JEDDAH ON FIRE (5)

Max: vitória cerebral em Jedá

SÃO PAULO (palpite certeiro) – Max Verstappen venceu com enorme categoria o GP da Arábia Saudita em Jedá. Deixou para atacar o líder Charles Leclerc nas últimas voltas da corrida e o fez com maestria e precisão. Levou a Red Bull à primeira vitória no ano. Foi a 21ª da carreira do piloto holandês, atual campeão do mundo. Carlos Sainz, com a outra Ferrari, ficou em terceiro. O time italiano, em duas corridas, já levou quatro taças para a sede em Maranello. Lidera o Mundial com 78 pontos, contra 38 da Mercedes, a segunda (e apagada) colocada. O pole Sergio Pérez terminou em quarto, depois de liderar a primeira parte da prova. Deu azar no pit stop, feito uma volta antes da única entrada do safety-car. Perdeu a ponta e apagou.

Leclerc, com a segunda colocação, foi a 45 pontos na classificação. Saiz tem 33 e é o vice-líder. Verstappen tem 25 e é seguido por Russell, com 22, e Hamilton, com 16. Os dois pilotos da Mercedes terminaram a prova, respectivamente, em quinto e décimo.

Tsunoda nem largou: quebra da AlphaTauri

O primeiro drama da noite saudita aconteceu já quando os carros saíam dos boxes para alinhar. Yuki Tsunoda teve um problema no motor, avisou pelo rádio e recebeu a resposta: “Acabou, meu querido. Pode sair do carro e vem ver a corrida com a gente aqui na garagem”. O japonês já não tinha feito a classificação ontem. No Bahrein, o carro de Gasly pegou fogo. E os dois pilotos da Red Bull abandonaram com problemas de alimentação de combustível. Se alguém quiser colocar em dúvida a gestão dos motores dos dois times após a saída oficial da Honda, fique à vontade.

Depois de cogitar largar dos boxes, Hamilton decidiu começar a corrida de sua posição original, o 15º no grid, confiando que, com o carro mais pesado, tanque cheio, conseguiria fazer alguma coisa. Optou por largar com pneus duros, assim como Magnussen e Hülkenberg. Os demais, com médios.

Pérez saltou bem na largada, sustentando a ponta. Verstappen conseguiu passar Sainz ainda na primeira volta para se colocar em terceiro, com Leclerc em segundo. No fundão, onde criança chora e a mãe não escuta, Hamilton ganhou uma posição e pulou para 14º. Foi um início de prova dos mais civilizados, sem incidentes.

Já na quarta volta Lewis começou a reclamar da falta de aderência dos seus pneus. Se o carro já era indomável com macios na classificação, pode-se imaginar a dificuldade para se manter minimamente equilibrado com os duros. A Mercedes assumira um erro na configuração do #44 para a classificação. Tentou algo diferente também na escolha de pneus. Não acertou em nada.

Alpine x Alpine: briga perigosa

Um duelo pouco agradável aos olhos da Alpine marcou as primeiras voltas da corrida. Ocon, em sexto, deu algumas trancadas em Alonso, o sétimo, para desespero da chefia do time francês. O espanhol finalmente passou na sétima volta. Na seguinte, Esteban deu o troco, mas devolveu a posição logo depois porque passara por fora dos limites da pista. Nos boxes, os mecânicos da Alpine coçavam a cabeça, preocupados. Bottas e Magnussen chegaram para a festa e colaram nos dois carros rosa.

Lá na frente, Pérez abria uma distância segura de mais de 2s para cima de Leclerc, que por sua vez tinha mais de 4s sobre Verstappen. Sainz vinha 7s atrás. Hamilton, remando em águas turvas, era o 12º e tentava escalar o pelotão para, pelo menos, entrar nos pontos. Aos poucos, ia conseguindo. Na 12ª volta, passou Norris e foi para 11º.

Alonso e Ocon seguiam trocando tinta perigosamente. Até que na 14ª volta alguém entrou no rádio do francês e pediu para ele maneirar. Foi o tempo de o piloto bufar e dizer “merde” e perder a posição para Bottas, que pulou para sétimo.

