AÍ TEM

A
RIO (e como) – A Fórmula E acaba de confirmar oficialmente as entradas de Mercedes e Porsche na categoria, para a temporada #6 (2019/2020). Serão nada menos do que 11 equipes oficiais de fábrica no campeonato. Montadoras em peso. Incrível.

Ao mesmo tempo, anunciou que no próximo dia 19 de maio, em Berlim, será apresentado seu novo carro, chamado de Gen2 (“Generation 2”, a segunda geração). E ele vai dar umas voltas antes da corrida de Tempelhof.

Com quem ao volante? Esse moço da foto, Nico Rosberg. Que, por enquanto, tem sido creditado no material de imprensa da Fórmula E como “investidor e acionista” da categoria, apenas. Um entusiasta das coisas elétricas que andam.

Mercedes, Rosberg…

Nesse mato aí tem coelho.

2017/2018 FIA Formula E Championship.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

26 Comentários

  • Muito bem lembrado. Dizer que as baterias vão acabar com o problema ambiental, é como dizer que o exame de próstata é para “prevenir” o cancer. Na verdade ele não previne, só detecta. As baterias não resolvem, só mudam o tipo de risco da poluição. E outra coisa interessante, um cientista cujo nome não me lembro, colocou em um artigo que existem indícios de que o petróleo é renovável e que alguns poços esgotados, estão apresentando petróleo explorável novamente. Alguem sabe algo a respeito? Creio que se for um fato, algo vai mudar em nossa percepção do assunto e os combustíveis “fósseis ” poderão ter uma sobrevida em motores muito mais eficientes com uma emissão muito inferior. Tecnologia não para e não tem limites se os recursos e as cabeças certas forem postos para funcionar. Eu ainda prefiro um carro com um bom e barulhento motor a explosão do que um carro movido a eletricidade com um desempenho de patinete. A fórmula E, já está definida e com lugar certo na história por existirem interesses muito grandes por traz da idéia ecológica. Algo assim como o efeito estufa que iria acabar com o mundo, transbordar os oceanos e matar a vida terrestre, e que hoje já é apresentado como alterações climáticas ( não mais aquecimento), E agora se sabe que estamos entrando num ciclo de baixa atividade solar, o que significará uma redução da temperatura terrestre. Sorte dos ursos polares. A propósito, nossas emissões atmosféricas, causadas pela evolução técnica do engenho humano não interferem com o fenômeno da baixa atividade solar. Azar do sol.

  • Na minha modesta opinião, em breve teremos a FE como principal categoria de monopostos do mundo, terá maior audiência, além das provas já serem mais emocionantes do que da F1

  • Não vejo o Rosberg voltando a disputar uma temporada de um campeonato automobilistico.
    Ele deixou bem claro que tem como prioridade curtir a vida e se dedicar apenas as atividades publicitárias e empresariais do ramo.
    Já é um super milionário e ainda deve estar ganhando muitos milhões com a imagem dele fora do cockpit.
    Mas é aquela coisa ….. todo homem tem um preço ….. acho que se a proposta financeira for boa ele topa.

  • Seria muita viagem imaginar uma dupla ele e Massa?
    Longe de ser pachequismo barato. Só fico pensando… Rosberg é bola cantada. Massa é experiente, ótimo piloto, até onde eu saiba nunca foi do tipo que cria problemas nas equipes por onde passa, e já trabalhou com a Mercedes na Williams. Mercedes não é do tipo que entra só pra fazer número. Para mim pelo menos faria todo sentido entrar com uma dupla formada por um campeão mundial e um piloto reconhecidamente entre os melhores da sua geração

    • Acho que seria interessante poupar o Massa de mais essa “azia”.

      O Massa é muito bom e melhor do que a grande maioria que está por aí mas não mereceria mais uma vez estar numa condição tão dura contra um astro consagrado da marca em uma “Flexa Elétrica de Prata”.

      Para mim, um astro como o Rosberg e um ótimo novato seria a combinação perfeita.

  • Como disse Bernie ..no futuro a F1 sera a super formula E …e a atual sera F E 2
    Chegará um dia que um FE1 passará a 350 por hora e ninguem cobrará o ronco,
    vai ouvir apenas o assovio…tipo corolões do WEC…

  • Em no máximo 15 anos a Fórmula 1 vai passar a utilizar motores elétricos. A Fórmula E pode até ter surgido com outra proposta, mas tá ficando com uma nítida cara de categoria embrionária pra testar os carros e, principalmente, a recepção do público.

  • Tomara que tenha coelho nesse mato. Seria legal. Tomara, também, que o carro da segunda geração seja mais “espertinho”. A F-E conta com bons pilotos, mas os carros são meio molengões. Claro que a tecnologia vai avançar com o tempo e imagino que os organizadores estejam sendo um tanto conservadores em virtude da novidade da categoria. Algumas pistas também precisam melhorar. Mesmo sendo circuitos de rua, talvez haja algumas possibilidades para ajustes.

  • podemos dizer que hamilton, alem de ser um grande piloto é também um cara de sorte…..tinha como companheiro de equipe na mercedez um piloto alemão, “osso duro de roer” que simplesmente quando ganhou seu primeiro título mundial, colocou a taça debaixo do braço, pegou o boné e caiu fora da f1 deixando caminho livre pra hamilton continuar, com sossego, conquistando seus campeonatos

  • Aí tem mesmo.
    Não me surpreenderia se ele viesse como o grande nome da F-E ano que vem, capitaneando o projeto do Mercedão elétrico.
    Ex-fórmula 1 tem um monte. Mas campeão seria o primeiro. Aí a F-E se consolidaria de vez.
    Se esse novo carro, ao que parece, realmente tiver autonomia de uma corrida inteira, ser mais rápido que o anterior e mais divertido de dirigir e de assistir, vai ser só alegria. Vai faltar só corrida no Brasil pra ficar completo.

  • A Formula-E é o futuro, não há como lutar contra isso.

    Sendo o futuro, não há como os grandes fabricantes ficarem de fora.

    Bom para o esporte. Só nos resta acostumar com o barulho (falta dele) dos carros.

    Obs.: Quanto tempo vai demorar para que as alterações de regulamento aconteçam, como pneus de competição, corridas em autódromo, etc, etc, etc. Acho que é o futuro da categoria, mas acho que essas mudanças poderiam acontecer mais rapidamente.

    • Essas alterações tão esperadas vão demorar até o dia em que ela começar a andar de verdade…porque por hora anda menos que um F3! Entendo todo esse sucesso e o aporte de 11 fábricas, como novidade, perspectiva de futuro, mas não pelo desempenho, não pela velocidade dos carros nas pistas. Ainda está engatinhando. E mais, no dia em que todos os carros forem elétricos, a poluição causado pelo lixo químico do ácido das baterias descartadas em contato com a terra,
      causará um mal muito maior ao planeta do que os gases jogados na atmosfera pelos veículos à combustão atuais…

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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