SOBRE DOMINGO À TARDE

A batida mais louca: brake-test?

ITACARÉ (tá quase!) – Brake-testou ou não brake-testou? É um canalha ou um malandrinho agulha? Um gênio ou um monstro?

Nas rodas de conversa no café da firma, nos bares, nas mesas de dominó, nas bancas de revista, nos balcões das padarias, só se falou disso ontem, segunda-feira. Max Verstappen enfiou o pé na frente de Lewis Hamilton de propósito? Ou entregou a posição e o inglês não quis passar? E se foi assim, por que Lewis não passou? Ele também quis fugir da linha do DRS, a famigerada asa móvel?

É mentira que só se falou nisso ontem nas firmas, bares, padarias, bancas e dominós, estou apenas fantasiando. Mas no nosso mundinho aqui, sim. A discussão foi essa. E minha conclusão: não, não foi um brake-test clássico, daqueles em que, no meio da reta, o filho da puta da frente dá aquela beliscadinha no freio para o de trás encher sua traseira e levar a culpa, ou se assustar e perder o controle do carro.

Sim, filho da puta porque quem faz brake-test é isso, sem meias-palavras. É o tipo de canalhice que o código de ética não escrito do automobilismo não admite.

Duelos intensos: quem é vilão e quem é mocinho?

Não acho que Verstappen seja um bandido, embora seu comportamento seja dos mais antipáticos e, na pista, ele opere numa perigosíssima fronteira entre a malícia e a deslealdade. É um piloto duro. Muito inteligente. A ponto de, quando orientado a entregar a posição a Hamilton “estrategicamente”, tenha orquestrado a manobra em questão de segundos: vou deixar o cara me passar antes da linha do DRS, colo no rabo dele, abro a asa e passo de novo.

O problema é que para o ardil funcionar, Max acabou freando mais do que devia e de uma forma repentina, como faz qualquer filho da puta quando aplica um brake-test em quem vem atrás. Matei, mas não tinha a intenção, queria só dar um susto, o lance é que a bala acertou no meio da cabeça dele… Em outras palavras, foi sem querer.

O benefício da dúvida foi dado a ele. Os comissários acharam “compreensível” que nenhum dos dois quisesse passar na linha da asa móvel antes que o adversário. Lewis está meio sem entender até agora. Ou talvez já tenha entendido tudo.

Sei que muita gente aqui queria que eu cravasse uma opinião menos, digamos, ponderada. No Brasil, o raciocínio reinante é binário e as pessoas exigem isso de todo mundo. Ou é um escroto, ou não é. Mas vou tentar manter o equilíbrio. Não simpatizo com Verstappen, suas atitudes, declarações, o jeito marrento. Mas considero o moleque o maior talento precoce da história, um verdadeiro fenômeno como piloto. E entendo as nuances dessa disputa de 2021, uma das maiores de todos os tempos. Vejo, de um lado, um bostinha arrogante que guia pra cacete e não se abala com nada. De outro, um portento com sete títulos nas costas, recordista de tudo, no auge da sabedoria, da experiência, da sensatez e, sobretudo, da pilotagem. Cada um com suas armas. Há argumentos para defender — ou atacar — ambos. Fartos. Desde o início da temporada.

A História, dizem os historiadores, só pode ser compreendida em sua plenitude depois de anos, décadas, séculos. O jornalismo, disse alguém, é o rascunho dela. Não tenho a presunção de escrever a História agora fazendo julgamentos definitivos sobre o caráter de um pirralho de 24 anos. Nem sobre a castidade de seu adversário. Fico no rascunho, olhando de longe e com uma preferência por um dos dois que não preciso dizer qual é, pois que irrelevante.

JEDDAH BY MASILI

A referência de nosso cartunista oficial Marcelo Masili é joguinho que nem todos conhecem. Sugiro aos mais jovens que procurem no Google.

O Mundial está empatado em 369,5 pontos. É incrível. Seja quem for o perdedor, vai lamentar Baku. Ou questionar Spa. Entre as equipes, acho que está tudo decidido. A Mercedes abriu 28 pontos da Red Bull e só perde a taça se alguma catástrofe acontecer. A Ferrari também praticamente garantiu o terceiro lugar, com 38,5 pontos de vantagem sobre a McLaren. Da mesma forma, a Alpine descolou da AlphaTauri e, com 29 pontos de frente, não perde mais o quinto lugar.

