ACABOU MESMO

RIO (o mundo, como o conhecemos) – Talvez muita gente nem se lembre mais da “Playboy”, na velocidade das coisas atualmente. Fatos de cinco, dez anos atrás parecem séculos distantes no tempo. Objetos que até outro dia eram de uso cotidiano como máquinas de escrever, fax, LP, CD, iPods ou filmes fotográficos necessitam de explicações quando citados. Hoje parece que tudo se resume ao que existe no celular.

Relembrando, então.

Depois que a Editora Abril entrou em parafuso, um dos títulos que torrou no mercado foi da famosa revista lançada nos EUA em 1953 por Hugh Hefner — “publisher” que morreu em 2017. No fim de 2015, a “Playboy” brasileira foi comprada por uma obscura editora do Paraná que a relançou no ano seguinte. Não deu certo, claro, e em julho de 2018 a matriz americana rescindiu o contrato de licenciamento com a tal editora em meio a escândalos de uso indevido da marca e denúncias de colaboradores. Aqui tem um bom relato desse fim melancólico assinado por Eduardo Quintino Filho.

Silenciosamente, a “Playboy” brasileira morreu, assim como a Abril — cuja debacle também não causou comoção, pois que foi apagando aos poucos junto com todas suas revistas e graças à iniquidade editorial puxada pela abjeta “Veja”.

Agora, a edição impressa americana deixa de existir também. Como tem acontecido com todas as revistas que vêm sendo descontinuadas nos últimos anos, o anúncio do fim vem acompanhado de pomposos planos de seguir a vida nas “plataformas digitais” com “conteúdos especiais adequados aos desejos dos leitores na nova realidade do mercado”.

Em outras palavras, vai acabar de vez.

Comentários

  • Nessa bela revista havia coisas que o homem gosta. Mulheres, carros, life style etc,
    hoje os homens da minha época estão em extinção.

    Hoje um homem olhar e gostar do corpo da mulher é feio e os adjetivos são mil (machista, misógeno, tarado, abusador) sem falar da galera que é boiola, assexuado ou outras aberrações “incluisvas”.

    o amor pelos carros também está morrendo, com a gente.

  • Quanto ao “ler agora”, entendo e concordo, mas o mini texto antes ta muito resumido, dai nao deixa a sensaçao de quero mais pra clicar nele. So isso mais q lembrei agora. Nao me incomoda o fato de abrir o link pra completa. Talvez incomode o povo pois sao imediatistas, e um carregamento a mais é tipo a morte hj em dia, rsrs. Povo ansioso. Solucao seria um mecanismo q apenas escondesse o texto e clicando the hole thing unveil. Tipo a Foia. E com comentarios integrados ao corpo principal, tipo o G1 as vezes. (As vezes nem aparecem o.O) Sei la, é pesado e talvez nao seja viavel. É isso!

    • Ah e ta muito uniforme. Talvez nas cores. Gostamos delas. Vc tambem afinal é um veio dos anos 70, rsrs. Psycooodelic. Acho q por isso o confuso. Bah, é, ta fodinha mesmo Flavio. Pensando bem vai precisar dar um tiro na cara do web designer mesmo. Esse vermeiao ai. Nao é o colorido per se, coisas unicor tipo meu iphone sao excelentes tambem, mas o antigo era assim. O colorido vinha das suas fotos e posts. E dos minivideos, dando destaque a sua produçao. Nao sei se é so o vermelho ou o muito uso dele. Ahm, chega, vc provavelmente ja esta pensando em me expulsar do blog, mas revisa isso dai, talkey. Acho q é melhor mesmo.

    • È ruim ter de cliclar para ler o texto, esperar, depois clicar em voltar, esperar mais. E esse tempo pode atrapalhar muito, pois não é questão de ser imediatista, mas que nem todo mundo tem máquina com processamento suficiente. Além do mais às vezes se acessa em um notebook ou celular mais antigo, às vezes a internet está lenta.

  • Tudo evolui. isso é inevitável. Vai deixar saudades? Sim. Muita. Ainda mais pra geração que viveu isso, a grande maioria de quem lê e comenta aqui, eu inclusive.
    Uma das grandes aquisições da minha adolescência foi uma Playboy da Ellen Roche (que, por sinal, se tornou uma “coroa” (num mundo em que mulher com mais de 30 já é coroa!) linda!).
    Hoje a garotada não quer mais mexer em papel. Os “xvideos” da vida tomaram a vez. E sabe-se-lá o que virá no futuro.
    Mas de um jeito ou de outro a gente se acostuma. Com certeza as donas de casa não sentiram a menor saudade do ferro de carvão, deram vivas de alegria (sim, feministas deturpadas, as verdadeiras feministas entenderam!) quando chegou o ferro elétrico. Nem tudo que é novo é ruim. E mesmo o que parece ruim agora no futuro de um jeito ou outro valerá a pena. Se não valesse, ainda estaríamos usando telégrafo, andando de charrete e esperando três meses pra chegar uma carta. E, claro, usando lamparinas a óleo.
    E ainda tenho fé que no final de tudo isso, o mundo ainda se tornará um lugar melhor. Não sou daqueles que acha que só um meteoro caindo aqui pode mudar o rumo do planeta. Sim, tenho fé na humanidade. Mesmo se ela não tiver fé nela própria.
    A propósito. Mimimi demais com o novo layout do blog. Tá diferente, só isso. Mas é isso mesmo, mudanças são bem vindas. E pronto. Se não der certo muda pro que for dar, se dá certo continua. A gente estranha no início, daqui a duas semanas nem lembra do layout antigo e segue a vida.

