EMILIA, EMILIA, EMILIA (3)

Verstappen: 11ª vitória numa corrida sensacional

SÃO PAULO(chuva, como gostamos de você!) – Se ficar falando aqui como o GP da Emilia-Romagna foi espetacular, sensacional, emocionante, bonito e marcante vocês vão ficar de saco cheio, né? Bom, então está dito, foi tudo isso mesmo.

Max Verstappen (Verstappinho, para quem odeia meus apelidos infantis) venceu a primeira no ano e Hamilton chegou em segundo. Inverteram o resultado do Bahrein. Mas o inglês está na frente por um ponto porque fez a melhor volta hoje, e acho que ele faz essas coisas de sacanagem. Não é possível. Depois de tanta coisa que aconteceu na corrida, incluindo um erro bobo — e raro –, o cara ainda tem a petulância de fazer a melhor volta no fim só para não dar o gostinho a Max de liderar o campeonato. Que piloto, esse cara. Coisa incrível.

Para começar a contar a história da prova de hoje em Ímola é preciso falar da largada. Ontem, dizíamos aqui que a Red Bull iria partir para cima de Hamilton, o pole, como hienas famintas com seus dois pilotos — Pérez em segundo no grid, Verstappen em terceiro.

Foi mais ou menos assim. Lewis não largou muito bem, e Checo também não fez nada demais. Quem partiu com ganas de resolver logo a parada foi mesmo o holandês, que chegou à primeira chicane, na Tamburello, batendo roda com a Mercedes #44. Levou a ponta.

Chuva marota: ideal para uma grande corrida

A chuva que caiu na região preparou o terreno para a corridaça de Ímola. Fazia frio, 9°C, e os problemas para os mais desavisados começaram antes mesmo da largada, como Alonso rodando a caminho do grid, Leclerc escapando na volta de apresentação, Vettel tendo de partir dos boxes, Stroll com os freios pegando fogo.

Quase todos largaram de pneus intermediários — exceções foram os dois da Haas, mais Ocon e Gasly.

Pérez perdeu a posição para Leclerc logo na primeira volta e a Red Bull perdeu uma de suas hienas famintas. Mas como a outra já havia jantado, estava tudo bem.

A primeira panca do dia aconteceu logo de cara, quando Latifi se enroscou em Mazepin e provocou a primeira entrada do safety-car na prova. A favor do russo, que fique registrado: não teve culpa alguma no sinistro.

A permanência do safety-car na pista se alongou um pouco porque Schumaquinho bateu na entrada dos boxes, sozinho, enquanto aquecia pneus. Perdeu o bico, que ficou estendido no meio do asfalto enquanto não aparecia ninguém para retirar.

A relargada, ainda com muita água na pista, veio na volta 7. Sem spray na cara, Max foi abrindo. No fim da volta, tinha 3s3 sobre Hamilton. Como é um piloto bom de água, muito bom, transformou-se instantaneamente em favorito à vitória. OK, acabou acontecendo. Mas não foi fácil. E veio com alguns sustos.

Pérez: trapalhadas impediram o mexicano de entrar na briga

Até a volta 22, com Verstappen na frente e Hamilton a uma distância segura, o GP emílio-românico viveu um breve período de paz. Aconteceram algumas coisas, é verdade. Na volta 12, por exemplo, o desafortunado Pérez foi avisado que teria de pagar um stop & go de 10 segundos porque, durante o safety-car, rodou e perdeu duas posições. Em vez de ficar onde estava, ultrapassou Ricciardo e Gasly de novo, e não podia.

Um pouco mais atrás, Sainz não conseguia ficar na pista direito e dava seus passeios na brita, embora sem grandes consequências. Gasly, na volta 15, percebeu que a aposta numa chuva mais forte tinha sido furada e, depois de perder 200 posições, foi aos boxes trocar seus pneus “wet” para intermediários.

