DICA DO DIA

SÃO PAULO(ah, a estrada…) – O Ivan Bento mandou. Trata-se do anúncio de lançamento de um livro do ano passado. Sem problemas. Importante é conhecer o livro.

Os autores são os fotógrafos Ita Kirsch e Simone Blauth, que em 2014 percorreram 21 mil km em caminhões pelo Brasil. No link acima vocês podem ver parte desse trabalho.

Selecionei a foto abaixo porque nunca imaginei ver isso no Brasil — sempre me pareceu coisa de filme americano, sei lá. O Bento, no entanto, diz que esse tipo de transporte é muito comum no Sul.

Sou fascinado por essas casinhas de madeira que se veem no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Quem aqui mora numa dessas? Estalam de noite? São frias? Quentes? Contem. Como arquiteto frustrado, adoro saber dessas coisas.

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Comentários

  • Morei numa dessas em 1991 e 1992 e depois fui pra uma maior em 1992 até metade de 1994. Depois mudei de cidade e morei provisoriamente em uma menorzinha em 1994-1995. Não é frio nem quente demais. O maior problema é o pé direito baixo, normalmente 2,40, 2,50. Se o espaço entre o telhado e o forro for alto ela não esquenta muito não. O maior problema é que a casa inteira estala pra cacete de noite, e sendo uma criança de 7-11 anos você morre de medo depois que apaga a luz.

    Meu avô catarinense tinha uma dessa na praia, a uns 100 metros da cabeceira da pista do aeroporto de Navegantes. Construiu em 1960 ou 1962 e durou até 2006 — e só porque ele desmanchou pra construir a nova.

    Já vi muitas dessas transportadas assim. A primeira vez foi lá em Navegantes mesmo, atravessando a rua pra chegar na praia. Se não me engano um cara lá do sul fez uma dessa sobre uma plataforma giratória para aproveitar o sol por mais tempo.

  • Aqui no sul ainda existem muitas dessas casas, algumas reformadas, estão em estado impecável.
    Fazem muito barulho, impossível entrar e sair de fina.
    Quando algum gambá dá cria no forro então parece que a casa vai cair de tanto barulho.
    Atualmente o povo instala ar condicionado e esquece de mexer na instalação elétrica dessas belezinhas. O resultado é que a cada semana várias pegam fogo.

  • Morei em uma casa dessas até os meus 20 anos, isso lá por 1994. Meu pai trouxe ela de Matelândia até Foz do Iguaçu em 1983, um percurso de uns 80km. O caminhão era desse mesmo modelo. Realmente era muito confortável e de uma simplicidade inigualável. A nossa tinha 4 peças e um tamanho semelhante ao dessa que aparece na foto. O detalhe, como já disseram por aqui era o banheiro fora da casa e o fogão a lenha na cozinha. Essas casas são de um tempo em que ainda existiam muitas madeireiras e uma profissão chamada carpinteiro, os quais em uma semana, ou uns 10 dias de trabalho, construiam uma casa assim, com assoalho, cobertura e pintura. Essa foto me fez voltar uns 30 anos no tempo…

  • Sou paulista, mas a minha mãe é catarinense. Essas casas, as mais comuns (do tipo da foto) são vendidas em kits. Há anúncios delas no Zero Hora e Diário Catarinense (aos porrilhões). São muito confortáveis no frio, mas são quentes no verão. Porém, sempre aconchegantes. Como disseram: banheiro e cozinha são de alvenaria e construídos em separado. A base da casa geralmente é constituída por pequenos pilares nas extremidades, geralmente de pedra.
    Todo o piso é de tábua corrida (assoalho não!), e quando mais velhas, essas tábuas estalam ao menor pisar. Andar “de fininho” por uma casa dessas, não é boa pedida. Sempre vai ter um barulhão.

    E claro, no Sul, muitas vezes se encontra na cozinha delas um “fogão econômico” que deixa ela bem quentinha no inverno.

  • Flávio, tirando a desgraceira dos cupins, essas casas são uma delícia. Aconchegantes, rangem, estalam de noite quando esfria muito e de dia quando esquenta. A melhor definição que ouvi, de um amigo, velhinho: casa de madeira respira com a gente.

