CANA-DEU (3)

SÃO PAULO (delicinha) – Pela primeira vez no ano o pódio de um GP de F-1 não teve ninguém vestido de laranja. Ou papaia, como se fala hoje, graças a uma fortíssima campanha global de marketing dos produtores de mamão. A McLaren sofreu no Canadá sua primeira pancada da temporada, que ainda terminou com um vexame de Lando Norris. Ele bateu no companheiro e líder do campeonato Oscar Piastri a três voltas do final, lutando pelo quarto lugar. A vitória foi de George Russell, da Mercedes. A equipe ainda levou o jovenzinho Kimi Antonelli ao pódio, em terceiro. O segundo foi Max Verstappen, da Red Bull. Piastri conseguiu terminar em quarto. Lando abandonou, com a suspensão quebrada no muro e a moral destroçada pelo erro bizarro. Pelo menos admitiu o erro.
Russell venceu pela primeira vez no ano e quarta na carreira. Já Kimi levou a Itália ao pódio pela primeira vez desde o segundo lugar de Jarno Trulli pela Toyota no GP do Japão de 2009. A Mercedes voltou ao segundo lugar entre os Construtores, com 199 pontos. Passou a Ferrari, que terminou a prova de Montreal em quinto e sexto, respectivamente, com Charles Leclerc e Lewis Hamilton.
A corrida quebequense foi bacana, com interessantes estratégias e muita tensão nas voltas finais, na briga pelo último degrau do pódio que culminou com a patacoada de Norris. O inglês vai precisar de um divã nos próximos dias.
E vamos ver como foi esse GP do Canadá na ensolarada Montreal, que teve um domingo tórrido para os padrões do país, com os termômetros explodindo nos 25°C.

Os dois carros da Mercedes largaram muito bem, com Russell não dando chances a Verstappen de jogar areia nos seus olhos na primeira curva, que era seu plano inicial. Antonelli lembrou dos tempos recentes de pega-pega na escola e jantou Piastri. No resto da turma, Nico Hülkenberg ganhou duas posições e Alexander Albon perdeu três – os destaques da largada.
Na quinta volta, Verstappen assediava Russell de forma ameaçadora. “Olha aqui, tô chegando, tonto!”, gritava no rádio, sabendo que alguém na Mercedes passaria o recado ao adversário. “Quando eu te passar vou atirar uma marmota no seu cockpit hahahaha!” George, preocupado, pediu à equipe para alertar os comissários esportivos. “Veja, esse tipo de ameaça muito me preocupa, sobretudo pela questão ambiental. Uma marmota? Viva? Se ele fizer isso, temos de chamar Luisa Mell. Mell com dois ‘L’ no final, procurem-na nas redes sociais. Ela é uma brasileira ativista muito ativa, com o perdão da repetição. Mas é recurso literário que se usa para reforçar uma ideia, e eu costumo…”
Nesse momento Toto Wolff tirou os fones, se levantou e pediu para alguém conseguir uma cópia do contrato de Russell com a equipe. “Deve ter alguma cláusula que permite desligar o rádio”, comentou com quem estava ao seu lado, no caso Valtteri Bottas. Com uma marmota de pelúcia nas mãos.



Na décima volta, George já respirava mais tranquilamente. A diferença para Max batia nos 2s e a ameaça de receber um roedor no cockpit parecia afastada momentaneamente. As posições da primeira volta se mantinham inalteradas: Russell, Verstappen, Antonelli, Piastri, Hamilton, Fernando Alonso, Norris, Leclerc, Hulk e Franco Colapinto nas dez primeiras posições. A primeira ultrapassagem relevante foi de Landinho sobre Fernandinho, valendo a sexta posição.
