PILOTA COM A
SÃO PAULO (gostamos) – Recebi o press-release e o vídeo da Mitsubishi, repasso.
Repasso porque acho importante qualquer ação inclusiva de mulheres no automobilismo. Que passa, sim, pelo dicionário. Abaixo, o resultado da campanha:
Após ação promovida pela marca que começou no Dia Internacional da Mulher, o dicionário Michaelis acrescentou novos significados à palavra “pilota”. O termo agora também passa a se referir como “aquela que conduz um veículo em provas e competições automobilísticas”, “aquela que dirige aeronave ou embarcação” e “aquela que está no comando e exerce a direção de algo”.
A palavra “pilota”, como feminino de “piloto”, não aparece na maior parte dos dicionários de português. Vai começar a aparecer. E, aqui, adotaremos em definitivo.
Neste ponto o inglês é mais simples : lady driver!
Em todo caso pergunta para a Michèle Mouton como ela gostaria de ser chamada!
Pena que a Graziela Fernandes (que eu tive a honra de conhecer pessoalmente) não esteja mais entre nós!
E para quem gosta do assunto um bom livro:
https://www.amazon.com.br/Fast-Ladies-female-drivers-English-ebook/dp/B074PYGFD3.
Quem se dói com isso tá passando recibo
E que apareçam mais pilotas!
Isso tem explicação e é muito fácil, Flávio.
Por que se tem tanta ojeriza ao futebol feminino? Porque ele é jogado por MULHERES, oras bolas.
O mesmo vale para PILOTAS.
Mas e no caso de termos derivados, como luz piloto ou lâmpada piloto, como é que vai ficar?
Vai ser pilote
Não vejo porque mudar, a luz piloto nada tem a ver com a profissão piloto.
Seria um grande passo, após a criação da palavra em pauta, se a FIA disponibilizasse por norma no regulamento, 10% das vagas para as pilotas nas categorias, começando pela F-1 devido à sua maior visibilidade.
Aos que se sentem tão inconformados (por que será?) com um mero termo gramaticalmente lógico, vão reclamar com os merdinhas dos portugueses, que inventaram (e impuseram aqui e em outros cantos do globo) um idioma que classifica até objetos por gênero. O Mandarim existe há milênios e nunca teve isso.
Já a ação da Mitsubishi poderia até me parecer fofa se não viesse de uma montadora que (como várias outras) apoiou o fascismo japonês que praticou inúmeras atrocidades contra as mulheres coreanas e chinesas na 1ª metade do século XX. E bancar meninas nas categorias de base ninguém quer, né?
A dor de quem não aguenta que a mulher tenha uma palavra só dela, de uma forma que isso fere a própria masculinidade do estulto, é latente.
Vomita regra lingüística pra todo lado, mas é tóxico pra companheira e mulheres ao redor.
‘PILOTA’ é a evolução da língua! Que venham outras e novas!
Se a pilota, adota o jornalisto. Fim de papo.
No seu casso, burro serve.
Enfático, o rapaz não? Que ainda se acha muito fodo (segundo a regra personalizada dele) ao decretar fim de papo, de forma unilateral, sobre uma questão de fácil compreensão e aceitação para mim.
Isso molda (muda) comportamento
Notícia maravilhosa.
Incrível a resistências das pessoas ao novo. O novo sempre vem!
De toda a forma, vamos ver o que a academia brasileira de letras tem a dizer sobre o assunto?
ABL na mídia – Aeroflap – A pilotA ou a pilotO?
(…) “Portanto, a ojeriza à mudança da língua expressa-se como uma forma de resistência não propriamente ou unicamente à modificação da língua, mas à desconsideração de valores morais e filosóficos que estão na construção de nossa personalidade como seres humanos.”
Belo texto.
Há uma chamada diária veiculada na CBN Recife onde um famoso locutor fala: “Tire suas dúvidas, ou aumente ELAS”… Emprego errado de pronomes e gerundismo disseminado em telejornais e reportagens na TV… e agora “chefa” e “pilota”? Por favor coleguinhas! A chefe e a piloto.
Pilota.
Piloto
Interessante pensar que várias palavras consideradas invariáveis em um passafo recente tiveram suas versões do gênero gramatical feminino aceitas sem maiores problemas, a maioria referentes a funções ou profissões exercidas somente por homens até pouco tempo atrás, tipo ministra, governadora, prefeita, médica, arquiteta, engenheira. Já presidenta causou um frisson tão grande quanto o que parece ser o caso em relação a pilota ou chefa. Eu me pergunto: qual o problema com essas palavras, especificamente, por quais motivos resistir a elas? Só se for o caso de que representam mulheres no poder, sejam no comando de um país, de uma equipe de pessoas ou mesmo de um carro de corridas, de um avião ou navio, mas também de suas próprias vidas.
Simplesmente ridículo, se seguir assim vamos ter dentisto, economisto, jornalisto, etc.
Sua tese é completamente furada.
Explique, por favor.
Porque seus exemplos são de substantivos comuns de dois gêneros, nunca definidos pelo gênero dominante de determinada função. Já “piloto” é substantivo MASCULINO, não de dois gêneros. Portanto, não pode ser usado no feminino. A origem disso é cultural. Pilotos de qualquer coisa sempre foram homens — carros, aviões, embarcações, projetos, foguetes. Jornalista não é um substantivo feminino, assim como especialista ou dentista. É burrice achar que só porque palavra termina com A isso faz dela automaticamente feminina. Há dezenas de substantivos masculinos que terminam com A — como clima, cinema, dia, planeta, drama, enigma, idioma, programa, mapa, pijama e outros mais.
Flávio, parabéns pelo ato de resistência! Não é fácil, não.
Obrigado.
Explicação excelente e necessária Flávio, mesmo que pareça que você esteja gastando vela cara com defunto barato…
Sem querer tomar as rédeas do moderador, em primeiro lugar você precisa entender o significado da palavra Inclusão. Depois que entender, confirme se ainda acha Pilota ridículo.
Ué…ele acha isso, ja vc nao acha…qual o drama ? Mania das pessoas em quererem patrulhar a vida alheia, deixe o rapaz em paz…fora a agressividade e soberba gratuitas em seu comentario….
Caríssimo Wbj, obrigado por se referir a mim como rapaz, dentro de pouco mais de 15 dias, mudo de categoria saio de sub70 para sub80. Já eeixei a categoria rapaz há bastante tempo. Forte Amplexo
Blz…e fica tranquilo que nao irei te chamar de Barbo…
Valeu meu chapa, Forte Amplexo
Tentou ser esperto, não funcionou. Mas fica tranquilo, não vou lhe chamar de careto…
Continue, pfv…
Não mesmo. Como disse o colega Jonivan acima, não vou gastar mais velas com defuntos ruins.
Uai, e o (a?) Barba não foi agressivo e soberbo, não, ao chamar de ridícula a colocação do blogueiro?