  • Até os meus 9 anos de idade morei numa dessas, só o banheiro e a cozinha são de alvenaria, e realmente dá pra ouvir elas “estalando” durante a noite, quando a casa realmente encolhe e pela manhã quando ela começa a expandir, as portas internas não tem fechadura, só tramela.
    E o transporte das casas é muito comum mesmo, normalmente um agricultor compra um terreno maior e acaba levando a casa na mudança e o novo prioritário do terreno, acaba trazendo a casa. A casa onde eu morei, o novo proprietário acabou vendendo e ficando só com o terreno. A casa foi levada em duas partes e desmontaram o telhado, está até hoje numa cidade vizinha, a casa viajou 50 km em dois caminhões e as telhas foram numa Saveiro.

  • Sou de Cascavel-PR e nasci e cresci em uma casa de madeira. Aqui no sul por causa do ciclo madeireiro a grande maioria das casas era construída de madeira nos anos 60 e 70. A casa é quentinha mas a lembrança mais marcante é de quando eu era adolescente e chegava em casa de madrugada voltando de alguma festa e entrava pé ante pé… mas não tinha jeito, parecia que a casa estalava inteira!

  • Não moro mais, mas passei a minha infância em Cascavel – PR vendo corrida no autódromo pendurado nas placas publicitárias e morando numa casinha dessas. Sim, estala a noite, as vezes passa um ventinho pelas frestas, o chão faz barulho quando se anda, e tomar banho no frio era um martírio, mas são de um aconchego impressionante. Moraria numa dessas hj em dia tranquilamente.

  • Sou de SP, mas meu pai morava em Curitiba desde meus 4 anos e passávamos as férias de julho com ele, em uma dessas casinhas de madeira. Lembro que era frio, mas sou suspeita pra falar por conta da época do ano. Não me lembro de estalar só pelo movimento das pessoas, apenas estalava bastante quando a gente usava a rede que ficava no jardim da entrada. O único inconveniente eram as goteiras, por conta do telhado de telha. Eu e meu irmão, saídos do concreto aqui de SP, achávamos o máximo.

  • O transporte dessas casas de madeira é muito comum também aqui no sul de Santa Catarina. Aqui em minha cidade, Tubarão, há algumas famílias que trabalham com esse transporte. Geralmente utilizam caminhões já velhinhos, como esse Dodge da foto. Antes da casa ser colocada no caminhão, eles pregam vigas de madeira em algumas partes da estrutura para reforçá-la impedindo que a casa desmonte ao ser transportada. Quando estão trafegando em vias urbanas, um ou dois indivíduos vão no telhado segurando bambus (com forquilhas na ponta) para levantar a fiação das redes elétrica e telefônica e permitir a passagem. Para quem nunca viu…é muito interessante.

  • Bom dia Flavio!

    Posso compartilhar aqui de algumas informações sobre essas casinhas. Nasci em 1982 e a casa dos meus pais era semelhante a esta da foto, porém azul e com telhas de barro. Esta casa já havia abrigado outras 2 gerações de famílias, e meu pai na época com pouco dinheiro, comprou a mesma, desmontou o telhado, e pagou o frete para levar a casinha em cima de um Chevrolet D-60 até o terreno onde se manteve íntegra até 2 meses atras.
    Fizemos alguns cálculos para determinar quanto tempo a velha casa tinha e chegamos a idade aproximada de 87 anos, sendo que com nós ficou por 34 anos. No inverno era quentinha e aconchegante, mas lembro que quando ventava muito, assoviava entre as mata-juntas (madeira mais fina usada literalmente para acabar com as junções entre tábuas). No verão, ela era quente meio que acima do normal. O assoalho, por não ter uma base de alvenaria e sim tábuas quase inteiras do começo ao fim da casa apoiadas em guias também de madeira, quando caminhávamos, causava um tipo de “ringido” (rangido) e alguns móveis balançavam, ha o costume de plantar flores ao redor da casa, deixando-as ainda mais simpáticas e bonitas. As paredes não estalavam, acredito que isso só acontece em madeiras mais novas.
    Ha alguns meses meu pai juntou algum dinheiro e mesmo com um aperto no peito, colocou a velha casinha abaixo, construindo outra de madeira nova em seu lugar. Meus avós, hoje já falecidos, viveram em uma casinha igual a do meu pai, também comprada de segunda mão e também transportada em caminhão.
    Eu, pelo saudosismo e pela maravilhosa infância que tive lá, não quis ir ver a casinha vindo abaixo.