E na volta 17 a McLaren, sabiamente, pediu com delicadeza a Ricardão que deixasse Landinho passar, porque o inglês estava bem mais rápido. Daniel fez isso sem resmungar. Norris passou e foi embora. O terceiro lugar do garoto ao final da prova mostrou que todos estavam certíssimos. (Inclusive eu ontem, quando disse que a McLaren teria de dar essa ordem logo de cara, porque Lando seria seu principal piloto na prova, diante do visível desconforto de Ricciardo, ainda, com o carro da nova equipe.)

Ali pela 20ª volta a pista começava a secar e todo mundo esperava alguém arriscar os pneus para piso seco. Ninguém queria passar vergonha sozinho. Vettel, lá atrás, sem nada a perder, foi o primeiro a parar, na volta 22. Colocou pneus médios e foi à luta. Suas três ou quatro primeiras voltas não foram grande coisa — ainda tomou um stop & go porque a equipe perdeu o prazo de montar os pneus ainda no grid –, mas estava claro que no traçado ideal o asfalto já havia secado e os intermediários de todos estavam acabando.

Hamilton chegando: começo eletrizante

No seco, Hamilton começou a se aproximar de Verstappen. A distância, que era de 5s na volta 23, caiu para 2s na 27ª. A Red Bull, então, chamou o menino para os boxes na volta 28. A parada foi rápida, 2s2, e como o líder fez aquilo, todo mundo começou a fazer igual. Na volta 29, Hamilton parou. A Mercedes fez um pit stop meia-boca, em 4s, e ele voltou 5s8 atrás de Max. Mas começou a tirar a diferença. Na volta 31, ela caiu para 2s3. E, então, Lewis errou.

Não é muito comum, o cara tem feito corridas impecáveis desde a Era Paleozoica, mas se precipitou para passar Russell, retardatário, e colocou o carro num pedaço de pista molhada. Perdeu a freada, foi na brita e bateu de leve na barreira de pneus. Parecia fim de prova para ele. Todo mundo foi passando, e Hamilton só conseguiu se desvencilhar do enrosco em que se meteu colocando a marcha-à-ré para voltar à pista em sétimo, com o carro todo estropiado.

Aí veio seu momento de sorte. Enquanto parava nos boxes para trocar bico, para-choque, palheta do limpador de para-brisa, dar uma olhada no óleo e na água (o mecânico até ofereceu um aditivo, que Hamilton aceitou porque já não tinha mais nada a fazer na corrida), Russell fez uma tremenda cagada e a prova teve de ser interrompida.

Russell reclama com Bottas: culpa do inglês da Williams

Foi assim: Jorginho lutava pelo glorioso nono lugar com o apagadíssimo Bottas, entrou na reta, abriu a asa, jogou o carro para a direita, mas foi um pouco mais da conta — Bottas deu aquela puxadinha “psicológica” só para assustar, mas deixou espaço à vontade para o piloto da Williams — e colocou uma roda na grama molhada. O carro apontou para a esquerda e acertou Valtteri em cheio.

Foi uma batida muito violenta, os dois a mais de 300 km/h, e Russell saiu do carro furioso e foi tirar satisfações com o finlandês ainda grogue. “Você queria nos matar?” E deu um tapa no capacete do colega.

Beleza, a gente entende a raiva e o momento. Mas George estava errado. E não admitiu isso pelo menos até a hora em que escrevo este texto. Bottas ficou mais puto ainda e nas entrevistas que deu soltou o cães sobre o menino que, no fundo, quer seu lugar na equipe — Russell é piloto contratado da Mercedes, como se sabe.

Com pedaço de carro espalhado por todos os lados, a direção de prova meteu uma bandeira vermelha na volta 34 e parou a corrida. Hamilton, àquela altura, era nono colocado. Max liderava, seguido por Leclerc, Norris, Pérez, Sainz, Ricciardo, Stroll e Raikkonen. Tsunoda estava em décimo. Foi todo mundo para os boxes e Hamilton, assim que saiu do carro, se agachou, colocou as mãos na cabeça e disse para si mesmo: “Que merda que eu fui fazer?”.