Max, que no início tentara chegar em Russell, foi para os boxes na volta 13, quando já estava para ser ultrapassado por Antonelli. Colocou pneus duros e não levou um risco no capacete do novato italiano. Na volta seguinte, Russell parou também, colocando os mesmos pneus duros – ele e Max largaram com médios; da turma da frente, apenas Norris e Leclerc optaram pelos compostos com faixa branca, para esticar o primeiro stint. Com as paradas de Verstappen e Russell, Antonelli assumiu a ponta na volta 14. Durou pouco o gostinho de liderar uma corrida. Na volta seguinte a Mercedes o chamou para a troca. Voltou à pista novamente atrás do holandês da Red Bull.
As paradas se sucediam. Hamilton estava sendo ultrapassado por Norris quando entrou, também. Com 16 voltas, Piastri e Norris eram os dois primeiros. Pelo rádio, o engenheiro de Lando mandou o recado: “Vamos precisar de uma daquelas corridas excepcionais para vencer, companheiro”. “Tipo qual?”, perguntou o inglês, sem se lembrar de nenhuma. Na volta 17, foi a vez de Oscar parar. Norris assumiu a liderança, com Leclerc em segundo. Ambos sem pit stops.


No fundão, Gabriel Bortoleto foi ultrapassado por Carlos Sainz e Yuki Tsunoda na mesma volta, caindo de 12º para 14º. Como tinha largado com pneus duros, o brasileiro ia se mantendo na pista enquanto a turma dos médios parava para trocar. Todos que largaram com os duros – nove dos 20 pilotos – torciam por um safety-car, ou um protesto de imigrantes, ou uma invasão das tropas de Gilead. Qualquer coisa que permitisse uma parada “de grátis”. Mas nada de excepcional acontecia.
A corrida até era divertida, porque a galerinha de pneus novos, ao voltar à pista, tinha condições favoráveis para fazer ultrapassagens. E o passa-passa não cessava, ainda que as manobras fossem fáceis, determinadas pela situação da borracha de cada um. Quem tomava passão de todo mundo era Albon, que largara de pneus médios e reclamava um monte com a Williams sobre algo que não sabemos exatamente o que era: “Não sei por que vocês não me escutam nunca!”, falou. O time pediu para ele parar. Ele se recusou. Só foi fazer seu pit stop na volta 24. Caiu para último.




Na Ferrari, Leclerc foi orientado a migrar para o Plano B. Respondeu que preferia o Plano C. O engenheiro disse que tudo bem. Tive a impressão que não sabia qual era o B e qual era o C. Com Charlinho, ultimamente, é melhor não discutir. Na volta 26, Russell chegou no monegasco e passou. Foi para segundo, tendo Norris à frente sem trocar pneus. Era o nome da corrida, àquela altura favoritíssimo à vitória.
Leclerc finalmente parou na volta 29. Colocou pneus duros de novo. “Não entendi a escolha”, disse, pelo rádio. “Nem eu”, respondeu o engenheiro. Nem ninguém. Norris parou na volta seguinte. E colocou médios. Essa escolha todos entenderam. Fazia sentido. Chaleclé continuava reclamando no rádio. “Por que me pararam? Meus pneus estavam bons!” “Não sabemos. Ninguém sabe. E temos raiva de quem sabe”, encerrou o engenheiro.
Com 30 voltas, Russell, Verstappen, Antonelli, Piastri, Norris, Leclerc, Hamilton, Esteban Ocon, Sainz e Alonso eram os dez primeiros. Do inglês da Mercedes para o tetracampeão da Red Bull, a diferença não era grande: 2s2. Max estava no jogo, embora a tarefa fosse bem difícil. Sua preocupação era maior com Antonelli, atrás dele, do que em lutar pela vitória, que parecia distante.


Na metade da prova, volta 35, Ocon, em oitavo, e Sainz, em décimo, eram os únicos da zona de pontuação sem parar, ainda. Bortoleto, em 12º, também seguia com os mesmos pneus da largada, assim como Tsunoda (11º), Liam Lawson (13º) e Pierre Gasly (15º). Esses, estava claro, tentariam fazer a corrida com apenas uma parada.
