SIM, ERA

SÃO PAULO (atrás da notícia) – Um leitor meu, Gabriel Granna, mandou o vídeo pelo Instagram. E perguntou: aquele cara que aparece atrás do Ron Dennis a partir de 6min25s era você, por acaso?

Era. Foi em Monza, numa entrevista do dono da McLaren. O ano, 1994. Estava rolando uma treta enorme porque a Benetton, de Michael Schumacher e Flavio Briatore, vinha sendo acusada de burlar o regulamento com o uso de alguns dispositivos eletrônicos. Era Benetton contra rapa, todo mundo apontando o dedo para o time que, no final do ano, daria o primeiro título ao alemão.

Quando cheguei ao motorhome da McLaren colei no dirigente com meu gravadorzinho. A moça do meu lado era a Miki, uma jornalista japonesa que ia não só a todas as corridas, como a todos os testes privados de todas as equipes durante a temporada. Repórteres, naqueles tempos, tinham de ouvir as pessoas e buscar notícias onde elas estavam. Hoje monitoram redes sociais.

Antes era mais legal…

Ah, e antes que me esqueça, dispenso comentários sobre meus cabelos! Sempre que coloco alguma foto ou vídeo antigo nessas plataformas dos infernos (não é o caso desta) parece que a única coisa que as pessoas percebem é que eu tinha muitos cabelos e hoje não tenho. Puxa, que observadores!

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Sandro
Sandro
8 meses atrás

GP da Bélgica de 1991.
Campanha em prol de Bertrand Gachot.
Por causa de uma confusão de Gachot com um taxista inglês.
Já foi postado nesse blog um vídeo, em que de repente aparece o Flávio Gomes.

luis
luis
8 meses atrás

Flavio usava mullets, hehehe.

Carlos Jose Pimenta Franco
Carlos Jose Pimenta Franco
8 meses atrás

Acompanho a F1 tem um tempinho. Dos GPs de Monza, um que me marcou, pela TV. Foi a largada de 78. Quando o locutor fala: “VAMOS OBSERVAR BEM, POIS ESTA TENDO MUITOS ACIDENTES ULTIMAMENTE NA LARGADA.” E dá-se a bandeira, e em pouco tempo, pow. A Lótus de Peterson explode, Piquet tentando ajudar, Hunt também, TRÁGICO. Depois disso, toda corrida lá, lembro desse fato.
Agora, que privilégio seu viu. Isto não era trabalho, era Colônia de férias rsrs.

João Vítor Barcelos
João Vítor Barcelos
8 meses atrás

Legal a dica do vídeo, mas nossa, em 1994 você tinha muitos cabelos e hoje não tem!

Afonso
Afonso
8 meses atrás

Muito legal esse vídeo. Belo arquivo!!

Marcio
Marcio
8 meses atrás

Acompanho desde site warmup e o programa na jovem pan aos sábados à tarde.

Foda-se cabelo, também fiquei careca

Hilton Vaz Pezzoni
Hilton Vaz Pezzoni
8 meses atrás

Eu também lia na Folha seus sempre ótimos textos.
Conheci o Francisco Santos no início dos anos 80, fui apresentado pelo saudoso amigo Chaba Soos….

GUs
GUs
8 meses atrás

1994 foi o ano em que comecei a acompanhar com mais atenção a F-1; mas não necessariamente por causa da tragédia do Senna, eu não era torcedor de ninguém e apreciava as categorias de turismo, cujos carros – naturalmente – eram muito mais lógicos e próximos do nosso cotidiano, e os anos 90, em termos de carros no geral, foram uma época muito especial, aliando confiabilidade e inovação eletrônica com a “tangibilidade” na tocada…caixa manual, sempre de características diferentes conforme a marca, direção que não era mascarada em leveza e sensibilidade como nos dias de hoje, carros pequenos, de excelente visibilidade, o motorista mais integrado com o mundo lá fora de certo modo, mesmo que bem menos seguro….rs.

Mas enfim, viajei…ao comprar o Anuário de 1994 do Francisco Gomes, ao final do exercício do mesmo ano, na biblioteca da faculdade, passei em revista o ano e comecei a acompanhar com mais cuidado a categoria, me impressionava como Schumacher eram imperturbável e rápido, uma espécie de “Ivan Drago” da categoria, impressão reforçada em 1995, quando com aquele Benetton-Renault, simplesmente mastigou Damon Hill, e isso que o carro do alemão era menos equilibrado no conjunto, mas finalmente equiparado em potência.

É, 1994 foi a fagulha; dali em diante nunca mais deixei de seguir a F-1, não chegou a virar mania, mas algo bacana de acompanhar. P.s: Meus cabelos também se foram, #soliedariedade

GUs
GUs
Reply to  Flavio Gomes
8 meses atrás

Exato, obrigado!

Marcus
Marcus
9 meses atrás

FG, a gente gosta de azucrinar você. Aliás, lembro que esse GP foi o canto do cisne para a Lotus. O Herbert teve a chance de fazer uma corridaça, mas deu tudo errado.

Diego Gomes
Diego Gomes
Reply to  Marcus
8 meses atrás

Segundo o próprio Herbert, a Lotus de 1994 gerava tamanho arrasto, que num teste alguns dias depois em Estoril, ao instalar as asas de Monza meio que na zoeira, o carro foi quase dois segundos mais rápido. Portanto, embora um prometido desempenho excepcional naquela prova pudesse ter salvado financeiramente a equipe, foi uma situação do tipo “March em Paul Ricard” de um carro irremediável (tanto que a “Pacific-Lotus” de 1995 também andou no fundão).

Carlos Frederico Pereira da Silva Gama
9 meses atrás

Eu sempre lembro de voce com cabelos Flavio. Estou ficando velho e a gente guarda as imagens que chegaram primeiro. Lembro dos seus textos na Folha e das reportagens na fase-com-cabelo, entao ate hoje nao reparo que os cabelos se foram. Agora, o Ron Dennis ja teve cabelo?