LABORIOSAS (3)

Alegria infinita na Inglaterra: vitória de Hamilton em casa

SÃO PAULO (a gente já estava com saudades) – Segundo os organizadores do GP da Inglaterra, 480 mil pessoas passaram pelas arquibancadas e gramados de Silverstone neste fim de semana. É uma multidão à altura do que se viu na 12ª etapa do Mundial de F-1. A vitória de Lewis Hamilton foi uma das mais emocionantes das 104 de sua carreira e levou o autódromo a uma verdadeira catarse coletiva.

Por vários motivos. Primeiro, o heptacampeão não ganhava desde 5 de dezembro de 2021, na Arábia Saudita. É muita coisa para um piloto que detém o recorde de vitórias na categoria e único a entrar na casa dos três dígitos na história.

Segundo, esta é sua última temporada na Mercedes e foi seu derradeiro GP em casa vestindo o macacão do time que defende desde 2013. São muitas lembranças e conquistas que pareciam ficar cada vez mais distantes no tempo. Ano que vem ele estará lá de vermelho Ferrari.

Terceiro, Lewis estabeleceu um recorde histórico e impressionante: tornou-se o primeiro piloto a ganhar nove corridas no mesmo circuito – estava empatado com Michael Schumacher, que venceu oito vezes em Magny-Cours, na França. A primeira foi em 2008, pela McLaren. Já na Mercedes, venceu quatro seguidas de 2014 a 2017, mais três de 2019 a 2021 e hoje, pela nona vez.

Por fim, porque a Inglaterra viveu, neste fim de semana, o auge da felicidade que um povo poderia desejar. Foram muitas razões para comemorar, a começar pela vitória dos trabalhistas nas eleições que tiraram os conservadores do poder depois de 14 anos – responsáveis pelo Brexit, a estapafúrdia saída do Reino Unido da União Europeia que tanto prejudicou sua população e isolou comercialmente Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte do resto do continente. Ontem já fora motivo de festa a pole de George Russell em Silverstone, com mais dois ingleses em segundo e terceiro no grid – Hamilton e Lando Norris. Na sequência veio a classificação do English Team contra a Suíça, nos pênaltis, para as semifinais da Euro, que está sendo disputada na Alemanha.

Os ingleses inventaram o futebol e foi na ilha que nasceu a F-1. O que se viu neste fim de semana foi uma daquelas raras conjunções cósmicas em que tudo dá certo. Não para indivíduos, mas para uma população inteira. Então, os caras têm mais é de festejar, mesmo. Vai faltar cerveja nos pubs do reino nas próximas horas. Que se divirtam.

E vamos a este belo GP da Inglaterra, que fez justiça à fama de Silverstone e à reverência que todos que gostam de F-1 prestam a essa pista.

A largada foi muito limpa e mais ou menos como se previa: Hamilton fazendo a proteção ao pole Russell e deixando a turba atrás se virar. Na turba estava Max Verstappen, que partiu bem e passou Norris rapidinho, se posicionando em terceiro. Estava cercado de motores Mercedes: George e Lewis à frente, Lando e Oscar Piastri atrás. Quem largou mal foi Nico Hülkenberg, caindo de sexto para nono. Charles Leclerc saltou de 11º para oitavo. O grid teve 18 carros alinhados, apenas. Sergio Pérez largou dos boxes e Pierre Gasly abandonou ao final da volta de apresentação com problemas no câmbio. Dois pilotos largaram com pneus macios: Guanyu Zhou e Esteban Ocon. Pérez foi de duros. Os demais, de médios.

A corrida começou com pista seca, muitas nuvens no céu e possibilidade iminente de chuva. A comunicação de rádio entre boxes e cockpits era frenética. “Vai chover daqui a 18 minutos e 40 segundos entre as curvas 13 e 14 e nas quatro primeiras barracas a leste do portão B, incluindo o furgão das batatas fritas”, dizia um. “Temos previsão de chuva em sete minutos e 12 segundos no motorhome da FIA e sobre o The Malt Shovel Tavern na Bridge Street em Northampton, a propósito um ótimo pub”, avisava outro. “Nosso radares indicam pancadas no final da tarde para Kuala Lumpur e Nova Déli a partir de quarta-feira, mas o tempo melhora no fim de semana”, informava mais um.

Os pilotos, na dúvida, aceleravam.