Na volta 38, quando Antonelli se aproximou novamente de Verstappen, Max parou e colocou um novo jogo de pneus duros. Era seu segundo e último pit stop. A Mercedes reagiu imediatamente e chamou Kimi. Ele também colocou pneus duros e na saída dos boxes quase passou o rival. Mas, com pneus frios, acabou não conseguindo. A briga aconteceria nas voltas seguintes.
Russell, Piastri, Norris, Leclerc, Verstappen, Antonelli, Hamilton, Alonso, Ocon e Sainz eram os dez primeiros na volta 40. O líder parou na volta 42, colocou pneus duros, saiu em quarto e tinha 3s5 de vantagem para Verstappen, com borracha mais nova. Era só não fazer nenhuma bobagem que ganharia a corrida. Bobagem que quase aconteceu na troca de um dos pneus, o traseiro esquerdo, que demorou um pouco para ser colocado corretamente.
Piastri, o líder, falava intensamente com a McLaren pelo rádio. “Os pneus estão bons, Oscar?” “Sim.” “Mas estamos vendo aqui que a borracha está desgastada.” “Sim”. “Então talvez seja melhor trocar, não acha?” “Sim.” “Mas seria bom, mesmo, ir até o fim.” “Sim.” Depois dessa profunda discussão, Piastri parou na volta 46 e colocou seu último jogo de pneus, duros. Voltou em sexto. Norris veio na seguinte. Leclerc assumiu a ponta, com uma parada apenas.

O primeiro abandono da corrida foi de Albon, na volta 49. E o primeiro pênalti, para Stroll – deu uma apertada em Gasly, e ainda tomou cinco pontos na carteira. Nada que alterasse a cotação do dólar canadense, já que todos os supracitados estavam no fundo do pelotão, apenas fazendo número. Bortoleto parou na volta 50 e colocou pneus médios, voltando em 18º dos 19 que estavam na pista. Ocon, Sainz, Tsunoda e Gasly seguiam sem trocas.
Na liderança, Leclerc voltou ao rádio e perguntou por que a equipe ainda não o tinha chamado para a segunda troca. “Porque não queremos que você dê muitas voltas de médio”, respondeu o engenheiro. “Mas eu gosto dos médios, eles são bons.” “Por isso mesmo, nós sabemos, só queremos te irritar.” Mas ele parou, na volta 54. E Russell voltou à ponta para as voltas finais da corrida, com Verstappen em segundo, Antonelli em terceiro e Piastri muito perto do jovial italiano. Todos próximos, separados por apenas 4s. Norris, Leclerc, Hamilton, Ocon, Sainz e Hülkenberg fechavam o grupo dos pontos.
Piastri pressionava Antonelli, o que levou dona Veronica, sua mãe, a ligar para Toto Wolff. “Quantos anos tem esse moleque atrás do meu filho? Ele é da 7ª F, eu vi na festa junina! E o Kimi ainda está na 5ª C. Dois anos de diferença! Não pode, vou falar com a diretora!” O chefe da Mercedes concordou. Com dona Veronica não se discute. Prometeu falar ele mesmo com a diretora.
Tsunoda, Ocon e Sainz pararam na volta 58. Eram os últimos que ainda não tinham trocado pneus. Faltando dez voltas, Oscar perdera o contato com Antonelli e passara a ser acossado por seu companheiro Norris. Valia o quarto lugar. Briga interna, gostamos. Alguém entrou no rádio de Oscar. “Ele disse que você é um cuzão!”, falou a voz estranha. “Sim”, respondeu o piloto. “Vai passar por dentro de você, seu banana!” “Sim.” Não aconteceu nada. “E aí, bateram?”, perguntou Verstappen. “Não, Max, não deu certo”, lamentou Christian Horner.
Não naquela hora.




