PATRIOTÁRIOS (7)


CAPITAL PAULISTA (não acaba nunca) – Ah, Interlagos… Hoje só briguei com um GCM — guarda civil metropolitano, para quem não está acostumado com a língua das ruas. Reproduzo o diálogo áspero para que me julguem, mas antes é preciso descrever o cenário.
A retirada das credenciais para o GP da Capital Paulista, antigamente, se dava no Hotel Transamérica. Era bem legal, serviam pães de queijo e café fresco. A gente chamava o hotel de “QG da Fórmula 1”. Fazíamos, nas rádios em que trabalhei, transmissões ao vivo de lá. Tinha a tradicional “coletiva da Marlboro”, que quando Senna corria na McLaren, claro, era o evento mais concorrido da cidade. Apareciam jornalistas de todos os cantos – era a única forma de ver Senna de perto, ao vivo e em cores, e exibir sua devoção. Quando ele morreu, já contei essa história, a coletiva da Marlboro continuou sendo lá, mas a atração passou a ser Schumacher, já na Ferrari. Tinha um lunático que ia todo ano com uma pasta surrada de papéis surrados, ele mesmo era bem surrado, cabelo ensebado, barba malfeita e sapatos empoeirados, e empreendia uma cruzada quase religiosa para fazer o Schumacher dizer que Ayrton Senna merecia uma estátua, ou um monumento, ou quiçá que o Brasil fosse rebatizado como Sennaland.
Bem, isso acabou faz um tempo, o hotel foi desmontado e no terreno ao lado fizeram uma piscina gigante para as pessoas pegarem onda. Me disseram que quem esteve lá com uma prancha e bermuda foram Valtteri Bottas e Jack Doohan, mas foi alarme falso. Ou semifalso, porque eles foram surfar, sim, mas em Porto Feliz, cidade do interior de São Paulo, onde há outra piscina com ondas artificiais. E os dois vestiam camisas do Capital Paulista FC, coisa mais esquisita.


Então, voltando à retirada das credenciais, já tem uns anos que o local determinado é uma estrutura provisória no portão 8 do autódromo, na avenida Senador Teotônio Vilela, em frente à antiga fábrica da Copersucar, que ninguém sabe direito onde é, mas eu sei. Há um recuo na avenida para que se estacione ali. “Seja breve, embarque e desembarque”, diz a placa. Eu seria muito breve, era descer e pegar minha credencial e ir embora, parei o carro, liguei o pisca-alerta, mas é claro que enquanto esperava um guarda municipal vestido com colete à prova de balas foi em direção ao meu carro com um celular para tirar foto da placa, já que nada mais havia para fazer ali naquele momento.
Saí da pequena fila para a retirada da credencial e perguntei ao agente da lei se por acaso ele estava tirando aquela foto para me multar. Agora sim, reproduzo o diálogo.
– O senhor está tirando foto para me multar?
– Claro, aqui não pode parar.
– Pode sim, está ali a placa, “seja breve”.
– Mas você não vai ser breve.
– Quem te disse que não vou ser breve?
– Você está atrapalhando o trânsito.
– Não estou atrapalhando o trânsito, o carro está parado no recuo na área de embarque e desembarque que só pede que eu seja breve, e eu serei breve.
– Você vai querer discutir comigo?
– Vou, claro que vou. Por quê? Não posso? Você vai me prender se eu discutir com você? A ditadura acabou em 1985, meu senhor. Muitos tombaram para que tivéssemos uma democracia de novo. Para que eu pudesse falar com um agente da lei e contestá-lo sem ser surrado, torturado e morto. Já ouviu falar de Vladimir Herzog? Há exatos cinquenta anos ele foi assassinado pela ditadura militar. Graças a pessoas como ele que eu posso, hoje, discutir com quem quiser, inclusive com o senhor!
– Então por que você não coloca o carro mais para a frente?
– Porque quando cheguei havia uma fila de carros, agora não tem mais. O que você quer, que eu coloque mais para a frente? OK, coloco mais para a frente.
