MAIS BOTTAS

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RIO (em modo de espera) – A Mercedes anunciou hoje a renovação com Valtteri Bottas por mais uma temporada. Ele vai até o fim de 2021 com o time, que segue fazendo contratos ano a ano com ele. O finlandês está com os prateados desde 2017 e, assim, completará no fim do próximo Mundial meia década sob o mesmo teto — e como escudeiro de Hamilton.

O acordo de extensão do contrato com o inglês ainda não foi feito, mas é questão de tempo. Lewis só não fica na Mercedes se resolver parar de correr. Ano passado rolou um diz-que-diz sobre a Ferrari, mas não passou disso: conversa fiada.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

19 Comentários

  • O maior problema do Bottas é ser companheiro do Hamilton. Aí, do lado do maior, vira medíocre.
    É mais piloto que dois terços do grid que tá aí. Só que periga nunca ser campeão do mundo justamente por ser companheiro de quem é. A menos que o Hamilton se aposentasse antes dele sair e ele tivesse um ano pra ser o dele, com carro top, equipe voltada pra ele e ainda no auge.
    Acertou a Mercedes em amadurecer o Russell por pelo menos mais um ano. Tem lenha pra queimar na Williams ainda. Até porque, parece, que tem uma marra tão grande ou maior que seu talento. Precisa amaciar esse ímpeto e essa marra. Alonso andou de Minardi e isso não comprometeu em nada a carreira dele. Então pode perfeitamente ajudar a salvar a equipe que tá com a cabeça na guilhotina. Ou pelo menos ajudar a equipe a ter um final perto da dignidade.

  • Bottas vai para o quinto ano de Mercedes. Quinto.
    A Mercedes erra mais uma vez em assinar com o finlandês.
    Não é atoa que a equipe não ganha nada nos últimos anos.
    Ohhhh diretoria besta.
    Acooorda torcida “do contra”, a melhor máquina tem que ter os melhores pilotos (e ponto final)

  • Triste um piloto do nível do LH ficar com medinho e escolher quem vai ser o parceiro. Para mim, no fundo é isso.

    Bottas não merece o carro que tem, enquanto isso não sabemos ao certo todo o potencial do Russel, que poderia estar dividindo atenções com Norris, Leclerc e Max.

    • Percebo haver dois prismas para se analisar o Bottas: O primeiro, reside no fato de ter andado na frente de Massa ainda recém ingresso na F1 ..e muito bem na Williams além de agora não fazer feio…. Deve-se levar em conta o fato de competir justo com o comandante Hamilton…e que aí não dá pra ganhar mesmo não…

      Na outra ponta , venhamos e convenhamos… mesmo longe de ser lento, o cara não ultrapassa quase ninguém …..e faz corridas muitas vezes fraquinhas…..

      Não acho ele ruim piloto, mas está também longe de poder ser considerado ótimo….. de qualquer forma, está onde está por méritos, mesmo que não tão grandes.

  • Pena que não promoveram o Russel, pois é mais piloto que o Bottas! Com certeza o novato Russel iria incomodar um pouco mais o Hamilton e a Mercedes sabe disso , portanto vai esperar para 2021! Bottas é muito bom tb, mas o moleque Russel é melhor!!

  • Ao contrário do que o FG já declarou em alguns GP’s Às Dez, eu não acho Bottas medíocre.
    Tá certo que levou algumas corridas pra se adaptar ao melhor carro da história da F1, mas é duro estar se comparando à Lewis Hamilton.

    Max por exemplo, apesar de distribuir talento logo de cara, só foi correr tranquilo e administrar seus dons atrás do volante depois de Ricciardo sair da RBR. Andar constantemente no limite pra acompanhar outro rival competente, é duro.

    Estamos mal acostumados a esperar sempre um gênio novo a cada temporada. Foram preciso 70 ano de F1 pra surgirem 20/30 lendas. Exigir o grid cheios deles na mesma temporada é só uma fantasia de criança.

    Meu critério pra avaliar pilotos se resume à suas capacidades de serem contantes. Vez ou outra todo piloto “marromeno” vai fazer boas corridas. Grosjean foi constante no último GP e sempre foi um piloto veloz, mas é fraco na maior parte do tempo. Alonso já reconheceu publicamente que talvez ele não seja o piloto mais veloz em uma volta lançada, e que seu talento está ao longo de toda a corrida.

    Bottas não está à altura de grandes nomes, mas está longe de ser medíocre; consegue com frequência acompanhar seus próprio tempos. Peca mais nas ultrapassagens, mas até até aí, tudo bem. Prost também sofria do mesmo mal.

      • Puts! Bem lembrando.
        Mal-danado era um figuraça rs…
        Sabe que eu até gostava das lambanças dele?

        Jaz tempo que não aparece um piloto realmente medíocre na F1, na minha opinião.
        Teve alguns que foram queimados, mas saíram longe de serem medíocres; Vandoorne e Wehrlein, por exemplo.

        Acho que o único que fez feio em tempo integral foi Jolyon Palmer na Renault. Não acompanhei a trajetória dele depois que saiu. Talvez seja até um bom piloto e apenas não se adaptou na F1.

      • Sem carisma, eu concordo.
        Não sabia que ele sofria de transtorno bipolar. Se qualificou ele como bipolar no sentido metafórico, todos os pilotos são.

        O que seria um piloto burocrático?

  • a Mercedes tem uma equipa ganhadora, onde tudo funciona às mil maravilhas e acho que é isso que eles querem manter.
    O Hamilton é claramente o primeiro piloto da equipa e o Bottas dificilmente lhe ira fazer frente. O Finlandês pode até pensar que pode acontecer o mesmo que aconteceu com o Rosberg, mas o Hamilton agora é um piloto muito mais maduro para se deixar surpreender.
    Quem não deve de ter gostado dessa noticio foi o Russell.

    Abraço

    visitem: https://estrelasf1.blogspot.com/

  • E nunca será campeão mesmo com a supermáquina que têm em mãos.
    Piloto insosso. Sou muito mais o Kimi(ou o Alonso).
    Espera o ano que vem a McLaren com a mesma usina de força pra ver o quão bom será o desempenho de Lando Norris e Daniel Ricciardo.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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