A briga pela última posição no pódio estava bonita e tensa. Antonelli já não tinha como atacar Verstappen, e os dois carros papaia atrás dele vinham com a asa aberta, babando. Na volta 66, Norris aproveitou uma brecha e passou Piastri na freada do cotovelo. Na curva seguinte, Oscar tracionou melhor, os dois desceram a reta juntos e o australiano recuperou a ponta. Na reta dos boxes, Lando perdeu a cabeça. Tentou passar pela grama, sua roda dianteira direita tocou na traseira esquerda de Piastri. Foi para o muro. Uma cagada federal.
Pelo rádio, antes que brotasse qualquer polêmica, o inglês pediu desculpas. “Errei. Foi mal. Culpa minha. Fui um estúpido”, admitiu. O safety-car foi acionado. A corrida terminaria atrás do Mercedão vermelho, já que não haveria tempo para uma relargada. Piastri ainda parou nos boxes para colocar um jogo de pneus macios, caso houvesse um reinício. Ou talvez para garantir que o pneu tocado por Norris não furasse.
Houve também uma tretinha entre Russell e Verstappen, o primeiro freando forte atrás do safety-car, o segundo passando e devolvendo a posição, claro, e reclamando que ele tinha freado agressivamente, e George dizendo que ele tinha ultrapassado ilegalmente, mas ficou por isso mesmo. Jean Alesi, que 30 anos antes vencera o GP do Canadá pela Ferrari, deu a bandeirada. Russell, Verstappen, Antonelli, Piastri, Leclerc, Hamilton, Alonso, Hülkenberg, Ocon e Sainz foram os dez primeiros. Bortoleto terminou em 14º.


O grande perdedor do fim de semana foi Norris. Jogou no lixo dez pontos de um quinto lugar garantido e ainda viu o companheiro marcar 12, além de gerar um mal-estar desnecessário na equipe. Na Mercedes, só festa: um pódio duplo, primeira vitória desde Las Vegas no ano passado, um menino como Antonelli levando um troféu para casa em seu 11º GP. O domingo não poderia ter sido melhor.
Na classificação, Piastri agora tem 198 pontos. Lando estacionou nos 176 e Verstappen foi a 155. Russell, o vencedor de Montreal, está em quarto com 136. Além da turma que tomou banho de champanhe – e do rapaz que precisa tomar um banho de juízo –, a prova teve destaques na zona de pontuação. O interminável Alonso conseguiu seu melhor resultado no ano, sétimo, sendo combativo do início ao fim. Hulk pontuou pela terceira vez no ano com a Sauber, com mais uma atuação sólida, aproveitando as brechas que algumas corridas abrem para que times como o seu terminem entre os dez primeiros. Ocon e Sainz, nono e décimo, fizeram valer a estratégia de apenas uma parada e também beliscaram uns pontinhos.
F-1 agora, só daqui a duas semanas na Áustria, a casa da Red Bull. Até lá, a favorita McLaren precisa juntar os caquinhos da primeira escorregada do ano. Não é tão complicado assim. Cabeça no lugar é tudo que uma equipe precisa nessas horas.
ATUALIZAÇÃO – O resultado final do GP do Canadá só foi proclamando mais de cinco horas depois do fim da corrida. Antonelli, Piastri, Ocon, Leclerc, Sainz, Gasly e Stroll foram investigados por terem ultrapassado outros carros após a bandeira quadriculada, na volta de desaceleração, quando retornavam aos boxes. Ocorre que como a prova terminou sob safety-car, o modo “bandeira amarela em todo o circuito” estava em vigor mesmo depois de encerrada a prova. Uma bobagem completa. Todos foram advertidos, apenas. Ocon e Bearman foram investigados — e também advertidos — por outras duas situações: o primeiro por uma freada brusca atrás do safety-car e o segundo por cortar uma chicane durante a corrida. Norris foi o único que recebeu uma punição de 5s acrescidos ao seu tempo total de prova, por causar a colisão com Piastri. Ainda que ele não tenha terminado a corrida com o carro andando, percorreu mais de 90% das 70 voltas e por isso teve uma classificação final. O pênalti não muda nada, porque ele estava fora da zona de pontos, de qualquer forma. E a Red Bull entrou com um protesto contra Russell por ter freado atrás do safety-car, forçando Verstappen a ultrapassá-lo e, depois, a tirar o pé para o inglês reassumir a ponta. A FIA rejeitou. E o resultado da pista ficou inalterado.
