ONDE LIGA? (2)

SÃO PAULO (sei não…) – Às vezes me pergunto por que a F-1, lá atrás em 2014, foi inventar esse negócio de motores híbridos. Me pergunto por que a F-1 se acha na obrigação de “passar mensagens” ao mundo, ainda que todo mundo saiba que são só da boca pra fora, papo pra boi dormir, pra inglês ver.

(“Pra inglês ver” é daquelas expressões que sobrevivem aos séculos, ainda que tenham nascido quando nenhum de nós era sequer projeto de gente — como “a ficha caiu”, que vai atravessar os tempos sem que as pessoas tenham a mais remota ideia de que ficha é essa que cai. Ela vem lá das primeiras décadas do século 19, quando a Inglaterra proibiu o tráfico de escravos e a abjeta elite luso-brasileira assinou tratados internacionais fingindo que os acatava, enquanto continuava traficando e escravizando gente. Em 1831 foi promulgada até uma lei que proibia o tráfico de africanos, a Lei Feijó. Que, naturalmente, era desrespeitada, sob a conivência criminosa das autoridades. Era só “pra inglês ver”.)

Falo da mensagem da eletrificação, da demonização dos combustíveis fósseis, da emissão zero de carbono prometida para 2030 (vão viajar como? De canoa?). OK, mensagens edificantes para a massa ignóbil que habita o planeta são sempre importantes, desde que sejam ouvidas, tenham efeitos concretos e não cheguem carregadas de cinismo.

Sem hipocrisia aqui. Ninguém compra carro com motor híbrido por causa da F-1. As pessoas compram carros com motores híbridos ou elétricos 1) para economizar dinheiro com gasolina e impostos; e 2) por uma consciência ecológica que, certamente, não foi despertada por Lewis Hamilton fazendo uma curva em Mônaco ou Charles Leclerc acelerando feito um maluco em Monza.

Fórmula 1 é corrida de carro, e corrida de carro é, sempre foi e sempre será uma coisa besta que, do ponto de vista ambiental, é uma aberração — se alguém do mundo das corridas quiser passar uma mensagem ecológica honesta, que pare de correr. E não estou falando só dos motores a combustão e de quanto eles gastam de gasolina e óleos em provas de duas horas de duração, no caso específico da F-1 (meu Gol bolinha é a álcool, pelo menos por isso não vou parar no inferno). Olhemos para o resto. Pensem no quanto se queima de combustível em navios e aviões para transportar toneladas de equipamentos para 24 etapas ao redor do mundo. No que se gasta no transporte de milhares de pessoas que se deslocam de um país para o outro todas as semanas em aeronaves movidas a querosene, e que precisam ir de casa para os aeroportos, e dos aeroportos para os hotéis, e dos hotéis para os autódromos — não fazem isso a pé ou de bicicleta. No que se torra de pneu — mesmo os não usados são jogados fora. No diesel que consomem os caminhões que carregam os motorhomes pela Europa. No que se desperdiça para montar e desmontar arquibancadas, decorar camarotes, tribunas, hospitality centers — adesivos, painéis de vinil, litros de tinta, luminárias, aparelhos de TV. No que se desembolsa com insumos para atender a essa gente toda, tudo de plástico, material descartável, não biodegradável. No que se usa de energia elétrica gerada sabe-se lá como para iluminar autódromos em corridas noturnas.

Alguém acha, mesmo, que é diminuindo a importância de motores a combustão que a F-1 está ajudando o planeta em alguma coisa? Alguém já parou para pensar no que é preciso para produzir essas baterias paquidérmicas que vão fornecer energia a um motor elétrico que vai entregar metade da potência para tirar os carros do lugar?

Façam uma conta comigo. Numa temporada de 24 corridas, com seis horas, no máximo, de atividades de por fim de semana, teríamos 144 horas de uso para cada carro. Vou fazer contas bem toscas e arredondando para cima, porque nenhum carro de F-1 fica seis horas rodando num fim de semana. Para chegar nesse tempo acumulado estou considerando três treinos livres de uma hora, mais uma hora de classificação e duas horas do limite de um GP, que normalmente acaba antes disso. Os motores V8 aspirados de 2,4 litros usados até 2013 consumiam, em média, 200 litros por corrida. Vamos multiplicar por três para cobrir todo o fim de semana e chegamos a 600 litros por cabeça com um capacete. 22 carros de F-1 consumindo 600 litros de gasolina por fim de semana de GP gastariam 13.200 litros de sexta a domingo. Num Mundial de 24 corridas, o total chegaria a 316,8 mil litros se todos, repito, ficassem seis horas ininterruptas queimando gasolina por fim de semana.

Um caminhão-tanque médio, como o que abastece o posto aqui do lado todos os dias, carrega 30 mil. Dez deles bastariam para uma temporada inteira de F-1. Dez dias do meu postinho de quatro bombas resolveriam o problema da categoria.

