Bianchi também é prova quer o piloto pode contribuir para a tragédia.

    Não estou culpando apenas o Bianchi, mas é importante saber que a telemetria aponta que ele não agiu de forma a minimizar os riscos, o que serve de lição para os pilotos do mundo todo. Que invariavelmente não acreditam que uma coisa similar pode acontecer com eles numa bandeira amarela qualquer que venham a receber em suas carreiras.

  • Se for considerada culpada pelo acidente, a vítima não irá para a cadeia. Mas se for considerado o diretor de prova e comissários, aí a coisa muda de figura. Estão tentando livrá-los dessa. Podem chamar do que quiserem: corporativismo, pizza… São um bando de filhos das putas.
    Que haja um processo criminal por lá. Isso não pode ficar assim.

  • Cara isso foi ridículo, a FIA foi omissa. Outros carros poderiam rodar e bater do mesmo jeito que aconteceu com Sutil e Bianchi. Tiraram a culpa do péssimo pneu de chuva e do autodromo sem escoamento adequado. E aquela bandeira verde na parte alta da pista pra mim foi criminosa.

    • A bandeira verde à frente do acontecido é normal, já que ela estava sendo mostrada após o incidente, Os pilotos sabem que é este o procedimento, O relatório contempla sim o problema de escoamento da pista, tanto é que faz sugestões para a melhora disso. O relatório fala do Safety Car, fala da não necessidade dele e explica o motivo disso. Quanto ao pneu, ele de fato não é bom, mas é importante ressaltar que Bianchi estava com um pneu intermediário com 17 voltas de uso. Parece que não leram o relatório completo. E acho que não fizeram isso mesmo, A FIA foi bem sensível nas explicações que encontrou e explicou com detalhes o que aconteceu, inclusive de como o piloto tentou corrigir e acelerou e freou ao mesmo tempo e entre outras coisas uma falha do carro da Marussia numa espécie de freio de emergência que existe nos carros da F1. O fato é que o piloto estava rápido demais para a condições de bandeiras amarelas duplas. Se fosse só água, todos que passaram por ali teriam saído da pista .

      • Massa reclamou da visibilidade, algo que não foi mencionado no relatório.
        Não há como saber se Bianchi ignorou a dupla amarela em trecho curto e focou somente na verde que liberava a pista. Nesse sentido, quanto mais rápido fizer o trecho em amarela melhor. E é aí que está a questão, era caso para amarela na pista toda, o trator é um objeto estranho na pista.
        Não há como mensurar o nível de downforce de uma Marrussia com intermediários usados ou ainda comparar com outros carros, mas rodaram uma Sauber e uma Marrusia. E se tivéssemos alguma contaminação no asfalto? Vários carros bateriam? O escoamento em Suzuka é um problema antigo, há poucos anos tivemos os mesmos problemas com chuvas em Suzuka e só acionaram o SC após a batida do Bianchi.
        Esse sistema foi introduzido depois do acidente do massa, que bateu acelerando e freiando. Mas no caso do Bianchi soou meio estranho, qual a pressão aplicada no pedal do freio? O carro mesmo assim acelerou? (De Villota?)
        A batida não foi forte, 126km/h? Mole pra um f1, o foda foi o trator.

  • Flavio, com a devida licença, faço minhas as suas palavras. Eu não estou conseguindo achar palavras para explicar o que senti (e estou sentindo) quando li que atribuíram ao piloto a culpa do acidente. Só o que desejo é que os pais desse rapaz dediquem sua vida em buscar justiça e apontar os verdadeiros culpados – que são óbvios – dessa tragédia, para evitar que isso ocorra novamente. E, por último, espero que um “milagre” possa trazer Jules de volta, para que ele mesmo possa se defender um dia. Grande abraço.

  • Todos sabemos que a bandeira verde sinalizava para o próximo setor e que aquele estava em bandeira amarela. No entanto, de onde o piloto perdeu o controle já dava para avistar que a pista estava liberada mais à frente. É normal que ele tenha tentado aumentar a velocidade… É como um semáforo que fica amarelo logo à frente, muita gente acelera quando o correto é frear, mas isso é um costume (errado) muito comum. Eu confesso que faço isso e nunca tive problemas. Quanto o relatório em si, para ficar “perfeito” faltou apenas recomendarem o envio da nota do conserto do trator para a família do piloto.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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