JÁ ERA

SÃO PAULO(pff) – Eu aqui todo animadinho com a cruzada de Bernie & Todt pelos motores alternativos, sonhando com o dia em que Lada, Hyundai, Gurgel, Troller e Tata fariam seus turbinhos V6 para enfrentar Mercedes, Honda, Ferrari e Renault, mas que nada…

Está definido que não vai ter motor alternativo nenhum, e que pelo menos até 2020 essas merdas híbridas silenciosas vão empurrar os carros da F-1.

Às vezes desanimo.

Comentários

  • Fórmula 1 é emoção, e emoção não existe com motor elétrico. O que dá emoção é um motor aspirado a 20 mil rpm, aquele ronco que provoca um arrepio. A simples tecnologia não provoca emoção. Alguém fica emocionado com um iPhone? Quem gosta da automobilismo, gosta de carros que nos toquem a alma. Deveriam liberar o consumo dos carros, deveriam apenas limitar a rotação do motor em 20 mil rpm que é um bom número. Deveriam permitir a volta dos V10 com 3.5 litros com 20 mil rpm e consumo liberado. Cada um que fizesse o motor mais potente. F1 é a antítese dos carros ecologicamente corretos. Não tem nada a ver com carros de rua.

  • Não vejo nada de errado com o motor turbo híbrido. Esse é o futuro imediato. Daqui a uns poucos anos a tecnologia se torna convencional e esse chororô está com dias contados. Para melhorar, só precisam endereçar a questão do barulho. De 2014 para 2015 houve uma melhora sensível, mas precisam levar mais a sério este negócio.

  • Na minha opinião, o último ano em que a Fórmula 1 foi Fórmula 1 foi 1992, quando o Nigel Mansell foi o campeão. E o úlitmo ano em que a Fórmula 1 prestou foj 2008, quando o Lewis Hamilton foi campeão pela primeira vez. De 2009 pra cá foi só ”this is the end”… Das duas, uma: ou a Fórmula 1 volta a ser como era pelo menos até 2008, ou bye, bye…

  • Infelizmente com seus burros no comando a FIA faz uma cagada atrás da outra, cria um regulamente absurdo como esse fazendo a F-1 ficar ruim e mais cara, e o pior de tudo: hoje o poder de decisão está nas mãos das montadoras! Eu não acredito em nenhuma mudança para 2017 como tem se falado, a F-1 perdeu a essência do esporte e hoje o que vale é o interesse financeiro e comercial. Acho que o único modo de se mudar alguma seria um boicote mundial de todos os fãs em todos os sentidos, seja não assistindo e nem indo aos GPs nos autódromos e também não comprando nenhum produto das empresas que patrocinam as equipes e a categoria.

  • Põe desanimo nisso….. Tenho ido a todas as corridas a 10 anos seguidos. Na de 2014 ja achei a mais chata de todas e pensei comigo…”ano que vem não tem como ser pior…” e eis que me equivoquei e não foi chata, foi horrível, ridícula, até a cerveja tava quente… Mas como apaixonado, esse ano vou de novo, tentar dar um credito a categoria que amo….

  • Flavio ,sabe oque não entendo , porque eles não colocam toda essa geringonça moderna em um motor V8tão de 800 cv iria ficar um foguete barulhento de uns 1100 cv, iria ser ducara…… !!!

  • deixa eu entender…pessoal malhando ecelstone, mas nesse caso aí o vermie eclestone tava até a favor da mudança. ele não é bobo e sabe que o barulho do motor e a ilusão que cria nos espectadores é fundamental

  • Fizeram uma cortina de fumaça para arrumar um desconto para as equipes clientes. Mas acho que pode melhorar bastante a disputa acabando com o regulamento endurance – poupar motor, poupar pneu e poupar combustível.