Norris: bem no início, erros estratégicos depois

Com dez voltas, Russell, Hamilton, Verstappen, Norris, Piastri, Carlos Sainz, Lance Stroll, Leclerc, Hülkenberg e Fernando Alonso se mantinham nas dez primeiras posições sem ataques ferozes ou defesas muito explícitas – o que acontecia, sim, no segundo pelotão, com numerosas ultrapassagens envolvendo carros da Sauber, Haas, Alpine, Seu Cartão é de Aproximação? e Williams, ainda que por posições pouco relevantes.

No festival de boletins meteorológicos a que os pilotos estavam sendo submetidos, uma informação era comum a todos: a chuva, quando chegasse, seria breve. Na volta 14, Norris conseguiu reduzir a diferença para Verstappen para menos de 1s, podendo abrir a asa e ensaiar alguma tentativa de ultrapassagem. Passou na volta 15, sem resistência do holandês. As arquibancadas urraram.

Torcida por Lewis: barulhenta e feliz

A água chegou na altura da 17ª volta, quando o público começou a vestir suas capas e a abrir guarda-chuvas. Eram alguns pingos esparsos, ainda sem molhar o asfalto. Piastri, nesse momento, também passou Verstappen e foi para a quarta posição. A pista ficava escorregadia e Hamilton colou em Russel. Abriu a asa e passou na 18ª volta. As arquibancadas urraram em dobro.

Aí a corrida ficou boa. Hamilton e Russell foram para a área de escape e Norris se aproximou de ambos. Os dois Mercedes voltaram ao leito da pista, mas George perdeu a posição para Lando. No rádio, o engenheiro de Verstappen disse a ele que se conseguisse sobreviver àquelas voltas, beleza. A recompensa viria em algum momento.

Na volta 20, Norris passou Hamilton e assumiu a liderança. Piastri veio junto, superou Russell e foi para cima de Hamilton. Os carros da McLaren, naquela condição de pista meio seca e meio molhada voavam. Oscar deixou Lewis para trás no fim da 20ª volta.

Naquele momento, Leclerc foi para os boxes para colocar pneus intermediários. Pérez, Ocon e Zhou fizeram o mesmo, acreditando que seriam os melhores para aquele asfalto, digamos, traiçoeiro.

Mas a maior parte da pista estava seca. Quem apostou em água pesada se deu muito mal. Os pneus intermediários, sem chuva, transformaram seus carros em carroças lerdas e inguiáveis. Ocon nem esperou por isso, voltou aos boxes e colocou slicks de novo. Os demais ficaram se arrastando.

Hamilton: fim de prova com pneus macios, 104ª vitória

Lá na frente a coisa continuava divertida. Piastri enconstou em Norris na volta 26. Foi quando a chuva voltou e Verstappen e Sainz, quinto e sexto, foram para os boxes. Ambos colocaram pneus intermediários na 27ª volta. Essa era a hora, não antes. McLaren e Mercedes ficaram na pista, e a chuva apertou. Norris parou na 28ª. A Mercedes chamou os dois ao mesmo tempo e fez as trocas. Piastri permaneceu com os slicks e assumiu a liderança. Mas não foi uma boa ideia da McLaren.

O australiano só parou na 29ª e perdeu muito tempo na volta extra num piso já bem molhado, com pneus para pista seca. Quando saiu dos boxes, caíra para sexto. Norris, Hamilton, Verstappen, Russell e Sainz eram os cinco primeiros. Resumo das paradas: Max e Sainz ganharam duas posições, Russell perdeu uma, Piastri despencou quatro.

Só que a chuva era muito fraca. E os pneus intermediários, se serviram para duas ou três voltas no asfalto úmido, começaram a esfarelar nos longos trechos de pista praticamente seca. Verstappen e Hamilton, pelo rádio, foram os primeiros a reportar os problemas. O que fazer? Trocar de novo? Se segurar daquele jeito? Alguém daria o pulo do gato?

Na dúvida, ninguém fez nada. Só um: Russell. E não fez nada que gostaria… Na volta 34, a equipe chamou o piloto para os boxes. “George, vamos abandonar”, disse o engenheiro. As causas não foram reveladas, não na hora. O piloto, normalmente muito educado, recebeu a notícia com um palavrão. Minutos depois a equipe avisou Hamilton que seu companheiro estava fora com um problema de vazamento de água.