Dez desses fariam uma temporada inteira da F-1

Convenhamos, o mundo não iria acabar por causa de uma categoria que gastasse dez caminhões de gasolina por ano. Vai acabar, claro, e espero que em breve, mas por outros motivos — não culpem a F-1, nem meus carros antigos nem meu Zippo.

Por isso acho que qualquer categoria de carros de corrida não tem de passar mensagem ecológica alguma. É cinismo. Cascata. Conversa. Papo-furado. A não ser aquelas como a Fórmula E — e é praticamente só ela, mesmo –, que nasceram com o propósito de pregar e praticar gestão energética, eficiência, sustentabilidade e tal. E está tudo bem, é uma visão das coisas, não tem absolutamente nada de errado com isso.

Mas esse caminho que a F-1 escolheu nega todo o passado, a origem e a natureza das corridas. Distorce um princípio básico das competições automobilísticas, cláusula pétrea que as define: ganha quem completa determinado percurso no menor tempo — portanto, percorrendo-o com a maior velocidade possível. Se você entrega a um piloto um carro que, para sair do lugar, exige que se tire o pé do acelerador numa reta, que não pode ser conduzido no limite daquilo que se entende como velocidade — da máquina e de quem a conduz –, está contrariando o postulado sobre o qual a modalidade foi erigida.

E essa parece ser a F-1 de 2026. Metade da potência elétrica não faz nenhum sentido. Ou o carro é elétrico, ou a combustão. O híbrido, que faz sucesso nas ruas, é para manobrar na garagem. Ou para ir à padaria. Carro de F-1 não se manobra na garagem. E ninguém vai à padaria com um carro de F-1.

Escrevi esse tratado todo, correndo o risco de ser cancelado pelo Greenpeace (que, pelos dogmas que defende e por aquilo que luta, teria toda razão em fazê-lo), para concordar com Max Verstappen.

Hoje, depois do segundo dia da pré-temporada no Bahrein, o holandês falou bastante sobre o assunto enquanto seu companheiro de Red Bull queimava borracha e um combustível produzido, sei lá, a partir de alguma lixeira do Mercado da Lapa. Destaco algumas frases:

“Como amante e entusiasta das corridas, gosto de pilotar no limite. E, no momento, não dá para dirigir assim.”

“Para mim, isso simplesmente não é Fórmula 1. Talvez seja melhor pilotar na Fórmula E, porque lá o foco é eficiência e gestão de energia. Em termos de pilotagem, isso aqui não é divertido. Parece um Fórmula E anabolizado.”

“Se falta energia para você andar no limite o tempo todo, isso afasta o esporte da sua forma tradicional de pilotagem.”

Dificilmente alguém vai falar mal dos novos carros com tanta sinceridade e desenvoltura. Talvez Fernando Alonso e Hamilton, os mais velhos do grid. A molecada, compreensivelmente, vai se calar. Até por falta de referências e instinto de preservação do emprego. E, também, por uma características das novas gerações: a de aceitar e normalizar qualquer despautério que o mundo lhes apresenta, como se tudo não passasse de algum desígnio divino, impossível de combater. Por essa postura apática, passiva, desinteressada, e não por outro motivo, surgiram no planeta recentemente excrementos como Jair Bolsonaro e sua família, Nikolas Ferreira, Javier Milei, Donald Trump, Benjamin Netanyahu, Silas Malafaia, e as guerras, os genocídios, o ICE, a uberização do trabalho, o vício nos celulares, os feminicídios, as redes sociais, os pedófilos da internet, Balneário Camboriú, a louvação à IA e toda sorte de absurdo que pessoas com um mínimo de lucidez têm enorme dificuldade de digerir.

Aí em cima está o resultado do segundo dia da pré-temporada no Bahrein. Lá no alto, três fotos de Leclerc, o mais rápido com 1min34s274 — ontem, Lando Norris virou 1min34s669, quase a mesma coisa. Fato relevante: a Mercedes voltou a ter problemas, agora com o motor; ontem tinha sido na suspensão, e em ambos os episódios a vítima foi Kimi Antonelli. Outra: a Aston Martin está em crise antes mesmo de começar o campeonato. “Estamos 4s atrás dos nossos rivais”, disse Lance Stroll. Quatro segundos! Alonso ficou irritado nos boxes. A primeira criação de Adrian Newey junto com a Honda, pelo menos por enquanto, não agradou.

Não há equilíbrio nos tempos, como se vê na tabela do meio. Mas isso tudo pode mudar, ainda tem quatro dias de treinos pela frente — amanhã e mais três na semana que vem. Por enquanto, calma.

E encerro com palavras de Norris, que rebateu a contrariedade de Verstappen com o que viu até agora sendo igualmente sincero. Fiquem com ele e até amanhã!

