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RIO (é nosso destino) – Por módicos 5.499 euros já dá para comprar uma bicicleta BMW. A montadora bávara fez uma parceria com a italiana 3T e tal e coisa e coisa e tal. É bonita e cara e chique etc.

Mas não é disso que quero falar. É dessa mudança de rumo das fábricas de automóveis que se trata. Desse negócio de se “reinventarem” como empresas de “mobilidade”. Dia desses li que a Ford se associou à Deutsche Post para espalhar bicicletas de aluguel pela Alemanha. Não sei se foi adiante, deve ter ido. Outras marcas vêm conduzindo ações parecidas. A indústria automobilística parece que está ficando com vergonha de produzir carros e precisa “compensar” seus pecados enfiando seus logotipos em objetos mais bem aceitos pela sociedade.

OK, não é exatamente uma novidade no caso das bicicletas. Quem não se lembra das lindas Peugeot que chegaram até a ser fabricadas no Brasil, por uma empresa de Montes Claros? Eu gostava de Caloi 10, mas meu sonho mesmo era uma Peugeot. A marca francesa, diga-se, fez bicicletas antes de carros, lá pelo fim do século XIX. E continua. São vários modelos em seu portfólio até hoje, como essa aí embaixo.

A Peugeot não é a única, assim como a BMW não está sozinha nesse mercado de duas rodas e pedais. Uma busca rápida na internet traz listas bem fornidas de marcas de carro que em algum momento carimbaram quadros de magrelas. (Alguém ainda chama bicicleta de magrela? Enfim…) A relação tem Aston Martin, Jaguar, Mercedes, Renault, Alfa Romeo, Jeep, Lexus, Ferrari, Chevrolet, Lamborghini, Volkswagen, Mini, Porsche, Ford e Audi. Deve ter mais.

Mas o que eu queria mesmo era uma Wanderer. Até podia ser uma dessas novas, que sei que voltaram a ser fabricadas, embora nunca tenha visto à venda nos meus últimos pingos na Europa. Queria mesmo uma das antigonas com um selim igual a esse aí embaixo. Wanderer, para quem não sabe, é uma das quatro argolas.

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