SPANTADOS (3)

Russell: ganhou, mas não levou

SÃO PAULO (pobre George!) – George Russell ganhou, mas não levou. O inglês da Mercedes chegou na frente no GP da Bélgica depois de uma atuação brilhante com apenas uma troca de pneus, mas na vistoria pós-corrida seu carro pesou 796,5 kg depois de drenada a amostra de combustível exigida para análise da FIA. O mínimo exigido, sem combustível, é de 798 kg. E nem tiraram toda a gasolina que tinha ficado no tanque. Foram 2,8 litros, e ainda sobrou alguma coisa.

Assim, a vitória na 14ª etapa do campeonato, em Spa-Francorchamps, ficou para Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe. É a 105ª vitória de Hamilton na categoria, a segunda neste ano. A outra aconteceu no GP da Inglaterra.

A Mercedes reconheceu o erro e teve de engolir o choro, perdendo a que seria sua primeira dobradinha desde o GP do Brasil de 2022, com Russell e Hamilton nas duas primeiras posições em Interlagos. “Devemos desculpas a George”, disse o chefe Toto Wolf. Com a desclassificação do carro #63, Oscar Piastri, da McLaren, ficou em segundo e Charles Leclerc, da Ferrari, foi o terceiro colocado, fechando o pódio. Max Verstappen, Lando Norris, Carlos Sainz, Sergio Pérez, Fernando Alonso, Esteban Ocon e Daniel Ricciardo fecharam a zona de pontos.

A equipe prateada não estava entre as favoritas à vitória. Longe disso. Na sexta-feira, seu desempenho foi, nas palavras de Hamilton, “um desastre”. Ontem, na chuva, quarto e sétimo tempos na classificação. A Ferrari fez a pole. Um dia antes, a McLaren tinha mostrado que no seco era um foguete. E a Red Bull fez o melhor tempo com Verstappen no piso molhado, com Pérez em terceiro.

Ninguém dava nada para os carros prateados em Spa. Mas eles deram a volta por cima e chegaram em primeiro e segundo, resultado que acabou perdendo parte do brilho com a punição a Russell. Antes mesmo de a notícia ser confirmada, pareceu esquisita a reação do chefe Toto Wolff, que mal comemorou o 1-2 — um sorrisinho de leve, apenas, flagrado pela TV. Hamilton também estava contrariado. Talvez por ter se sentido prejudicado pelas duas paradas nos boxes, contra o pit stop único de seu parceiro. Durante a corrida, falou mais de uma vez pelo rádio que seus pneus estavam bons, e que não precisavam ser trocados tão cedo. Russell não tinha nada com isso. Quando perguntado pelo mesmo rádio se seus pneus aguentariam, não enrolou muito. Disse que sim. E foi até o final. A desclassificação foi um duro golpe depois de uma atuação tão boa.

Foi uma corrida bem legal, essa de Spa. Os três primeiros receberam a bandeira quadriculada no mesmo frame da TV, separados por 1s173. Quarto, quinto e sexto, também. As diferenças entre eles foram igualmente inferiores a um segundo.

Final da prova: três primeiros colados na bandeirada

Para Verstappen, que largara em 11º depois de perder dez posições por troca de motor, o resultado acabou sendo bom. Chegou na frente de Lando, seu mais direto perseguidor pelo título de 2024. A diferença na tabela, que era de 76 pontos, subiu para 78 — 277 x 199, já corrigida a tabela com a desclassificação de Russell. Para a Red Bull, as coisas não foram tão boas assim. No Mundial de Construtores, perdeu mais nove pontos para a McLaren. Cortesia de Pérez, que mais uma vez decepcionou. De segundo no grid para oitavo no final — sétimo após o infortúnio de George. Menos mal que fez a melhor volta da corrida. Norris foi outro que não saiu sorridente de Spa. Largou em quarto e chegou em sexto, subindo depois para quinto. O companheiro Piastri estava atrás dele no grid e terminou no pódio.

Como tudo isso aconteceu? Vamos à história desse GP, o último antes da pausa para as férias da F-1, que só volta no dia 25 de agosto na Holanda.

Largada na Bélgica: Norris começou mal de novo

O melhor da largada em Spa foi o braço de ferro entre Hamilton e Pérez. O inglês se saiu melhor e conseguiu pular à frente do mexicano, que tentou de todas as formas recuperar a posição até o topo da colina. Leclerc largou direito e se manteve em primeiro. A ultrapassagem logo no início seria importante para o heptacampeão mundial se colocar na briga pela vitória.