“Recebemos uma quantia absurda de dinheiro para pilotar. É diferente, tem de entender as coisas e gerenciá-las de forma diferente, mas continuo dirigindo carros, viajando pelo mundo e me divertindo muito. Então, no fim das contas, não podemos reclamar.”

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Max PS
Max PS
3 meses atrás

Emissão de carbono da F1 em 2024, segundo o relatório da própria F1.

  • Motores: <1%.
  • Realização dos eventos: 13%.
  • Fábricas e instalações: 14%.
  • Viagens: 36%.
  • Logística: 37%

Ainda que o relatório seja público e aponte que os motores são insignificantes nessa conta, são os carros que aparecem nas TVs e telinhas. Como a maioria das pessoas enxergam apenas os carros, falar que eles são 100% isso ou aquilo é o que vende a imagem sustentável.

Eu acredito que o próximo passo vai ser usar os modernos navios com turbinas eólicas. A eletrificação dos caminhões no transporte dentro da Europa é outro caminho. A Mercedes iniciou essa tendência.

Recentemente li (ou assisti) em algum lugar que estão estudando também a movimentação por ferrovia dentro dos EUA e entre os EUA e Canadá, com todas as equipes. Isso foi feito pela Ferrari em 2023, não sei se foi pra frente nos anos seguintes.

A parte da aviação deve ser bem mais difícil. Mas não assustem se a DHL iniciar uma propaganda massiva sobre o uso de SAF.

No final das contas, tem muita gente do mundo corporativo interessada em aparecer bem na fita da sustentabilidade.

Cassio
3 meses atrás

Dá pra concordar muito com o Verstapen e também com o Norris. Ambos são extremamente sinceros em seus pontos de vista.

T Pastorello
T Pastorello
3 meses atrás

Aqui para elogiar o texto… muito bom!

Alberto Silva
Alberto Silva
3 meses atrás

E mesmo a historia do Hallo…enfim.
Havia monolugares e prototipos, vejam como estao os carros de F.Indy.
Fechem os carros todos e metam placa de bebe a bordo.
Enfim.

Jose Carlos
Jose Carlos
3 meses atrás

Bicho, um dos textos mais inteligentes que li nos ultimos tempos!

Pato do MSN
Pato do MSN
3 meses atrás

No meu entendimento, a única razão que leva a F1 a adotar o caminho “ecologicamente correto” (bem entre aspas, como está cristalino no texto) é o fato de que TODAS as marcas envolvidas, as que fazem o dinheiro jorrar, não querem se envolver com nada que não levante essa bandeira. Está bem longe de “passar uma mensagem” ou qualquer outra coisa. É unicamente para não perder o dinheiro que jorra.

Quanto à geração acomodada e bunda mole, bem… Como é a frase mesmo?

“Temos difíceis fazem homens fortes, que criam tempos fáceis, que formam homens fracos, que criam tempos difíceis…”

É por aí. Logo piora mais, e aí melhora de novo. Está perto.

Pato do MSN
Pato do MSN
Reply to  Pato do MSN
3 meses atrás

Tempos* difíceis

Diogo
Diogo
3 meses atrás

Eu ia falar uma coisa mas a caixinha no fim não me deixa: mas casa com o texto. Como um moleque desses é tão passivo, sendo rico e fazendo o que gosta? Parece uns coitadinhos com quem trabalhei nos mais diversos subempregos: não desagrade o patrão. Não havia nada de errado com eles, claro, eram pessoas simples com instinto de sobrevivência. Mas um playboy desses? Aí vem o que eu queria falar antes: geração passiva, essa gen z, mas eu com 40 não me sinto melhor, afinal, parece que ontem eu tinha 20 e nunca cheguei aos pés daquela geração hippie anterior. Nunca fiz nada realmente relevante. Olho minha mãe e ela parece uma Deusa, por que sei que embaixo daquela senhorinha que vai na Igreja há alguém que contestou o que tinha de contestar com uma coragem… Por um acaso da vida, fui ter filhos velho, agora. Se tem algo que posso fazer por eles é deixar que questionem tudo. Ao contrário do que vi fazerem, tudo ao contrário! E eu acho que esses novinhos e novinhas que tão começando a ter filhos pensam o mesmo. Ainda bem, assim a humanidade segue. Essas gerações anteriores se acomodaram no sofá. Gente ordeira e cordeira, credo. Quanto a pegada ecológica, aí eu acho que é instinto de sobrevivência da categoria, medo de virar fóssil, como o combustível. Talvez devam fazê-lo, talvez não, mas esse caminho de matar competição com certeza não é o correto!