Hamilton entrou nos pontos ao passar Gasly na volta 15. E começaram os pit stops do pessoal que lutava na ponta. Pérez foi o primeiro a parar e colocou pneus duros, chamado às pressas pela Red Bull porque, pelo rádio, a Ferrari blefou ao convocar Leclerc para a parada — e ele não parou. O mexicano mal saiu dos boxes e Latifi bateu. O safety-car virtual foi acionado e quem não tinha parado correu para os boxes. Poucos segundos depois, o safety-car de verdade foi para a pista, claro. Quem se deu mal? O pobre Checo, que convocou seus mariachis internos para choramingar o azar desgraçado de ter parado uma volta antes da batida do canadense da Williams.

Batida de Latifi: azar do mexicano que largou na pole

Leclerc assumiu a ponta, com Verstappen em segundo e Checo em terceiro. Sainz, Russell, Magnussen e Hamilton vinham logo depois. Kevin e Lewis não tinham trocado pneus. Os demais, sim. Carlos, o espanhol da Ferrari, reclamou que Pérez o havia passado, na saída dos boxes, após a linha do safety-car

A prova até que não demorou para ser retomada. No fim da volta 20, o Mercedão vermelho apagou o giroflex, recolheu para os boxes e o reinício foi autorizado. Leclerc, na ponta, puxou o freio de mão para relargar do jeito que achasse melhor. Quase parou no grid, deixando Verstappen irritado. O monegasco, na dele, partiu bem quando a bandeira verde foi mostrada e se segurou na frente. Pérez devolveu o terceiro lugar a Sainz, orientado pela Red Bull, e a vida seguiu em seu ritmo normal. O mexicano murchou e se encostou em quarto.

A diversão nas primeiras voltas pós-safety-car ficou por conta de Magnussen e Hamilton. Na volta 24, o inglês passou o dinamarquês. Alguns metros à frente, o dinamarquês passou o inglês. Na 25, o inglês passou o dinamarquês. E assim foi, com asa móvel aqui, asa móvel ali, e quem diria que veríamos, ainda neste século, um carro da Mercedes batendo roda com um da Haas… E sofrendo. Mas Lewis, por fim, ganhou a sexta posição. E, depois, disse pelo rádio que seus pneus estavam… OK! Lewis, o reclamador oficial da borracha na F-1, elogiou seus pneus!

Pérez bem no começo, azar no pit stop: terminou em quarto

Pudera. Se trocasse naquela hora, o pit stop significaria a perda de sete ou oito posições. Sua esperança era um novo safety-car. Mas uma hora os pneus teriam de ser substituídos. Magnussen, que como ele largou de pneus duros, foi perdendo rendimento e na volta 35 perdeu o sétimo lugar para Alonso, que já tinha trocado os seus. Pena que, na volta seguinte, Fernandinho quebrou. Seu motor abriu o bico. Logo depois, quebrou Ricciardo. Expectativa no autódromo: se um dos dois não chegasse nos boxes, o safety-car poderia ser acionado de novo. E isso aconteceu com o #3 da McLaren, que parou na entrada no pitlane. Alonso, da mesma forma, não alcançou seu destino. Bottas também abandonou, mas já estava na porta da garagem da Alfa Romeo.

O safety-car virtual foi acionado, mas a entrada dos boxes foi fechada e Hamilton não pôde entrar. Magnussen, pouco antes, conseguiu trocar seus pneus e caiu para 12º. Lewis se estrepou. Não podia trocar seus pneus enquanto o portão dos boxes não fosse destrancado. “Cadê o porteiro, cacete!”, gritava.

Lewis só pôde parar quando o período de safety-car virtual terminou. Colocou pneus médios e voltou em 11º, atrás de Magnussen. Na real, não era um protagonista dessa corrida. Pode até ter tentado. Mas o carro não ajudou.

Max persegue Leclerc: duelo nas voltas finais

Corte da câmera para a ponta de novo. Na volta 42, tínhamos finalmente uma corrida. Verstappen, orientado algumas voltas antes a atacar Leclerc apenas no fim, atacou. Partiu para cima da Ferrari #16 com apetite e asa aberta. Passou. Na reta seguinte, abrindo a volta 43, foi Charlinho quem abriu a asa e retomou a ponta. O duelo se desenhava muito parecido com o do Bahrein. Mas com dois pilotos que, agora, sabiam que não poderiam oferecer a asa móvel ao outro na reta dos boxes. Na volta 44, ambos meteram o pé no freio para ficar atrás na linha de abertura do DRS, evitando, assim, se tornarem presas fáceis na reta seguinte. Fritaram pneus. Leclerc conseguiu se manter na frente.