Mas os olhos anda não estavam na Mercedes naquele começo de corrida, e sim sobre Verstappen, que fechou a primeira volta em nono, já ganhando duas posições. Tinha gente apostando que ele poderia repetir 2022 e 2023, quando largou atrás na Bélgica e ganhou. Norris, da turma da ponta, foi quem teve de engolir o maior prejuízo. Largou mal, caiu para sétimo e na segunda volta quem estava atrás dele, em oitavo? Max. Eles, que nas últimas corridas brigaram diretamente por vitórias, se encontraram de novo — agora numa zona do pelotão que não têm frequentado muito.

Pérez: resultado ruim, futuro indefinido

Na terceira volta, endiabrado, Hamilton foi para cima de Leclerc e passou o monegasco na Kemmel, a enorme reta depois do complexo Eau Rouge/Radillon. Ganhou a ponta e tentou escapar logo para não ficar vulnerável à asa móvel da Ferrari #16.

Na sexta volta, Lewis já conseguira abrir mais de 1s sobre Charlinho. Foi quando entrou no rádio e disse que alguma coisa estava se movendo sob seus pés. “Celular?”, perguntou o engenheiro Bono. “Não, deixei na mochila.” “Isqueiro?” “Não, o carro tem acendedor e nem sei para quê, já que não fumo.” “Óculos?” “Pode ser.”

Os pneus estavam aguentando bem o início da corrida, que aconteceu com sol, 21°C (calor danado para a Bélgica) e asfalto a 42°C. Dos 20 que largaram, 17 escolheram os compostos médios. Apenas Sainz e Zhou foram de duros e Bottas, de macios. O chinês abandonou na sétima volta, com problemas hidráulicos.

Depois de dez voltas, as posições dos dez primeiros colocados estavam estabilizadas, apesar das pequenas distâncias entre eles: Hamilton, Leclerc, Pérez, Piastri, Russell, Sainz, Norris, Verstappen, Alonso e Ocon. A turma de trás já começava a trocar pneus, como Hülkenberg, Albon, Sargeant e Gasly.

Na 11ª volta, Russell e Verstappen pararam. Colocaram pneus duros. Hamilton, Pérez e Piastri foram para os boxes na volta seguinte. Leclerc, na 13ª. Desses, quem manteve os médios foi Checo. Os demais foram para os compostos de faixa branca. Quem voltou babando, muito rápido, foi o australiano da McLaren, que logo passou Russell (tinha voltado atrás dele) e, depois, Pérez. Sainz assumiu a liderança, com Norris em segundo. Ambos sem pit stops.

Lando parou na volta 16 e voltou atrás de Verstappen, em oitavo. Foi para pneus duros, como a maioria. Na 20ª volta, Sainz, Hamilton, Leclerc, Piastri, Pérez, Russell, Verstappen, Norris, Albon e Ricciardo eram os dez primeiros. O espanhol da Ferrari se sustentava com pneus muito desgastados para fazer apenas um pit stop, mas recebeu u’a má notícia dos boxes: se parasse naquela hora, teria de trocar para médios, e os médios não aguentariam até o fim. Carlos bufou. Sua estratégia não era das melhores dos últimos tempos.

Sainz parou na volta 21. Colocou pneus médios, voltou em oitavo e bufou de novo. Mais à frente, Russell passou Pérez e foi para quarto. Verstappen, que estava perto dos dois, passaria o mexicano também, claro. Mas nem precisou, porque a Red Bull chamou Checo para a segunda troca e colocou pneus duros em seu carro. Quem apostava num pódio de Pérez – eu, por exemplo – guardou a viola no saco.

Norris chegou em Verstappen na volta 23, com pneus mais novos que os do holandês. E um carro aparentemente mais rápido. Valia o quinto lugar. Mas o inglês deu uma escapada na Bus Stop e perdeu um pouco o contato com o rival. Se aprumou e foi à luta. Leclerc, o segundo, foi chamado para seu segundo pit stop. A ideia era tentar ganhar a posição de Hamilton nos boxes. Colocou pneus duros novamente.

A Mercedes respondeu de imediato, chamou Hamilton na volta seguinte e fez o mesmo. E ele voltou à frente da Ferrari. Naquele momento, Russell, que assumiu o segundo lugar, entrou no rádio e perguntou delicadamente se não seria o caso de ir até o final da corrida com apenas uma parada. “Veja bem, em 1963 Carel Godin de Beaufort, com seu Porsche, estava em sexto no GP da Bélgica quando seus pneus repentinamente melhoraram e ele decidiu que…”, e nesse momento Toto Wolff entrou no rádio, sem muita paciência, e pediu: “George, foco!”.

