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terça-feira, 6 de agosto de 2019 - 23:33F-1

SOBRE DOMINGO DE MANHÃ

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Hamilton: 81 vitórias, 8 no ano, 7 na Hungria

RIO (alta pressão) – Alguém notou que Simon Pagenaud foi o cara da bandeira quadriculada em Budapeste? Tadinho! Discreto, pouco assediado, o francês que venceu as 500 Milhas de Indianápolis postou um vídeo curtinho em sua conta no Twitter, ou Instagram, sei lá, e ficou nisso. Merecia mais atenção. Mas achei gentil, o convite.

Não sei por que lembrei disso agora, muito menos por que abri o texto sobre uma corrida espetacular mencionando Pagenaud e usando como imagem do GP o vencedor, Hamilton. Mas agora é tarde, não vou mudar. Eu e a F-1 estamos de férias, então não exijam muito.

E as férias vêm depois de quatro ótimos GPs. Desde a Áustria que a gente só fala “fantástico”, “espetacular”, “maravilhoso”, “brilhante”, “inesquecível”. Será que somos exagerados? Teve um que sugeriu que a classificação do campeonato só deveria considerar as corridas boas, com todos os pontos daquelas chatíssimas descartados. Pensando nisso, cheguei ao…

NÚMERO DA HUNGRIA

81-720x608…pontos teria Verstappen neste hipotético campeonato de grandes corridas. Nas últimas quatro provas, o holandês ganhou duas, fez um segundo e um quinto lugar. E ainda levou dois pontos extras por melhores voltas. No mesmo período, Hamilton marcou 63, Bottas fez 37 e Vettel e Leclerc anotaram 45 cada. Max completou 21 provas seguidas no chamado top-5. Há séculos que não comete erros graves, como se vê. Neste período, foram 12 troféus para a estante.

Se é verdade que Lewis merece todos os aplausos pela fantástica, espetacular, maravilhosa, brilhante e inesquecível vitória, não é menos verdade (adoro essa construção estilística “se é verdade que… não é menos verdade”) que o holandês, mesmo tendo sido ultrapassado no fim, dividiu o estrelato no domingo aprazível de Budapeste — o calorão de 50 graus esperado, felizmente, ficou só na ameaça; o público sobre, lá.

Por pouco, muito pouco — três voltas, para ser preciso –, o jovem rubro-taurino não se tornou a estrela solitária do fim de semana. Fizera a pole no sábado, a primeira dele, e dominara a corrida toda, com Hamilton fungando em seu cangote. E ele nem aí. Para derrotá-lo, Lewis e sua gangue tiveram de cortar um dobrado. E nosso cartunista-artista-cronista Marcelo Masili captou o espírito da coisa, com a categoria de sempre:

madlewis_1500Depois do vexame que passei ao não reconhecer a alusão do Masili àquele clássico episódio do Pica-Pau (vejam o “Sobre ontem…” da Áustria), ele passou a me mandar as ilustrações com as referências junto. No caso de “Mad Max”, talvez nem precisasse — de filme que tem carro eu gosto. Mas só me fizeram admirar ainda mais seu trabalho. Quem conhece o clássico apocalíptico vai identificar os personagens e o significado da charge.

Ficou fantástica, espetacular, maravilhosa, brilhante e inesquecível, em resumo.

A FRASE DE BUDAPESTE

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Lewis: nem ele achou que funcionaria

“Eu duvidei de que iria dar certo. Mas a equipe acreditou, assumiu o risco, e sou grato por isso.”

Hamilton, sobre a estratégia da Mercedes de chamá-lo para um segundo pit stop a 21 voltas do final, quando estava grudado em Verstappen

O nó tático que o time alemão aplicou na Red Bull deixou a equipe das latinhas sem reação. Não havia mesmo muito o que fazer. Max só venceria se parasse na mesma hora que Hamilton. Mas os prateados foram muito espertos. Chegaram a blefar uma ou duas vezes, tirando pneus da garagem para nada fazer. Quando chamaram Lewis para os boxes, Verstappen já estava no meio da curva.

Se parasse na volta seguinte, perderia a liderança porque Hamilton faria uma volta voadora com pneus novinhos. E eles cumpririam a fase final da corrida com pneus nas mesmas condições e o inglês na frente. Derrota na certa. Ficando na pista, havia uma chance. Hamilton poderia se atrasar no tráfego, cometer um erro, dar uma fritadinha nos pneus forçando o ritmo, algo assim — afinal, o cálculo da Mercedes incluía uma pilotagem perfeita de seu pupilo.