Leclerc passou Norris com o sétimo lugar em Jeddah e assumiu a quinta posição entre os pilotos: 158 x 154. Gasly chegou a 100 pontos pela primeira vez numa temporada. Sainz bateu na casa de 521,5 pontos acumulados na carreira e se tornou o piloto com maior pontuação na história sem ter vencido uma corrida sequer — passou Hülkenberg, que marcou 521. Mas não vem daí o nosso…

NÚMERO DA ARÁBIA SAUDITA

17

…pódios tem Verstappen em 2021, igualando o recorde de pódios na mesma temporada que hoje tem Schumacher (2002), Vettel (2011) e Hamilton (2015, 2016, 2018 e 2019) liderando tal estatística. Pode, portanto, se tornar o primeiro colocado isolado se chegar entre os três primeiros em Abu Dhabi. Schumacher, no entanto, é o único que subiu ao pódio em todas as corridas de um Mundial — em 2002, o campeonato teve 17 etapas.

O pódio high-tech de Jeddah: Max pela 17ª vez no ano

Uma das almas mais felizes de Jeddah domingo era Toto Wolff, que vem sendo alfinetado por Christian Horner dia sim, outro também. E por Helmut Marko e por quem mais fale em nome da Red Bull. A batalha psicológica é outra atração desta temporada.

O chefe da Mercedes falou na noite árabe que teme que o campeonato seja decidido numa batida estúpida em Abu Dhabi. “As emoções estão muito, muito carregadas. Mas só vou dizer que esta foi uma grande temporada se tivermos na última corrida uma disputa limpa entre dois pilotos”, falou. Sobre suas reações intempestivas dentro dos boxes da equipe, como arrancar o fone de ouvido e tacá-lo no chão quando Hamilton bateu em Verstappen, foi assertivo:

A FRASE DE JEDDAH

“Talvez a gente dê risada disso daqui a algum tempo. Mas hoje, não.”

Toto Wolff

GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS

GOSTAMOS do nono lugar de Antonio Giovinazzi, que voltou a pontuar depois de 15 corridas de jejum. Foi sua segunda vez entre os dez primeiros nesta temporada — fora décimo em Mônaco. Está demitido, vai correr na Fórmula E, mas se despede da categoria com grande dignidade.

NÃO GOSTAMOS da hesitação do diretor de prova Michael Masi, confuso até para montar o grid da terceira largada. No fim das contas, ele acertou em todas suas decisões. Mas sua insegurança é visível. De qualquer forma, ninguém deve colocá-lo numa cruz. Tem sido uma temporada que exige decisões muito difíceis. E as equipes perturbam o cara a corrida inteira.