Sainz: estratégia não deu muito certo

Verstappen e Sainz foram para os boxes na volta 29. Piastri assumiu a liderança com as paradas de Hamilton e Leclerc. Max voltou em sétimo, com pneus médios. Norris foi chamado na sequência e parou na volta 30. Voltou atrás dos dois carros da Red Bull. Que, se fosse sensata, orientaria Pérez a abrir para Verstappen e, depois, dar uma segurada no inglês. Fez isso imediatamente.

Piastri parou na volta 31 e voltou em quarto. Pérez não aguentou Norris nem uma volta e foi ultrapassado pelo inglês. Russell, então, virou líder. Foi quando a equipe, meio desconfiada, perguntou se ele achava que daria para ir até o fim sem parar de novo. “Sim, vejam bem, em 1954, aqui mesmo em Spa, Onofre Marimón, com sua bela Maserati, notou que naquele tipo de asfalto seria possível…”, e Toto entrou no rádio de novo: “George, Onofre é nome de farmácia. Você poderia apenas dirigir?”.

Seria uma façanha, se Russell conseguisse se manter em primeiro até o fim com apenas um pit stop. Quase um milagre. Hamilton vinha em segundo, com Leclerc, Piastri, Verstappen, Norris, Pérez, Sainz, Alonso e Bottas nas dez primeiras posições. Os dois carros da McLaren já começavam a insinuar ataques à Ferrari e à Red Bull.

Piastri: mais um pódio para o australiano

Ato contínuo, Oscar passou Charlinho na freada da Les Combes, a chicane no fim da Kemmel, na volta 36. E começou a pensar em Hamilton. Que, por sua vez, ia tirando tempo de Russell. Lewis encostou de vez na volta 40, a quatro do final. Tinha pneus bem mais novos. A Mercedes, àquela altura, já era a grande surpresa do dia. Pediu aos pilotos para que se comportassem. “Deixem espaço um para o outro”, veio a mensagem pelo rádio. George respondeu: “Veja bem, em Suzuka, 1989…”. E Toto o interrompeu mais uma vez: “Fica quieto, George!”.

E George ficou quieto. Se mantinha firme na frente, apesar dos pneus muito mais desgastados. Lewis se aproximava, mas não o bastante. Com isso, Piastri, o terceiro, chegou nos dois. Na última volta, a última chance: Lewis tentou embutir no #63 na saída da La Source. Mas não conseguiu, mesmo podendo abrir a asa móvel.

George no Twitter: “Coração partido”

Russell venceu de forma brilhante. Foi um pecado, a desclassificação. Seria a terceira vitória de sua carreira — as outras foram no Brasil/2022 e na Áustria, neste ano. Hamilton e Piastri subiram com ele ao pódio. Mais de uma hora depois foram avisados da mudança do resultado. Lewis tinha cumprimentado Russell friamente no Parque Fechado. Nas primeiras declarações, reconheceu que o time não esperava tanto dessa corrida, depois do que andou nos treinos e na classificação. “Mas hoje o carro estava fantástico”, disse. “Parabéns ao George, que fez um ótimo trabalho. Eu tinha pneus sobrando nos meus stints, teria feito minha própria estratégia, mas o resultado é ótimo para a equipe.”

Russell era só sorrisos, até então. Sabia o tamanho de sua proeza. “Foi tudo perfeito. Mexemos no carro na sexta-feira e a estratégia foi muito boa”, resumiu. Só se manifestou sobre a desclassificação horas depois pelo X, o antigo Twitter: “Coração partido (…), mas orgulhoso de cruzar a linha em primeiro”.

No Mundial de Construtores, com a pontuação atualizada, a Red Bull tem 408 pontos, contra 366 da McLaren. São 42 de diferença, apenas. A Ferrari tem 345 e a Mercedes, 266. Nos últimos três GPs, a McLaren marcou 98 pontos, seguida pela Mercedes (70), Ferrari (54) e Red Bull (53).

Pérez e Verstappen: Red Bull preocupada

Há, claramente, algo de podre no reino dos energéticos. Por isso, pode ser que a hora de Pérez tenha chegado. Nos próximos dias, a equipe austríaca vai decidir se fica com o mexicano, ou se entrega seu segundo carro a outro piloto. Liam Lawson e, acreditem, Daniel Ricciardo são os candidatos.