O cara guardou o celular e coloquei o carro mais para a frente. Babaca.
O resto foi tranquilo. A sala de imprensa voltou para onde era, depois de uma temporada numa tenda montada no estacionamento. Reformaram a área, está tudo certinho. O autódromo está bonito e o que estava em obra no ano passado praticamente terminou – especialmente o prédio ao lado do Laranjinha onde foram instalados muitos camarotes. Vocês vão ver na TV, o teto é branco e está pintado PREFEITURA DE SÃO PAULO em letras enormes. Pode ser que em alguns anos tenham de repintar, PREFEITURA DA CAPITAL PAULISTA.
O dia foi de atividades fora da pista, porque é só amanhã que o GP começa de verdade, com o que se chama de “media day”, uma coisa meio besta, só entrevistas coletivas, horários marcados, três minutos para aquele site lá, quatro minutos e doze segundos para o outro ali e por aí vai.


Mas uma constatação se faz, nestes tempos estranhos: a imprensa não é chamada para mais nada. Só “influencers” e “produtores de conteúdo” — e fui confundido com um deles, já conto. Digo isso porque soube que Lewis Hamilton foi ontem ao Allianz Park chutar umas bolas. Ação da Puma. Na foto, ele com a “influencer” Julia Rodrigues – não sei quem é. Já George Russell esteve não sei onde para um evento da Petronas. A assessoria não me convidou, mas mandou a seguinte declaração:
“A gasolina PETRONAS Primax™ e os lubrificantes PETRONAS Syntium™ me ajudam a acelerar nas condições extremas das corridas de Fórmula 1. Agora, os motoristas brasileiros podem sentir a mesma potência, capacidade de resposta e eficiência em suas viagens cotidianas”, destaca George Russell. “É emocionante ver a mesma tecnologia em que confiamos nas corridas agora disponíveis nos postos de gasolina”, acrescenta.
Não sei se acredito em todas essas palavras assim cegamente, não. Primeiro, ninguém fala “Primax tê-ême”. Nem “Syntium tê-ême”. E desconfio dessa emoção que Russell diz sentir ao ver um frasco de óleo Petronas num posto de gasolina. De minha parte, e aí podem confiar, sempre que posso uso óleo Petronas dois tempos nos meus DKWs. E nos Wartburgs e no Trabant. Não encontro em qualquer lugar, mas como parece que vai ter posto de gasolina Petronas agora – olha lá o Russell dizendo que os motoristas brasileiros poderão sentir a mesma potência nas suas viagens cotidianas, que frase bonita! –, pode ser que fique mais fácil. Só não lembro direito qual a família dele, do óleo, digo. Acho que é Selenia “tê-ême”, ou Sprinta “tê-ême”. Um dos dois. Não é Syntium “tê-ême”.
Prometi contar que fui confundido com um influencer. Semana passada me convidaram para uma “experiência no paddock”. Seria no sábado. Vou contar o milagre, mas não revelo o santo para não prejudicar ninguém. Me pediram uma foto — na verdade uma “selfie”, já não falam mais “foto”. Era para a credencial. E já emendaram: “Você vai ter de fazer um reels e seis stories”. OK. Perguntei quanto me pagariam pelo serviço. A pergunta deve ter soado estranha. Resposta: “Na verdade estamos pensando em oferecer a experiência em troca do seu conteúdo”. Entendi. Respondi sem entrar em muitos detalhes que dispensava a experiência, já que ir ao paddock não é exatamente uma novidade para mim, mas indiquei a Laêne, minha mulher, como influencer. Ela faria de bom grado um reels e seis stories em troca da experiência no paddock. Mandei o perfil dela no Instagram. A menina agradeceu com muitas exclamações e disse que ia consultar “o pessoal da agência”. Não responderam mais.