Markonikov
Markonikov
3 meses atrás

Que texto!!! Mas a F1 tomou esse rumo por pressão das montadoras para vender essa panacéia de eletrificação (Landman explica bem) … e que diferença entre os racers de verdade do grid (Alonso, Hamilton e Verstappen) para essa molecada bunda-mole como, principalmente, o Norris e o Russel (esse é oportunista, vai falar mal? está com o melhor carro expandindo o buraco quando quente) …

Diogo
Diogo
Reply to  Markonikov
3 meses atrás

Ai tu enxergou uma coisa que eu me recusava. Sim, racer mesmo o Verstappen, e com a cabeça totalmente virada do avesso, hahaha. Ele e Fernandinho são iguais. Nisso o Hamilton peca um pouco, pra mim ele parece mais com os engomadinhos politicamente corretos. Nada a ver com o talento claro. E como o FG disse um tempo atrás aí o combustível dele é outro, e isso explica muita coisa. Está sob a pele, ele próprio é uma contestação constante. Imagino o susto da mamma do Riccardo Adami por exemplo, mamma mia.

Lucas
Lucas
3 meses atrás

Mais um texto excelente! Esse papo de salvar o mundo e ser exemplo na F1 já cansou. Existem formas mais coerentes de ser exemplo, e não parece que a F1 esteja comprando as batalhas certas. infelizmente é totalmente o contrário.

Eu entendo quando você responde a galera e diz que a F1 não é mais um laboratório para a rua. Mas aí entra uma contradição: o novo regulamento dos motores híbridos foi desenvolvido pela FIA junto com as equipes. Foram elas que aprovaram os híbridos lá atrás e agora apoiaram simplificar o conjunto, tirar o MGU-H e ir para esse modelo, teoricamente mais simples. Se quisessem, poderiam ter pressionado por um V10 aspirado. Não quiseram.

Ou seja, existe um interesse técnico e estratégico claro aí. O número de montadoras está aumentando, o investimento também. Fica difícil acreditar que seja só marketing, mas também não dá para resumir tudo a “salvar o mundo”.

Então minha dúvida é bem direta: por que esse é o interesse? O que realmente está por trás dessa decisão?

E vamos combinar, por mais que eu concorde totalmente é a paixão pela corrida é buscar o limite, piloto e equipe adoram reclamar. O ano nem começou ainda.

Rafael Rego
Rafael Rego
3 meses atrás

Por isso eu acho que a era de ouro da F1 foi no inicio dos anos 2000. Carros lindos, barulho fantastico, os caras andavam no limite o tempo todo, ngm se preocupava em economizar pneu, tinha reabastecimento, então não largavam pesados como hoje…enfim. As corridas eram muito “pauleira”.
Hoje em dia a F1 continua legal…mas perdeu muito daquilo.

Alberto Silva
Alberto Silva
3 meses atrás

Um dos seus melhores textos.
A questao e que em nome de um politicamente correto,mundialmente imposto, ha muito tempo que a F1 e o automobilismo em geral se tem desvirtuando.
E este assunto daria paginas e paginas, coisas como DRS e tantas mas tantas outras coisas que foram metendo na F1 quase ao ponto de um dia se tornar um campeonato de aspiradores.
E uma pena para quem viu e ouviu o que ja foi a F1 mas eu nao vou entrar em pormenores porque cometeria o crime de nostalgia e saudosismo.
Aqui em Portugal uma associacao de moradores perto do autodromo do Estoril que foram para la viver bem depois do autodromo, fazem tudo na justica para silenciar o autodromo devido ao barulho.
E este o mundo em que vivemos…

Vitor Rodrigues
Vitor Rodrigues
Reply to  Alberto Silva
3 meses atrás

Aproveitando a deixa do DRS, duas coisas tem matado a F1: a eletrificação e a necessidade de fazer espetáculo a todo custo, uma influência bem norte-americana, ao meu ver. Treinos cada vez mais restritos e os caras inventam Sprint?? Daqui a pouco implantam play-offs…

Professor Joubert
Professor Joubert
3 meses atrás

Flávio, sinto que o Verstappen não fica atrás do record do Hamilton na F1. Um ou dois anos sem títulos e se aposenta.
Ah, FG, sou natural do Bom Retiro, SP, torcedor da lusa, leitor teu assíduo desde os tempos idos, dono de uma Variant azul bebê invendível, apaixonado pelo circuito do Estoril, professor na ativa e, morador de Balneário Camboriú… Fico desconfortável quando tu fala mal dessa cidade – como se só houvesse fascistas e afins, aqui. A luta é difícil, mas ainda há espaço para mudanças por aqui. Desculpa o desabafo, mas precisava pontuar que ha gente admiradora do teu pincel – essa é dos tempos idos ao cubo – que mora em Balneário Camboriú, como se vê. Abs

Professor Joubert
Professor Joubert
Reply to  Flavio Gomes
3 meses atrás

Valeu Flávio. Realmente. Eh difícil. Mas são os tempos. Mudando de assunto, acho que li no As, ou Marca, da Espanha, que o Verstappen tem uma cláusula no contrato, de que caso a Red Bull não lhe ofereça um carro para ganhar corridas esse ano mesmo, ele tem a opção de parar, de tirar um ano sabático. A ver.