“Calma, Max, calma”, cantarolava o engenheiro de Verstappen no ritmo de “Betty frígida”. Na volta 46, o holandês rascunhou a ultrapassagem. Fez uma volta redondinha e preparou o bote para a volta seguinte. Conseguiu passar atrás na última linha de DRS com o carro equilibrado e tracionando direitinho, embutiu em Leclerc, abriu a asa, passou e foi embora.

Pero no mucho. Leclerc ainda tinha duas voltas para tentar dar o troco. Até se aproximou e ensaiou uma nova manobra. Mas não conseguiu. Max, com a frieza que lhe é peculiar, prendeu a respiração e foi. Ficou na frente. Não se apavorou com o carro vermelho no retrovisor. E conquistou uma vitória cerebral e impecável. Recebeu a quadriculada 0s549 à frente do monegasco.

Bandeirada para Verstappen e Leclerc: decisão nas últimas voltas

Verstappen, Leclerc e Sainz fizeram o pódio. Pérez, Russell, Ocon, Norris, Gasly, Magnussen e Hamilton fecharam os dez primeiros. Lewis, ao receber a bandeirada, foi informado da posição em que chegou. “Isso aí dá algum ponto?”, perguntou a Bono, seu eterno engenheiro. Dá sim, um. Unzinho. O inglês ainda conseguiu salvar alguma coisa do péssimo fim de semana em Jedá. Mas pouco, muito pouco para a equipe que tem e o piloto que é.

Max fez seus primeiros 25 pontos no ano, já que tinha zerado no Bahrein. “Comecei meu campeonato”, disse. Depois, elogiou o duelo com Leclerc, recebendo os cumprimentos de volta. Os dois se abraçaram e mostraram que, por enquanto, não há animosidade alguma na rivalidade, bem diferente do ano passado quando os embates do holandês se davam com Hamilton. “Temos respeito um pelo outro”, falou Charlinho.

O cumprimento dos protagonistas: sem hostilidades

A próxima etapa acontece daqui a duas semanas na Austrália. Até lá, a Mercedes tem muita coisa para resolver. Ferrari e Red Bull, por sua vez, terão dias mais tranquilos. E às 19h estaremos no YouTube para falar de tudo isso!

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Plinio
Plinio
1 mês atrás

No Grande prêmio há um texto excelente da Evelyn Guimarães sobre a diferença da disputa Leclerc x Verstappen em relação ao que vimos entre Hamilton x Verstappen. Achei o texto preciso e, para mim, mostra como Verstppen sabia, talvez pelo contexto, que podia e até seria endossado se fosse para uma espécie de tudo ou nada com Hamilton. Leclerc mostrou nessas duas provas um equilíbrio emocional até surpreendente e Verstappen uma maturidade que nunca teve em disputas roda a roda. Ocorre, que vejo uma espécie de “salvo conduto” dado a Verstappen contra Hamilton que dificilmente seria tolerado contra um jovem como Leclerc. Ou que poderia resultar numa carnificina pelo ímpeto de Leclerc que agora tem um carro realmente competitivo e não tem a vivência de 7 títulos mundiais que Hamilton possui. Tenho a impressão que Verstappen sabe que não desfruta mais do apreço dado àqueles que estão prestes a destronar um dos grandes. Fiquei com essa impressão ano passado e esse início de temporada endossa essa percepção. Pode ser que o restante da temporada dilua completamente essa sensação, mas chama a atenção.

Rafael
Rafael
1 mês atrás

Pergunta: não seria o caso do Hamilton aproveitar pra trocar seus componentes, tomar uma punição de 300 posições, porém ter motor extra pra usar durante o ano?