Checo, depois da corrida, disse que não vai mais falar sobre seu futuro. Christian Horner, o chefe do time, falou que o resultado foi decepcionante. “Calculávamos que chegaríamos em terceiro e quarto. Só chegamos em quarto”, alfinetou. Quem saiu em defesa do companheiro foi Verstappen. “Acho que nossa prioridade, agora, tem de ser o carro, e não ficar falando se alguém vai entrar no lugar dele.”

Todos terão quase um mês para pensar em tudo isso.

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Carlos
Carlos
1 ano atrás

Fiquei impressionado com a educação e cortesia do Verstappen no trato com o seu engenheiro. É difícil saber como foi a conversa interna após o GP da Hungria, mas ele certamente percebeu que passou dos limites naquela corrida.

Jader
Jader
1 ano atrás

Duvido que o Ricciardo tenha chance de voltar à Red Bull. Acredito que vão promover o Lawson. Felipe Giaffone falou na transmissão que o carro do Pérez não é exatamente igual ao do Verstappen, que o assoalho é diferente. Pode ser o motivo da más performances nas corridas, que o obrigam a ser mais agressivo, algo que ele não está acostumado a ser, ou pelo menos nunca demonstrou ser capaz.

Feijuca do seu Jorge Russo
Feijuca do seu Jorge Russo
1 ano atrás

Se a Mercedes tivesse dado 3 marmitas de feijoada pro Jorge ir comendo durante a corrida, ganhava.

Clayton Araujo
Clayton Araujo
1 ano atrás

Bela corrida como sempre em Spa. Corridaça do Russel, colocou todos no bolso, deu uma aula de como ser rápido e consistente e ao mesmo tempo conservar os pneus. Uma pena a Mercedes jogar sujo com a regra e com ele. E temos um dois ótimos pilotos na McLaren que promete fungar no pescoço do Max até o final da temporada, o Piastri é um escelente piloto, dá para ver que ele é frio, no final da corrida ele continua calmo e sereno enquanto os outros mostram emoção nas entrevistas. Se tiver um carro competitivo será campeão um dia. E o Noris, ficou bem abaixo do esperado, não conseguiu ultgrapassar o Max mesmo com varáras tentativas com o DRS, lamentável. E o Max mas uma vez saiu ganhando com relação ao campeonato, largou em 11º e chegou num belo 4º lugar.

Marcus
Marcus
1 ano atrás

O burrito azedou. Pena. Mas substitui-lo, agora, não vai adiantar muito também.

Paulo Leite
Paulo Leite
1 ano atrás

Largada emocionante, três carros lado a lado na primeira curva não é brincadeira de criança.
Hamilton botou os meninos no bolso, corridaça de dele. George chegou em primeiro porque o carro tava uma pena, desse jeito até eu chegaria.
Max é bom demais mas não faz milagre, a RB já era.

Klaus
Klaus
1 ano atrás

Só deu essa zebra aí para o Russel porque não deu a volta pegando borracha nos pneus ( aumento de peso de 2 a 3 quilos). Parece que a equipe esqueceu desse detalhe aí da Bélgica.

Marcos Bassi
Marcos Bassi
Reply to  Klaus
1 ano atrás

Não existe volta depois da vitória na Bélgica…pelo menos era assim…passam pela reta e já entram no box…

Thiago
Thiago
Reply to  Klaus
1 ano atrás

Em SPA se passar pela bandeirada e imediatamente ja se vai para o Box.

Celio Ferreira
Celio Ferreira
1 ano atrás

1,5 kg!!!!!! sacanagem ,porem regulamento tem que ser respeitado,
mas que é frustrante é , depois de uma corrida espetacular de Russell.
Perez larga na frente , chega muito depois de Max que largou em
11º .( adiós muchacho ) .

Carlos Sato
Carlos Sato
1 ano atrás

Em 2023 no mesmo circuito, Russel fez toda a corrida com um único pit stop na volta 22, chegando ao final em sexto. Esse ano repetiu a estratégia, mas para seu azar, o desgate dos pneus foi maior do que a estratégia de duas paradas, e foi desqualificado.Um erro da equipe, talvez.Mas o fato é que na sexta, a equipe testou um novo assoalho. Como os resultados não foram promissores, voltaram a especificação anterior. Isso somado a chuva no sábado, que lavou toda a borracha da pista, deixou a equipe Mercedes sem um referencial para o desgate de pneus. Hamilton que fez uma excelente corrida, não tinha nada a ver com isso e herdou a vitória. Também merecida.
Em defesa de Perez, todas as atualizações estão sendo concentradas no carro de Verstappen. Que não teve muitos chiliques nessa corrida. O piloto mexicano não vê mudanças em seu carro há três corridas. E se, de fato for substituído por algum outro piloto, mostra que a red bull nada aprendeu. Nessa indefnição toda, Horner seria favorável a volta de Ricciardo, já Marko, a Tsunoda. A ver.
Ferrari na fase nem Ford nem sai de Simca. Norris se perdendo graças aos próprios erros.
No mais uma corrida morna para os padrões de Spa. Agora, seca de um mês.