Outras coisas que vi “nas redes”: Max Verstappen e Yuki Tsunoda em alguma coisa da Honda, Franco Colapinto dentro da Jordan de Rubens Barrichello e uma legenda falando alguma coisa sobre churrasco e, essa é mais legal, Kimi Antonelli visitando o túmulo de Ayrton Senna no Morumbi. Ele corre com o número 12 por causa de Ayrton.
E para terminar, claro, não podemos deixar de registrar a experiência imersiva de hoje. A ela:


POR TODOS OS LADOS – Recebido da onipresente JCDecaux, “líder global em mídia out-of-home (OOH)”: “Nos dias que antecedem o GP, a JCDecaux se une a marcas como Amex, Doritos, Heineken, Lenovo, Mastercard, Motorola e Porto Seguro, em projetos especiais de OOH nos principais pontos da jornada dos fãs. Grid de largada para boa parte do público que vai ao evento, a Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do metrô foi transformada em pista de automobilismo (…). A ambientação temática faz do longo percurso pela estação uma verdadeira experiência de imersão (…)”. Paramos por aqui. Vamos adiante, depois de afundar no metrô. “No Aeroporto Internacional de Guarulhos, quem chega é recepcionado por uma dominação gráfica de Porto Bank em toda a área, com adesivação de chão, colunas e esteiras, além de dois cartões em tamanho gigante, oferecendo uma experiência exclusiva e imersiva para os fãs de Fórmula 1.” Ótimo. Depois do mergulho no piso de GRU, a empresa de OOH (que porra é essa?) segue informando que instalou “bustos enormes” de Norris e Piastri em relógios nas avenidas Dr. Chucri Zaidan, Pedro Álvares Cabral e Brasil. “Além disso, comprou os naming rights e fez uma dominação gráfica completa da Estação Cidade Dutra (…)”. Cita também um “clássico capacete” da Amex na Nove de Julho e uma “instalação especial” de Doritos na Paulista. E termina com João Binda, diretor comercial da JCDecaux Brasil, nos lembrando: “O OOH transmite toda a atmosfera dinâmica que envolve um dos megaeventos mais icônicos do mundo através de experiências reais e exclusivas. Estar presente nas principais rotas e jornadas da audiência, principalmente com projetos especiais e inéditos, maximiza a visibilidade, o engajamento e os resultados para as marcas”. Obrigado, João Binda! O que seria de nós sem os Doritos na Paulista, o capacete clássico da Amex na Nove de Julho e, principalmente, os naming rights da Estação Cidade Dutra?
Boa noite, até amanhã.
Flavio, com qual dos seus carros você foi retirar sua credencial?
Um alemãozinho.
A terra plana está engolindo a língua de Camoes. Cérebros planos que se acham, acham que escrevem. Triste. Muito triste…..
Li tudo, pra o final me perguntar: o que acontece com nossa civilização, hein ?
Como é difícil acreditar que a leseira toda que descreveu é verdade, e que essa leseira veio pra ficar.
Haha transformaram interjeição de surpresa em sigla farialimer.
Seus comentários acalentaram minha alma, pois já estava pensando em procurar ajuda terapêutica para tentar entender porque estou mais ranzinza do que antes.
Agora entendo que isso afeta os velhinhos indistintamente.
Seja bem vindo ao clube.
As mídias radiofônica, escrita e televisiva não sabem o grande profissional e conhecedor que estão perdendo. Pelo menos por aqui podemos nos divertir com o bom humor e as diatribes do nobre escriba. Continue, por aqui sempre achará um leitor, tanto das crônicas quanto dos livros…
É….. é o ânus da serpente!!! tálôco! Como dizem, todo dia nasce um esperto e um (patri)otário… basta se encontrarem, para dar “negócio”…
comecei a leitura pelo Patriotários (7), vou ler todos, terei argumentos para confrontar os eleitores do “ele não”.
SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE
A privatização de patrimônios públicos por um governador batendo martelo para provar que é hominho, a subprivatização de espaços públicos para ativar consumismos, o pequeno poder que sobe à cabeça dos guardinhas que se acham muito hominhos, é tudo parte da mesma merda.