Gabriel
Gabriel
Reply to  Rafael
1 mês atrás

penso que não teria nenhuma lógica… boa parte dos componentes do motor têm um limite de três por temporada… até agora teve duas etapas… mesmo supondo – vá lá – que na quarta etapa ele tivesse usado 4 diferentes e pagasse uma punição, ia ganhar o que com isso? Ficar quase 100 pontos atrás do Verstappen e do Leclerc na classificação do campeonato antes do circo voltar pra Europa? O problema dele é que o carro é ruim mesmo.

Paulo E T Vasconcellos
Paulo E T Vasconcellos
1 mês atrás
Mauricio Rocha
Mauricio Rocha
1 mês atrás

Pelo jeito não vai dar para a Mercedes fazer muito este ano. Eu até pensei que haveria uma recuperação, mas eu acho que já era. Seria muito legal ver três equipes batendo roda na ponta, mas mais uma vez serão só duas mesmo.

Mauricio Rocha
Mauricio Rocha
1 mês atrás

Impressão minha ou na hora que o Leclerc ia dar o bote surgiu a bandeira amarela?

Felipe
Felipe
Reply to  Mauricio Rocha
1 mês atrás

Também percebi… e lembrei do Masi na hora.

RobertoJP
RobertoJP
1 mês atrás

E depois de Hamilton, agora foi a vez de Perez enxergar, em vez do número 6, um enorme numeral 13 de um certo carro estampado no muro novamente, pelo menos naquela altura da corrida… mas, mesmo se Latifi não tivesse batido, penso que o mexicano talvez não teria como segurar (leia-se “não iriam deixar ele segurar”) o Max.

abs, RobertoJP

CHAGAS
CHAGAS
1 mês atrás

Na segunda corrida do ano e Verstappen já está choramingando no rádio??? “Noooooossa ele não respeitou as bandeiras amarelas”. Tudo isso é medo do Charlinho?

Felipe
Felipe
Reply to  CHAGAS
1 mês atrás

Já estava chorando um monte na primeira

Pacheco
Pacheco
1 mês atrás

Quando a F1 foi para a Band ficamos pensando em que momento iriam cagar na transmissão. Eis que chegou a hora. Divisão de tela, retirada do áudio, excesso de propaganda, etc. O próximo passo é interromper a corrida. Não vai demorar.

Bento
Bento
Reply to  Pacheco
1 mês atrás

O mais engraçado foi ver propaganda da Renaut no exato momento em que o motor do Alonso pifava…kkkk

Igor
Igor
Reply to  Pacheco
1 mês atrás

Já interromperam as entrevistas pós treino, porque demorou a terminar.

Márcio Kajima
Márcio Kajima
1 mês atrás

Sempre ótimos textos! Parabéns! Mas e o Gola Profonda? Fazem falta as informações dele!! Abçs!

FMFerreira
FMFerreira
1 mês atrás

Ferrari e Red Bull estão parecidas com a Red Bull e a Mercedes do ano passado, respectivamente, em termos de desempenho entre elas.

Me parece um bom início, já que havia a possibilidade de uma equipe disparar na frente das outras por conta das mudanças no regulamento. Tomara que continue assim até o fim e seria ainda melhor se alguma das demais equipes conseguisse andar mais próxima (o que, no momento, parece difícil até mesmo para a Mercedes).

Quanto à corrida, que falta de sorte do Checo. Ficou completamente fora da disputa, uma pena. De qualquer forma, assim como o Sainz, não deve disputar o campeonato. Vai ser Leclerc ou Max, salvo alguma queda de desempenho brusca ou falta de sorte desses dois.

Megas Alexandros
Megas Alexandros
1 mês atrás

Sei que o foco do texto foi a disputa pela liderança e também a odisseia Hamiltoniana. Mas vale lembrar que, além do Pérez ter “dado azar” na primeira entrada do Safety Car (ou não, pois vinha perdendo rendimento e o Leclerc vinha alcançando-o nas voltas anteriores), o Gasly também parou antes e, quanto todos se realinharam após o Safety car, perdeu bastante posições. Contudo, percebe-se que a Alpha Tauri caiu muito de rendimento em relação ao ano passado, e novamente o francês vai fazendo o que pode.

Sei que a maioria não se importa, mas como foi narrada a trajetória do 10° colocado, achei interessante também mencionar alguma coisa do 8° (fazendo um paralelo com o 4°, já que o mexicano também perdeu bastante com o 1° Safety Car).