Eder Félix
Eder Félix
1 ano atrás

Não simpatizo com o jeito do atual campeão, e a decisão antinatural de 2021 além das defesas de posição desproporcionais, provavelmente potencializa isso.
Mas como o cara é bom de volante!
Novamente coloca o pneu oposto ao dos adversários (o menos indicado, por sinal) e anda no ritmo ou melhor que os adversários.
As críticas a Perez são merecidíssimas, mas o braço do Verstapen tem equilibrado as relações de força. Qualquer companheiro de equipe vai ficar distante, só não precisa ser sempre o último do G8 ou conviver fora da zona de pontos frequentemente.

victor
victor
1 ano atrás

Norris é mto ruim de largada

José Soares
José Soares
1 ano atrás

Flávio, vc que é piloto, se você fosse o Hamilton, com 7 títulos mundiais nas costas e trocentas vitórias, deixaria o troféu com o Russell?

Diogo
Diogo
Reply to  José Soares
1 ano atrás

Pensei nisso também, mas não né, por dois motivos. Primeiro houve alguma maracutaia no carro do Russel. E segundo porque ele vai ter de entregar o troféu de segundo.

Eder Félix
Eder Félix
1 ano atrás

Foquei na corrida do Verstapen.
O erro grosseiro na largada do Norris, colocando meio carro na brita sem nenhum tipo de pressão, tirou a vitória do Max. Era óbvio que passaria, no mínimo, 1 por volta até chegar no G7. Se os últimos deste grupo fossem Ferrari, Perez ou Russell, provavelmente ele se posicionaria em 4° antes do pit stop.
A barbeiragem do Norris o coloca em 7° e interrompe a escalada verstápica. Ali a vitória já era.

Eder Félix
Eder Félix
Reply to  Eder Félix
1 ano atrás

Caraca, tava com 12 negativos, daí eu mesmo coloquei o 13, só pra lular o número… Acho que não consegui esclarecer o ponto de vista, mas acho que Verstapen levava se Norris passasse o começo se engalfinhando com Hamilton e/ou Piastri. Ganhava, no mínimo 2 posições no pit, e o desempenho final da corrida mostrou que tinha chances de andar próximo ao líder e ultrapassá-lo, ou manter-se em primeiro, caso já estivesse lá.

O crítico
O crítico
Reply to  Eder Félix
1 ano atrás

Amigo, o boca de tilápia não ultrapassou sequer um dos carros da Ferrari, McLaren e Mercedes na pista.

Marcio
Marcio
1 ano atrás

A lógica é pegar o melhor piloto da equipe B. Tsunoda.
Não dá pra equipe arriscar novato.

Fabio Santana
Fabio Santana
1 ano atrás

Como sempre análise refinada. Nunca achei que concordaria, mas o Pérez não tem o mesmo carro que o Verstappen.

sylvio
sylvio
1 ano atrás

A Mercedes está com cheiro de peixe podre…Hamilton está sendo sabotado…a Mercedes está sutilmente procurando um modo de ‘aliviar’ o carro do Russell, na corrida anterior ficou sem gasolina na classificação, agora de novo peso abaixo…muito estranho..

Fernando T. Vieira
Reply to  sylvio
1 ano atrás

Pô, quem é o funcionário da Mercedes encarregado da sabotagem? Se o Hamilton é o sabotado, alguém tem que dizer pra ele pra mexer no carro 44, não no 63

Rafael Devos
Rafael Devos
1 ano atrás

Piastre tem mostrado que tem mais atitude que o Norris, e hoje seu rendimento na corrida foi crescente.

Fernando
Fernando
1 ano atrás

Torci pro Hamilton, mas reconheço o belo trabalho do Russel. Questão que fica: 1.5kg a menos fez qta diferença no desgaste dos pneus, tempo de corrida total e velocidade na reta?