Noris podia ter falado que o Piastri fechou ele, que ele estava mais rápido, que a equipe não falou no rádio pra não atacar… mas preferiu se chamar de bobo e botar o rabo entre as pernas…
Psicologicamente seu companheiro sai fortalecido e ele arrasado.
Campeão de verdade não abaixa a cabeça, nem quando faz merda.
É um bom piloto mas parece não ter os colhões que os grandes campeões precisam ter.
E a FIA melou denovo, não puniu o Geroge que deliberadamente ziguezagueou,escorregou, fez de dltudo atras do carro de segurança! Se isso não é roubo….
Prezado besterraba, você está a confundir FIA com CIA. São entidades diferentes, beleza, vegetal?
Mas não sao os fiscais da FIA que analisam as falcatruas ?
Fora a barbeirada do Noris, nenhum um errinho mais sério dos demais pilotos, numa pista cheia de muros! Onde estão os De Ceasaris, os Verstappens (Pai), os Maldonados da vida para animar um GP?!
A falta que faz um Grosjean….
Boa pista, corrida boa. Como deve ser. Ótimo texto. Norris precisa pensar…
Texto espetacular! A acrescentar, apenas o narrador oficial que afirmou que Bortoleto , que parou na volta 48 , andou 50 voltas com o jogo de pneus.Alguém tentou corrigir (acho que foi a Mari) dizendo que foram 48, mas ele insistiu que foram 50! rssssss
Ao contrário. Ele parou na volta 50 e o cara dizia que tinha dado 48 voltas com o pneu. Duas delas, pelo jeito, carregando o carro nas costas.
Exatamente!
Essa corrida foi a prova definitiva de que Piastri está em uma prateleira diferente de Norris. O inglês boa praça pode ser até mais rápido em alguns circuitos (aparentava ser neste), mas não tem nem inteligência, nem emocional para ser campeão.
Torcendo muito para o Antonelli finalmente quebrar a escrita e se tornar o primeiro campeão italiano da era moderna
Daqui uns 5 anos, quem sabe
O Webber é o empresário do Piastri, mas é o Norris que se espelha nele nas suas trapalhadas, seja nas largadas, nos trocas, nas ultrapassagens e mesmo nas chegadas.
Eu acho que o fato do Webber ser empresário dele, ajudou no que se refere a não ser contentar em ser segundo piloto quando foi para a Mclaren, o que aliás todos imaginavam que iria acontecer. O velho canguru teve uma larga experiência nessa da equipe privilegiar um em detrimento do outro na Red Bull e com certeza usa ela em favor do seu pupilo.
Agora dá para entender o porquê de a McLaren ter comprado aquela briga pelo Piastri com a Alpine.
Deram champanhe para o Antonelli? A mãe dele vai brigar com a direção da F1.
Achei que o acidente com os pilotos da maclaren iria por fim ao clima paz e amor da equipe, mas o lando é muito bundão, o jeito é se acostumar logo em ser segundo piloto.
Ele errou e admitiu o erro. Atitude correta.
Diferença de pontos entre os pilotos:
1- Piastri: 198
2- Norris: +22
3- Verstappen: +21
4- Russell: +19
5- Leclerc: +32
6- Hamilton: +25
7- Antonelli: +16
8- Albon: +21
9- Ocon: +20
10- Hadjar: +1
11- Hülkenberg: +1
Só pra corrigir, botei sinal de mais (+) (estou acostumado com a tabelinha de diferenças de tempo durante a corrida), mas na verdade seria de menos (-)…
Dá pra ver que do 1° ao 8° as posições estão bem consolidadas, Um piloto só passa o outro na pontuação se vencer e o que está logo acima não pontuar.
