ASTON POINT

A

RIO (decolando) – Ou seria Racing Martin? Ou Force Martin? Ou India Point?

Estamos brincando aqui, mas o cara tem muito dinheiro. Lawrence Stroll, papis de Lance, comprou uma cacetada de ações da Aston Martin, que hoje patrocina a Rd Bull, e pretende rebatizar a equipe onde corre o filho — que já é dele (a equipe, não o filho; o filho também, ok) — no ano que vem.

Felizmente o horroroso nome Racing Point vai desaparecer, e se é para entrar uma marca de carros, esportivos ainda, melhor. Gostamos. Aliás, desafio alguém a encontrar equipe que mudou mais de nome que essa. Para quem não lembra, nasceu como Jordan em 1991 e assim foi até 2005. Em 2006, vendida para um fundo de investimento, virou Midland, foi revendida para a Spyker no meio da temporda, renomeou-se MF1 e, em 2007, assumiu a denominação Spyker de vez — uma fábrica holandesa de carros esportivos que nem sei se existe mais (procurem ai!).

Em 2008, Vijay Mallya, empresário e trambiqueiro indiano, assumiu o controle do time, que passou a se chamar Force India. No meio de 2018, Lawrence entrou no circuito, já que a equipe estava falindo e Mallya não conseguia se desenrolar da polícia, e mudou o nome para Racing Point. Em 2021, será Aston Martin.

Jordan, Midland, MF1, Spyker, Force India, Racing Point, Aston Martin. Longa jornada. O milagre da sobrevivência.

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A notícia meio que invalida a tese de ontem sobre a qual falei no “GP às 10”, a saber: a possibilidade de Stroll-pai, acionista da fábrica inglesa de automóveis chiques, comprar a Mercedes para rebatizá-la como Aston Martin, caso a montadora alemã decida picar a mula. A ideia anunciada é ficar mesmo com a estrutura da Racing Point.

Mas o futuro da Mercedes segue incerto.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

15 Comentários

  • Aliás, agora estou em dúvida sobre a atual situação da Spyker… As páginas oficiais da marca não são atualizadas desde 2017. No Google não encontrei nenhuma informação sobre encerramento de atividades….

  • Me baseando pelo último GP às 10 com o Victor Martins, concluo, ou melhor, opino: “A (hoje) Racing Point utiliza motores Mercedes e, provavelmente, vai continuar a usar. A Mercedes é acionista da Aston Martin. Toto Wolf, caso a Mercedes “vaze”, estará livre pra trabalhar onde quiser. Hoje em dia Toto e Stroll-Pai são próximos. Assim, penso não ser impossível a futura Aston Martin vir à ser a equipe “principal” das que usarão motores Mercedes, como foi a McLaren no passado. E penso também que o cará será visualmente horroroso se utilizar a cor tradicional de equipe inglesa, o verde, com o patrocínio rosa da BWT e o azul da Sport Pesa.

  • Flávio,

    Nada a ver com o assunto do tópico. Mas você não acha muito oportuno o Alonso dar entrevista se dizendo arrependido de ter criticado a Honda, justo no momento em que negocia com a Andretti, cuja Honda tem poder de veto?

    Abs

  • Muito dificil para Mercedes continuar a investir depois de tudo o que ganhou. Mais um titulo não seria tão impactante para Ela como seria para o Hamilton,

    Retornará quando o Hidrogênio apimentar a F-1.

    • Off Topic… e o idiota do Alonso?!?! Agora está se mostrando como a “Maria Arrependida do Século XXI”… chega a ser patética a sua postura.

      “Motor de GP2” sim… “Motor de GP2” sim!!!

      Seria bom ninguém esquecer as coisas que o “Sr. Eu não sabia” já fez na F-1… só falta dizer que “não sabia” que os radios da F-1 são gravados e a detentora dos direitos da F-1 podem publica-los. Esse cidadão menospreza a inteligência do resto da população mundial.

      São por essas e outras que o considero um dos maiores pulhas que já passou pela F-1.

  • Independente do nome, uma coisa é certa! Stroll(pício) será um dos pilotos. E assim ele vai fazer 50 anos correndo na f1.
    Ele não corre o risco de bater o recorde do Hulkemberg, visto que já tem um pódio na categoria (momento vaca no poste supremo, mas só tem sorte quem põe a cara pra bater, não é, Kubica?). Agora o objetivo principal é não ser um Andrea de Cesaris. No mau sentido da referência.
    Odeio ver equipes morrerem. Assim, mesmo sendo essa estrovenga (com trocadilho) toda, vamos lá. Vida longa a Racing India Force Aston Point Martin.

  • Alternativa 1: a Honda (re)compra o espolio da Mercedes e a equipe volta a se chamar Tyrrell, BAR … vc escolhe… alternativa 2: Toto Wolff assume, e a F1 volta a ter uma Wolff Racing novamente … ou TOTO Racing (!!)… kkkkkk

  • Acho que Checo Perez vai se dar muito bem nessa merda e torço muito para que Toto vá para a equipe porque com certeza essa Mercedes-Tyrrel vai acabar.. mas não a Aston-Jordan.

    Acho que Checo vai se dar muuuuito bem.

    ps- Hamilton na Ferrari e Vettel aposentando ?

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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