Acho que já tem um posto da Petronas na Faria Lima já faz um tempo. E na Bandeirantes tem um da francesa Total. Esse último tá sempre com um preço bom.
Bortoletas, Borboletes, Borboletos do Brasil varonil,
A experiencia mistico-sensorial-corporea-psicodelica de Santo Ayrton da Sexta Marcha Ausente do S do Senna no mitologico Tunel de Montecarlo em 1988…
…foi uma experiencia imersiva?
Eu julguei que Flavio Gomes estava a falar do GP do Brasil, nao estava a falar de piloto algum.
Provavelmente a repintura será: “PREFEITURA DORITOS AMEX HEINEKEN LENOVO MASTERCARD PORTO SEGURO DA CAPITAL PAULISTA”.
“Agora, os motoristas brasileiros podem sentir a mesma potência, capacidade de resposta e eficiência em suas viagens cotidianas”.
Que alívio, era uma experiência imersiva e eu não sabia. Pensei que o Pajerinho estava possuído, tá fazendo de 0 a 100 em 5min, antes levava 10 para atingir a marca. Glória à Zeus, e gratidão à Petronas por proporcionar essa experiência. Com “çertesa” os carrinhos menos favorecidos de velocidade vão prosperar com esse óleo.
Mas nem que eu viva mais trezentos anos serei capaz de entender qual a utilidade e a necessidade de uma instituição como essa GCM, herança maldita da última passagem de Jânio Quadros pela prefeitura
de São Pda Capital Paulista!OOH – out of home, ou mídia exterior.
Antigamente, quando se falava português no Brasil, era assim que a gente denominava toda forma de publicidade que impactava o público fora da sua casa.
Será que estamos a caminho da Rekall Inc.!!!!!!!!! de Vingador do Futuro!!!!!
GCM é um frustrado que queria ser PM e não passou no concurso.
Sim, bingo. Mas tem piores, os bombadim de academia, geralmente não passaram nem no da PM nem no da GCM. Conheci alguns, é complicado!! São os Sancho Pança de nosso tempo.
Caramba, o mundo tá muito chato !!!!
Até Interlagos, que mantem a aura de local sagrado, tornou-se um circuito chato. Talvez pra carros de F1 ainda tem alguma graça, com sua enorme capacidade de aceleração entre duas curvas consecutivas, e com sua habiidad de contornar rápido as curva.
Mas pra quem guia carros de turismo, não existem curvas de alta. Você que muitas vezes guia lá, eu que guiei algumas poucas vezes, e os que guiam lá mais amiude, sabem(os) que não existem mais curvas de alta….o lugar em que se contorna mais rápido é o Laranjinha, e assim mesmo não é tãaao rápido assim. O resto é frear forte e inserir o carro entre 70 e 120 por hora….
O curvões de dar frio na barriga e de favorecer os mais habilidosos ficaram na poeira do tempo e sob as novas arquibancadas. Triste isso.
Mundo chato, esse atual, das imersões, narrativas, OOH (que eu também não sei do que se trata) e que tais. Eu só consigo estar imerso em tristeza e saudades.
Podem me chamar de velho saudosita. Mas que antes era melhor, não tenho duvidas.
E o Laranjinha é em subida. Uma curva legal, mas rápida, rápida, não é.
FG, eu sei que é fácil falar quando estamos de fora, mas tenha compaixão e evite discutir com essa classe de GCMs, PMs, seguranças, etc….esses caras estão quase sempre “Virados no Giraya”, carregam uma energia péssima, são mal remunerados e fazem muitos bicos, sofrem pressão e lavagem cerebral violenta na formação e atuação. Tenho amigos e familiares na capital e no interior que são da classe, inacreditável a mudança de comportamento após entrarem nessa profissão, mesmo os de média e alta patente. Aqui no “tranquilo” interior de SP existem ocorrências tristes com eles: alcoolismo, uso de drogas, mortes, $u1c1d1o, desavenças com esposas e namoradas….é um quadro realmente preocupante. Minha conclusão é que não vale a pena tretar com eles, eu simplesmente os ignoro, sou muito calmo e direto quando tenho que conversar ou interagir, até hoje funcionou.