“Valeu Lando, continue assim.” Ass. Max Verstapen
Guardadas as devidas proporções, relatos com tempero de Luis Fernando Veríssimo por aqui, leitura deliciosa ❤😄
Esse GP do Canadá fortaleceu alguns dos meus insignificantes achismos…
Eu não acho que o Vasseur seja um total incompetente, apenas será mais um de uma longa fila de dirigente que foi rifado em razão da bagunça generalizada que impera na equipe ferrarista após os anos de bonança do quinteto Schumi, Todt, Brawn, Byrne e Montezemolo. Ainda assim algo tem q ser feito, é impressionante a quantidade de erros cometidos pela Scuderia e creio q a solução não esta na simples troca de comando, pois o buraco é ainda mais embaixo…, porém Tchau Fred.
A RB pode ter escolhido caminhos equivocados no desenvolvimento do carro, o que consequentemente fode com todos os segundos pilotos que sentam lá, pois apenas o Max tem capacidade de fazer funcionar… ainda assim acho um exagero dizer que virou uma carroça, nas mãos certas – o que enaltece ainda mais a capacidade e feitos do holandês – a diferenca para os outros sempre é mínima. Em resumo parece ser feito sob medida para o Max e aí vale o lembrete… abra os olhos Mclaren.
O Antonelli teve privilégios que outros estreantes não tiveram – quilometragem nos testes que facilitam a adaptação – e em razão disso acho que há uma certa distorção, ou má vontade com os resultados conquistados por ele, pois por mais que ele tenha sido bem preparado pela Mercedes, o rapaz tem um companheiro de equipe que é reconhecidamente muito bom e ainda assim no alto dos seus 18 anos ele anda próximo e não compromete. Não faço ideia do que o futuro reserva para ele, porém tenho a impressão que a sua temporada de estréia está sendo superior a do Max, que errava mais…
Eu já tinha opinado no final do ano passado que o Piastri, mesmo sendo mais lento, poderia superar o Lando em razão do psicológico, porém acho que o australiano está indo além, evoluiu e reduziu a diferença de velocidade entre eles e ficou muito mais combativo. Achei soberba a ultrapassagem do Lando em cima do Piastri e mais brilhante o xis do australiano, creio que no ano passado o australiano não teria feito isso, enfim tirando a maldição e erro do GP da Austrália, o Oscar está pilotando muito.
Lando é carismático, legal, honesto e sincero, um contra ponto do perfil de pilotos da F1, o genro que todo pai gostaria de ter, extremamente rápido, um showman capaz de lances totalmente inusitados, mas que vai da genialidade para a bestialidade em velocidade super sônica… um dia pode até se tornar campeão em razão do alinhamento das estrelas, mas não creio que será esse ano e haja divã para o rapaz…
A neutralidade da Mclaren em não assumir o favorecimento de um determinado piloto é esportivamente correto e faz ela ficar de bem com os torcedores, mas não vejo uma hegemonia, em algumas pistas a vantagem é maior, porém em outras as forças se equivalem, na média está a frente, mas com margem não tão grande e como do outro lado há uma RB que dificilmente erra em estratégia de corrida e tem um Max excepcional… se os papaias querem o mundial de pilotos é melhor eles abrirem os olhos e saírem de cima do muro… acho que a decisão do mundial de pilotos será mais apertada do que imaginamos.
Eu sempre vi os embates do Russell x Verstappen como situações corriqueiras de corrida, mesmo que o santo de um não bata com o do outro eu achei um exagero as acusações do Max, não me lembro de um lance de deslealdade que justificasse a escalada da animosidade entre eles, sei lá, parece que essa treta vem de outras vidas, só isso para explicar o quanto um detesta o outro e fazem que situações normais ganhem grandes proporções, daqui a pouco estão se acusando de um piscar para o outro.