Hamilton nos boxes: dando um reset na barbeiragem

Meia hora depois, sem chuva, todos de slick, a prova foi reiniciada com o pelotão atrás do safety-car em largada lançada — pelo que entendi, lembrando o que aconteceu em Mugello no ano passado, essa decisão de relargar andando ou parado é prerrogativa do diretor de prova. Hamilton era o oitavo da fila, porque Kimi também escapou atrás do safety-car. Verstappen tomou um susto danado no fim da volta de realinhamento, quase escapando também. Na volta 35 o safety-car saiu da frente e a corrida foi retomada.

Como Norris tinha pneus macios, passou fácil por Leclerc e insinuou um ataque a Verstappen. Mas Max nem deu bola e se mandou. A partir daí, com quase meia prova pela frente, as atenções se voltaram a Hamilton. Em oitavo, Lewis tinha carro para passar todo mundo, mas passar em Ímola é duro, e com trechos ainda úmidos, mais ainda.

E é nessas horas que aparece um campeão. Primeiro, subiu para sétimo na volta 38 graças a uma rodada besta de Pérez — que estava num péssimo dia. Depois, na 39ª, passou Stroll. Na 42ª, Ricciardo. Não perca a conta!, como diz Léo Batista. Ao ganhar a posição do australiano, Hamilton já era o quinto colocado, tendo à frente, pela ordem, Sainz, Leclerc e Norris para conseguir pelo menos o segundo lugar. Passou o espanhol na volta 50; levou a outra Ferrari na 55; e, finalmente, depois de sofrer um pouquinho, ganhou a segunda posição de Lando na volta 60ª. Aí, para humilhar o povo, fez a melhor volta da prova e colocou mais um pontinho no bolso.

Vitória da Red Bull e da Honda: 30 anos depois de Senna com o motor japonês

Verstappen recebeu a quadriculada com 22s cravados de vantagem sobre Hamilton e ganhou um GP pela 11ª vez na carreira — igualando pilotos como Barrichello, Massa e Jacques Villeneuve. Norris fechou o pódio, ganhando uma taça pela segunda vez na carreira. Leclerc, Sainz, Ricciardo, Gasly, Stroll (punido por ultrapassar fora dos limites da pista acabou perdendo uma posição, caindo de sétimo para oitavo), Ocon e Alonso fecharam a zona de pontos. Raikkonen tinha chegado em nono, mas caiu para 13º após punição de 30s por passar sob bandeira amarela. Vettel parou na última volta com problemas no câmbio. Pérez, que fizera uma ótima corrida de recuperação no Bahrein, desta vez pegou recuperação com um horroroso 12º lugar.

Foi a primeira vez que dois ingleses foram ao pódio juntos desde o GP da China de 2012, que teve Button e Hamilton, ambos da McLaren, atrás do vencedor Nico Rosberg, da Mercedes. E a Honda voltou a vencer em Ímola depois de 30 anos — a última fora com Senna em 1991, na McLaren.

Norris e a selfie: grande corrida do jovenzinho da McLaren

Na tabela, Hamilton foi a 44 pontos, contra 43 de Max. Norris, com 27, é o terceiro colocado. Na segunda corrida do ano, já está muito claro que o campeonato é de um dos dois, e que Bottas e Pérez, querendo ou não, diante da perspectiva de uma disputa muito apertada, terão de trabalhar para os companheiros o ano todo.

Amanhã faço um balanção das declarações pós-corrida (a melhor foi de Pebolim Wolff sobre Russell, o chefe ficou pistola da vida, disse que Goerge sabe que se trabalhar bem tem chance de correr na Mercedes, mas que se fizer merda vai acabar na Copa Clio, falou isso mesmo, Copa Clio). De noite, às 19h, tem “live ao vivo” no meu canal no YouTube. É só entrar aqui para a gente conversar sobre a corrida.

Bom domingo a todos.