Edison
Edison
3 meses atrás

É muito bom ler um texto de um cara que gosta de escrever e escreve muito bem. Parabéns.
Quanto a questão das “sustentabilidade” se a F1 estivesse realmente preocupada não teria aumentado o número de corridas, é um marketing bem mequetrefe.

Vitor Rodrigues
Vitor Rodrigues
Reply to  Edison
3 meses atrás

Exatamente… e ainda por cima em reinados de petrodólares…

André
André
3 meses atrás

Concordo no sentido que a Fórmula 1 é um espetáculo caro e itinerante e que discurso verde vazio seria só marketing. Mas aí se desconsidera um ponto central. A F1 é uma vitrine tecnológica global. Quando a categoria muda as regras, ela obriga investimento pesado em eficiência, recuperação de energia, combustíveis avançados, eletrônica e confiabilidade. Isso tende a transbordar para a indústria por meio de fornecedores, padronização e pesquisa aplicada. Mesmo que ninguém compre um híbrido por influência da F1, o ecossistema técnico responde a esse tipo de pressão. Corrida sempre foi laboratório. O limite pode continuar existindo, só muda a forma de alcançar desempenho. Se o regulamento estiver mal calibrado e virar levantar o pé na reta, isso é falha de projeto esportivo, não prova de que eficiência é incompatível com corrida. Eu também critico a hipocrisia, mas acho que há de se reconhecer que mexer em eficiência e energia numa plataforma do tamanho da F1 é uma alavanca real. O erro não é tentar, é tentar só no slogan.

Carlos
Carlos
Reply to  Flavio Gomes
3 meses atrás

Eu fico surpreso com isso, Flávio. Achava que as montadoras novas entraram nesse regulamento novo por causa do interesse no motor híbrido. Confesso que ainda achava a F1 um laboratório para a indústria automobilística. Saudações de um leitor assíduo desde 199e alguma coisa

Joao Paulo
Joao Paulo
3 meses atrás

Excelente leitura e belo texto, como sempre.

Sobre “cair a ficha”, palpito que a ficha que cai não seria a dos orelhões quando a ligação fora atendida ?

Abraços

Pato do MSN
Pato do MSN
Reply to  Flavio Gomes
3 meses atrás

O Vitonez!

And
And
3 meses atrás

Eu esperava que os novos carros, pelo menos, embaralhassem o grid, mas vejo que nada irá mudar. Será mais uma temporada sem energia.

Luis Felipe
Luis Felipe
3 meses atrás

Não faria mais sentido a Globo ter Rubens Barrichello ou Felipe Massa como comentaristas ao invés de Luciano Burti?

Felipe
Felipe
Reply to  Flavio Gomes
3 meses atrás

Hahaha

Adolfo Bras
Adolfo Bras
3 meses atrás

Compreendo tudo que você disse Flavio, contudo, creio que seja importante sim esse caminho que a F está tomando no que diz respeito aos motores híbridos e combustível sintético… Sem dúvida alguma, quem compra um híbrido não está fazendo isso por conta da F1 e de seus pilotos, mas a tecnologia desses híbridos tem se desenvolvido cada vez mais justamente por conta dos investimentos das motadoras e fabricantes de motores nas categorias de automobilismo de maneira geral (dentre elas a F1)…

No mais, continuemos nos divertindo vendo carros coloridos correndo em círculos, pilotados por milionários… Isso é divertido, sem dúvida!!! E muito!!!

Barreto
Barreto
3 meses atrás

Concordo com você integralmente.
Um 747 que carrega as tralhas da categoria queima mais que 300 mil litros de querosene em apenas uma perna de vôo da Europa para outros continentes. Eram 14 aviões fazendo 2 pernas.
No quesito pneu a coisa é pior com alguns durando meia dúzia de voltas.

Sebastian Koerk
Sebastian Koerk
3 meses atrás

Estamos cada vez mais contigo FG !
A hipocrisia parece que chegou ao limite, ou quase, e essas atitudes “politicamente corretas” já encheram o saco, e será que elas são corretas mesmo??? ou é só algo mequetrefe, sensacionalista…! As ” gotas” de gasolina economizadas cada ano são ridiculas frente ao gasto de derivados de petróleo, oleo de motor, pneus, o lixo produzido, etc, como o FG bem explanou. Queremos uma F1 legitima, autenticidade, coerência, pois ninguém vai comprar carro elétrico ou híbrido só porque assistou na F1….
A F1 pode estar rumando a uma desfiguracao e cair num vazio, perdendo importância e principalmente publico. Tá ficando muito artificial.
E a tal “IA” me parece burrice natural e alienação total, tudo será uma cópia digital… e principalmente aqui no Brasil IA é sinonimo de trapaça, golpe, falasificacao, algo não confiavel. Esta sendo superestimada.