Comentários

  • Foi um show de horrores. Isso que aconteceu domingo nada tem a ver com a F1, o esporte. Em primeiro lugar uma corrida que, por razões humanitárias nem deveria acontecer. Um governante acusado de ser o mandante do assassinato de um repórter (Jamal Khashoggi). Um país que está envolvido em uma guerra, desde 2015, contra a etnia Houthi no Iêmen. Um dos poucos países que não aceitam a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU. E que reprime duramente qualquer dissidência. Do ponto de vista econômico, para o grupo Liberty, faz todo o sentido ter em mãos os dólares oriundos do petróleo saudita, e tentar se recuperar do prejuízo da temporada de 2020. Do ponto de vista esportivo, como o dinheiro manda, faz-se a corrida. Mas a FIA, responsável pelos aspectos técnicos e esportivos, poderia ter sugerido alterações no perigoso traçado da pista saudita. Pista estreita, de latas velocidades, sem áreas de escape e com muitos pontos cegos. Mas enfim, fez-se a corrida.
    E nem bem começou, já quase tivemos uma tragédia, com a batida envolvendo Théo Pourchaire e Enzo Fittipaldi na largada da corrida da F2.
    A corrida da F1 começou como se previa. As Mercedes mantiveram suas posições e Verstappen em terceiro, sem muito o que fazer. A interrupção com bandeira vermelha, a Red Bull vislumbrou uma possibilidade de vitória, pois assumiu a ponta com as paradas de Hamilton e Bottas dutante o safety car. E se beneficiou de uma troca de pneus grátis, durante o período de interrupção da prova. Na nova largada, o caldo começou a entornar. Hamilton, em segundo largou melhor e assumiu a ponta. Verstappen, ultrapassou por fora da curva 2 e voltou ao primeiro lugar. Deveria devolver a posição, mas uma nova bandeira vermelha, e a corrida interrompida novamente. E ai veio uma das coisas que depõe, e muito contra Masi. Negociar com a Red Bull a posição em que Verstappen deveria largar. Ele disse, “Essa é minha oferta”. Nova largada, Verstappen largou melhor e assumiu a ponta novamente. Mais uma vez a sorte sorria para a Red Bull. Mas veio a volta 37, e Hamilton tentou ultrapassar Verstappen. E o que aconteceu? O mesmo que ocorrera no Brasil, Verstappen forçou Hamilton para fora do traçado e seguiu na ponta. Em seguida a cereja do bolo. Break test. Segundo os dados coletados pela FIA ,uma desaceleração de 2,4 g. Ou seja, a velocidade do carro de Verstappen diminuiu em, aproximadamente, 90 km/h, no instante em que Hamilton se aproximava. Red Bull e Verstappen foram avisados que teriam que devolver a posição para Hamilton, mas resolveram fazê-lo de maneira “estratégica”. Só como lembrança, o próprio piloto inglês foi punido, no GP da Bélgica de 2008 por semelhante abordagem. O fato é que Verstappen não devolveu a posição para Hamilton. Houve uma nova tentativa de ultrapassagem na volta 42, m as efetivamente apenas na volta 43 Hamilton ultrapassou o holandês e rumou para a vitória.
    O que se depreende disso tudo? Masi não está a altura do cargo que ocupa e não tem condições para tal. Não é de hoje. Fraco e indeciso. Verstappen sempre adota a mesma abordagem, pela força, que muitos consideram arrojo. Ricciardo em recente entrevista disse isso. Max sempre assume o risco. Foi assim na Espanha e em Ímola esse ano. Foi assim em Silverstone, em Monza, em Interlagos e agora. Pode até ser o campeão dessa temporada. Mas mostrou que não está a altura do título. Culpa dele sim, e da sua equipe. Já basta a triste lembrança, para quem gosta do esporte, do que aconteceu em 1980 entre Jones e Piquet, Em 1989 e 1990 entre Prost e Senna. Em 1994 entre Hill e Schumacher. Veremos o destino reserva para esse final de semana.

  • Caso Verstappen fosse piloto da Ferrari estaria desempregado. Ou isso ou o espectro do Comendador iria puxar seu pé toda noite.
    Como foi dito até pelo “simpático” Marko : break test.
    É muito difícil dizer com todas as letras: mau caráter?
    Nem o Balestre protegia mais o Prost do que fazem com este guri hoje.
    Na MotoGP dão uma enquadrada geral para que não vire selva (basta ver o que foi feito na Moto3), já na F1 , pão e circo, só falta Nero pondo fogo em Roma.

  • Jornalisticamente faz sentido uma certa prudência. Meros espectadores como eu não precisam desse cuidado. Porém, julgamentos cuidadosos num momento desse também são permitidos, até para jornalistas. Se assim quiserem. Esportivamente, é difícil falar em justiças e injustiças. Resultados esportivos são o que são. Se Justos ou injustos não importa. A não ser quando regras são burladas ou usadas pra beneficiar alguém. Esse é o grande problema dessa temporada. A F1 já é naturalmente feita com um potencial enorme de desequilíbrio, afinal é uma competição sobre quem constrói o melhor carro e consegue vencer com ele na pista. Alguém acerta a mão e fica na vantagem. Legítima por sinal. A única coisa ué não pode ser feita para gerar equilíbrio é descumprir regras. Especialmente quando se refere a segurança. Opinando ou não, qualquer espectador atento sabe que o Verstappen é um piloto com um talento absolutamente extraclasse. E sabe também que ele é um piloto com uma condução absolutamente fora das regras da F1. A própria F1 sabe disso. Ou alguém acha que os comissários não têm consciência disso? Mas a narrativa se tornou maior que as regras. A disputa que está acontecendo, mercadologicamente, é um prato cheio para os gestores da categoria. A última corrida pode ser decidida por algum acaso como uma falha de equipamento. Daí fica tudo resolvido. Mas o conflito de narrativas já tomou conta da decisão. Com o descumprimento das regras a F1 conseguiu levar Verstappen e Hamilton empatados pra final. Se as regras fossem cumpridas o Hamilton estaria à frente.