Outro acréscimo: Fantástica corrida do Drugovich. Com uma equipe mediana, vem fazendo ótimas corridas, venceu de ponta a ponta com respeito, e lidera a Formula 2. Pensando em potencial, tem mais que o Massa e o Barrichello tinham nas categorias de base. É veloz e arrisca bem as ultrapassagens. Vamos ver a continudade da temporada e da carreira.

Rodrigo
Rodrigo
Reply to  Megas Alexandros
1 mês atrás

Drugovich ainda tem que se provar. Massa foi campeão da F3000, equivalente a atual F2, e quando correu com a lenda Michael Schumacher, não fez feio. Se ele tiver a oportunidade de correr na F1 um dia (o que eu acho bem difícil, já que ele não tem o apoio que o Massa tinha de um fabricante, e nem a grana do Banco do Brasil do Nasr), poderemos ver.

Megas Alexandros
Megas Alexandros
Reply to  Rodrigo
1 mês atrás

Sim, comparei a questão do talento demonstrado. Velocidade, saber ultrapassar sem afobação, saber defender posição. Até agora ele tem demonstrado isso muito bem, mais do que os dois que usei pra comparação em seu início.

Só uma correção no teu texto: Massa não foi campeão da Formula 3000, sequer a disputou. Ele foi campeão da Euro Formula 3000 em 2001, que era mais regionalizada (tanto que até o ano anterior era Formula 3000 italiana). Venceu 6 de 8 corridas, mas nenhum adversário que ele enfrentou é conhecido hoje. No mesmo ano, Justin Wilson vencia a F 3000 internacional, contra nomes que chegaram à F1, como Mark Webber, Sebastien Bourdais e Antonio Pizzonia.

Já Barrichello disputou a F 3000 internacional em 1992. Ficou em terceiro, atrás de Luca Badoer e Andrea Montermini. Não venceu nenhuma corrida, mas ao menos ficou à frente de David Coulthard e Olivier Panis (que foi campeão no ano seguinte).

Paulo Dantas Fonseca
Paulo Dantas Fonseca
1 mês atrás

Prezado F&G : Max teve uma vitória fantástica, ultrapassagem foi premeditada nos detalhes de preparação com uma volte de antecedência diminuindo os espaços nas curvas onde perdia tempo entrou com DRS e fez uma linda passagem, não dando a oportunidade exata de reação por parte de Leclerc que será efetivamente o grande adversário de MAX. O Piloto Carlos Sanz, também fez uma boa corrida , e desta vez o azarado foi Sérgio Péres, ao fazer o primeiro stint , Latiffe esparramou no muro com uma escapada de traseira no instinto ao corrigir estampou no murro e prejudicou a corrida de Pérez . O garoto George adaptou-se melhor ao carrinho de rolemã M-Benz , do que o tristonho Hamilton que foi premiado com décimo lugar . DESTAQUE foi dois duelos singulares o primeiro OCON dando um calor em “El Fodon ” , o segundo NICO abrindo asa pra cima de LEWIS H. , o milagreiro foi NORRIS com fracassado projeto da McLaren, fizeram a lição de casa Gasly e Magnussen . NÃO GOSTEI : LATIFE deve uma taco e uma cerveja para Sérgio Pérez , o motor da ALPINE , pifou e vendeu “El Fodon “que o fez praguejar com razão.

Rodrigo
Rodrigo
1 mês atrás

Eu até agora não entendi como o Verstappen tirou 2,7s na última volta do safety car virtual… Estava mais de 4s, quando deu bandeira verde estava colado no Leclerc…

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Rodrigo
1 mês atrás

As medições de velocidade máxima permitida em safety car virtual são feitas automaticamente pela FIA, provavelmente o Leclerc baixou demasiadamente a velocidade. Não houve irregularidade

João Perin
João Perin
Reply to  Rodrigo
1 mês atrás

Já havia reparado situação semelhante na fatídica corrida final do ano passado, com relação ao Hamilton. O Verstapen estava uns 5s do Hamilton, parou nos boxes por 17s. Quando liberou o Safety Car Virtual, ele estava a 17 segundos. Onde foram parar os 5s?!
Ou o Verstapen consegue gerenciar melhor a velocidade para manter o tempo regulamentado pelo Virtual Safety Car, ou a Red Bull tem algum esquema para burlar isso.