Como é cansativo esse mundo do merchandising. Por isso não tenho Instagram, já basta ver essa porrada de nomes de marcas por todos os lados durante o dia, abrir o celular e ver mais disso eu enlouqueceria kkkk
Assinando a newsletter terei a tão famosa experiência imersiva que me conectará ao mundo da velocidade?
Inteiramente.
Hahaha, muito boa
Hahahaha…. ótimo e espirituoso comentário! Recomendo a assinatura da newsletter do FG.
Não é só sobre corrida, é sobre a alma do automobilismo, com a dose certa de sarcasmo e insights que só um jornalista que já viu mais pneus carecas do que a grande maioria— e que não tem medo de chamar as coisas pelo nome — consegue ter.
É a única coisa que me acalma em um domingo de Safety Car. Sério, assine! E prepare-se: você vai rir, aprender, e outras coisitas mais…. mas nunca se arrepender.
Não te julgo negativamente pela resposta ao playmobil.
FG, te respeito. Tu pode perder patrocínio, mas não perde a piada, ou melhor, não deixa de expressar a tua incredulidade diante do mundo maluco de hoje.
O tanto que ja fomos imersos por aqui, vamos parar no núcleo do planeta. E salvo engano, foi o primeiro “icônico” que apareceu… estaria “icônico” já em decadência?
Creio que sim.
Difícil manter os nervos em ordem diante de tanta “relevância” nos press releases por aí, não?
Confesso que a informacao e tanta que estou meio perdido, desde logo percebe-se que F1 e um mega negocio sem fim, que traz consigo todo o tipo de marcas.
O que eu por agora quero dizer a voces amigos brasileiros daqui de Portugal e que eu gosto do GP do Brasil (ok, parece que de Sao Paulo) pelo menos por 2 razoes:
1- Por regra acontecem corridas interessantes e algumas contra a logica do campeonato, lembro-me que de certa maneira quando era aqui no Estoril a Ferrari, no tempo em que nao ganhava nada, e no Estoril conseguia tirar coelhos na cartola, seja fazendo poles ou vitorias num tempo em que era tudo entre Mclaren e Williams a Ferrari parecia ganhar uma nova forca no Estoril.
Nao digo que seja a Ferrari em Interlagos mas lembro-me que as vezes havia equipas que faziam diferente em Interlagos.
2- tambem gosto de interlagos porque e uma pista natural, apesar das alteracoes ainda e uma pista natural e nao um daqueles parques de estacionamento numa terra arabe qualquer que agora virou moda.
Gosto das subidas e descidas de interlagos e ate no virtual e das pistas que mais gozo da.
O Flavio Gomes sabera melhor o gosto que da correr em Interlagos como piloto.
Curiosamente vi ontem que o carro que ganhou Interlagos em 1991 esta para leilao, estranhei um pouco que a Mclaren tenha vendido esse carro a um privado que agora o revende mas o dinheiro tudo pode.
Se a Leiloeira fosse outra pensaria que nao era autentico mas nesse caso so pode ser autentico.
A questao que eu coloco a todos voces e esta: se tivessem todo aquele dinheiro davam esse valor por um F1 autentico?
Curiosamente tb encontrei o Ferrari F40 de Alain Prost a venda.
Pelo que o carro vencedor de interlagos 1991 esta para leilao dentro de dias, quem tiver dinheiro pense nisso.
Aqui
https://rmsothebys.com/auctions/as25/lots/r0001-1991-mclaren-mp46/?utm_source=Sothebys&utm_medium=calendar&utm_campaign=AS25
Desejo ao Flavio Gomes e a todos os Brasileiros um otimo GP.
Eu adoro Interlagos, Alberto! De verdade.
Para o mundo que eu quero descer!