  • Caro MAURICIO e GUS. Bottas ajudou Hamilton no campeonato de pilotos poucas vezes. 1) Volta mais rápida no Bahrein tirando o ponto de Verstappen. 2) Volta mais rápida em Portugal, vencendo Vertappen que até errou tentando tirar a volta de Bottas. 3) Vitória direta encima de Vertappen na Turquia com direito a hat trick. 4) Volta mais rápida no México tirando o ponto de Vertappen. 5) Vitória direta na sprint da Itália encima de Verstappen. 6) Vitória direta na sprint do Brasil encima de Verstappen com direito a “passão” na largada. Pouca coisa né? Mais um detalhe que passa imperceptível aos olhos de dois leigos como vocês, Bottas está ganhando o mundial de construtores para a Mercedes. A alegria quando o finlandês cruzou a linha de chegada à frente de Ocon, cortaram para o chefe que estava com os olhos brilhando aplaudindo seu piloto e com um engenheiro atrás dando socos no ar como se fosse um gol. Mercedes feliz da vida. E o mais legal de tudo é quando esse leigos criticam Bottas justamente em uma corrida em que ele soma mais um pódio, perdendo apenas para os dois gênios da atualidade. Digito aqui no blog uma frase que já está virando bordão. “Como o sucesso de Bottas faz mal às pessoas”.
    OBS: E podem morder o dedo porque em Abu Dabi vem mais um recorde igualando ao fantástico Rubinho como o piloto não campeão com mais taças na F1. Viva o Vartão.

  • É o menino Veratappen… e duas atitudes contornam seu caráter.
    Os meios qualificam os fins! Nunca será o fim que justifica os meios…. mas essa é a postura do menino Verstappen que ninguém crava e que pouco a pouco vai moldando o exemplo da próxima geração…

  • Ah, como fantasiar é bom, Flavio…

    “Sei que muita gente aqui queria que eu cravasse uma opinião menos, digamos, ponderada…”. Eu era um desses, mas compreendo perfeitamente a sua ponderação.

    Binarismos à parte, vale ressaltar que, mesmo “sem querer” (admitamos o ‘in dubio pro reo’), o “atirador” poderia ter se sagrado campeão com aquele “tiro” (no caso de um eventual abandono por parte do “alvo”). E aí?! Aí, teria se tornado um verdadeiro campeão… Um campeão bem fdp, é verdade, mas sem querer sê-lo, é claro…

    O conceito de “espalhar” vem sendo revisto ao longo deste ano… Alguns têm dito que o sniper “espalhou” em determinadas disputas (Jeddah e Interlagos, por exemplo)… Não há a menor dúvida quanto a isso! Espalhou e continua espalhando muita sujeira sempre que se vê ameaçado de perder a posição para o seu maior adversário!

    Entre reavaliar o conceito e renomear o sujeito, fico — jocosamente — com esta última…

    Salve, Max Vies Tappen!

  • Se fosse para eu escrever essa resenha, não mudaria uma vírgula do que você escreveu. Também acho Max um dos maiores talentos da história (talvez o maior, o tempo dirá), mas ele tem uma personalidade bem pouco cativante para o meu gosto. Dá muito a impressão de ser um garoto mimado, que detesta ser contrariado. Também acho que ele opera no limite máximo da ética de pilotagem.

    Mas isso tudo é só minha opinião. Torço é para que o campeonato termine no domingo sem nenhuma polêmica. E que o melhor, ou mesmo o menos azarado, leve a taça com justiça.

  • Voltamos aos tempos de Prost e Senna, no tempo da batida proposital que na tática do Verstappen foi sem querer querendo.
    Lewis escapa da batida proposital disfarçada do Verstappen e fica com o Octa visível a olho nu dentro da pista com sua vitória. O Lewis vai ter que ter cuidado numa disputa acirrada com Verstappen que pode provocar o abandono dos dois para ser Campeão em vitórias, com uma a mais que tem sobre o Lewis no critério de desempate.
    Verstappen agora vai ter que mover o Everest para ser Campeão em Abu Dhabi, ou então saltar de um avião sem paraquedas, se ele chegar lá embaixo vivo vai ser o novo Campeão do Mundo, ele fica agora numa Missão Impossível.
    Gostamos: Do terceiro lugar do Bottas que arrancou do Ocon na linha de chegada.
    Não Gostamos: Do complicado circuito da Arábia Saudita que só valeu o dinheiro gordo dos árabes aos cartolas da FIA para realizar o GP lá, de resto não valeu de nada.