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  João Perin
1 mês atrás

Na Arábia o Vestappen foi mais eficiente do que o Leclerc… pode ter certeza que a lição foi aprendida. Qualquer violação da velocidade levaria a uma punição imediata pois isso é controlado pela FIA de forma on-line.

Irado
Irado
Reply to  Rodrigo
1 mês atrás

Realmente muito estranho, o Monegasco não é besta, algo o Holandês vigarista fez

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Irado
1 mês atrás

Não, dessa fez foi o Monegasco que não fez…

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Rodrigo
1 mês atrás

Complementando, em Safety Car Virtual não há controle via computador da velocidade do carro, o limite não pode ser excedido, mas isso (controle do carro) é por conta dos pilotos. Acho que é uma boa lição de casa para o Leclerc, é bom que ele saiba que a disputa é num alto patamar. Se o limite máximo de velocidade for excedido a FIA é notificada de forma on-line. Sendo assim… segue o jogo… ou melhor… a corrida. Nesse caso não existem “fantasmas”

Last edited 1 mês atrás by Ricardo Bigliazzi
Wellington
Wellington
1 mês atrás

Flávio,

Não que eu seja contra mas vale uma reflexão:

É tanta ajuda para os carros ultrapassarem, tais como energia, efeito solo, Drs que hoje eles estão escolhendo quando passar.

O Max ficou um bom tempo atrás da Ferrari mesmo podendo ultrapassar mas deixou pro final porque sabia que ia tomar o troco.

Aquela máxima de que chegar é uma coisa e passar é outra não vale mais…

Last edited 1 mês atrás by Wellington
Daniel
Daniel
1 mês atrás

Ainda acho que o problema da Mercedes é o Russel. Levou seu pé frio pra nova casa 😁

Manoel Cândido
Manoel Cândido
Reply to  Daniel
1 mês atrás

Concordo plenamente!!!!!!!!!

Puta muleke PÉ FRIO!!!!!!!!!!!!!!!

Gabriel
Gabriel
1 mês atrás

Foi uma boa corrida, apesar de bastante aquém dos GPs excepcionais que vimos na reta final da temporada passada. O novo regulamento tem funcionado para aquilo que se propôs, ou seja, deu uma embaralhada geral (pelo menos por agora). Espero que esse circuito seja definitivamanete banido, pelos motivos já tão repisados, cancelar Sóchi e correr na Arábia Saudita é hipócrita, por óbvio. E congratulações ao desempenho do Drugovich mais cedo, foi a grande notícia para o automobilismo latino-americano neste domingo, dado o desempenho decepcionante do Pérez (e não por culpa dele nem da equipe, mas do acaso).

Marcus
Marcus
1 mês atrás

O DRS acaba com a graça da ultrapassagem. O Mansell, quando esteve no Brasil e foi entrevistado pelo Tiago Maranhão, disse isso.

Celio Ferreira
Celio Ferreira
1 mês atrás

Bôa corrida , pista ruim, Red bull quase sem asa . Ferrari com um puta
motorzão, carros quebrando , Mercedes se arrastando ….A sim o Perez
sem sorte…Alonso brabo .. Ocon tinhoso..
PARA O ANO QUE VEM …FAZER OUTRA PISTA já que dinheiro LÁ
não é problema….

RICARDO BIGLIAZZI
RICARDO BIGLIAZZI
1 mês atrás

Esse ano de 2022 promete. Bem que a Haas podia arranjar um bom patrocínio… seria interessante vê-los nesse novo ciclo de 3 anos a crescer nessa boa base.

De resto o “bicho vai pegar”, RedBull, Ferrari e Mercedes irão nos proporcionar muitas emoções nesse Bicampeonato do Max.

André
André
1 mês atrás

O apagão que o Lewis Hamilton deu após a temporada passada, acho que cobrou o seu preço. Ele deveria ter ido para a fábrica e sentar no simulador 24 horas, dormindo por lá, como fazia o Schumacher, nos tempos de Ferrari.