  • A F-1 tá um pé no saco, porque está tudo errado. A solução para a a categoria achar o rumo novamente é até simples, mas os dirigentes tomaram um caminho arriscado quando se decidiram pelos malditos motores híbridos. Este caminho provou ser (bastante) equivocado e, agora, quando despertaram para a besteira que fizeram, Ferrari e Mercedes que investiram rios de dinheiro para desenvolver esta tecnologia, foram contra e como ambas têm enorme força politica na F-1 hoje, ganharam a queda de braço contra Bernie e Todt.
    Alguma s medidas que a F-1 poderia tomar para ficar interessante novamente:

    -Seis datas de testes durante o ano. Cada data com cinco dias consecutivos de trabalho. Seriam 30 dias de testes durante o ano, com o piloto de testes voltando a cumprir de fato a sua função, muito melhor que ficar horas guiando nestes simuladores ridículos. As pistas dos testes seriam à escolha das equipes, desde que não fosse em um local onde ainda fosse ser realizada uma etapa do mundial.
    -Motores: V8 ou V10 aspirados à escolha das fábricas. Teriam, obviamente, que ter a mesma potência.
    -Motor alternativo. Poderia ser fabricado pela Ilmor (por exemplo) por um preço accessível para as equipes particulares. Isso iria incentivar o ingresso de mais equipes no mundial já que não teriam que ficar na mão das fábricas para fazer parte da brincadeira como é hoje.
    -Motores sem limites. Já que seriam consideravelmente mais baratos e de simples construção comparados aos atuais, cada equipe poderia utilizar quantas unidades fosse necessário.
    -Terceiro carro: cada equipe teria o direito de utilizar um terceiro carro em 1/3 das corridas do campeonato á sua escolha. A exceção seria Mônaco, é claro, onde só largariam 22 carros. O terceiro carro contaria pontos para a equipe e para o piloto.
    – Pneus de classificação e supermacios para corrida com cada equipe podendo usar o composto que desejar, sem obrigatoriedade de nada. Isto tornaria as corridas mais dinâmicas e se sairia melhor a equipe que utilizasse a melhor estratégia.
    -Classificação à moda antiga com cada carro cumprindo 12 voltas em 4 saídas de 3 voltas. Certeza garantida de audiência na TV e público nos autódromos.
    – Telemetria limitada à aerodinâmica. Câmbio, suspensões, motor e pneus ficariam por conta do piloto cuidar. Aí, quem tivesse mais competência, levaria o carro mais inteiro até a bandeirada.
    – Juízes de prova menos rigorosos. Hoje, um piloto quando erra uma freada e atinge outro carro, é punido o que é um absurdo! Pilotos estão sujeito a erros constantemente pois estão fazendo algo que pouco seres humanos na terra seriam capazes de fazer que é levar aqueles carros ao limite por mais de uma hora. Erros acontecem. Punições somente para manobras comprovadamente imprudentes.

    Somente com estas mudanças, creio, a F-1 voltaria a ser o que todos nós gostaríamos mas isso é só um sonho. Pelo jeito teremos que continuar a assistir outras trezentas vitórias da Mercedes e, com alguma sorte, a Ferrari conseguindo fazer alguma frente, até 2020. Lamentável…

  • Formula 1 , é sinonimo de desenvolvimento tecnológico, e milhões investidos
    nestes propulsores atuais, não seriam descartados,assim tão fácil. Isso demonstra
    o quanto as montadoras que hoje participam da F1, estão com o dominio da mesma.
    E digo mais , até 2020 , serão mais desenvolvidos ainda, mais potência, maior ronco,
    tempos cairão bastante, e portanto seguirão impurrando os F1 ALÉM DE 2020.

  • Tudo acaba na vida, nada vai durar pra sempre, acho que a F1 tem grandes chances de entrar em queda livre, só não entrou em crise pior por falta pura e simplesmente de concorrência.

    Não sei dizer os motivos , mas creio que uma somatória de fatores vem colaborando para esse marasmo automobilístico.

    Um deles é o próprio histórico das categorias de base, com o domínio das monomarcas, consequentemente acabou eliminando uma seleção natural de “criadores” ,digo , engenheiros criativos , estes novos engenheiros vieram com formação de ponta ,sem duvida, mas não vieram de uma seleção natural que é , a competição. Antes nas categorias de base os engenheiros projetistas só sobressaiam se seus carros vencessem corridas.

    Mas o que tem a ver isso com a atual F1?

    Tudo, a F1 acabou por ser a grande vitima dessa falta de novos talentos nas pranchetas, Adrian Newey está no topo a quase 3 décadas, só foi vencido quando lhe tiraram um motor de ponta ,claro que foi uma infeliz coincidência ,afinal quem errou a mão foi a Renault. Mas a mudança do regulamento foi justamente para embaralhar as cartas e tirar da Red Bull o embalo. Assim como fizeram em 2008 pra tirar o embalo da Ferrari.