  • O Max Verstappen é um fenomemo porem tem que repensar o seu jeito de guiar,ele nao aceita perder ou ser ultrapassado e no esporte ten que saber perder assim como tem que saber ganhar,quando ele melhorar nese quesito vai ser imbativel,por enquanto o Hamilton ainda esta un degrau por cima dele e vai ser campeao acredito.

  • Boa noite Flávio,

    O que me deixa intrigado é o silencio da Honda diante das artimanhas de Verstappen. No esporte, os japoneses são conservadores e tendem a não gostar de jogo sujo.
    Sobre Max, é um piloto muito melhor que o pai, porém, tem a cabeça do pai. Não acho que ele seja o melhor piloto de sua geração, pois não evoluiu, ainda está no kart. É visível que tem um carro muito inferior e que Yas Marina não é Jeddah, se Hamilton largar na frente, o campeonato vai para o saco. Jeddah deu certo, por ser circuito de rua e por vários acidentes. Senão for campeão este ano, talvez será um Alonso com menos títulos. E se tentar mudar de equipe, com este temperamento, não dará certo. Esse tipo de piloto não cabe mais na F-1. Até Alonso mudou !

  • Ah, como fantasiar é bom, Flavio…

    “Sei que muita gente aqui queria que eu cravasse uma opinião menos, digamos, ponderada…”. Eu era um desses, mas compreendo perfeitamente a sua ponderação.

    Binarismos à parte, vale ressaltar que, mesmo “sem querer” (admitamos o ‘in dubio pro reo’), o “atirador” poderia ter se sagrado campeão com aquele “tiro” (no caso de um eventual abandono por parte do “alvo”). E aí?! Aí, teria se tornado um verdadeiro campeão… Um campeão bem filadaputa, é verdade, mas sem querer sê-lo, é claro…

    O conceito de “espalhar” vem sendo revisto ao longo deste ano… Alguns têm dito que o sniper “espalhou” em determinadas disputas (Jeddah e Interlagos, por exemplo)… Não há a menor dúvida quanto a isso! Espalhou e continua espalhando muita sujeira sempre que se vê ameaçado de perder a posição para o seu maior adversário!

    Entre reavaliar o conceito e renomear o sujeito, fico — jocosamente — com esta última…

    Salve, Max Vies Tappen!

  • Eu tenho a curiosidade de saber desse pessoal que afirma que o Max é sujo na pista, de qual a opnião sobre o Senna enfiando seu carro na Ferrari do Prost em 1990? Detalhe, o Senna não parou de acelerar quando bateu.

  • Flavio, boa tarde.

    Fico imaginando a “cara de tacho” do diretor da globo que bateu o martelo na não renovação do contrato com a F1 nesse ano. Que temporada incrível, como a muito não acontecia. Acho que a mais emocionante (e por que tinha um brasileiro, não pela disputa acirrada, que não houve como esse ano) foi em 2008…

    Eu estava assistindo ao GP Brasil e imaginando como teria sido com o Galvão narrando. Sim, ele exagera e tals, tem hora que torra a paciência, mas ele merecia narrar aquela vitória épica do Hamilton…

  • O Max é um piloto incrivel, mas sujo. Sempre foi, com as mudancas de direção no inicio da carreira na F1. Nessas divididas com o Hamilton, tem havido o dolo. A primeira relargada, por exemplo… ali por fora, ele nao faria aquela curva mesmo que tivesse espaço, foi por fora da pista como se nada tivesse acontecido.
    O break-test foi de menos.
    Nao da pra falar que alguem que tem mais de 100 corridas é moleque ou imaturo. O cara sabe o que esta fazendo. O problema ali é a indole.

  • MAX JOGA DURO ? Joga. Não é santo. Mas Hamilton também chora muito, e em muitos momento se faz de vítima, tentar criar um ar midiático em torno de sí, um herói. Eu não acredito em heróis. Não dá pra ser fã de nenhum dos dois.

