DICA DO DIA

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RIO (cinza) – A história desta Ferrari abandonada num pátio da Prefeitura de Santo André é uma das melhores dos últimos tempos, com desdobramentos dramáticos. Está no UOL, em texto assinado por Alessandro Reis.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

5 Comentários

  • Caro Flavio, essa Dino apareceu pela primeira vez no Diário do Grande ABC, em 2015, achada pelo repórter Daniel Tossato., como pode ser visto neste link. https://www.dgabc.com.br/Noticia/1586207/ferrari-de-rs-322-mil-pode-ser-comprada-como-ferro-velho%C2%A0em-patio-de-santo-andre
    Agora que ela reapareceu, o Tossato foi a campo de novo e achou o herdeiro do carro, que pretende resgatar o carro e a memória do pai. A nova história está aqui: https://www.dgabc.com.br/Noticia/3460241/quero-resgatar-a-ferrari-para-poder-resgatar-a-memoria-do-meu-pai
    Um abraço.

  • Esse modelo de Ferrari – que de fato não era considerado pela fabrica uma “Ferrari” e sim uma Dino – é deveras curioso:
    1 – a Dino 308 GT4 – digamos, a irmã mais velha desse 208 – foi o primeiro carro da fabrica a sair com um V8 transversal, em 1973. E foi também o primeiro V8 em carros de serie produzido pela fabrica italiana.
    2 – foi também um dos primeiros carros de grande produção que quebraram a tradição e a linhagem preferencial da Ferrari com desenhos de Pininfarina, sendo que essa foi desenhada pelo Studio Bertone.
    3 – foi o primeiro carro produzido pela Ferrari que quebrou as com linhas curvas e sensuais da geração da 275 GTB, da Dino 246, da GTO e mesmo das 330 GTC e derivadas. Foi a primeira “Ferrari” – lembrem, era uma Dino – com predominância de linhas retas.
    4 – No Studio Bertone, foi desenhada por Marcelo Ghandini, prenunciando o que o designer iria propor para o Countach e para o Urraco, e para alguns outros modelos de Show, como o Alfa Romeo Carabo.
    5 – Goste-se ou não, essas linhas e esse motor (da 308) foram aplicados na Ferrari 308 GTB, de 1973/4 dessa vez com desenho de Pininfarina. Poder-se-ia dizer que a Ferrari 308 GTB era baseada no layout da Dino 246 GT, com a linhas retas da Dino 308 GT4, e com o mesmo motor V8 montado na longitudinal. Curioso aqui lembrar que a 308 GTB teve uma versão de cilindrada reduzida pra 2.000cc, mas dessa vez com Turbo, afim de evitar a acentuada perda de potencia pela redução da cilindrada (de 255HP para 220 HP no 2.000cc turbo)
    6 – a Dino 208 GT4 foi uma versão gêmea da 308 GT4, criada com foco no mercado italiano, cujo sistema de impostos penalizava pesadamente carros com mais de 2.000 cc. O V8 teve a cilindrada reduzida, para que o carro fosse vendido por um preço mais barato.
    7 – Era um carro lento para os padrões atuais, com apenas 180HP e maxima de 220 km/h.
    8 – Importador Ferrari no Brasil, Piero Gancia importou um bom lote das Dino 308 GT4 em 1973/4. Não era dificil ver uma delas rodando no Rio ou em SP.
    9 – Essa 208 GT4, dita unica no Brasil – mas que na minha opinião é nada especial, já que havia varias “gemeas” mais potentes por aqui – deve ter sido trazida por alguém que morou na Italia e depois mudou-se para o Brasil, e trouxe o carro consigo, procedimento comum na epoca.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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