Russell abandona: frustração depois de largar na pole

E era chuva que ia e voltava, apertava e diminuía, e os meteorologistas continuavam passando seus boletins sem parar. Na hora em que a água foi um pouco mais intensa, ali pela volta 36, Hamilton começou a diminuir a diferença para Norris. Em partes do circuito, porém, fazia sol. Nesses trechos, Lando abria um pouco.

A 15 voltas do final, o asfalto estava quase totalmente seco. Na volta 38, Hamilton e Verstappen foram para os boxes colocar slicks. A Mercedes pôs macios no carro de Lewis. A Red Bull optou por duros no carro de Max. Piastri, desta vez, foi o primeiro McLaren a trocar. Norris ficou na pista. Foi chamado na volta seguinte e colocou macios, numa parada não muito rápida: 4s5. Essa volta extra de intermediários e o pit stop atrapalhado custaram caro ao jovem inglês do carro laranja #4: Hamilton assumiu a liderança, com Lando em segundo. As arquibancadas urraram em triplo.

E quem começou a andar muito bem? Max Verstappen, de pneus duros, em terceiro. Teria, em tese, uma borracha menos estragada nas voltas finais da corrida, podendo pelo menos atacar Norris pelo segundo lugar e quiçá Hamilton, ambos de macios. Lewis liderava e a torcida não se continha, vibrando a cada passagem.

E é mesmo um monstrinho, esse tal de Verstappen. Na volta 47, a cinco do final, conseguiu entrar na zona de asa móvel para atacar Norris. Daria o troco da ultrapassagem sofrida lá no começo da corrida. Na 48ª volta, fez com Lando exatamente o que o amigo tinha feito com ele: passou no final da reta Hangar, sem resistência, e assumiu o segundo lugar.

Ganhar a corrida, porém, seria tarefa bem mais difícil. Faltavam só três voltas e Hamilton estava 3s à frente. Não entregaria aquela rapadura de jeito nenhum. E não entregou. Fim de jejum, recorde de vitórias num mesmo circuito, a alma lavada.

Brian May, lendário guitarrista do Queen, mostrou a quadriculada para Sir Lewis Hamilton ao final de 52 voltas. Verstappen abraçou com sorriso no rosto o segundo lugar, conquistado à base de talento e estratégia, e Norris foi o terceiro, frustrado e cabisbaixo. A massa foi à loucura nas tribunas da pista onde Lewis já havia vencido oito vezes. Um delírio completo para os ingleses.

Piastri, Sainz, Hülkenberg, Stroll, Alonso, Alexander Albon e Yuki Tsunoda fecharam a zona de pontos, com menções honrosas ao alemão da Haas em sexto, à dupla da Aston Martin, que finalmente fez uma corrida aceitável, e à Williams, que marcou dois pontinhos com Alex. E, vá lá, a Sainz, que com uma Ferrari manca chegou em quinto e fez a melhor volta da prova. Leclerc terminou numa patética 14ª posição.

O primeiro a cumprimentar Hamilton no Parque Fechado foi Russell. Lewis, chorando, ergueu a bandeira da Inglaterra que havia recebido de um fiscal de pista e depois correu para sua equipe. Depois, deu um longo abraço em seu pai Anthony. Tudo isso ainda de capacete. Quando tirou, foi para o gramado em direção ao público. Levantou de novo a bandeira, bateu no peito, e voltou.

Norris, o mais tristonho dos três primeiros, deu os parabéns a Hamilton e à Mercedes, mas reconheceu que a McLaren bobeou em alguns momentos da prova. Também se culpou por não tomar as decisões certas quando devia – falava, claro, do momento exato de trocar pneus –, mas no fim se conformou: “Estou feliz de pelo menos estar no pódio”.

Verstappen, sereno como se tivesse acabado de jogar uma partida de damas, falou que não esperava chegar tão bem, em segundo. “Não tínhamos um bom ritmo e achei que iria terminar em quinto ou sexto. No fim a gente fez as escolhas certas nas horas certas e os pneus duros nas últimas voltas me ajudaram muito.”

Aí veio Hamilton para a entrevista a Jenson Button, seu ex-companheiro de McLaren. Isso depois de mais um abraço demorado, desta vez em sua mãe Carmen. “Nunca tinha chorado por uma vitória. Mas hoje não consigo parar de chorar. Desde 2021 tentando vencer, nesta equipe incrível… É meu último GP da Inglaterra pela Mercedes e eu queria muito dar esta vitória a eles. Sou muito grato a esta equipe. Foram dias muito difíceis. É muito duro ficar tanto tempo sem vencer, mas o mais importante é lutar, se dedicar, não desistir.”