Só que Lewis foi perfeito. Max não tinha muito o que fazer. Por isso mesmo, apesar da derrota, saiu satisfeito da Hungria.

Como satisfeitos saíram as 92 mil almas que encheram as arquibancadas de Hungaroring no domingo — 230 mil ao longo de todo o fim de semana, um sucesso turbinado pelos torcedores da Holanda, Polônia e Finlândia, que tradicionalmente acorrem a Budapeste para ver esse GP e se divertir numa cidade que, apesar do infame governo do país, resiste.

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O troféu mais lindo

GOSTAMOS - Desculpem repetir a foto do domingo, mas preciso reforçar minha admiração pelos troféus >>> que o GP da Hungria entrega aos seus três primeiros colocados. Fico aflito sempre que Hamilton joga a taça de porcelana para o alto (o que já fez sete vezes), mas felizmente ele nunca deixa cair.

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Giovinazzi: vai mal

NÃO GOSTAMOS – Mais uma vez de <<< Giovinazzi, que terminou em 18º, à frente apenas de Kubica (e atrás, portanto, de Russell). Enquanto Raikkonen extrai o que dá da Alfa Romeo, com pontos em oito das 12 etapas do Mundial, o italiano tem um décimo na Áustria e mais nada. Precisa abrir o olho.

 

30 comentários

  1. S. disse:

    Esta temporada de 2019 está muito boa!!! Apesar do domínio da Mercedes, o nível dos pilotos está altíssimo! Estou gostando muito mesmo!!

  2. A. Coyote disse:

    Esse troféu é horroroso.

  3. CRSJ disse:

    A Mercedes foi tão perfeita nesse plano tático que a Red Bull nada pode fazer, quem deve ser premiado é o engenheiro Bono (não é aquele do U2) do Hamilton por ter tido essa ideia em que até a Mercedes e o próprio Hamilton meio que duvidaram.que desse certo.
    O Hamilton com 81 vitórias já entra em contagem regressiva para superar o Schumacher com 91.
    Não seria bom pro Bottas se o Verstappen ficar na sua frente nesse campeonato.
    Esse lance de um trocar e o outro não trocar os pneus aconteceu também em 1987 no GP da Inglaterra com as duas Williams na liderança, o Mansell parou e o Piquet não parou, aí faltando pouco mais de três voltas para o final o Mansell passou o Piquet, a torcida inglesa foi ao delírio.
    Gostamos: Os troféus tem que ser sempre bonitos, senão fica melhor comprar um numa loja de 1,99.
    Não Gostamos: Giovinazzi corra mais, senão você vai fazer os italianos ficarem sem piloto de novo na F-1.
    Se o Simon Pagenaud foi o cara da bandeirada quadriculada nesse GP, eu fiquei sabendo agora.

  4. Alfredo Aguiar disse:

    Noves fora.
    Eu vivo nos USA e NUNCA vi uma lata, garrafa, copo, pote de Rich Energy na vida. Esse ano fomos de férias para Europa. Alemanha, Áustria, Itália, França, Mônaco, Inglaterra. Não vi nada dessa tal Rich Energy por lá idem. Bar, supermercado, hotel, restaurante, praia, montanha. Nada, lugar nenhum.
    E os caras patrocinam um time de F1.
    Só eu que acho isso estranho????

  5. Mônica disse:

    O meu gatão é o máximo! Quase sempre pontuando, mas não podemos exigir isso do seu companheiro. Ele ainda está aprendendo e quando ele fez a sua melhor corrida, foi penalizado, juntamente com o meu gatão! São coisas do esporte.

    #IceKiss

  6. Claudio disse:

    Troféu parece que pegaram da casa da minha avó, tão feio que se deixar em cima de uma mesa tem que pôr legenda informando, horroroso como a maioria da F1 são!!!

  7. Luigi disse:

    Esses troféus da Hungria são realmente MARAVILHOSOS. Poucos troféus ainda merecem ser chamados assim, alguns parecem outras coisas – símbolos fálicos, logo de banco, dejetos humanos -, tudo, menos troféus. Vc não se cansa de falar e eu também não me canso de repetir, pois eles são lindos demais.

    Abraço.

  8. Leandro Batista disse:

    A Red Bull Racing(chupa RGT) vacilou grandão. Que perdessem a primeira posição momentaneamente, mas tivessem colocado os calçados mais moles, Verstappen teria possiblidades de reagir e ir pra cima do Hamilton. Se não desse certo, de qualquer jeito iria chegar em segundo lugar mesmo, pois as Ferraris estavam a anos-luz atrás,

  9. Ricardo Bigliazzi disse:

    Tudo dito, que as férias sejam curtas e que o motor da Honda e a nova gasolina da RedBull operem um milagre no segundo semestre! Somente um “milagre” tira o Titulo do implacavel Hamilton.