Murillo
Murillo
Reply to  Fernando
1 ano atrás

Faz diferença em tudo. No consumo do pneu e no tempo de cada volta.

João Cosme
João Cosme
1 ano atrás

Mais uma vez a Mercedes prejudica George Russell e suas chances no Mundial de Construtores porque não há grande chance no Mundial de Pilotos.
Ferraram Russell várias vezes. Só falta o mandarem para a vala em 2026 para dar vaga a Verstappen. Antonelli e o queridinho da vez.
Fizeram Russell amargar 3 anos no pior carro do grid.

sylvio
sylvio
Reply to  João Cosme
1 ano atrás

prejudica ou tenta ajudar?

O crítico
O crítico
Reply to  João Cosme
1 ano atrás

Interessante notar que, mesmo com o piir carro do grid ainda assim ele conseguiu vencer duas vezes desde 2022, em comparação a uma vitória de Lewis, uma delas, inclusive, à frente dele em uma dobradinha. .

David
David
Reply to  O crítico
1 ano atrás

Mas essa vitória que vc se refere em 2022, ele rodou curiosamente logo apos fazer seu melhor tempo, impedindo que o Hamilton melhorasse seu tempo. Ano em que o Lewis correu varias etapas com kilos a mais de sensores no carro pra ajudar no desenvolvimento…

Jeferson Araújo Pereira
Jeferson Araújo Pereira
1 ano atrás

1- No finalzinho da transmissão pela Band, a câmera focalizou o Mark Webber. Sérgio Maurício disse: “Aí está o PAI do Piastri”. Webber apenas gerencia a carreira do Piastri. O pai do piloto é o Chris Piastri.

2- A alta cúpula da Red Bull resolveu viver no Universo Paralelo pelo resto do ano. Cogitar Daniel Ricciardo para a vaga do Pérez é, no mínimo, uma piada. Nós – falo em nome de TODAS as pessoas que não trabalham na Red Bull – sabemos que no Universo Real, a única coisa que precisa ser feita é anunciar (se possível, ainda hoje) que Liam Lawson será o companheiro do Garoto Enxaqueca até o fim de 2024.

Renan Moura
Renan Moura
1 ano atrás

Eu amante do esporte.Fiquei frustrado. Imagine ele.

Fábio Ribeiro
Fábio Ribeiro
1 ano atrás

Bela corrida, mas só pra mencionar uma coisa que acho que foi importante: na segunda parada, o Piastri errou e parou muito na frente, perdeu dois segundos… E chegou em terceiro dois segundos atrás das Mercedes. Impressionante como uma coisa mínima pode fazer tanta diferença.

lagebeer
lagebeer
1 ano atrás

putz.. 1,5 kg .. é uma picanha !

Gustavo Castor
Gustavo Castor
1 ano atrás

O Piastri perdeu essa corrida na parada errada que fez no Box.

Tivesse parado na posicao certa (ganharia 2s) voltaria na frente do Leclerc e partirianpra cima.do Hamilton.

No fim uma corridaça… uma pena pro Russel.

jose carlos
jose carlos
1 ano atrás

Trocar o Perez agora seria assumir publicamente que o time desistiu de vez do mundial de construtores. A probabilidade de Ricciardo ou [pasmém!] Liam Lawson fazerem algo melhor que o mexicano caindo de paraquedas no meio da temporada é zero, por mais que a mídia local especializada brasileira (a Band mais do que o GP, justiça seja feita) só fale desse assunto (tirar Pérez da Red Bull) há anos. No fundo é ranço e invejinha por ver um latino-americano em destaque que não seja brasileiro. Quer trocar o piloto, ok, mas faça-o em dezembro.

Marcos Bassi
Marcos Bassi
Reply to  jose carlos
1 ano atrás

Não existe isso de piloto latino americano, ucraniano, coreano, inca venusiano…existe piloto bom e piloto ruim…Perez é um piloto de equipe pequena…ou média ..sempre que ele foi pra equipe grande…a McLaren lá atrás…e agora a RedBull ..é isso…tosco…se hoje não provar isso…largou em segundo…terminou atrás de todos os que valiam a pena…ele não consegue nem um pódio ou sequer fazer jogo de equipe…defende-lo só porque é latino americano…não tem lógica…

Etevaldo
Etevaldo
Reply to  jose carlos
1 ano atrás

Se a Red Bull vai fazer a troca, eu não sei. O histórico da equipe e o desempenho fraco do Pérez indicam que sim. Mas não tem nada a ver com inveja da mídia especializada (brasileira), é a própria equipe que alimenta essa especulação (e o desempenho do piloto, claro).