Não desistiu, e foi muito bonito. Foram 945 dias de espera desde a vitória de 2021 em Jedá, 56 corridas sem saber o que era subir no degrau mais alto do pódio, lugarzinho muito especial que conhece tão bem. “Nos últimos tempos, cheguei a me questionar se já não era mais capaz de fazer algo como fiz hoje.”

Como vimos todos, ainda é.

Verstappen segue líder tranquilo do campeonato com 255 pontos, contra 171 de Norris. São 84 de vantagem. Confortável, sem dúvida. Mas no ano passado, depois de 12 etapas, Max tinha 314 pontos. Aquele domínio absurdo de 2023, como temos dito já há algum tempo, não vai acontecer de novo tão cedo. Leclerc estacionou em terceiro nos 150 e Sainz subiu para 146. Hamilton, apesar da vitória, segue em oitavo com 110, um atrás de Russell. Pérez perdeu o quinto posto para Piastri: 124 x 118. O mexicano está na marca do pênalti na Red Bull. Fez 15 pontos nas últimas seis corridas, o que beira o ridículo.

No Mundial de Construtores, o time dos energéticos permanece com alguma folga porque a Ferrari, vice-líder, vem derrapando nas últimas provas. Tem 373 pontos, contra 302 dos italianos — que precisam, na verdade, se preocupar com a aproximação da McLaren, que foi a 295. A Mercedes tem 221 e está em quarto.

Com a vitória de Hamilton, a temporada chega ao seu sexto vencedor diferente em uma dúzia de corridas algumas delas muito boas. É muito mais do que se poderia esperar depois de um início de campeonato dominado amplamente por Verstappen.

Resumindo, não dá para reclamar muito de 2024, não.

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Paulo F.
Paulo F.
1 ano atrás

Sai zika!
Até que enfim Lewis nos proporcionou de novo com o fino da arte de pilotar!
Esperando ansiosamente pela 105!
A ida de Hamilton para a Ferrari esta parecendo enredo de filme do final dos anos 50 / inicio dos 60! Maranello tem uma responsabilidade enorme para o ano que vem!

Mário Carlos
Mário Carlos
1 ano atrás

Boa Noite FG
Que corrida essa !, nas últimas voltas estava esfregando o meu pé no chão para dar alguma ajuda ao Lewis mas acho que não precisava ele estava no controle total da corrida.

Ednaldo
Ednaldo
1 ano atrás

Bela corrida e, como sempre, belíssimo resumo, mas pelo bem da precisão: “Sir Brian May, lendário guitarrista do Queen, mostrou a quadriculada para Sir Lewis Hamilton ao final de 52 voltas.”
(Legendary rock guitarist Brian May has received a knighthood from Britain’s King Charles III. May, who was a founding member of the band Queen, will now be known as Sir Brian, following the investiture ceremony at Buckingham Palace on Tuesday. May was honored for services to music and charity.)

Paulo Leite
Paulo Leite
1 ano atrás

Depois do pódio e já de roupa trocada, na entrevista para a SKY, Lewis comentou da emoção de receber a bandeirada e vencer em casa, emoção tão forte de não conseguir parar de chorar, chorando sem parar como Rubens Barrichelo.
Hilário.

Wbj
Wbj
1 ano atrás

A F1 tem 3 genios que sabemos quais sao. Os demais das equipes topo da piramide sao no maximo postulantes a tal, muito rapidos, etc, mas basta ver o que fizeram LH e MV pra compararmos seus feitos com os demais.

Eder Félix
Eder Félix
1 ano atrás

Norris novamente afobado, quis resolver tudo na largada, fez linha diferente em 3 das 5 primeiras curvas, perdeu a posição pro Verstapen.
Ainda que seja o famoso “instinto de vencedor”, ele não avalia o risco/recompensa.
Poderia ter ficado em terceiro e aguardar melhor aquecimento de pneus, ou a reta da abertura da segunda volta, ou a liberação do DRS.
Perdeu segundos importantes no início da prova que impactaram todo andamento.

GUs
GUs
1 ano atrás

Hamilton e a própria F-1 mereciam uma vitória dessas; o ano na categoria que começou tão ruim – apesar de um campeonato já decidido – aos poucos vai se tornando interessante. Como é um esporte de precisão, uma volta mal pensada (no tocante a decidir a troca) basta para tirar o favorito do alto do pódio.

