ERA ASSIM…

SÃO PAULO (eu era pequeno…) – Foi em 1968 que os bondes deixaram de circular em São Paulo. Morro de saudades, embora não me lembre de ter andado em algum. Eu tinha quatro anos de idade quando isso aconteceu. Mas lembro dos trilhos em muitas ruas, e de escorregar neles quando chovia. Depois o asfalto foi cobrindo tudo.

Este vídeo me chegou via Facebook. É muito bacana. Pelos carros, pelas pessoas, pelas paisagens. E pelos bondes, que continuam circulando alegremente na Europa, onde dá para matar as saudades.

Comentários

  • Para além de uma linha turística de bonde, a cidade de Santos possui um Museu do Bonde, onde são restaurados bondes de várias partes do mundo e colocados para funcionar, vale muito a pena, não só pelo passeio nos bondes, mas pela visita ao centro histórico.

    Já o Museu do Pelé, infelizmente, é um engodo, mais um desses locais pretenciosos onde não há qualquer preocupação com a pesquisa e contextualização histórica, é só um amontoado de objetos dispostos em vitrines de vidro e aço inox e outro tanto de equipamento pirotécnico, dito interativo. Uma pena…

  • Cultura inútil, voc~e não ganha um centavo com isto, mas seu papo de boteco fica bem mais interessante.:o tema do vídeo “Eu não vou mais” é de autoria do compositor e ritmista catarinense Orlan Divo que, na época, era crooner do conjunto musical (como se chamava na época) de Ed Lincoln. Uma das figuras mais esquecidas da nossa MPB, foi um dos criadores do sambabossa, que seria mais tarde consagrado por Jorge Ben.

  • A ultima viagem de bonde em São Paulo se deu numa linha que passava pela Av. Adolfo Pinheiro e seguia pela atual Vereador José Diniz, pertinho da minha casa. Andei nesse bonde mas não na ultima viagem que foi anunciada com muita antecedencia. Passar de bonde pela atual Vereador é uma lembrança romantica. A cidade se transformou de uma tal forma que até mesmo a garôa que ainda existia naquela época desapareceu. Hoje acho a cidade sem graça. É grande demais, tumultada demais, neurotica demais. Já foi um belo lugar para se viver. Como, por exemplo, quando na minha infancia ía com a minha mão no centro e ao retornar no final da tarde os luminosos da época eram um espetáculo que qualquer criança daquela época guardou na memória.

  • Aqui em Porto Alegre também havia uma grande malha de linhas de bondes, foram dizimados mais ou menos na mesma época pelos militares, que queriam “agradar” as montadoras/fabricantes de pneus/petrolíferas/etc. Os bondes são, para mim, a melhor forma de transporte público de superfície, pois são limpos, eficientes, e são donos absolutos do seu espaço – andam nos seus trilhos e ponto final. Evita aquele ziguezague dos ônibus, ou carros e caminhões invadindo corredores.

    Ainda sonho com um governo que estimule de verdade os tais Veículos Leves sobre Trilhos nas nossas cidades.

    • Bem lembrado, assim como em toda a região da baía. Em Santa Clara, por exemplo, você vê carros, poucos, ônibus e “bondes” andando harmoniosamente, além da total integração com o metrô pela linha Caltrain.
      Jamais aceitarei por que e porquê de precisarmos destruir o que funciona.

  • O problema e a estupidez de nossos governantes!! Existia mais de 200 km de trilhos dentro da cidade de SP nos anos 40 do sec XX. Estes foram dizimados pelo asfalto..e pelos onibus se tivessem sido preservados seriam uma otima alternativa de transporte de massa nos dias de hoje.