Comentários

  • Hamilton e Verstappen serão os donos desse campeonato, e o Lando Norris poderá ser a revelação do ano.
    A batida do Bottas com Russell salvou o Hamilton, esse acaba sendo o prêmio de consolo da Mercedes em relação ao decepcionante Bottas nesse GP.
    A Ferrari acabou sendo ultrapassada duas vezes por Hamilton na reta final do GP perdendo o terceiro lugar com Leclerc por falta de velocidade nas retas, parece que a recuperação da Ferrari vai ser no dia de São Nunca.
    O Alonso pode estar melhor do que o Vettel, mas se encontra no mesmo patamar ruim que o Vettel por enquanto, acabou levando um pontinho com um décimo através da penalidade do Räikkönen.

  • Eu acho que Russel se assustou com o movimento que Bottas fez e acabou indo mais para direita do que devia. Acho que o maior culpado foi Russel, mas acredito que Bottas não precisava ter feito aquele movimento….
    Uma corrida muito boa. Lando Norris ainda vai dar o que falar. O garoto é muito bom e ainda gente fina pra caramba….

  • Como já disseram, Bottas tomando volta com 20 e poucas completadas (fora as do safety car), e disputando posição com uma Williams, é culpado sim. kkkk. Jorginho se desculpou ontem pelos excessos.

  • O Perez tinha uma chance mínima de fazer de 2021 o ano mágico de sua vida.

    O que aconteceu em Imola definitivamente o colocou na condição de 2o. pilotaço do Verstapen.

    Segue o jogo, que ele seja feliz e atrapalhe o caminho do Hamilton em 2021 na tentativa de dar um titulo mais fácil para o Verstapen.

  • FG,

    O que acontece com os véios, perderam a mão???

    Sobre não falarem o nome do Senna na transmissão, a Mariana Becker falou dele, se não me engano na hora do acidente entre Russel e Bottas, pois os carros de ambos foram parar na Tamburello…

  • Sérgio Maurício infelizmente tem incorporado o Galvão Bueno.
    Cortando a todo momento os comentaristas, de forma desnecessária e deselegante. O RL não deve estar nem um pouco satisfeito.
    Além disso a torcida dele pelo Vertappen falta pouco para ser histérica.

  • Que baita corrida! Tomara que essa disputa continue pelo resto da temporada. E que sorte tem o Hamilton, pqp.
    Norris também fez um corridaço. E Flavio, foi exatamente como vc tinha dito na sua publicação anterior. A Mclaren deveria pedir para o Ricciardo dar passagem ao Norris durante a corrida, porque era claramente mais rápido. Dito e feito.
    Aguardando ansioso pela próxima corrida.

  • Bela corrida, que venham mais como essa.

    Será o Alonso a versão remasterizada do Schumacher contra o Nico? Achei ele com cara de “não estou entendendo nada” quando a corrida foi interrompida… acho que ele deve estar se surpreendendo com a “falta de juízo” da molecada que está acelerando “perigosamente” com esses carros de outro mundo. Engraçado é que no sábado ele foi sincero ao falar que o carro estava bom (sempre melhor) mas que era ele não entregava o desempenho, dava tudo na pista e não acreditava que o tempo não vinha.

    Vettel precisa dar um jeito na situação, toca ficar no simulador 25 horas por dia, põe o carro do Stroll como “sombra” no video-game profissional da equipe.

  • Corrida foi Boa. Chuvinha sempre faz um espetáculo à parte, não ?
    Ainda mais, num circuito das “antigas” … que o diga Hamilton e Russel.
    Estamos diante de bons talentos. Esse menino Norris, é um espetáculo, e se bobear, ano que vem toma o lugar do Bottas.

    Flávio, aproveitando, ví que estão criticando vc pelo livro … brasileiros andam tão sem noção atualmente. Qualquer um, quando conhece seus ídolos, acabam por se decepcionar. Eles só ainda ou vivem em negação, ou não conheceram seu herói.

  • E o mais incrível, incrível mesmo!, aconteceu durante a corrida e o FG nem se deu por conta: em nenhuma vez, nenhuma!, o nome de Ayrton Senna foi citado durante a transmissão da Band em uma corrida de F1 disputada em Ímola. Se estou enganado me corrijam, mas acho que estou certo sim. Estou começando a achar que era coisa da Globo mesmo esse negócio.