Barreto
Barreto
1 ano atrás

Uma pena o que aconteceu com Russel. Acho legal quando uma estratégia diferente prevalece.
Verstappen carrega o livro de regras no porta luvas e hoje chegou uma posição atrás do terceiro e uma a frente do segundo colocado. Tá no lucro.
Para ser oitavo colocado, francamente o Lawson faria igual ou melhor e ainda seria testado. Pérez já deu o que tinha que dar.

Valmir Passos
Valmir Passos
1 ano atrás

Nooosssa!! Que tristeza! Russel fez uma corrida impecável! Mereceu muito ganhar. Uma pena dar a vitória desse jeito ao mala Embaixador Dior. Na Red Bull, acho que o pai do Max tem razão. Implodiu. O time se perdeu. Se Perez continuar será uma supresa.

Fernando Lopes
Fernando Lopes
1 ano atrás

Deem logo essa RBR de Pérez nas mãos de Alonso.

O choro seria grande, já que o espanhol jamais seria o poodle que o mexicano é.

Engraçado o Max reclamando na penúltima corrida sobre os undercuts – mais especificamente, sobre a McLaren, que depois ainda inverteu Norris / Piastri -, mas a respeito do Pérez colocar pneus para fazer voltinha rápida (tirando-a de adversário direto de Max)e, ainda, claramente ceder a própria posição para Max sem brigar, nada de reclamação, né?!

Porém, infelizmente, juntando Piastri, Norris, Leclerc, Sainz e Pérez, ainda assim não dão um Verstappen.

Hoje somente Hamilton e Alonso, tendo carros semelhantes ao holandês, fariam uma frente.

Falta fome, sede, sangue nos olhos e facas entre os dentes dessa galerinha da McLaren e Ferrari.

Igor
Igor
Reply to  Fernando Lopes
1 ano atrás

Uma coisa é não gostar do Verstappen outra é não ter capacidade de raciocinar. Ele reclamou da REDBULL pelos undercuts na corrida passada e não do Norris ou Piastri. Não tem nada a ver com o que aconteceu hoje. E vc queria que o Perez com pneus mais velhos e mai lento ficasse brigando com ele? Qual equipe faz isso nessa situação? Vai entender essas pessoas…

Fernando Lopes
Fernando Lopes
Reply to  Igor
1 ano atrás

Faço das suas as minhas palavras:

“Hoje somente Hamilton e Alonso, tendo carros semelhantes ao holandês, fariam uma frente.”

Isso é não gostar de Max? Não vivo em um universo onde gostar é babar tudo daquele de quem se gosta.

Raciocine você, pois ele falou bem claro no rádio “these people”. Essa gente se refere a nós ou a eles?

Vai entender essas pessoas…

Ou melhor, vai entender essa gente (nós, na sua interpretação).

Fernando (Pai do Clark)
Fernando (Pai do Clark)
1 ano atrás

Que pena para o Russell, mas regulamento é isso aí, tá pra todo mundo atender.
Que putza corrida boa!

Plinio
Plinio
1 ano atrás

Eu achava que o baile do Verstappen nessa temporada seria análogo ao ano anterior. Errei miseravelmente. A disputa está bem maior que o esperado. Se a segunda parte do campeonato seguir assim será bem legal, mesmo que Max confirme o título, como acho que acontecerá.

Fernando Lopes
Fernando Lopes
Reply to  Plinio
1 ano atrás

Somos dois.

Só que Verstappen é muito melhor do que o restante do grid. Exceção honrosa para Hamilton e Alonso.

Jose Carlos
Jose Carlos
1 ano atrás

Rapaz, eu acho que o Piastri poderia ter dado esse pulo do gato e também ter permanecido na pista com somente una parada; aliás, ainda acho.

Marcelo
Marcelo
1 ano atrás

Vai pra Mercedes, Max…

Bento
Bento
Reply to  Marcelo
1 ano atrás

Só falta o Adrian fechar com a Mercedes, aí são favas contadas!!

Antonio Santos
Antonio Santos
1 ano atrás

O fato de não ter a volta pós bandeirada para pegar borracha pode ter colaborado na questão do peso do carro do Russell.

jose carlos
jose carlos
Reply to  Antonio Santos
1 ano atrás

vale o mesmo regulamento para todos os 19 que terminaram a prova… além de ser bastante improvável vir a “colher” dois quilos de pedaços de borracha. A Mercedes errou feio.