    Abraço!

  • Muito comum (hoje em dia não tanto…) esse tipo de transporte. O pessoal vendia as terras no interior, comprava um terreno na cidade e traziam a casa junto.
    O link abaixo mostra uma “indiada” dessas na minha cidade natal:
    http://guiacrissiumal.com.br/noticias/21-01-2016-Mais-uma-casa-de-madeira-trocou-de-endereco-em-Crissiumal
    Quanto as características: estalam durante a noite e balançam, especialmente quando crianças correm dentro de casa.

  • Flávio, realmente esse tipo de transporte é comum no sul. Moro perto de Londrina e inclusive já fui falar com vc em uma das provas da Classic no autódromo do Café. Em minha cidade tem um senhor que trabalhou muitos anos apenas transportando casas. Hoje já não é tão comum a cena, mas eu mesmo já vi várias vezes.
    Quanto a morar em uma casa dessas, morei quando criança, os estalos a noite são comuns, especialmente em noites frias. O conforto térmico da madeira é satisfatório, não sendo nem muito fria no inverno e nem muito quente no verão.
    Não sou arquiteto, mas sou engenheiro civil e sei de algumas curiosidades: aqui em minha cidade, por exemplo, chegaram a proibir a construção de casas novas em madeira por muitos anos nas áreas consideradas nobres, relegando-as à periferia, porém ninguém queria mais construir casas assim, por serem consideradas antigas e pouco seguras. Hoje, essa proibição já não vale mais e inclusive há algumas casas novas em madeira que são lindas!
    Quando estiver em Londrina novamente e se quiser conhecer, meu tio mora a menos de 200 metros do autódromo em um chalé que tem sua maior parte em madeira, é uma construção bonita e você que gosta de arquitetura vai adorar os detalhes e soluções criativas dos construtores de meados do século passado. Só me avisar que te levo, garanto o churrasco e a cerveja! Abraço

  • Passei muitas férias na casa dos meus avós paternos, na parte não chique da serra gaúcha. A casa rangia a cada passo, pois além de ser de madeira ainda foi colocada sobre um porão (onde ficavam os tonéis de vinho). Ir ao banheiro, principalmente no inverno era uma experiência torturante: depois de sair do edredom de pelego de carneiro (pesava uma tonelada) tinha que ir andando fazendo barulho pela casa até ir para a parte de alvenaria onde estava o sanitário, obviamente do lado de fora da casa… Uma coisa que me fascinava era ficar olhando o porão através dos nós das tábuas do assoalho…

  • Nasci numa dessas, onde morei até 2001. Todas as casas da vizinhança eram no mesmo padrão: paredes de madeira, sem forro no teto, um puxadinho pra garagem e piso de vermelhão. Dormia-se vendo as falhas do telhado. Quando chovia, mamãe nos fazia ficar debaixo da caixa-d’água, afixada no alto, que era o único local protegido de goreiras! Foi onde vivi os anos mais felizes da vida. São de origem ucraniana/polonesa. E costumam ser muito, muito frias!

  • Muito Comum no passado esse transporte no RS SC e PR. dentro da mesma cidade. Usavam geralmente um reboque próprio para isso puxado por um trator e era necessário um camarada com um bambú levantando os fios e cabos eletricos que enroscavam nos telhados. Geralmente vendia a casa de madeira para depois construir uma de alvenaria no terreno.

