CHINATOWN (1)

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SÃO PAULO (meio atrasadinho, só um pouco, mas vocês não têm ideia da minha rotina, então não encham) – Bem, vamos ao que interessa. Depois de Sepang, falei num vídeo aqui, creio, que ninguém devia ficar muito empolgado com uma disputa ferrenha entre Mercedes e Ferrari a partir da vitória de Vettel. Sepang só tem uma. Aquele calorão infernal, idem. Aquela umidade, da mesma forma. Cagadas da Mercedes, igualmente.

Assim, em Xangai, neste monumento ao desperdício que é o circuito chinês, Hamilton sobrou nos dois treinos livres, enfiando mais de um segundo no primeiro não-Mercedes no primeiro treino, e quase meio na segunda sessão. Em ambos, Ferrari: Tião Italiano na atividade matinal, terceiro colocado, Kimi Nventaram Agora na movimentação vespertina, P2 para ele. O pequeno Rosberg nada faz de interessante, indicando que Lewis não terá grandes dificuldades no fim de semana, a não ser que seu cordato companheiro leve um choque no rabo. As diferenças de tempo dos mercêdicos para os outros são abissais, dá até dó.

O relato do treino by Fernando Silva, nosso galã que volta para as páginas do Grande Prêmio por alguns dias, está aqui. Nele, vocês verão que Massa bateu de leve, Nasr fez um treino OK, os pilotos usaram pneus macios apenas no final e tudo mais. Mas o melhor do dia — porque não aconteceu nada de grave — foi um Xing Ling pulando a cerca e atravessando a pista, sendo imediatamente colhido pelas autoridades. “Eu quero testar um carro!”, gritava enquanto corria em direção à Ferrari, de acordo com testemunhas. Seu nome, de acordo com relatos não oficiais, era Alonsong Feh-nandong.

Sem aquele calorão malaio, a Mercedes vai se impor novamente em Xangai, a exemplo do que fez em Melbourne. Ferrari, Red Bull, Williams e Sauber vão ficar ciscando para ver quem chega mais perto, com chances maiores, evidente, para a Ferrari — o carro rubrotaurino é ruim e seu motor de Clio não empurra; a Williams terminou 2014 melhor do que começou 2015; a Sauber vai ficar ali pelos pontos, com chance de algo extraordinário se algo de extraordinário acontecer.

Alonso foi bem, 12°. “Ainda estou me acostumando com o Hans, esse negócio machuca meu pescoço”, declarou, plenamente recuperado do acidente de Barcelona. “Mas ficamos na frente da Leyton House. É o que importa para o momento. Acho que nisso nossos pneus Michelin ajudaram, eles se adaptam melhor ao asfalto de Imola que os Goodyear.”

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