SUZACQUA (1)

jap171

RIO(que horrível) – O que falar do primeiro dia de treinos em Suzuka se todos os pilotos disseram que não serviu para quase nada? Apenas para saber que Bottas, o Apagado, perderá cinco posições no grid por troca de câmbio. O treino da manhã, ontem à noite aqui, até teve pista seca quase até o final. Ali, Vettel e Hamilton ficaram perto um do outro. Será o duelo previsível — e esperado — do fim de semana.

De tarde, na nossa madrugada, choveu tanto que só cinco pilotos fecharam voltas. O treino quase não começou, de tanta água.

[bannergoogle]Já peguei tufão em Suzuka. Não lembro o ano. 2004, talvez? Vocês devem se lembrar, passaram a classificação para domingo de manhã, e o Bernie gostou e repetiu a dose em algumas corridas, já esqueci, essas lembranças me são difusas.

No fim foi só uma chuva forte no sábado, já enfrentei coisas piores em São Paulo, na estrada de Kombi indo para Pelotas, no estádio em Bragança Paulista, em um monte de lugares. Peguei terremoto também. Dos mais mixurucas. Do pouco que me lembro, minha mesa na sala de imprensa balançou por uns dois segundos, olhei para a frente, não vi nenhum prédio desabando e continuei escrevendo. Um carro saía dos boxes, uma Arrows, ou Toyota, sei lá. Não sei se de sacanagem o cinegrafista chacoalhou a câmera espantosamente.

Foram meus maiores desastres naturais. Um tufão fajuto e um terremoto medíocre.

Dos outros eu mesmo me encarreguei.

Comentários

  • “…Dos outros eu mesmo me encarreguei.”
    Que tal fazer uma postagem relatando alguns dos seus desastres no GP do Japão?

    Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de outubro de 1917,
    Atenágoras Souza Silva.

  • Fica a torcida para que os problemas mudem de lado e o Hamilton permita que a Ferrari se aproxime de novo. Seria bem mais engraçado ver um GP do Brasil com esses dois caras muito mais próximos em matéria de pontuação.

    Treino às três e corrida as duas horas da madruga, toca ir “dormir com as galinhas”. Ver a reprise na parte da manhã é coisa para os fracos.

  • Outro dia estive conversando com a Cris Bierrenbach (você trabalhou com ela na folha, não?) e ela me contou quando estava no Haiti para um trabalho fotográfico no momento do terremoto.

    Aquilo sim foi estar na hora errada e no lugar errado. Escapou por pouco, quase que por acaso. Mas muita gente com quem ela estava interagindo para o trabalho foi morta ou teve graves ferimentos.

    Chega a ser bizarro sair de um país onde quase não existe eventos climáticos extremos para viver um terremoto devastador a mais de 4 mil km de casa.