  • Morei até meus 10 anos em uma casa dessas de madeira em Lages – SC. Era amarela e com marrom (onde nessa da foto é branca com azul). Sinceramente, era um pouco fria, mas nós tínhamos um fogão à lenha que aquecia a casa toda nos invernos. O triste era ter que ir lá fora buscar mais lenha para o pai quando estava acabando, sem contar que a lenha vivia cheia de aranhas marrom e eu morria de medo de ser picado.
    A casa estalava sim, com o caminhar das pessoas e, principalmente, com o vento. e venta muito no sul.
    Mesmo assim eu gostava demais da nossa casinha e do gramado enorme que tinha na frente dela, onde praticávamos todos os esportes imagináveis e inimagináveis….

  • nos últimos 20 anos diminuiu drasticamente o numero de casas de madeira que se vê por aqui (norte de SC), mas ainda são relativamente comuns, quanto ao frio… eu lembro de meu avô aquecendo a casa inteira usando um fogão à lenha…

    vi algumas vezes essas casas sendo transportadas, mas não tanto assim, várias são bem maiores que essa da foto.

  • Morei em uma em Jandaia do Sul-PR. Esquenta muito no calor. Não estala a noite. O encanamento fica fora da casa e por isso de manhã, no inverno, às vezes era preciso bater nos canos com uma chave inglesa para quebrar o gelo que se formava em alguns lugares e bloqueava a água.
    Se lembrar de mais alguma coisa faço outro comentário.
    Ah… o cuidado com fogo é dobrado. Já vi uma casa dessas, aliás uma casa não, um monte de cinzas que havia sido uma casa que incendiou. Não sobra absolutamente nada é remover as cinzas e fazer outra.
    Abs.

  • Morei nesse tipo de casa a maior parte da minha vida, inclusive quando morei com meus avós, outra cultura bastante forte aqui no sul, a de ser criado pelos avós e ter muito respeito e apego por eles. essas casas geralmente contém o add-on “fogão a lenha” com um permanente 1kg de pinhão e/ou batata doce em cima do mesmo. Isso a mantém quente durante todo o inverno.

  • Passei minha infância em uma dessas, que depois foi vendida e transportada exatamente dessa forma. Sou natural de São Joaquim – SC, que é conhecida como a “cidade mais fria do Brasil” e naquela casa já passei por invernos e noites de incríveis -14 graus Celsius, além de muita neve (dêem uma busca no Google por “neve São Joaquim”). Era pequena, quentinha e aconchegante, graças ao fogão de lenha que naquela cidade é obrigatório em cada casa (os melhores são da marca GERAL, quem nem sei se ainda existe a fábrica). No nosso sítio em São Joaquim temos uma casa de madeira de araucária é um desses fogões GERAL, que é excelente pra assar pinhão na chapa que minha falecida avó lustrava e cuidava com muito zelo para que ficasse igual um espelho. Se você ou qualquer outra pessoa aqui do blog quiserem conhecer, fica o convite, é só trazer carne e cerveja (o pinhão é por minha conta) e ainda deixo colher maçãs do pé já que temos um pomar delas. Ah, e quem quiser conhecer a belíssima Serra do Rio do Rastro, posso servir de guia (outra “googlada”). Abraços!

  • Meus avós polacos moravam numa simpatica casa de madeira no interior do Paraná. adorava passar as ferias lá. são muito aconchegantes, mas é preciso cuidar bem senao estragam rápido. eu estava tão acostumado a estas casas que me espantei quando soube que em outras regiões nao havia isso.

  • Morei em uma casa dessas de madeira em Alto Paraná, do nascimento ate meus 21 anos. Sempre foi bem agradável morar nela. Uma coisa legal e que a minha avó costurava no quarto ao lado do meu, e dava para ver as moças se trocando pela fresta da parede, isso quando eu tinha uns 12 anos. Tinha duas coisas que eu não gostava. Os postes de carro que vinha na Quatro Rodas não parava na parede, quando colado com durex. Não tentava colar de maneira diferente para não estragar, para poder remover e colar em outro lugar. Também no meu quarto era difícil ouvir vinil muito alto, porque tremia o chão e pulava o vinil, mas isso acabei dando um jeito um tempo depois.

  • Muito comum também no oeste paranaense. O problema é levantar a noite para ir ao banheiro…. (geralmente fica fora das casas) parece que vai acordar todo mundo.