Clayton Araujo
Clayton Araujo
1 ano atrás

Mais uma bela corrida, mais uma entregada da McLaren que acerta nos carros mas não acerta nas estratégias. E o Max com um carro meia boca no começo da prova, ainda apavorou no final, quase que chegando lá e arrancando um excelente segundo lugar.

Paulo Leite
Paulo Leite
1 ano atrás

Que corrida de F1, as 3 últimas voltas foram de roer até o toco ´dazunhas´ dos torcedores lewisistas e maxistas.
Enquanto praticamente todas as duplas de pilotos andam mais ou menos juntas, Max é só. Inacreditável que Perez, que não bateu, não rodou, não quebrou, com o mesmo carro e, mesmo assim, levou 2 voltas de Max, levando couro até de Sargeant.
Mais uma ótima rezenha da corrida, muita informação para debulhar.
Ademais, a França, ufa, juntou-se a Inglaterra, salvando a pátria da guinada fascista mundial.

Antonio Seabra
Antonio Seabra
1 ano atrás

Poucas palavras: muita emoção, corrida cheia de alternativas, LH vencendo de novo. Dava pra pedir mais ???

Danilo
Danilo
1 ano atrás

Estou de ferias, viajando e interrompi a programação das ferias para assisitir a corrida – deixando alguns aqui bicudos – e como todos que acompanharam a corrida eu me senti um previlegiado, pois pelas circunstâncias e emoções envolvidas da para se dizer que foi uma corrida histórica.

Paulo Dantas Fonseca
Paulo Dantas Fonseca
1 ano atrás

Silverstone-2024. Até o momento foi a corrida mais emocionante da temporada, o fabuloso Lewis Hamilton conquistou uma vitória cinematográfica, teve um valor extraordinário. Essa vitória foi plural , com a conquista de três recordes. Max foi muito bem, porém precisa comer muito mingau de banana com aveia para tentar chegar perto de Lewis Hamilton. A Equipe McLaren em plena evolução porém tendo erros de estratégia e execução de corrida, mas esta beliscando o pódio .O destaque fica Hulkenberg e Tsunoda um excelente trem de corrida. Carlos Sainz mais uma vez salvando a reputação da Ferrari. Do que não gostei a Equipe Alpine teve um desempenho pífio o que parece é que mais pescoços vão para guilhotina.

Hilton V Pezzoni
Hilton V Pezzoni
1 ano atrás

Master class do LH, que guiou o fino ! Lindo de assistir.
E o Max em 2o. valorizou ainda mais essa belíssima vitória!

Celio Ferreira
Celio Ferreira
1 ano atrás

Corrida espetacular , 3 equipes em condições de vencer.
Vamos curtir esse meio ano que falta e o outro , porque
2026 entra novo carro , uma equipe descobre o pulo do gato,
e lá vamos nós ver um só ganhar .
Sir Hamilton , 104 vitórias e 104 poles position e vários
recordes à parte , o melhor de todos os tempos,
os números não mentem .

Ben Veríssimo
Ben Veríssimo
1 ano atrás

Olhando lá atrás, no começo da temporada, eu achava impossível viver um domingo como esse, com uma corrida tão boa, tão imprevisível. Nem mesmo quando a Mercedes melhorou, eu achei que Hamilton venceria algum GP, afinal, ele está de saída. E assim chegamos a este domingo, a vitória de hoje já garante no mínimo um top 10 na lista das melhores vitórias do Hamilton, e no quesito emoção, ela bate de frente com a primeira vitória do Norris em Miami e à vitória do Leclerc em Mônaco.

Mas o título já é do Verstappen, porque nesse ano, ele está em estado de graça, está no auge da sua pilotagem e mesmo em finais de semana complicados como esse, Verstappen consegue garantir um pódio e ainda ameaçar tomar a vitória. Talvez até nem precise vencer mais, porque ele consegue garantir pódios importantes, seus adversários continuam se batendo, e seu companheiro de equipe é o Perez, que nem deveria mais correr na F1 de tão fraco que é.

Lando Norris também não é adversário de Verstappen, ele não consegue fazer frente ao holandês e se não se cuidar, vai sucumbir de vez. Tem gente falando que o Piastri é melhor, e ainda há quem acredite que se a McLaren tivesse sido mais eficiente, teria deixado o australiano vencer pela primeira vez na carreira. Mas eu acho que se ele conseguir se manter calmo e evoluir na pilotagem, pode ir além e ser o piloto principal da McLaren. Só o tempo dirá.