VAI FLAVIO!!!

Bruno Jamalaro
Bruno Jamalaro
3 meses atrás

Fazendo dois contrapontos ao (como sempre) ótimo texto:
1- Não vejo os jovens tão apáticos, ao menos não todos. Tenho uma filha de 15 anos que se revolta com essas injustiças todas, por exemplo. E recentemente tivemos outro exemplo de jovens contrários a “tudo isso que está aí” no filme “Uma Batalha Após a Outra”. A questão, a meu ver, é que falta uma capacidade de organização para eles, e também força para ter alguma relevância, visto que está cada vez mais dificil combater esse tal “sistema”, pois os poderosos foram se refinando ao longo dos anos para impedir revoltas.
2- Senti falta da ponderação de que a F1, se ao menos não desde sempre, mas há décadas serve de laboratório para as grandes montadoras automotivas do mundo, que usam a categoria para criar e desenvolver tecnologias que posteriormente serão usadas na produção em massa de seus modelos. Dada a tendência de eletrificação dos carros de rua – e aqui não estou julgando se ela é correta ou não, bem como desconsiderando que os chineses se desenvolveram nesse campo independentemente do automobilismo -, natural que haja esse interesse e de certa forma imposição que a F1 adote também os motores elétricos. Lamento, mas é a$$im que as coisas funcionam, não é?

Carlos Tavares
3 meses atrás

Texto perfeito, clássico do Blog. Não poderia concordar mais, contigo e com o Verstappen.
Norris é o retrato dessa passividade que bem destacou. Não é um racer. Tão sem graça quanto o título do ano passado.

marcoaurelio
marcoaurelio
3 meses atrás

Flávio,

Sei que, provavelmente, este recado não terá qualquer efeito prático — e talvez sequer permaneça publicado —, mas ainda assim faço questão de registrar.

Seus textos são primorosos, sua leitura do automobilismo é acima da média e sua contribuição ao esporte sempre foi relevante. Justamente por isso causa estranheza essa insistência em misturar política com automobilismo. Não faz sentido e, pior, não acrescenta.

Essa polarização estéril não leva a lugar algum, independentemente do lado. Apenas empobrece o debate e afasta quem busca análise, informação e paixão pelo esporte.

Lamento sinceramente ver este espaço seguir por esse caminho.

Carlos Jose Pimenta Franco
Carlos Jose Pimenta Franco
Reply to  marcoaurelio
3 meses atrás

Maluco, na boa, eu só acompanho este Blog por causa do cunho político. Portanto, lembre-se que você não é a ultima bolacha do pacote. Tem vida inteligente acompanhado o Escriba.
Um recado, se estiverem 10 pessoas numa mesa, e sentar um FASCISTA naquela mesa e ninguem se levantar, a mesa passa a ter 11 FASCISTA.

Portanto, quem não tem lado já escolheu o seu, e o é o FASCISMO. SEU CASO.

Esau Costa
Esau Costa
3 meses atrás

Que texto massa e delicioso de se ler !!!

Valmir Passos
Valmir Passos
3 meses atrás

Excelente texto. Concordo 100%. E com Max também. Isso não é corrida, não é F1.

Mario Epifanio
Mario Epifanio
3 meses atrás

Acho que esse desejo da categoria em ser “exemplo” é herança do passado onde era conhecida como “laboratório”, sempre lembram disso no bar. que a f1 criou o ABS, controle de tração e estabilidade, EBD… mas como um antigo conhecido já nos dizia:
-“Gosto de corridas de carros e não de carros correndo”…
Max é um racer (tão óbvio quanto clichê) e só além do limite (da aderência, da velocidade, da curva) onde ele acha graça nas coisas. Piloto tem que ser assim.

Jeferson Araújo Pereira
Jeferson Araújo Pereira
3 meses atrás

Momento Mãe Dináh: foram apenas três dias, mas já dá para fazer uma previsão. A Cadillac não terminará a corrida da Austrália nas posições 21 e 22. Os dois carros da Aston Martin ocuparão essas posições (supondo que eles não quebrem durante a corrida).

Orlando
Orlando
3 meses atrás

Absurdo os caras terem de tirar o pé do aceledor porque o motor elétrico esgotou a sua potência, voltem com os V-10.

Edison
Edison
Reply to  Orlando
3 meses atrás

Seria lindo a volta dos V10

Luciano K
Luciano K
3 meses atrás

1. Em relação ao texto, concordo plenamente. Se a F1 tivesse de fato preocupação ambiental, faria uma logística das provas completamente diferente da atual. A velha F1 dos século XX, apresentava uma logística mais ambiental- tinha uma temporada completa na Europa e finalizava na Ásia/Oceania. 2. Parece que a Ferrari é Mclaren vao nadar sem concorrentes… 3. Fernando Alonso no episódio Honda-Parte II- declarando que os motores da Fórmula E são melhores comparados aos da Honda/Aston . Deve encerrar a carreira antes do fim da temporada.