  • O mundo tem mesmo a tendência de rotular as pessoas.
    Uma vez fiz um treinamento em que me foi dito que o nosso cérebro é desenhado para isso, que ele automaticamente categoriza e rotula tudo no mundo por semelhança, e que para evitar essa “programação” e ver o todo, é necessário um certo esforço.
    Não sei se de fato é isso, só sei que o mundo, em especial nas redes sociais, é dominado por rótulos. Triste.

  • A regra de não poder mudar de lado na pista ao ser ultrapassado foi criada por causa do Verstappen que chacoalhava para tudo que é lado ao ser ameaçado.
    Vão precisar criar alguma regra para “dar migué” de não conseguir fazer a curva e empurrar o oponente para fora da pista.

  • E o Bottas? Se não tivesse ficado tanto tempo atrás do Riccardo e do Ocon poderia ter chegado a menos de 10s do Verstappen, que cairia para terceiro com a punição. Se Hamilton perder o título, esta atuação mediana do Bottas saiu caro para a Mercedes.

  • Claro que Max break-testou Luiz, até Marko concordou hoje. Coisa de piloto FDP, break-test mata. Nenhum piloto, exceto Pérez, sente-se seguro ao tentar passar Max, que não pensa duas vezes em jogar o carro pra cima. Max é um piloto espetacular com falhas graves de caráter. Não merece ser campeão. Ainda.

  • Flavio, entendo que você está coberto de razão em suas considerações. Todos os adjetivos aplicados ao Max batem com a realidade, mas falta um detalhe: o mau caráter real é o piloto fracassado por trás dele, também conhecido como doutor Marko…

  • “De outro, um portento com sete títulos nas costas, recordista de tudo, no auge da sabedoria, da experiência, da sensatez e, sobretudo, da pilotagem.”
    Isso me remete a outra frase sua, anotada após o GP do Bahrein: “chegamos à conclusão que Hamilton armou uma arapuca para Verstappinho”.
    Estou inclinado a crer que o Hamilton conseguirá induzir o Verstappen a erro. De novo: na Inglaterra, mostrou que não afina; na Itália, constatou que o mais novo se abala, sim; na Árabia Saudita, pressionou a presa. Agora, é só executar o golpe final.

  • Sim, Brake-testou. A notícia esta no Grandepremio, e até o caolho admitiu e pediu desculpas…Portanto, o MAuX caráter foi um FDP sim, e não foi a primeira vez. Lamentável que a FIA esteja sendo benevolente pra levar a disputa pro final. corremos o risco desse FDP provocar uma batida para levar o título. Espero que não.

  • Max Verstappen não joga limpo. Não é agressivo. É desonesto. Na próxima corrida, numa disputa com o Hamilton, se ele perceber que perderá a posição na pista e o campeonato, irá provocar uma batida para tirar os dois da prova, já que leva vantagem no critério de desempate. Caso aja assim, estragará o desfecho de um campeonato maravilhoso.

  • Eu acho que é até normal Max tomar algumas atitudes extremamente questionáveis. Afinal, é um “moleque” ainda. Mas entendo que ele está abusando e que deveria ter sido desclassificado.
    Acho que tem que tomar uma dura boa para parar com isso. Ele se joga, sabendo que não vai conseguir fazer a curva e seja lá o que deus quiser. Mas que eu me lembre, ele vem fazendo isso apenas nas disputas com Hamilton e desde que assumiu a liderança..Se batermos, foda-se.
    E se baterem, vai ser campeão por uma corrida que não existiu….. Se for campeão dentro da pista, para mim, esse titulo está manchado como os dois primeiros do Schumacher. Mas é um dos maiores talentos que vi em meus 48 anos de F1. É um piloto fantástico, mas…..

  • Será uma corrida daquelas! Queria ver Max como vencedor esse ano apesar dele ser uma pessoa “menor” que o Hamilton, mas como piloto ele se mostrou quase milagroso nessa temporada, lutando contra uma Mercedes que claramente foi melhor em 2/3 do campeonato. Se Hamilton ganhar, novamente 1/3 do título vai para o Bottas, já que na Hungria ele garfou vários pontos do holandês – rsrsrsrs

  • O “Moleke” é talentoso, mas só talento não basta, é preciso ser “gente” discordo do Flavio quando diz que é um piloto duro, acho que é um mal caráter típico, que não aceita em hipótese alguma a derrota, presenciamos esse ano todo o Hamilton “tirando o pé” para não bater. Em resumo, o mundo precisa evoluir, a convivência com esses sujeitos está se tornando insurpotável.