Bruno Bertolo
Bruno Bertolo
Reply to  André
1 mês atrás

Comparação indevida. Na época de Schumacher na Ferrari, os testes e os orçamentos eram ilimitados. A Scuderia testava a hora que quisesse, especialmente por ter Mugello e Fiorano.

Os simuladores são ótimos instrumentos, mas note, por exemplo, que não previram os quiques dos carros. De nada adiantaria Hamilton ficar horas no simulador antes da 1ª etapa, a qual possibilitará ajustes no carro e na equiparação com o simulador.

J. Martins
J. Martins
1 mês atrás

Gostei bastante drste GP, bem disputado, muito emotivo, grande pilotagem dos dois da frente. Tudo excelente.
No entanto está temporada está a comprovar o que muita gente já dizia: carro vale 90% e o piloto 10%.
Veja-se por onde anda Hamilton quando o carro não é tão bom assim, vai para o meio do pelotão. E vale dizer que não é a primeira vez na história que acontece, já tinha acontecido com Michael Schumacher. Grandíssimos pilotos, Schumacher e Hamilton, mas com máquinas incomparáveis à concorrência. No caso do Hamilton um pouco pior porque até para o piloto da mesma equipa chegou a perder.

A era dos pilotos valerem tanto ou mais que as máquinas ficou lá atrás, na década de 90, tempos que não voltam mais. Agora é (quase) tudo questão de tecnologia e dinheiro, e cada vez menos factor humano.

Mesmo assim, com máquinas com potencial idêntico, acabou por ganhar o melhor piloto, mas espero que a Ferrari dispute os 2 títulos mundiais (equipa e piloto) até ao limite!

Abraço Flávinho.

Markonikov
Markonikov
Reply to  J. Martins
1 mês atrás

Amiguinho, quando o Schumacher voltou, se ganhou, durante dois anos, uma vez do Rosberguinho foi muito … tem dó … a Mercedes que deu sorte de achar a fórmula do motor e aerodinâmica de 2014 a 2020 … mas em gestão de corridas e estratégias são terríveis … hoje tiveram a pachorra de chamar o hamilton depois que ele tinha passado a entrada … os caras estão dormindo, não é possível …

Edson
Edson
Reply to  Markonikov
1 mês atrás

O curioso caso da equipe que ganhou OITO campeonatos de construtores seguidos por SORTE

J. Martins
J. Martins
Reply to  Edson
1 mês atrás

Ninguém falou em sorte, o que está escrito é que os carros superiores levam imensa vantagem, reduzindo o factor humano. Algo que se tem acentuando nos últimos anos.

É uma questão de juntar letras, e no entanto…

Matheus
Matheus
1 mês atrás

Que cena patética os meninos estacionando os carros antes da linha do câncer que é o DRS.

Carlos Pereira
Carlos Pereira
1 mês atrás

Bela corrida, em uma pista pavorosa. Muros muito perto, curvas cegas … precisam rever essa corrida pro ano que vem. Red Bull e Ferrari provando que não foi fogo de palha nos treinos da pré temporada … ainda bem. Hamilton parece que só consegue andar bem com carro excelente. Russell devagar, brincando brincando, mostra que é bom em qualquer carro. O campeonato promete.

Klaus
Klaus
1 mês atrás

Uma coisa que me chamou atenção nas duas provas até agora é o quanto (por hora) as disputas entre Max e Charles são muito mais limpas que com o Hamilton envolvido. A temporada está bem legal até o momento.

RICARDO BIGLIAZZI
RICARDO BIGLIAZZI
Reply to  Klaus
1 mês atrás

Não dá para prever nada, mas talvez não tenhamos pancas de 50Gs nessa temporada.

Markonikov
Markonikov
Reply to  Klaus
1 mês atrás

É que com o Hamilton, o genro do motorista do saco de bosta tinha carta branca da FIA para por para fora … agora, contra a Ferrari, o buraco é mais embaixo …

Felipe
Felipe
Reply to  Klaus
1 mês atrás

É que no final do campeonato passado, max tinha a vantagem de pontos e de 1 vitória a mais, então se tirasse o Hamilton de algum corrida, seria automaticamente campeão. Por isso jogou sujo buscando o contato mesmo.