Roberto Borges
Roberto Borges
Reply to  jose carlos
1 ano atrás

Acredito que não trocar os pneus possa ser a causa. Se saíram muito no limite, facilmente perderiam 1,5kg de borracha além da conta. Isso pode explicar a cara “alegre” de Toto no final da corrida. Possivelmente alguém levantou essa lebre na equipe e o que parecia certo virou incerto. Não estava nos planos uma parada apenas. E colher 1,5kg de borracha na volta, também acho que não dá.

Marcelo Duarte
Marcelo Duarte
Reply to  Antonio Santos
1 ano atrás

Pensei o mesmo. Há algum calculo de quanto pesa essa “borracha extra”? Ele poderia ter optado em dar a volta na pista após a bandeirada?

Do Amaral
Do Amaral
Reply to  Marcelo Duarte
1 ano atrás

quase certeza que é mandatório nesse circuito não fazer a volta de desaceleração – todos precisam retornar ao parque fechado com algum combustível ainda nos tanques; e há a questão de segurança já que a pista é liberada para o público adentrar desde a reta Kemmel e caminhar até a reta dos pits (é uma tradição desse GP onde em alguns pontos há portões nas cercas, para serem abertos logo em seguida à bandeirada final – a não ser que tenha sido suprimida ‘sob a nova direção’ da F1).

Sérgio Lima
Sérgio Lima
1 ano atrás

Pérez deveria ir para a Willians. Seria um recomeço bom para ambas as partes. Para ele, que não teria a pressão que recebe hoje e para a equipe que receberia uma boa grana dos patrocinadores do mexicano. Hamilton só não levou pq está de saída da equipe, do contrário, iam mandar Russell sair da frente.

Egidio
Egidio
1 ano atrás

Grande corrida do Russel, na qual ele demonstrou a habilidade mais valiosa na F1 hoje, que a capacidade de conservar pneus e manter o ritmo. Mesmo com um pneu com o dobro de voltas, ele terminou a corrida sem nem dar chances de o Hamilton o atacar.

Aliás, o Hamilton também foi quase perfeito. Teve uma estratégia diferente pois parou um pouco antes para se proteger de um undercut do Norris.

A McLaren tem o melhor carro, mas as suas decisões de paradas normalmente mais atrapalham que ajudam. Era para estar enfileirando dobradinhas sen piedade. E quem acha que o Norris já está pronto para ser campeão, é só olhar a posição de largada dele para o Verstappen e comparar com a posição final. Ele possui habilidade, mas ainda tem muito para evoluir de um piloto muito bom para um piloto excelente.

A Ferrari fez hoje o que deu. Mesmo largando em primeiro, terminar em quarto não foi ruim para o Leclercl.

E a estratégia do Sainz não foi ruim, mas faltou um pouco de convicção dele e da equipe para se manter nela. Seria mais fácil se ele tivesse conseguido salvar um pouco mais os pneus no início, mas isso é realmente complicado, pois o piloto tem que fazer uma corrida diferente de todos os outros, segurando o pé e fungindo de disputas. Se conseguisse, teria terminado em quarto ou quinto. Não deu, e ele acabou em sétimo, sua posição inicial (o que é diferente de “jogar a corrida no lixo” como a transmissão disse).

O Alonso foi para o plano de uma parada e se deu relativamente bem. Terminou em nono (o primeiro da F1 B) e não deve ter feito nenhuma ultrapassagem na corrida. Para comparação,  o Ocon largou uma posição atrás, fez duas paradas, passou por vários carros (Hulk, Gasly, Stroll, Ricciardo) e terminou em décimo. Como cravar qual a escolha é a melhor? Isso varia, mas a recomendação de paradas da Pirelle está longe de ser um mandamento escrito em pedra.

Perez, mesmo saindo da primeira fila, terminou em último da F1 A. Infelizmente está impossível defende ele e a RB corre um risco sério de perder o mundial de construtores se não trocar. Porém, colocar um estreante agora dificilmente faria uma grande diferença, o Ricciardo não anima tanto e parece não existir espaços para o Tsunoda. Então ele vai ficando. Pelo menos as vendas de energético no México se mantêm elevadas.

Mais uma corrida divertida para conta. Este ano está sendo bem melhor que o esperado.

Paulo Teixeira
Paulo Teixeira
1 ano atrás

ví um Hamilton com ordens anteriores a corrida ,¨¨se chegar no Russel não passe…¨¨
ficou putinho,deu na cara

teoria da conspiração de um pirado???