E Leclerc, que chegou a falar que se considerava com chances de ser campeão neste ano, foi talvez o maior derrotado de hoje junto com Perez. Uma série de estratégias erradas o fizeram tomar volta de seu companheiro de equipe, que também está de saída. Sainz está voltando a se mostrar superior, e se não fosse por aquela corrida que não participou, ele já estaria na frente do Leclerc na tabela dos construtores. Se Leclerc não tomar cuidado, é exatamente isso o que vai acontecer. O monegasco é outro que não tem capacidade para competir com Verstappen, e se Hamilton conseguir se superar no ano que vem, a situação de Leclerc vai complicar ainda mais.

Concluindo, Russell teve muito azar, se não fosse esse problema no carro, ele poderia ter voltado para a ponta nas voltas finais, depois que a pista secasse, mas assim mesmo, ele ainda tem muito o que evoluir, porque eu senti que ele penou um pouco por conta da chuva. E se ele quiser fazer frente ao Verstappen, vai ter que cortar um dobrado, porque o holandês é muito bom de chuva.

Farley Henrique
Farley Henrique
1 ano atrás

Como de costume, um baita texto para uma baita corrida! Como o esporte em geral é capaz de possibilitar momentos bacanas como o de hoje?! O clima de hoje após a vitória do Hamilton me lembrou demais o de depois da primeira vitória do Rubinho. Parecia que todos no autódromo ficaram felizes com o que aconteceu.

Diogo
Diogo
1 ano atrás

Não dá pra reclamar nada de 24. Enredo show de bola que terminará com Verstappen tetra (eu acho) mas algumas corridas memoráveis! Bonito mesmo de ver!

Igor
Igor
1 ano atrás

Hamilton oito vezes campeão do mundo ano que vem! Este ano é só aperitivo do que vem pela frente.

Last edited 1 ano atrás by Igor
Edson
Edson
1 ano atrás

Sir Lewis Hamilton, no caprichu…
Na próxima corrida a Mclaren passa a Ferrari no mundial de construtores, e não me surpreenderia se passar a Red Bull até o final do ano.
Se a Red Bull continuar correndo com um piloto apenas vai ser complicado.

Plinio Roberto da Silva
Plinio Roberto da Silva
1 ano atrás

Agora sim temos.uma F1 prazerosa de assistir, mesmo com o domínio da equipe dos energéticos que tem um piloto exepcional e.outro nem tanto.
Parabéns ao LH que merecidamente volta a brilhar.

Gilberto Batista do Carmo
Gilberto Batista do Carmo
1 ano atrás

Eu estou nas nuvens! Nunca duvudei e, mais do que isso, sempre continuei acreditando no Hamilton. Acho que sua ida para a ferrari (que ainda escrevo em minúsculas, espero que por pouco tempo) será histórica. O tempo dirá

Alexandre Neves
Alexandre Neves
1 ano atrás

Podem avisar o Brad Pitt para engavetar o filem. A corrida de hoje teve roteiro eletrizante com aquele final feliz hollywoodiano.

Sandro
Sandro
Reply to  Alexandre Neves
1 ano atrás

O título do filme é “surpreendente”: F1 😁

Junior
Junior
Reply to  Sandro
1 ano atrás

Quanta criatividade!

Bob
Bob
1 ano atrás

A McLaren sacaneou o Piastri, para eles deixar o jovem australiano vencer Norris em casa era demais pro Zak e cia & Ltda.

Sandro
Sandro
Reply to  Bob
1 ano atrás

1 volta a mais para Piastri. A McLata errou na estratégia do Piastri. Era para ter parado junto com Norris. Para se ter uma ideia: Norris foi para o box, trocou os pneus e, mesmo assim, quase chegou no Piastri, que estava muito lento por causa da pista molhada (em vários trechos).

Bruno
Bruno
1 ano atrás

Flavio, belo texto, como de costume.

Com tantos vencedores distintos nas provas recentes, e com o fim da gordura que a Red Bull tinha para queimar, podemos dizer que o regulamento da F1 [no que tange às restrições-de-desenvolvimento-aerodinâmico-às-equipes-mais-bem-colocadas-no-campeonato-de-construtores (não sei se existe um termo em português para isso)] está funcionando?

Claro, tem a questão da estabilidade de um regulamento iniciado em 2022 também.