  • Aqui no interior do Paraná é comum também. Quando era criança, uns 20 anos atrás acompanhei vários trabalhos destes na vizinhança, o pessoal “escora” a casa com uns “macacos gigantes”, depois entra com uma prancha embaixo da casa, e solta ela com cuidado em cima da prancha. Depois é só ir um rapaz lá em cima da casa (o telhado é removido) levantando a fiação dos postes, evitar ruas com muitas árvores e rodovias movimentadas!! Maior barato!

  • Aqui na Alemanha sao muito comuns nos fundos de jardim, para guardar bagulhada. Mas existem as versoes “moradia”, de verdade mesmo, para se morar. A madeira eh um material pessimo condutor de calor, protege bem do frio no inverno, e ate mesmo das temperaturas mais altas no verao! Da uma estaladinha de vez em quando, mas nada serio. E eh bem romantico!

  • Morei boa parte da minha vida em Criciúma/SC numa casa dessas.
    Geralmente são construídas em alicerces de pedra ou tijolos maciços e ficam acima do chão.
    Lembro que em nossa casa as vigas de madeira eram antigos dormentes de via férrea.Mas essas casas tem seu charme, sao quentinhas e aconchegantes, principalmente quando se usa o fogão a lenha no inverno, pra cozinhar pinhão e esquentar a casa toda.
    Não é muito difícil ver casas como essas indo parar na praia, quando os moradores fazem as reformas e transportam elas igual a da foto. Acabei vindo para SP e conheci a arquitetura paulista, mas sinto falta dessa época da vida.
    Grande abraço Flavio. Quando a Lusa jogar com o Rio Claro novamente quem sabe a gente se vê.

  • Ita Kirch e Bala Blauth, ambos de Novo Hamburgo – das poucas coisas boas que temos por aqui.

    Aliás, dois posts falando de hamburguenses em sequência. É o maior momento da cidade nos últimos anos, hahaha.

    E essas casas pré-fabricadas são comuns, mas confesso que nunca vi nenhuma em cima de caminhão até hoje.

  • Morei em uma destas durante minha infância. O banheiro era fora de casa, então por causa do frio cada um tinha seu penico. O do meu pai era de matal esmaltado. Ouvia ele urinar de madrugada

  • Morei anos numa dessas, União da Vitória sul do PR, são confortáveis, mas no inverno e épocas de chuvas são um tanto quanto geladas se não houver um fogão lenha. Estalos (e cagaços) são comuns a noite principalmente no verão.

  • É engraçado como uma coisa tão comum por aqui (Cotiporã, RS) pode causar curiosidade em quem não esta acostumado. Moro numa casa de dois andares muito comum por essas bandas, o “porão” de tijolo (pedra se for mais antiga) e a parte de cima de madeira.

    Telhado de zinco, uma maravilha pra quem gosta do barulho da chuva. Uma casa de madeira esquenta bastante no verão, e a umidade pode ser um problema no inverno. O porão é sempre fresquinho, e geralmente aqui na serra as pessoas tem um fogão a lenha, que se não usam pra cozinhar, usam pra esquentar a casa.

    Elas não estalam tanto, um pouco no verão pq a madeira dilata e contrai saca? o assoalho sim faz barulho, dependendo de onde tu pisa faz aquele “crec crec”. A casa tem que ser pintada a cada 2, 3 anos pq a se não as tábuas podem apodrecer e/ou criar frestas.

    Ah! e se tu mora perto do mato pode acontecer de entrar uma raposa ou um furão no sobrado, sabe-se lá q magia negra eles fazem pra subir…coisas da colônia.

  • Vivo em Campinas, mas temos uma casinha de madeira em Canela. Realmente, estalam mais no verão, por conta do calor durante o dia, e ao anoitecer sempre faz frio, fazendo com que você acorde de madrugada com barulhos da mesma estalando. Dá a estranha impressão que alguém está andando dentro da casa.

  • Olá, realmente aqui no oeste catarinense é comum. Tenho vários amigos que moram nesse tipo de casa, são boas, quentinhas e algumas dão uma pequena balançada quando as pessoas circulam pela casa. Os estalos são comuns. Quanto ao transporte, toda semana eu vejo isso aqui na minha terra. Abraços!