  • Hamilton deu uma ré de100m pela área de escape, voltando para a pista na linha rápida e seca, de forma no mínimo perigosa e não recebeu punição nenhuma? Nem aqueles 5s para fazer de conta. Se fosse o moleque russo a fazer isso tinha saído preso

  • Será que no momento existem regras demais ou os pilotos não fazem o dever de casa.
    O número de punições por coisas óbvias é absurdo.

    Para quem perguntou:
    A MB vai alternar com a Aston os “carros madrinhas”
    O Senna deu ré numa corrida em que rodou ao entrar na reta.

  • Olá! Não pude acompanhar a live, mas
    por favor, gostaria de fazer uma pergunta em duas partes. Flávio Gomes, você acredita que na F1 atual ainda existe espaço para estratégias de equipe com um carro ajudando o outro a superar o principal piloto da equipe oponente, como era comum nós anos 70, 80 e talvez até 90, ou com tanto desenvolvimento, carros inquebráveis e tudo tão vigiado, só resta apertar o acelerador e guiar com o joystick? Se sim, qual piloto e qual equipe você acha que ajudaria mais, Perez ou Bottas, Mercedes ou Red Bull?
    Seu texto, como sempre, é informativo, estiloso e divertido!

    Muito obrigado!

  • Belo texto, só faltar falar que o Hamilton só se aproximava do Max quando o mesmo precisava ultraspassar os retardatários, coisa que precisava de cuidado por se tratar de uma pista estreita e molhada fora do traçado, faltou dizer também que o Bottas não precisava dá aquela guinada pra direita assustando o Russel a mais de 300 km/h próxima à Tamburello. E faltou dizer também que o Hamilton só fez a melhor volta porque abriu a asa móvel para ultrapassar o Norris já no finalzinho e com o tanque quase vazio. Lembro que com toda parafernalha que aconteceu na corrida, o MAX terminou 22 segundos na frente do Hamilton que teve toda a sorte do mundo nessa corrida, porque com aquela escapada ficando já há uma volta atrás, não conseguiria chegar nem em 5º se não fosse a cagada entre o Bottas e o Russel.

  • Realmente o campeonato neste início está entre Hamilton e Verstappen, mas a sensação é que a Mercedes já chegou na Red Bull e a tendência é deixar os austríacos pra trás.
    E o Norris? Está humilhando o “queridinho da mídia” Ricciardo, e qual a desculpa? Ahhh é que está tentando entender o carro? Doze anos de F1 já não é experiência suficiente? Sainz tem bem menos tempo de F1, está estreando na Ferrari andando perto de Leclerc.
    Russel juvenil ao quadrado. Ridículo. Se é o Mazeppin cometendo o erro e depois tirando satisfação, sairia algemado do GP.
    E o Checo Pérez? Piloto mediano para equipe mediana somente isso. Entendam que a diferença de Hamilton x Bottas é infinitamente menor que Verstappen x Pérez. E Hamilton ainda é mais piloto que Verstappen.
    Impressionante o desastre que Stroll vem provocando em Vettel.
    Alonso também não é mais o mesmo, mas ainda é competitivo.
    Apontem um piloto nesta corrida que não rodou, não bateu ou não saiu da pista? Lando Norris.

  • Acabei de ler no UOL sobre o boicote da TAS ao seu livro. Para casos ridículos como esse, eu tenho sempre pronta “para entrar em ação”, essa citação clássica:

    ” Nunca subestime o poder da estupidez humana”. Autor: o escritor Robert Anson Heinlein (1907 – 1988).

    Eu amei esse trecho: “Fazem parte da Igreja Sagrada da Sexta Marcha”.Hahaha.

    O UOL é o portal de notícias mais acessado do Brasil em termos de visitantes únicos. Essa palhaçada da TAS vai aumentar a venda do seu livro.

  • Claro que o cara é um monstro, indiscutível a qualidade do Luiz. Mas, pqp, como tem sorte. Quando erra, algo que não é comum, aparece uma bandeira vermelha. Tá no mesmo nível de sorte do pneu estourado na última volta na Inglaterra ano passado, com o Max tendo parado pra fazer o pontinho da volta mais rápida.