  • No RESTA UM dessa temporada, esperamos que restem todos, mas, com um campeão. Pois pelo andar da carruagem, essa turma criada em com leite Ninho e Danoninho não aguentariam uma disputa do nível de Arnoux X Villeneuve como foi em Dijon. Ambos virariam presunto.
    Max cresceu numa F1 que não mata, aliás acho que todos, mas falo dele por estar na disputa. Essa porra de F1 já matou muita gente, e a depender do tipo de atitude e local da pista, pode vir a matar ainda.
    Como estamos indo para o duelo final, vale a pena, pelo menos uma nota diária do CEO da página rs até a bandeira quadriculada.

  • Não se pode ser binário – eu pelo menos não espero isso das pessoas – para analisar o que o Verstappen fez e dizer que ele é mau-caráter. O Berger escreveu em seu livro que Senna tinha um espírito de matador comum aos campeões, esse ímpeto que fica entre a malícia e a perversão, e Schumacher (que reunia a equipe toda ao seu redor), Alonso (Hungria 2007), Piquet (que infernizou Mansell), Jones (que jogou seu carro no de Piquet), o próprio Hamilton com Rosberg, e muitos outros tinham.
    Não dá para ser campeão sendo um bonachão dentro da pista, e ainda menos fora.
    Quanto ao “matei, mas não tinha a intenção”, há bandido que diz “eu só disparei a arma, ele morreu porque Deus quis. Sou um instrumento do Senhor e tudo que acontece é Sua vontade. Maktub, era para ser”.

  • Max é um grande piloto e sem ele a fórmula 1 perderia muito. Mas e sempre tem um mas, desde de interlargos ele ta arriscando propositadamente para o choque e suas largadas, jogando Haminton para fora é sim premeditada e quer saber? Tá demais.

  • Belo texto! No formato e no conteúdo, já que para ser belo ambos precisam caminhar juntos. Só falta, agora, ser acusado de isentão. Logo você que já enfrentou cada encrenca por ter opinião….

    Abraço

  • Flávio,

    Segundo o Livio Oricchio, quando um piloto precisa ceder a posição, só pode tentar retomá-la 2 curvas depois – isso está no regulamento. Nesse caso, Max estaria infringindo o regulamento ao ceder a posição pro Hamilton no meio da reta, onde poderia retomar facilmente. Então a punição poderia vir daí também.

  • Max é um escroto, fdp e fez de propósito. Um babaca igual ao pai e a seus chefes na Red Bull. O fato de que guia muito não muda nada disso aí. Espero que não seja campeão, para o bem do esporte. Tem bastante piloto jovem na F1 que pode ocupar essa posição de novo campeão melhor que esse cara. Pra mim estraga a F1.

  • Prezado F&G : o Piloto Max, tem uma tremenda vontade de vencer e ganhar esse título, pois cabe a ele derrotar o melhor piloto do momento que é Lewis Hamilton, o detalhe foi a fantástica reação da equipe Mercedes-Benz e Lewis, que com muita paciência e sabedoria conseguiu escapar de um contato com o adversário Max. Lewis impôs ao seu adversário um real sinal de reação e de força mental indestrutível empatando com os pontos conquistados por MAX . Lewis teve mais competência e habilidade ao passo que Max tem uma gana, tem um tesão e muitos méritos, sim pode derrotar Lewis, é uma questão de sorte e também pode fazer a pole no Sábado . Todos nos torcemos para uma boa disputa .É lógico que os dois competidores vão receber um doce recado da FIA ( Meninos tomem Juízo ). Mas o imponderável sempre aparece, e existe a real possibilidade de um encontro logo na primeira curva , não existe o bom senso, sim haverá o toque e MAX será o campeão ele não se importa o que a imprensa especializada vai fazer de crítica , ou qualquer futura punição da FIA. MAX quer o título a qualquer custo . Em 2022 MAX terá o grid com adversários , os quais vão ser o grande destaque Lando Norris, Charles L. e G. Russel . Os três talentosos pilotos vão entrar em uma verdadeira guerra com MAX. Próximo domingo será eletrizante e com muita emoção.