Mas gostaria de saber a sua opinião a respeito

Marcelo
Marcelo
1 ano atrás

Se eu sou o Verstappen eu começaria a analisar com carinho o interesse que a Mercedes tem mostrado por ele. A evolução da equipe na temporada é impressionante ao passo que é claro como a Red Bull não é a mesma após o anúncio da saída do Adrian Newey.

Eu achava que a Red Bull teria o melhor carro pelo menos até o ano que vem, que só depois do novo regulamento é que as coisas poderiam se embaralhar e que o Verstappen estaria jogando o título de 2025 fora se já deixasse a Red Bull ao fim de 2024, mas já não vejo dessa forma.

Pelo visto a Mercedes finalmente está se entendendo com o efeito solo e, pra 2026, já se fala que o motor dela vai ser bastante bom, enquanto vai saber o que vai ser do motor Ford e da Red Bull sem Newey.

Diogo
Diogo
Reply to  Marcelo
1 ano atrás

Oia…cedo pra essas análises, mas parece que as flechas não estão mortas mesmo não. Será que o Hamilton fez cagada? Bom agora pouco importa, será épico vê-lo na Ferrari, tenha o desfecho que tiver. Ferrari é Ferrari.

TYRRELL
TYRRELL
1 ano atrás

Oi Flávio, belo texto! Fiquei na dúvida: será que a Mercedes pediu para o Russell se retirar com medo de um safety car entrar e acabar com a vitória do Hamilton?

André Nascentes
André Nascentes
Reply to  TYRRELL
1 ano atrás

Isso ou evitar a quebra do motor. Com o número de componentes limitados no ano, uma quebra pode levar a uma punição por usar mais componentes que o permitido.

TYRRELL
TYRRELL
Reply to  André Nascentes
1 ano atrás

Ah, é verdade, bem observado. Valeu!!!

Fernando
Fernando
1 ano atrás

Gostei muito de ver hamilton ganhando novamente. Sobre os últimos colocados:
– Zhou c sauber trocar pneus qdo todas equipes falando q chuva chegaria em poucos minutos.
– o perez chegou apenas na frente do Zhou, tomando 2 voltas! dos ponteiros
– boa corrida p padrão Sargeant
– leclerc em 14. Ainda de ressaca devido monaco?!

Diogo
Diogo
Reply to  Fernando
1 ano atrás

Leclerc botou o inter na hora errada né? Não sei se foi ele ou esquipe que erraram, ou os dois.

Barreto
Barreto
1 ano atrás

A queda da Red Bull está trazendo emoção ao campeonato, apesar de aparentemente estar decidido, pelo menos o de pilotos, pois com o desempenho de Pérez já começo a pensar que a McLaren possa virar o jogo. Ainda tem 12 provas.

Adriano Silva
Adriano Silva
1 ano atrás

Gostei do cumprimento xôxo do Lewis com o Mohammed Bin Sulayem

Marcos Bassi
Marcos Bassi
1 ano atrás

Fico pensando no comentário de ontem na postagem do treino, de alguém…”já vejo Lewis tomando pau de Leclerc”…existem três pilotos diferenciados…Verstappen, Lewis e Alonso…existem alguns muito bons…Norris, e talvez Russell (já venho notando que ele não é dos melhores na chuva…na próxima ele ganha no dilúvio pra me calar)…depois vem uma turma estranha…Leclerc (vamos ver com Lewis ano que vem), Piastri (sim…Piastri sempre começa bem uma corrida…mas no final cai…é estranho…aí ele ganha a próxima nas últimas 10 voltas e me cala também)…nenhum dos três primeiros citados…se não tiver uma equipe, um bom carro e boas estratégias em seus favores…conseguem milagres…Lewis vai sair…é corretíssimo a equipe priorizar George…em tudo..treinos..corrida…estratégia…mas dê o melhor carro do grid para os 20…”iguaizinhos”…sou capaz de apostar no pódio…

Diogo
Diogo
Reply to  Marcos Bassi
1 ano atrás

Fui eu quem comentei, mas não quis ofender ninguém com o comentário. Aliás gosto do Hamilton e seu estilo de pilotagem. Diria ser fã, talvez. Apenas me perguntava se chegou seu ocaso, aliás mesmo com a vitória ainda me pergunto. O Hamilton de sei lá, 4 anos atrás, não largaria atrás do George, isso já a princípio. Depois, passaria Norris já enquanto estavam os dois de inter, e não nos boxes. Enfim, nada a ver, 4 anos atrás todos eram outros, até o Vespa, ainda era tão incipiente. Fato é que nada dura para sempre, veremos ano que vem.