  • FG
    O Russell é um moleque arrogante pacaraio. Já no primeiro ano na Willians fez caras, bocas e pitis, que só mesmo um chefe fraco como a Claire aceitaria.
    Hj fez merda e ainda foi falar merda pro Bottas.
    Já já, tá sem emprego!
    Simão diz!

  • Prezado F&G: Comandante Hamilton tem a sorte de campeão, fez uma grande cagada, mas fez um corridão, não errou mais e ainda fez a melhor volta. Max foi simplesmente incrível, toda vez que Hamilton bobear Max vai vencer, o melhor da corrida ficou para o piloto Lando Norris da Mclaren, Kimi foi sacaneado pela equipe que passou orientação errada, outro que foi sacaneado pela equipe foi Gasly, a equipe errou em não chamar mais sedo para trocar os pneus .Piloto Sérgio Perez fez peripécia , errou e toda fez que precisa arrumar tempo errou de novo . A equipe Ferrari teve boa apresentação Carlos deu um calor em charlinho . Vettel precisa mostrar mais trabalho. El Fodon , levou um Tchau de Ocon . Mick ainda tem crédito, precisa sim de um tutor para passar boas dicas .Por fim Bottas foi abatido, não teve culpa, foi um acidente de corrida. O melhor da corrida : Lando Norris , foi muito eficaz . O pior da corrida: Marzepim, não consegue nem ser condutor de charrete, é uma aberração, é um piloto medíocre, vai trazer muitos problemas nas futuras probas de GP-1.

  • Notas:

    Hamilton num fim de semana ruim: Pole, pódio, melhor volta e liderança do campeonato.
    Verstappen, Leclerc, Norris e Russel: O futuro da F1 está garantido.
    Sainz e Perez: Apanhando dos brinquedos novos;
    Riccardo: Dando graças à deus por ter largado a Renault;
    Bottas: Já perdeu a vaga pra 2022.
    Vettel: Decadente.
    Alonso: Ainda não mostrou pra que veio.

  • Pelo menos como segundo piloto Bottas involutariamente descontou uma volta inteira para o Hamilton em relação ao Max. Já o Perez, se não rodasse, poderia ter dificultado a recuperação do Hamilton e quem sabe o Norris chegasse em segundo. Norris, por sua vez, cometeu um erro estratégico em deixar Leclerc sem DRS.

  • Eu vejo a maioria culpando o Russell, talvez não fosse o ponto adequado para ultrapassar, principalmente no trilho molhado, mas foi o espaço que o fantástico Bottas deu pro inglês se virar, inclusive mudando sutilmente a trajetória e disse: você quer me humilhar mais ainda?! Então fô..piiiiii!! De Mercedes já foi terrível pra mim, de Williams, jamais!
    Incrível como o Jorge não se dá bem na Emília! Ano passado, com safety car, ele desatento, foi tuítar de dentro do cockpit e…
    O Russell só está na Mercedes este ano porque o Bottas tem esse ano de contrato e ele ficaria ainda mais arrasado vendo o inglês no lugar.
    É isso Valteri… O seu consolo é que seu companheiro elogia muito sua performance. E não é de qualquer um! Ele disse tem faz um trabalho hercúleo para superar você! Não é fácil!

  • Foi uma corrida com emoção desde a primeira à última volta.
    Se a primeira corrida do ano foi boa, então a de hoje foi bem melhor. É certo que após o recomeço ficou mais que evidente quem seria o vencedor, mas as lutas pelo segundo lugar foram espetaculares.
    Já o acidente entre o Russell e o Bottas, acho que o culpado acaba por ser o piloto britânico, que deveria de ter tido, se calhar, mais paciência e não ir com sede de mais ao pote.
    Ainda cheguei a pensar que a Ferrari iria acabar no pódio, com Leclerc, mas isso não aconteceu.
    Fiquei espantado com a velocidade em reta do McLaren do Norris. O Ferrari do Leclerc nem com DRS aberto conseguiu sequer ameaçar ultrapassar.
    Mas foi realmente uma corrida das boas. Espero que daqui a 15 dias, aqui o Grande Prémio de Portugal seja tão bom ou melhor.