Luis Felipe
Luis Felipe
3 meses atrás

Texto interessante, FG.
Mas quero dar o meu pitaco.
Acho que a F1 não teve muita escolha quando optou pelos híbridos lá atrás e, agora, pelos “superhíbridos”. É uma tendência de toda a indústria automotiva ditada, quem diria?, pela China, de longe o maior mercado de carros, caminhões, ônibus, motos e disco voadores do mundo. A F1 estava ficando desinteressante para as montadoras nesse novo mundo eletrificado/híbrido ditado nem tanto pelo Greenpeace ou algum burocrata vegano de Comissão Europeia em Bruxelas, mas, como falei, pelas “novas necessidades mercadológicas dos consumidores de automóveis da República Popular da China”. A prova disso é temos a vinda da Audi e da General Motors e o retorno da Ford. A Honda, que tinha saído, ficado e agora voltou oficialmente com Aston Martin. Sim, a Renault caiu fora, é verdade. Mas caiu fora porque estão mal à beça financeiramente na França e no mundo ( fábrica deles no Brasil foi parcialmente pela Geely da China, dona da Volvo e da Lotus e acionistas importantes da Daimler-Benz ), ex-CEO Luca de Meo, cansado das cobranças por resultados que nunca vinham, se bandeou para a indústria da moda(!) – lá ainda não tem empresas chinesas para concorrer e roubar mercado dos ocidentais – e, pelo que dizem, o picareta Flavio Briatore tem a missão não de fazer a Alpine ganhar títulos e campeonatos como nos anos 90 com Michael Schumacher, mas tornar a equipe minimamente competitiva para poder vendê-la a bom preço. Enfim, acho que teremos sim um bom campeonato, tudo ainda está muito fresco, é normal, com tantas e tão radicais mudanças de regulamento, talvez as mais radicais da história da categoria, tem gente desgostosa, tem gente gostando. Agora, se ainda não viram, vejam o vídeo de desolação do Lawrence Stroll saindo do autódromo ontem à noite. Sério, parecia ter saído do enterro de alguém muito estimado por ele. A coisa realmente está feia pelos lados da Aston Martin. Meu palpite, furado, como de costume: se realmente o carro for esta draga, depois de ter gasto mundos e fundos com Adrian Newey, motor Honda de fábrica, fábrica nova, túnel de vento de última geração e o escambau, olha, acho que ele vende a equipe e dá o fora da F1.

Alex
Alex
Reply to  Luis Felipe
3 meses atrás

Que viagem esse seu comentário sobre veganos, falta de conhecimento é foda.

Felipe
Felipe
Reply to  Alex
3 meses atrás

Capacidade de entender ironia é sinônimo de inteligência. Isso é neurociência. Claramente você é desprovido disso, veganinho.

Dan Franco
Dan Franco
3 meses atrás

Mas errado ele não está… Recebem mesmo uma quantidade absurda de dinheiro!

Danilo
Danilo
3 meses atrás

Apenas acho que a F1 e uma boa parte da indústria automobilistica caiu no conto do vigário em relação a eletrificação. A algum tempo atrás foi sacramentado que o futuro era esse, porém essa onda perdeu força.

Eu me preocupo com o meio ambiente, porém nunca vi a eletrificação dos autos como solução, me perguntava sobre as consequências dos elétricos, descarte futuro das baterias e fornecimento de energia em grande escala em um mundo que tem crise energética, sei lá, a conta para mim nunca fechou. Mesmo o Brasil que tem condições de ter energia “mais limpa” teria dificuldades, imagino a Europa que é dependente de gás e petróleo…

Max PS
Max PS
Reply to  Danilo
3 meses atrás

Penso assim também em relação ao impacto ambiental. Será que vender meu carro flex com mais de 200 mil km – que atende muito bem minha necessidade, para compra um elétrico zero é realmente um bom negócio, inclusive do ponto de vista ambiental? Acho que não, pois o carro usado que será vendido não deixará de existir, e ainda por cima eu vou colocar outro carro na rua que também gera impacto no seu ciclo de vida.

No final das contas, acho que ninguém sabe fazer essa conta do custo energético para um lado ou para o outro, e ninguém da indústria está preocupado com isso. No fundo, o que importa é vender novidade, e nisso os automóveis elétricos estão cumprindo muito bem esse propósito.

Filipe
Filipe
3 meses atrás

Esse regulamento de motores não tem nada a ver com passar mensagem. Fizeram isso para atrair as montadoras que querem desenvolver ainda mais a eletrificação dos seus carros de rua. Não à toa que tantas delas voltaram ou entraram na F1.