Muito divertido seus textos,duro é aguentar o pessoal da tv narrando,comentando e as reportagens,falta vida inteligente nessa equipe!
Concordo e apenas acrescento que até acho que os comentaristas são capazes de entregar um resultado melhor. O Reginaldo que é ótimo, porém é vítima da idade poderia ser blindado, os outros dois que se revezam conhecem do riscado, o grande problema é o locutor que em vez de se dedicar a leitura da corrida, opta pelo caminho das graçolas e consequentemente comete várias gafes. Todo mundo erra no seu ofício, a questão é a recorrência dos erros e mesmo ele sendo fraco, infelizmente é o responsável pela liderança e ditar o rumo da linha editorial.
Reginaldo nao ta dando mais, game over…
Eu não discordo de vc e até por isso acho que a Band deveria tentar blinda-lo/ajudar de alguma forma… Se fosse um jornalista comum o afastamento seria o caminho óbvio, porém pelo conjunto da obra e importância que ele teve na história do automobilismo brasileiro, creio que há certo cuidado em simplesmente afastá-lo. Sinceramente nem acho que a Band faz errado em aposenta-lo contra a vontade dele pelo que ele representa…
Para as pessoas wtastísticas: Hamilton completou 10 corridas sem subir ao pódio em uma temporada. O recorde anterior era de 9, em 2009.
TESTEMUNHES DE SERGIO MAURICIO,
Depois das emocoes na Catalunya, confesso que foi estranho ouvir “CE TA LOUCO”, Regi confundindo os pilotos e Mari Becker cortada sem do por SM.
A prova catalana foi mais interessante que o grande premio de Quebec.
Uma coisa que nao mudou foi o desequilibrio de um dos candidates ao titulo mundial.
Na epoca do epico senhor Bolacha e do Masterchef Silvio Lancelotti na Rede Band, chamavam esses pilotos de cobras.
O cobra Mad Max surtou em Montmelo, seu cerebelo fritou no sol da Catalunya diante da superioridade dos Papaya (quase) invenciveis.
Na Ile de Notre Dame, o cobrinha Landinho surtou diante da reacao inflamada de Oscarito diante da impetuosa ultrapassagem que valia, na epoca, 3 pontos.
Se o Papa Zak fizesse respeitar o sagrado evangelho das Regras Papaia, bastava Oscarito deixar Landinho passar em busca do falso KIMI, e depois inverteriam as posicoes quando Antonelli fosse ultrapassado pelas McLaren.
Oscarito diria “sim”.
Mas nao ouvimos a palavra de salvacao, e Landinho surtou como Mad Max.
O erro de Landinho levou o falso KIMI ao podio. 17 anos! Grande dia Toto!
Vitoria epica de George e ninguem mais lembra os dias de Gisele Bunchen.
Ainda bem que, na Audi Sauber, temos pilotos racionais, pragmaticos, que pagam seus impostos, respeitam a Constituicao, as instituicoes, as ordens do STF e as ordens de equipe.
Com sua parada unica, nosso lento Borto auxiliou o incrivel Hulk a marcar muitos pontos para a casa alema sediada na gelada Suica.
Nem Rubinho foi tao util ao Alemao queixudo, nesse mundao de motor Ferrari da F1. Parabens, Borto!
Continue assim e um dia lembraremos de voce como um salvador de pneus na linha de Checo Perez.
Ah sim. E o Nepo-Baby Stroll?
Papa Stroll nao deve ter curtido muito. Por isso, veremos o jovem Lance outra vez na Austria, e nao sera nas provas de ski alpino.
Na Briatore Racing, as arrojadas taticas gerenciais de Don Corleone fizeram o rapido Gasly largar em ultimo, dando uma chance para Franco Pagamico.