  10. murilo disse:

    Hamilton girou as tais 20 voltas na casa de 1:19 baixo de pneu faixa amarela.
    Verstappen igualou esse ritmo nas primeiras 2 voltas, quando seus pneus acabara, e Hamilton passou a tirar 1,5 segundo por volta. Após ser ultrapassado, Verstappen parou a segunda vez e colocou pneus faixa vermelha, fazendo as duas ultimas voltas da corrida na casa de 1:17 baixo.

    E se Verstappen tivesse parado logo após o Hamilton e metido esses pneus faixa vermelha? Perderia a posição claro, mas…

    • Tiago disse:

      …não teria nenhuma chance de qualquer maneira. Pneus se desgastam, os mais macios ainda mais rápido. E os tempos de volta que o Max fez foram com pouquíssimo combustível, não teria como reverter a situação sem correr muito risco.

    • Alfredo Aguiar disse:

      Pois eu penso que você tem razão. No final da corrida o carro estava bem mais leve. Se ele desse uma 10 voltas na casa do 1.17. Poderia até ter vencido.

  11. Flavio padilha disse:

    Saudações Flavinho!!! Schumacher venceu a maioria de suas provas, usando estratégias, parando 3,4 vezes, fez de tudo pra ganhar com sua equipe no apoio e deu no que deu…Hamilton iria passar Verstappen de qualquer maneira de pneus duros no final da prova e faria o ponto extra…Este negócio de fazer contas de pontos em provas, é relativo, pois das últimas 32 provas Hamilton ganhou 17 , o que dá uma vitória a cada 1,86 corridas…É o maior de todos os tempos e estou sentindo falta das Vetteletes, sumiram…abs

  12. Costa disse:

    “Grandes corridas” ocorrem quando as Mercedes não disparam na frente, com o piloto principal na primeira posição.

  13. Robson disse:

    Apenas confirmando o título praticamente garantido para Hamilton, vale lembrar que restam 9 corridas. Consideremos que Lewis chegue apenas em segundo em todas elas. Nessa situação, mesmo Verstapen vencendo todas ainda ficaria atrás no campeonato. E Bottas, na mesma situação, venceria por 1 ponto apenas. Assim, não ocorrendo nenhuma terceira guerra mundial, o título já é de Lewis Hamilton.

  14. RAFAEL PIQUEIRA CHININI disse:

    eu vi que o cara da bandeirada tinha uma cara familiar, quase achei que era o Helio, depois vi que não..e estava sem saber até agora.

    agora vamos ser honestos. as corridas ruins foram onde? nas pistas ruins! França, Monaco, China….
    Bahein foi legal e o Canada estragaram!!

    • Ricardo Bigliazzi disse:

      Concordo, Mônaco deve ser legal ao vivo, mas o Circuito em si é um porre para quem assiste. Pistas rápidas são as melhores, adorava o misto de Indianapolis, aquela sequencia da pista que passava pelo Oval era icônica. F-1 é velocidade. Se fala que a F-1 era uma ceifadora de vidas nas décadas de 50, 60, 70 e até começo de 80 e isso é resultados dos carros “cadeira elétricas” e das pistas assustadoramente rápidas. Monza, Silvestone e a Hockenheimring de hoje em dia são arremedos de “pistas rápidas” quando comparadas o que eram até a decada de 80. A propria amputada e dilacerada Interlagos é o que restou de um dos mais rapidos circuitos desse Planeta.

      • Luiz Alberto disse:

        Caro Ricardo ,já que você citou o verdadeiro circuito de Interlagos e não este circuitinho medíocre de hoje , jà passou pela sua cabeça a coincidência de que após a mutilação do magnifico traçado feito pela Companhia Das Estradas no Brasil só surgiram bons pilotos , más nenhum excepcional como com vontade ,capacidade, personalidade para realmente se tornar um campeão mundial na F1 e coincidentemente a Itália que tem as mais tradicionais equipes na F 1 , também depois das modificações em Monza e também outros circuitos ,não teve um piloto potencialmente capaz de se tornar campão mundial na F 1 ,teve na Moto G P , más esta parece que também está saindo de fase .
        Alguns dizem que no caso do antigo Interlagos , era porque ele era tão desafiador que piloto que mostrasse qualidades nele ,se daria bem em qualquer autódromo do mundo .. Quem sabe um dia saberemos se estas coincidências tem alguma fundamentação.