Carlos Frederico Pereira da Silva Gama
3 meses atrás

Amigues de Greta, Miguxos de Epstein,

Enquanto vosotros frequentavam os churrascos de louvor de Silas Malafaia ou batiam tambor nos convescotes de Erika Hilton, eu estava la.

Na pequena vila de Montmelo, no Circuit de Catalunya.  

Fui ver o Triunfo das Papayas Invenciveis do Papa Zak, de Oscarito Espertito e Lando Rapidinho.

Fui ver Monegato ser o mais rapido piloto da Scuderia Enzo e Max mostrar sua falta de etica.

Fui ver o Incrivel Hulk humilhar o Rei do Mimimi Lewis e nosso lento Borto ficar para tras.

Por fim, fui ver o icone local, o Eterno Don Alonso del Vareyo, levar a carroca verde aos pontos.

Como vosotros sabem bem, tudo isso aconteceu diante dos meus olhos. Menines, eu vi.

O que vosotros nao viram foi o impacto ambiental dessa jornada rumo a imponente Catalunya.

Por terra, mar e ar, toneladas de CO2 viraram historia.

Por que fizemos isso, miguxos? (eu fiz, vosotros nao, mas o planeta e uno, todos vamos sentir).

Por amar o esporte a motor. Mesmo sem ser pilotos, investidores, influencers ou Luciano Burti.

Talvez, nos outros 364 dias do calendario, fazemos o possivel para diminuir nossa pegada carbonica. Salvar as florestas tropicais e as capivaras. Desacelerar a catastrofe climatica desatada no Antropoceno. Diminuir o consumo de carne e o deposito de plastico nos oceanos.

Talvez, miguxos.

Formula 1 e um evento esporadico. Como o Carnaval, amigues de Malafaia e Miguxos de Erika.

Vosotros vao queimar toneladas de CO2 em bloquinhos, passeatas de igrejas e do Nikolas.

Uma monumental inutilidade, e quem paga a conta e o planeta Terra. Alem das pessoas que nao curtem festejos, dizimos e golpistas. Quer queiram, quer nao queiram, elas tambem vao pagar.

Vosotros nao querem abolir o Carnaval de Margareth Menezes e escolas de samba governistas. Ou fazer as igrejas compensar sua pegada carbonica pagando impostos ao ministro Taxad. Ou fazer inuteis como Nikolas trabalharem, ao inves de causar em redes sociais e raios ambientais.

Vosotros nao querem respeitar Marina Silva e o Greenpeace, tampouco deixaram de consumir carne e suco de cevada nos shows de Lauana Prado ou Pablo Vittar. Nao deixarao de comprar embalagens plasticas no Mercado Libre de Franco Pagamico.  

Entonces, pelo menos, deixem a Formula 1 queimar carbono em paz, miguxos. Tudo por esporte.

Tempo, senhor do fim do mundo.

Preto
Preto
3 meses atrás

Flavio sempre preciso nos comentários melhor aínda qdo fala da família do verme e de baln.camboriu, aonde os donos de carros esportivos são parados porque o licenciamento não tá em dia,eheheh

Jeferson Araújo Pereira
Jeferson Araújo Pereira
3 meses atrás

1- Concordo 200% com esse trecho:

“Por isso acho que qualquer categoria de carros de corrida não tem de passar mensagem ecológica nenhuma. É cinismo. Cascata. Conversa. Papo-furado”.

2- Pré-temporada, dia 2, no Sportv: Mattia Binotto surge na tela, e eu abro aspas para o comentário do Luciano Burti:

“É um cara muito legal.Trabalhei com ele na Ferrari”.

Burti, mais uma vez, deu um jeito de inserir, em um comentário, o que ele já disse 937 vezes desde que entrou na Globo: ele já foi um piloto de Fórmula 1, e precisa repetir isso – sempre que possível – para se sentir bem.

3- Eu pensei em escrever – bastante – sobre o comentário ridículo do Lando Norris, mas como eu acho que ele usa o capacete mais feio de TODA a história da F-1… desisti.

Thiago
Thiago
Reply to  Flavio Gomes
3 meses atrás

Kkkkkk vou adorar isso!!!!

Jeferson Araújo Pereira
Jeferson Araújo Pereira
Reply to  Flavio Gomes
3 meses atrás

Gostei de saber que você fará isso rsrsrs.

pedro
pedro
Reply to  Jeferson Araújo Pereira
3 meses atrás

A F1 só vai voltar com motores a combustão quando estiver na mão dos Árabes. Tanto o Vespa quanto o Norris não estão errados.

Luciano K
Luciano K
Reply to  Jeferson Araújo Pereira
3 meses atrás

Burti vai relembrar a todo momento seus contatos da F1….