P22, E TEM NOVO CONCURSO

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SÃO PAULO (valeu muito a pena) – Bem, macacada, ontem corremos pela última vez no ano, a primeira em Interlagos com a nova estrutura de boxes e paddock. Estava todo mundo na seca para correr. Os grids foram enormes na Old Stock, na F-Vee, na F-1.600, na Clássicos de Competição, na Sprint, na Força Livre, no Marcas e na Classic Cup — o maior de todos, com 46 inscritos. Teve também a estreia da F-Inter, um esforço danado do Marcos Galassi e sua turma. Os carros andaram bem, são bonitos, vai dar certo.

Falemos da nossa prova. Fui treinar na sexta de manhã e, depois de poucas voltas, bum! Fumaceira jamais vista quando passei de terceira para quarta no Mergulho. Achei que estava pegando fogo no carro. Imediatamente joguei para a grama para não lavar a pista de óleo e quando chegamos ao box #20 rebocados, a constatação já esperada: meu motor foi para o saco. Abriu um rombo no bloco.

Foi a primeira quebra de motor do Bon Voyage. Estive perto de não correr, mas o colega Marcelo Fortes, que disputa o campeonato com um Passat, tinha um MD 1.6 com mini-progressivo, meio caretinha, até, que servia. O pessoal da LF ficou até tarde trocando o motor e lá fomos nós para a corrida.

Sábado de manhã, sol e calor, saio para a classificação sem saber o que esperar. Motor diferente, quase sem treinar, cheio de carro na pista, quando abri minha primeira volta, fumaça de novo. Foi no fim da Reta Oposta. Joguei na área de escape e parei. Achei que tinha ido outro motor. Fiquei o treino todo ali e quando me rebocaram de volta, o alívio. Tinha quebrado a tampinha do corta-fogo que fica sobre o cabeçote. Voou óleo, mas não afetou nada no motor. Era só trocar a pequena peça.

[bannergoogle]Assim foi feito e, sem tempo de classificação, acabei com a gloriosa 42ª posição no grid. Isso mesmo que vocês estão lendo: P42, sem tempo. Penúltima fila de um grid maravilhoso que no fim das contas teve 44 carros — incluindo quem largou dos boxes. Se estivesse com meu motorzinho de sempre, que virava 2min10s em Interlagos, daria para largar em 28º, no máximo. Na minha categoria, Turismo N, um mar de carros: nada menos do que 15 dos participantes. Sensacional. Rafael Gimenez, com 2min076s944, voou na sua volta às pistas com o Gol #013 e foi o pole da N — 17º na geral. Ele ganhou, na nossa divisão.

Fui para a corrida sem muitas esperanças, mas com a certeza de que iria me divertir muito, fosse qual fosse o rendimento do carro com o motor emprestado. Afinal, sempre tem um pessoal que anda no mesmo ritmo, lá atrás. E tinha um monte de gente estreando na Turismo N — que, inclusive, ia fazer hoje uma corrida à parte (resolvi não participar porque com esse motor não iria muito longe, e queria devolvê-lo inteiro ao Marcelo).

E foi exatamente assim. Diversão do começo ao fim, brigando com o Puma #538 do Marcelo Chamma, o Voyage #707 do Beto Grandis, o Gol #95 do Renato Resende, o Escort #172 do Henry Shimura, o Fusca #9 do Wagner Wilke, o Gol #59 do Marcelo Caslini e mais um Passat branco que não lembro o número. Pena que o ritmo do Bon Voyage era muito fraco, com a melhor volta em 2min18s784. Não tinha a menor condição de lutar por muita coisa, mas no final fiquei em 22º na classificação geral, o que está até bom para quem largou 20 posições atrás. E fui muito bem numa relargada depois do safety-car, que me jogou um pouquinho mais na frente.

[bannergoogle]Me diverti, e isso que importa. Agora vou ter de arrumar uns cobres para fazer um novo motor, pagar umas dívidas e tentar continuar no ano que vem. Independentemente de qualquer outra coisa, vou trocar a pintura do Bon Voyage. Meus amigos escrotinhos que correm conosco ficam chamando do carro de “Voyage da PM”, o que tem me irritado bastante.

Concurso novo na área, pois. Mandem sugestões de pinturas para [email protected] Os três mais legais vão para votação popular aqui no blog. Exigências: nenhuma em especial, apenas o número #69.

Mas tenho uma ideia de mudar radicalmente as coisas. Pensem em pinturas que deixem esse carro com cara de mau, coisas mais clássicas, sem muito rococó. Nada de muitas cores. Alguma coisa marcante, que neguinho olha de longe e já identifica. Pensei até em raspar a pintura (como se fosse um DeLorean envelhecido) e tacar uma faixa vermelha de ponta a ponta por cima do capô e da capota. Sei lá, coisas assim. Desenvolvam o tema. Vale qualquer cor, óbvio. Não precisa ter as rodas brancas (fica a dica).

O prêmio para os três finalistas? Exemplares do anuário AutoMotor Esporte e mais algumas coisinhas de que podemos dispor. Tem até um tênis com a grife Corvette para o grande vencedor. Custa caro, esse negócio.

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