    • JSilva disse:

      Quando a pista é boa geralmente a corrida é boa,

      Quem assiste F-1 percebe que geralmente as corridas no Canadá são excelentes, Barein, Áustria, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Bélgica, Itália, Japão, Estados Unidos e Brasil também proporcionam boas corridas porque tem bons circuitos.

      China, Azerbaijão e México são nota 6.

      Austrália, Espanha, Mônaco, França, Singapura, Rússia e Emirados Árabes geralmente tem corridas chatas, porque os circuitos são ruins. Barcelona é a exceção de circuito bom com corridas ruins.

  15. Luiz Caco disse:

    Bom dia Flávio e amigos do Blog!!!
    Últimas corridas fantásticas, com gosto de corridas de fórmula 1. Já estou com saudades das provas ….
    Mas tenho uma dúvida..
    Será que o Hamilton iria conseguir passar o Verstappen faltando três voltas se não tivesse o recurso de abril a asa móvel???
    Acho eu que seria uma “briga” mais genuína e inesquecível como foi Piquet e Senna e também Villeneuve e Arnoux. Abraço

  16. Leandro disse:

    De fato o troféu é o mais bonito do ano, difícil algum outro GP superar.

    Sobre a quadriculada, quando vi pensei ser Hélio Castroneves… depois fiquei sem entender quem era pois não acompanho a Indy e ninguém comentou mais nada.

    Depois de uma corrida destas, nervosa diria, fiquei muito feliz em ver Jackie Stewart entregando o troféu, com seu estilo ímpar.

    Não lembro se comentei aqui ou no blog do Rodrigo Mattar, mas esta perseguição do Hamilton ao Verstappen me fez lembrar do Mansell babando atrás de Senna.

  17. Assombração disse:

    A disputa daqui pra frente é pelo vice. Eu aposto no Verstappinho. Alguém discorda?

    • Paul D disse:

      O disputa deste ano sempre foi pelo vice. Achei que ficaria entre Leclerc e Vettel com tendência para o Monegasco. O Bottas não serve nem para vice, isso com o melhor carro. Sujeito lamentável. Lembra muito caras com o Webber ou Coulthard (Barrica tb).
      Falei antes do campeonato começar que seria o mais fácil da carreira do negão.
      Outro ponto, Max é melhor? Não. Hamilton na posição dele estaria fazendo o mesmo ou mais.
      Na Red Bull temos um problema chamado Gasly que é piloto mediano. Ele não sabe extrair tudo do carro. Então vemos o pangó em 6º, 7º 8º e o companheiro em 1º ou 2º e achamos o cara (Max) o melhor da história. Calma, o carinha é foda pra caraleo, mas e carro tb é espetacular. O motor deixou de ser um lixo fedorento. Agora o companheiro (Gasly) não é aquilo tudo. Exemplo. vemos McLaren e Haas andando muito próximas (digo no sentido dentro da equipe, não entre as duas). Seus pilotos estão no mesmo nível (sendo os dois da Haas abaixo da média). Vemos essa diferença na Alfa, Racing Point, Mercedes, Red Bull…
      Ano que vem, com Bottas ou Ocon, Hamilton ganha. Não tão fácil como em 2019, mas ganha de novo. Quer apostar? Diria que ganha inclusive se tivesse o Max como companheiro, mas ia penar.

      • JSilva disse:

        Concordo.
        Mas ano que vem seria interessante colocar Ocon na vaga de Bottas. O contrato de Hamilton vence em 2020, acho que ele deve sair (com o recorde de Schumi, não terá mais objetivos na Mercedes) e a Mercedes deve levar o Verstappen, que teria uma bela rivalidade interna com Ocon.
        Hamilton, na minha opinião, deveria ir pra Ferrari ou Red Bull. Seria um atrativo a mais com as novas regras.

      • Luiz Alberto disse:

        Seria bom lembrar que o Hamilton já perdeu para um companheiro de equipe que não era assim tão excepcional , e este Ocon não sabemos se tem tanto potencial antes de prova-lo , por isso acho precipitado dizer isto ou aquilo baseado em suposições , isto é coisa de torcedor e não de conhecedor de automobilismo .

    • Chagas disse:

      Eu.
      Vai dar Bottas.

    • murilo disse:

      Torço pelo Verstappen, mas quando Hamilton ganhar antecipado, a Mercedes dará esse vice pro Bottas.

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