    Essas tentativas de mudança de regulamento para tirar um domínio do momento foi a alternativa da FIA para embaralhar as cartas. Por causa da falta de talentos nas pranchetas.

    Mas esta ultima mudança foi desastrosa ,cara , e os fabricas não querem a abrir mão do investimento que fizeram.

    Que saudades do Mosley!!!!!

  • A gente reclama, e muitas vezes com razão.
    Mas eu não vou deixar de assistir a F1 mesmo assim.
    Mas aposto que 9 em 10 desses mais ‘mimizentos’ dos comentários, que descem o pau na F1, vão assistir todas as corridas e vão continuar se lamuriando em 2016.
    Não largam. São chatos mesmo.
    E tem aqueles que largaram de vez só ‘comentam’ para criticar, as viúvas inconsoláveis que só sabem cortar o barato alheio desde 1994, por favor, deixem de ‘comentar’ sobre a F1 neste blog quando o tópico é F1 atual. Afinal, vocês nem assistem mais as corridas do campeonato.
    E são mais chatos que qualquer medida ou regra nova da FIA, do Ecclestone…
    Eu reclamo, mas não vivo (linguagem figurada, aviso) sem a F1.
    Estarei a postos para o primeiro treino da primeira corrida.
    Sigam-me os bons!

    • Sim sobreviverá e ficará mais forte com os motores híbridos. Os que escutam o “barulho de aspirador de pó quebrado” são apenas os que vão aos autódromos, e esse público correspende a 0,28% (menos e UM por cento) do público total da F1.

      Admito que o pessoal da arquibancada é importante, mas o total impactado pelos motores silenciosos é irrisório.

      O que está matando a F1 não são os motores h[ibridos, mas as regras esdrúxulas de punição, principalmente.

  • o campeonato dos próximos anos também morreram porque esse já estava minha sensação e a mesma do flavio desanimo e ainda mais com a confirmação que os motores das equipes clientes sao mais fracos fatos comprovado pela entrevista de smedley da williams que pediu mas não vai ter motor igual ao da equipe de fabrica da mercedes
    é cabo a graça

  • Azar o nosso, uma vez que sonhamos com um mundo mais divertido!! Lembre-se de muitas ficções que mostram tudo digital , até o sexo!! Caminhamos para um mundo sem a diversão que vivemos! Sem volta!

  • Como disse aqui outro dia, acho que vou tirar um ano sabático de Formula 1 em 2016. A última vez que fiz isso foi quando o Mansell deixou a categoria no final de 1992 ao se tornar campeão. Ele migrou para Indy e eu fui junto. Não estava afim de ver Prost na pista novamente. Mas foi só por um ano. Naquele tempo era legal demais pra não olhar. Mas agora… O que tem de bom? O que tem de especial? O que tem de melhor?
    Em 2015, a única corrida que assisti de madrugada foi o GP das Austrália. O resto não valia a pena acordar pra ver.

  • Eu já desanimei faz tempo………….aquela batida proposital do Nelsinho Piquet foi a gota d’agua para mim……..Eu disse chegaaaa…não assisto mais esta porcaria….Acompanho seu Blog mais para olhar seus posts sobre outros assuntos, que também são muito interessantes..

  • Então…
    A gana e a série infindável de cagadas vai acabar com a F1.
    Em 2020 o público vai ser menor pra ver o esporte sem graça que isso está se tornando. Ninguém mais vai lembrar do ronco de um V8, V10 ou V12.
    Um dia saporra vai virar uma corrida de carros elétricos, mas pra isso já tem a F-E, que vai muito bem.

    O que adianta a mercedes e a ferrari serem lideres num esporte que ninguém gosta do formato que elas mesmas impuseram? O esporte vai acabar…

    O lance tá tão ladeira abaixo que até o site formula1.com tá uma bosta. Se vc quiser saber de alguma coisa da Fórmula 1 antes de 2014, que não seja só a galeria de campeões, tem que ir pra wikipedia ou pro youtube.