    Abraço

    visitem: https://estrelasf1.blogspot.com/

  • Hamilton num dia terrível: segundo lugar, volta mais rápida e liderança do campeonato.

    A largada de Verstappen prova o que defendo há algum tempo: quando se trata da mistura de talento e arrojo, atualmente ele é o melhor do grid. No mano a mano difícil imaginar alguém levando vantagem sobre ele.

  • Ou Russell logo se desculpa ou ficará marcado pela dupla cagada de hoje. Errar na tentativa de ultrapassagem, ainda mais com pista molhada, acontece. Mas não admitir e ainda por cima partir para a agressão, foi muita idiotice.

  • Apenas um detalhe, uma observação. Sérgio Mauricio, referindo-se ao Hamilton, disse que nunca viu um carro de Fórmula-1 dando marcha à ré em uma corrida. Então ele também não viu o GP do Azerbaijão, em 2019. Ricciardo deu marcha à ré, mas bateu na Toro Rosso, do Kvyat. É óbvio que outros pilotos devem ter dado marcha à ré em corridas mais antigas, mas no momento só lembro dessa corrida.

    Ninguém quer a volta de Galvão Bueno e Cléber Machado, mas o Sérgio Mauricio tem um defeito muito grave que o acompanha desde os tempos do Sportv, e parece ser um problema sem solução: ele é extremamente ansioso e interrompe várias vezes os comentários do Reginaldo Leme e do Max Wilson para, na maioria das vezes, narrar algo que está bem óbvio para o telespectador. Em alguns casos, a informação está escrita na tela, mas ele faz questão de interromper para narrar. Em um mundo perfeito, o ideal seria que Reginaldo e Max, quando forem comer um pão na chapa com o Sérgio Mauricio, conversassem com ele sobre isso mas, por serem muito educados, acho que esse papo nunca vai rolar. Essa ansiedade, esse afobamento acontece também nos treinos livres.No 2º treino livre em Imola, Max estava dando uma explicação técnica quando Sérgio Mauricio o interrompeu bruscamente para dizer que o Leclerc ultrapassou o limite da pista. Isso já estava escrito na tela…

  • O roteiro está escrito desde o ano passado: Russell deve substituir Bottas em 2022, e fazer uma dupla britânica na Mercedes, com o veterano Hamilton, em seu último ano na F-1, preparando o inglês mais jovem como seu sucessor. Mas se continuar agindo assim na pista – e ainda sair pelas redes se arrogando uma razão que não tem – Russell de fato vai por tudo a perder. Agora, Copa Clio é sacanagem…(rs), seria melhor levar uma bronca do Helmut Marko.

  • Pocha, o site da Band “ta” vacilando em não ter o replay da largada, melhores momentos… atrasei e só pude ver da 3º em diante, muito difícil achar a largada…
    E nada de marmelada…. O Perez vai ganhar a próxima corrida, parei de torcer para ele, agora vai.
    Bela corrida, circuito complicado.

  • Hamilton, o sortudo do dia.
    Eu não acredito nisso, mas pra quem gosta de teorias da conspiração, é muita coincidência que o acidente que salvou a corrida do Hamilton tenho sido entre o Bottas e o Russell.
    Corrida deprimente do Pérez, até o Albon teria ido melhor

  • Além do ótimo GP em si, vimos outros aspectos importantes.

    – Que o DNA do “El Matador” Sainz passou para o filho Juninho.
    – Que o DNA finlandês de competir em condições adversas (principalmente em ralis) não pertence a Bottas.
    – Que como dono de equipe na Extreme E, Hamilton se mostrou um bom chefe liderando pelo exemplo em condições extremas…

  • A entrevista antes do pódio acaba deixando o pódio meio sem graça pq os pilotos acabam dando uma baixada na adrenalina depois da corrida e acaba deixando o pódio meio desanimado, sei lá fiquei com essa impressão. Ainda mais depois de uma grande corrida como essa.