Enquanto isso, Don Alonso, Oconzinho e Carlitos davam show.
Mad Max tambem, mas com cagaco de ser suspenso, nao foi nem sombra do boi vermelho das largadas dementes. Ficou o boi na sombra, segundon.
Hoje, Hadjar nao foi nem sombra do melhor estreante de 2025.
Slowson, nem andando devagar, devagarinho, poupou o carro. Herr Marko curtiu…
Yuri Tiktok, quando o dindim da Honda acabar, arigato.
Ah sim. E a Scuderia Enzo?
Gisele Bundchen mostrou velocidade, ao atropelar uma marmota…
Monegato, por sua vez, ficou preso no Groundhog Day dos boxes ferraristas. Plano A, B, C, e todos errados.
Nem todo o #mimimi do universo salvara Vasseur da ira da imprensa da Bota.
A bota vem ai, mon ami…
#MakeDrugoGreatAgain
Sensacional
(Contém ironia)
Cençacionau.
Beije no coracao Champs (nao contem beije…kkk)
#faseoraleterna
Até que a corrida foi legal.
Piastri tem o estilo de pilotagem de Alain Prost. Hábil, veloz e cerebral. Vai se diferenciar se andar bem na chuva. Coisa que o francês não sabia. Verstapen faz um campeonato onde quase não consegue ser o protagonista. A Red Bull, seguramente, está distante das Mac Larens. Só está na 3a colocação porque é muuuuito bom! Norris faz questão de colocar-se como coadjuvante. A Mercedes têm feito um papel digno (principalmente Russel). E as Ferraris, infelizmente, cairam p a posição de melhores do resto. Uma pena! Hamilton merecia mais!
Abraços, Flávio Gomes!
Alonso P7. Stroll P 17 = ultimo. Significa.
Papaia Rules ? What the f…ck !
Comentários aleatórios: Seria Norris um novo Mansel na F1.
As chamadas de box do Verstappen foram cirúrgicas.
Antonelli parece ter uns 15 anos, mas não desperdiçou a boa chance.
É compreensível a comparação entre os ingleses, porém acho que a natureza dos defeitos deles são diferentes. O Mansel tinha dificuldade em respeitar os limites e se atrapalhava de vez em quando, ainda assim foi campeão. O Norris simplesmente dá tilt e não tem força mental para superar isso. Todo grande piloto apesar dos seus defeitos geralmente tem uma curva de aprendizado, eu não consigo enxergar isso no Norris, parece o mesmo piloto de quando estreou.
VaciLando Norris…
Dando molis
Esse encontrão de Norris com Piastri estava demorando acontecer nessa temporada. Apesar de nenhum dos dois ser campeão eu estou aqui torcendo para termos uma reedição de Fittipaldi x Peterson na Lotus, Piquet x Mansell na Williams, Senna x Prost na McLaren, Hamilton x Rosberg na Mercedes e etc. Acho que será bem legal, vai dar muita emoção no campeonato.
Difícil… aos poucos, como quem não quer nada, o australiano vai colocando o Norris no bolso. E, claro, se perguntarem pra ele se é isso mesmo, ele responderá “sim”.
Norris e tosco, o titulo nao pode cair no colo de um piloto tao fraquinho assim. Do contrario sera uma daquelas conquistas apagadas e que ninguem mais ira se lembrar, nos moldes daquela conquistada pelo Rosberg pai.
O curioso é que tu lembraste justamente daquela “que ninguém mais irá se lembrar”…
Pois é, tive que desenterrar essa…
Eu não concordo que ele seja tosco, pelo contrário, é muito rápido e as vezes protagoniza manobras sensacionais, apenas acho que ele não conseguiu a necessária evolução e claro tem o mental bem fraquinho. Além disso resolveu torcer para um certo time daqui que não tem mundial… aí complica rs.
Tosco no conjunto da obra, e pra piorar torce pra um time sem mundial. Aí nao tem santo que faça milagres