  • Não são, definitivamente, motores híbridos, ou elétricos que vão resolver o problema da poluição do ar, transição para uma economia sem petróleo, colaborar para reduzir os impactos das mudanças climáticas, ou resolver o problema de urbanidade e o direito à cidade.
    Estas coisas estão ligadas à políticas públicas cuja implementação dependem, provalvemente, mais de uma mudança no modo de produção do que de tecnologia.
    O resto é marketing.

    Por outro lado, a F1 também é uma competição de tecnologia, de engenharia, além de uma plataforma para empresas patrocinadoras e fabricantes venderem os seus produtos.
    Para que a F1 seja interessante para fabricantes, é interessante que o foco na direção do desenvolvimento sejam os motores, não a aerodinâmica.
    Para que a F1 seja sustentável econômica e esportivamente, é necessário que o acesso aos motores seja barato às equipes independentes, e que estas não se vejam sempre com equipamentos inferiores em relação às equipes de fábrica.

    No único momento recente em que as equipes clientes tinham acesso ao mesmo equipamento das equipes de fábrica aconteceu entre 2006 e 2013, quando os motores foram congelados, mas o desenvolvimento foi todo para a aerodinâmica.

    Acredito que o problema não são os motores silenciosos.
    O problema é serem caros, as fábricas formarem uma espécie de cartel que impeça a concorrência ou acesso à equipamentos baratos e competitivos às equipes menores, e haver poucos testes e janelas de desenvolvimento para lidar com uma tecnologia nova.

    Se os problemas forem sanados, creio que nínguém vai ligar para o barulho dos motores.

    Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de outubro de 1917,
    Atenágoras Souza Silva.

  • Esses motores conseguiram o que eu achava impossível: tiraram meu interesse pela F1. Desde 1994, acompanhava, lia tudo sobre a categoria e no único ano que não estive em Interlagos, dei um jeito de ir numa laje para acompanhar os treinos e corrida.

    2014 e 2015 nem passei perto do autódromo e cheguei a perder a transmissão de algumas corridas. Isso aí que estão chamando de F1, só tem o nome. É uma verdadeira bosta tanto como espetáculo como competição esportiva.

  • Os fãs de F1, assim como eu, deveria começar a boicotar a F1, não ir mais aos autódromos para assistir as corridas e não assistir mais a categoria pela TV, como forma de protestos, pela má vontade que os dirigentes da F1 e da FIA, tem em melhorar a categoria, eu tenho a impressão que esse grupo de estratégia tem como finalidade real, falir a F1. Será que os caras não percebem que a categoria, esta perdendo público, chegando ao ponto de poucas fabricantes de veículos terem interesse em entrar na categoria. Estou vendo que essas mudanças para 2017, são só fachada, acho que vão mudar somente o visual dos carros, como desculpa que inovações estão sendo feitas para a categoria, e a F1 vai continuar sendo a mesma chatice que foi em 2013, 2014 e 2015.

  • Eu curto estes motores híbridos sim! Quanto a “sonoridade” me parece que pra este ano já estão solucionando. Más, o que vai realmente fazer a F1 ficar emocionante ou fantástica, éh diminuir a importância da aerodinâmica e aumentar mais a aderência mecânica! Aí sim, teremos mais ultrapassagens… É disto que a F1 estar precisando urgente!

  • Muda de categoria…opçoes nao faltam….WEC, Nascar, IMSA, V8 Supercars, Super GT, Blancpain Endurance/Sprint Series, IndyCar…….eu há tempos nem me preocupo em ver noticias dessa categoria fajuta e cheia de frescos, sejam dirigentes, sejam pilotos…

  • Eu acho que Todt e Ecclestone deveriam dar um “xeque-mate” nas grandes montadoras e montar outra F1 nos moldes da década de 70 e 80. (nada como a F-E também! Queremos motores TURBO com barulho e desempenho de motor de F1!)
    Ameaça criar outra categoria com novos “garageiros” e pronto.
    Saudades da Tyrrel, da Ligier, da Brabham…movidos por Cosworth, Ford, Matra….
    Será que fazendo tudo num custo bem menor e MAIS JUSTO essa marcas não teriam interesse em “ressuscitar”?
    Deixa Ferrari, Mercedes, Renault e Honda fazerem seu campeonato vendo as arquibancadas se esvaziar e tendo as contas do campeonato pra pagar.
    Sei que parece pura utopia, mas…Por que não tentar, sondar?