    • Vou tentar contribuir ao debate do que está errado.
      Visualmente ta um pouco confuso, tem q procurar com os olhos as coisas (tá eu sei!) Antes era mais bateu o olho tá ali.
      Mas o pior mesmo é a navegaçao no celular, você ta rolando os coments e inevitavelmente clica no responder e tudo vira uma zona. Tem que dar zoom out pra se achar de novo. E fica la a caxinha de resposta atrapalhando. Alguns sites tem algum tipo de soluçao pra isso, nao é a primeira esbarrada que abre. Nao sei se por causa da alocaçao do “responder”.
      No mais, ta mais moderno e to por ai, nem sempre comentando, mas sempre lendo!

  • Puta que pariu Flávio…………pensei que vc seguiria na resistência da velha guarda, preservando o que de fato era bom de verdade em seu blog, ou seja, o estilo do final dos anos 70 e anos 80. Não gostei nada desse novo formato clean do blog, nem da maneira que agora, temos de fazer o acesso aos posts.

    Mas como antes, é só minha opinião!

  • Apenas falando da Veja, em 2002 quando da campanha presidencial J.Serra ficou devendo a produção televisiva de sua campanha a uma terrível produtora conhecida do mercado, em 2003 como se recusasse e por não ter dinheiro J.Serra através de Aloísinho disse que não devia e que não iria pagar, a terrível da história através de uma assessoria de imprensa fez publicar na “Veja” tal história, tendo desembolsado quantia significativa, foi publicado e está lá para quem quiser ver, fevereiro março de 2003, algo assim.
    Depois disso, a “Veja” sentou em cima da informação e nunca mais falou do assunto, era como se nunca tivesse acontecido, acordo de cavalheiros com o Tukanato, o que mostra a “credibilidade” da revista e a “resposabilidade” jornalística.
    Ainda em tempo, J.Serra assumiu como governador, somente para pagar esta dívida, por isso ficou pouco tempo no governo, mas pagou no exterior e jamais a revista falou disso.

  • Vivi a transição das revistas adultas para os xvideos da vida. Os millennials jamais saberão o que é ir num sebo escondido comprar aquela Playboy surrada da Maitê por 2 reais, ou combinar com os amigos pra trocar as revistas do seu acervo particular (eu tinha uma pasta secreta com váááárias Playboys). O ápice era levar a Playboy escondida na mochila pro colégio pra mostrar pros colegas no recreio. Fiz muito isso quando tinha meus 12, 13 anos.

    É o caminho natural da vida, as plataformas mudam.

  • Nossa geração viu muita coisa. E viu muita coisa passar.
    Impressionante as mudanças e revoluções causadas pelo avanço das tecnologias.
    A unica coisa que insiste em não mudar é a filhadaputice na política. Que condena o Brasil ao caminho inverso. Estamos num estado de permanente involução.

  • A Playboy perdeu sentido quando o primeiro xvideos da vida surgiu e, paralelamente, o mundo perdeu a sofisticação de apreciar a beleza e o charme de uma mulher que esperávamos anos para ver. No Brasil, qualquer ex-BBB ou midiática, sem conteúdo e charme, e com um corpo tão natural quanto margarina, estrelava as capas. Uma hora ia acabar mesmo e, pior, não faria falta.

  • Meu caro Flavio! Você jura que você tá gostando dessas “novidades” do seu blog? Cara, ficou tão mais difícil ou chatinho talvez, desestimulante até. Acho que teu web designer tinha fumado algo quando desenvolveu, e vc, talvez sem óculos, depois de tomar umas, aprovou. Ouça seus inúmeros seguidores, e volte pro antigo esquema, ou então, mude seu web designer, e desenvolva outro esquema, mas com o cara totalmente caretão, por favor!

      • Me antecipando ao Ney…

        A postagem mais recente podia ficar disponível na íntegra na primeira página. Ficar clicando em “ler agora” e voltando é chato.
        Seu histórico profissional podia voltar a ser fixo, na lateral da página.

        Fora isso já me acostumei e ficou muito mais leve navegar no celular.

      • Olha, eu tbm não gostei muito da interface nova, antes eu podia ler tudo na pagina principal e ponto, sem abrir links. Vou deixar de ler? Não.

        Quanto ao coleguinha ai em cima insinuando que alguem fumou algo, vai tomar no cu seu moralista do caralho, conheço um monte de gente legal e bem sucedida que fuma maconha assim como conheço um monte de moralista fracassado caretão, uma coisa não esta associada a outra, na próxima faça uma crítica honesta

      • Há pouco respondi dizendo que faltava a data da publicação.
        Foi distração, burrice, ou qualquer outra falha grave de minha parte.
        Desculpe. As datas estão lá.
        Não está simples de navegar, pois ainda não entendi (lá vem minha burrice outra vez) o que acontece quando clico na publicação próxima ou anterior.
        Acho que com o tempo, consigo entender.
        Abraços.

      • Acho que é questão de costume. Daqui a pouco a gente nem lembra como era antes. Mas de fato, o que mais me incomodou é ter que abrir cada postagem separadamente para lê-la completa. Nesse caso eu preferia como era antes, onde poderia seguir rolando e lendo todos os posts. De resto foram mudanças menores que não tenho anda a reclamar. Se fosse possível ler o tópico completo melhor.

  • O mundo está evoluindo ou,talvez, incluindo. Apesar de você ser um pouco mais velho, considero como um contemporâneo. Então, na nossa época, havia aquela expectativa para se deliciar com a coelhinha do mês. Ensaios superproduzidos, com fotógrafos, como o seu amigo J. R Duran.
    Nos dias de hoje é só acessar um site adulto.
    Perdeu a graça, ficou fácil demais.