Marcos Bassi
Marcos Bassi
Reply to  Diogo
1 ano atrás

Mas não foi por você, que não ofendeu ninguém…foi pelo timing…como quando você elogia o goleiro e ele toma um frango…ou desce a boca no atacante (o Rony…) e ele faz um gol de bicicleta…foi o comentário pelo comentário. Eu me pus nessa condição ao falar de Russell e Piastri. Eu falei dos 3 que acho os melhores…mas eu acho que Verstappen e Hamilton tem que Alonso não tem…ou os dois não tem e Alonso tem…depende do ponto de vista. Acho que a paixão por estar na pista…seja na Aston Martin…na Williams…ou no 69 do Flávio…não importa…ele quer estar. Acho que Hamilton e Verstappen…enquanto eles tem mercado pra ficarem flutuando entre Mercedes, RedBull, Ferrari e hoje, McLaren…ok…não acho que eles suportariam ir pra Williams e brigar pra ser décimo. A excelência dos dois não permite…Hamilton ficou, porque 2021 entalado também ficou…e porque, apesar dos pesares…a Mercedes nunca deixou de estar entre as 3 maiores forças e com capacidade de reagir…se ele perdesse mercado…teria se aposentado…assim como acho que Verstappen pára quando isso acontecer. Alonso vai correr até os 70 na Drugovich GP que vai estrear em 2050…

Last edited 1 ano atrás by Marcos Bassi
Antonio Fernando
Antonio Fernando
1 ano atrás

Flavio: tudo bem? Acompanho há muito tempo seu blog; você reparou numa bandeira da Portuguesa em Silverstone logo no começo da transmissão ? Abraço !!!!

Antonio Fernando
Antonio Fernando
Reply to  Flavio Gomes
1 ano atrás

Achei ! Mandei a resposta lá no outro post mas não sei o que houve (provavelmente lapso no site); eis na foto em anexo (da transmissão); foi na volta 3, quando se estava falando de punição ao Hulkenberg. Abraço !

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Denis Martino
Denis Martino
1 ano atrás

Essa foi a melhor corrida da temporada. É bom ver Hamilton ganhar de novo e Max mostrou q é um monstro, mesmo com carro pior fez milagre.

Marcus
Marcus
1 ano atrás

Para o Verstappen, saiu melhor que a encomenda – o Norris simplesmente não tomou conhecimento dele. E tomara que as Mercedes mantenham esse ritmo.

Antonio Dabura
Antonio Dabura
1 ano atrás

Parabéns pelo artigo Flavio!, sem dúvida Hamilton, Schumacher e Verstapen são os 3 melhores da história. Norris é Russel são muito bons, mas hoje na comparação com o Hamilton foi evidente que tem algo que separa aos muito bons dos grandes.

Egidio
Egidio
1 ano atrás

Compostos de pneus diferentes variam quanto  o rendimento e degradação e o mais macio é o mais rápido em condições normais. Porém, em condições fora do padrão isso não necessariamente é verdade.

Óbvio que qualquer engenheiro sabe disso e por isso algumas decisões não têm uma solução tão simples, inclusive só podem ser comprovadas na prática.

Então, quando colocaram o composto duro no carro de Verstappen podia dar certo ou não. Era um risco calculado. Deu certo e ele passou Norris.

Agora, é dose escutar que o Max não brigou pela vitória nas últimas voltas porque não colocou os macios, quando ele só melhorou porque fez justamente o contrário. Ver essa diferença e não perceber a correlação é não saber o básico.

Às vezes a transmissão dá a entender que os engenheiros são um completos debilóides.

Pelo lado oposto, o engenheiro do Leclarc tentou dar o pulo do gato ao passar para os intermediários muito cedo e acabou com a corrida do rapaz. Hamilton ouviu do seu um conselho parecido e teve a experiência de saber que não valia à pena.

Mais uma corrida sólida e mais 8 pontos para o Hulkenberg, e agora ele passa de uma vez o Tsunoda e o Stroll na tabela (e ele tem o dobro de pontos do Ricciardo e o quádruplo em relação ao Magnussen). Com isso, a Haas está agora colada na RedBull B. Vai deixar saudades quando for embora.