DICA DO DIA

RIO (fiquem em casa!) – A dica de hoje é do parceiro Rodrigo Borges. Daquelas coisas que a gente deixou escapar alguns anos atrás diante da avalanche de vídeos, notícias, textões, redes sociais e o escambau.

Trata-se de um filme feito pela Red Bull em 2013 em Cuba. David Coulthard é o personagem principal. Ele vai a Havana para participar de um rali de carros clássicos e leva alguns mecânicos da equipe para conhecer o trabalho dos cubanos com seus carrões americanos dos anos 30, 40, 50. David escolhe um Pontiac para fazer a prova.

Que é o menos importante, claro. O bacana é ver de perto como os mecânicos de Cuba se tornaram os mais criativos do mundo para manter funcionando a frota que rodava pelo país antes da revolução de 1959. A paixão pelos carros, pelo automobilismo, pelas histórias das corridas, isso é que importa. E Havana é de deixar qualquer um encantado pela beleza e pela alegria do povo cubano.

Para ver o filme, cliquem aqui.

Comentários

  • Eu ia a Cuba no meio do ano, pois colaboro com alguns pesquisadores de lá no campo da Engenharia. Com a pandemia fica pra depois. Admiro muito o povo cubano, que é uma gente altiva que resiste bravamente ao bloqueio de sessenta anos dos EUA. Em Cuba as pessoas podem não ter certos confortos aos quais as nossas classes mais abastadas estão habituados, mas toda a população tem educação e saúde de qualidade e casa para morar. Saúde lá é preventiva, com o modelo de médicos de família. Um professor com doutorado em fim de carreira ganha o equivalente a US$ 300 (um dos meus parceiros me informou), porém a prestação da casa própria é menos de US$ 5. Com todas as imperfeições, ainda acho preferível uma Cuba onde todos têm um pouco ao Brasil com 95% de miseráveis e uma classe dirigente tosca, iletrada e mesquinha. E aqui a tendência é só piorar, pois temos duas pragas a nos assolar: o coronavírus e a mais nociva, o bozoguedismo.

  • Estive em Cuba de 23 de dezembro de 2018 a 6 de janeiro de 2019.

    Em Holguín, província onde o Fidel nasceu, tinha um carro pronto para ir para o ferro velho.

    No dia seguinte, ao voltar de Birán, povoado onde o Fidel nasceu, simplesmente notei que já tinha começado o trabalho de funilaria do carro.

    E nos dias finais, em Havana, a gloriosíssima TV estatal (inveja eterna dos cubanos por não terem de assistir as Globos da vida) exibiu uma breve reportagem recordando os 50 anos do Schumacher.

    Viva la revolución!

  • Estive em Havana em 2018, achei a cidade legal, nada demais, mas o povo , gostei muito ,achei muito parecido conosco,conosco ainda existe? , parecido no físico e na alegria, bem simpáticos e receptivos.Ficou na minha cabeça uma resposta de um taxista que nos levou a Varadero,sobre se o cubano era feliz. Ele disse que o cubano é um povo alegre não um povo feliz.

    • Esse vídeo é bem interessante de assistir. Às vezes, parece que ele está filmando em Santo André, outras vezes em Santos e também na região Santa Ifigênia em São Paulo. Mas no fim, é a capital cubana. Legal ver um filme desses sem edições, diálogos nem cortes.