O HALO

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SÃO PAULO (daqui a pouco: o que é o GRANDE PREMIUM) – Bem, esse troço virou realidade. Pela primeira vez na história da humanidade um dispositivo para proteger a cabeça de um piloto num carro de F-1 foi testado. A aberração estética foi batizada de “Halo”, palavra que tem equivalência na idêntica “halo”, em português — e significa “auréola”, “glória”, “resplendor”.

O Halo, e será assim mesmo, nome próprio, começou a ser desenvolvido há alguns anos pela Mercedes e a FIA o vem testando — e outras alternativas — há algum tempo. À Ferrari, porém, coube o ineditismo da experiência em pista. Raikkonen usou hoje em Barcelona, e descobriu-se, no mínimo, uma nova forma de vender espaço para patrocinadores.

[bannergoogle] É feio pacas e não me parece muito eficiente, exceto para proteção contra coisas grandes — pneus, uma asa voadora, algo assim. A mola que atingiu Massa em Budapeste/2009 talvez não tivesse sua trajetória interrompida por esse negócio. Vai ser preciso estudar mais, e pensar em algo minimamente agradável aos olhos — beleza é fundamental, como diz Victor Martins no GRANDE PREMIUM.

Falando neles, os olhos, segundo Raikkonen não foram muito prejudicados com a gaiola à frente. “A diferença para a pilotagem usual foi surpreendentemente pequena”, falou. “A visibilidade é limitada só um pouquinho na frente, mas não acho que essa será a versão final do equipamento. Deverá passar por algumas melhorias.”

O que vocês acharam, com sinceridade?

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

75 Comentários

  • Péssimo. Se até caças de batalha usam redoma de vidro (ou similar), porque não os F1? Não ficaria ridículo. Basta ver os modelos X que o Adrian Newey / Red Bull projetaram para o Gran Turismo.

  • Estudo importante, válido, bem intencionado mas que não dá pra ser dessa forma. Se for pra por esse troço que fechem o cockpit como já vimos alguns estudos e que inclusive deixam o carro esteticamente lindo (na minha modesta opinião).

  • Na minha opinião, além de feio, não deve ser muito útil em casos como o do Felipe Massa (evento raríssimo) e acredito que além de não salvar o Jules Bianchi, se tornaria um problema no momento do atendimento médico, lembrando que o que matou Jules foi a desaceleração bruta. Talvez o Justin que é da Indy, mas com conceito de carro fórmula igual. Outro fator que imagino pertinente avaliar é em caso de chuva, como se comportará o escoamento da água? Enfim, deixaria como está.

  • Eficiente contra qualquer coisa só uma cobertura como a encontrada nos caças (F16 como exemplo). Feita de material translucido não afetaria muito o visual dos carros, acredito que até melhoraria a aerodinamica dos carros. O material de cobertura? O mesmo utilizado nos canopys dos caças, resiste a muitas coisas a mais de 400 km por hora

  • É a coisa mais ridiculamente feia e sem proposito que já foi colocada em um carro de corrida, o filho do Surtees e o Justin Wilson morreriam da mesma forma usando essa joça.

    Mega asas dianteiras, DRS, pneus propositalmente ruins, motores silenciosos, carros maiores e desajeitados, corridas em lugares que nem sabem o que é um F1 em detrimento a França, Alemanha e, possivelmente, Itália e agora isso.

    A F1 caminha para o fim, algo que ela mesma vem construindo a anos.

  • Só falta colocar o degrau de volta no bico e a pintura da Brawn pra ser a coisa mais feia que correu um GP..

    Mas se for pra salvar alguem, vale a pena. Espero que seja uma solucao apenas transitória.

  • Se a mola que atingiu massa bater na parte inferior do halo, devia para baixo e bate no peito do piloto. Fatal.

    Se a asa que acertou Justin Wilson acerta o halo, despedaça, voa pedaço das peças no peito do piloto. Fatal.

    Deveria ser uma proteção “inviolável” tipo a bolha, esse halo aumenta o risco para os pilotos.

  • É de longe a coisa mais asquerosa que eu já vi na Formula 1 em todos os tempos.
    Li em algum lugar (provavelmente no GP) que a FIA pensa em instituir o cockpit fechado em alguns anos e que o halo vai quebrar o galho até lá. Segundo o que li, eles não querem adotar a cobertura total agora porque seria muito pesado para o carro e muito caro para as equipes. Então eles estão testando materiais diferentes na busca de algo mais leve e mais barato. Mas porra! Pesado? Vai dobrar o peso do carro? Traz de volta o reabastecimento e só aí se perde bastante peso em tanques de no máximo 45 litros. Caro? Por favor… não deve ser mais caro que os caríssimos, requintados e pomposos motorhomes cheios de conforto e frescuras.
    Seguinte, fecha logo ou deixa como está. Senão vai haver mais uma debandada em massa de espectadores.
    Acho que fechado até ficaria legal:
    http://imgsapp.df.superesportes.com.br/app/noticia_127116951798/2014/10/09/58200/20141009190632157707e.jpg

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Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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