LOW BATTERY (2)

SÃO PAULO (hoje sem café) – Quando a F-1 inventou os motores híbridos, em 2014, a Mercedes estabeleceu a mais longa hegemonia da história da categoria. Foram oito títulos seguidos de construtores e sete de pilotos até Max Verstappen, em 2021, interromper a série graças a uma decisão estapafúrdia do diretor de prova da última corrida daquele ano, em Abu Dhabi. Em 2022, estreou uma nova geração de carros na categoria, com mudanças aerodinâmicas radicais. E a Mercedes foi engolida pela Red Bull e, depois, pela McLaren.
A grande novidade de 2014 ano foram os motores. Neste ano, marcado por mais uma revolução técnica, idem – eles, agora, têm metade da potência gerada por um V6 turbo a combustão e outra metade obtida a partir de componentes elétricos. Por isso, muita gente apostava que a Mercedes iria sair das sombras impostas pelo período 2022-2025, dos carros com efeito-solo, para arrebentar outra vez nessa era de novos motores estrambóticos — embora o palpite se baseasse em um único evento; estatisticamente, o retrospecto era modesto para se afirmar que algo parecido com 2014 iria se repetir.

Bem, a primeira fila do primeiro GP da nova era de motores estrambóticos da F-1 é da Mercedes. E com uma facilidade espantosa. George Russell fez a pole na Austrália com o tempo de 1min18s518. Kimi Antonelli, seu imberbe companheiro, larga em segundo. A melhor volta do italianinho ficou a 0s293 da do elegante parceiro britânico. O problema foi a diferença para o terceiro colocado, o surpreendente Isack Hadjar, em sua estreia na Red Bull: 0s785. E para a Ferrari de Charles Leclerc, o quarto, 0s809. E para a McLaren bicampeã do mundo, em quinto e sexto no grid, 0s862 em cima de Oscar Piastri e 0s957 no lombo de Lando Norris. Lewis Hamilton, que chegou a ser cotado para a pole, ficou em sétimo a 0s960 de Russell.
Na F-1, distâncias dessa monta são intransponíveis em curto prazo. A situação chega mesmo a assustar. “Scary”, diriam os britânicos.




Mencionamos aí os sete primeiros. Fechemos o top-10 nesta larga introdução, porque eles merecem aplausos. Arvid Lindblad e Liam Lawson, da sucursal italiana da Red Bull, a famosa Meu Cartão Dá Direito a Sala Vip, ficaram em oitavo e novo. E Gabriel Bortoleto, da Audi, larga em décimo. São resultados dignos de elogios, especialmente o do brasileiro, que avançou ao Q3 na primeira corrida da história da equipe das quatro argolas. Uma proeza. Pena que ele não fez volta nenhuma na parte final da classificação porque seu carro apagou quando retornava aos boxes após o Q2. Mas a façanha já estava consolidada.
Escuta, e cadê Verstappen? Faltou, não apareceu no trabalho?
Quase. O holandês bateu no Q1, ficou sem tempo de classificação e larga no fundo do pelotão. E bateu de um jeito muito esquisito. Mas vamos seguir a ordem cronológica dos fatos para resumir a classificação no Albert Park, que definiu o primeiro grid de 2026. A pancada de Verstappen está logo no começo do relato abaixo.

O sábado foi de sol e temperaturas agradáveis em Melbourne, na casa dos 20°C. No início do Q1, os pilotos da Ferrari, confiantes, optaram pelos pneus médios. Russell, que já tinha sido o mais rápido no terceiro treino livre, foi o primeiro a baixar da casa de 1min20s, com 1min19s840. Naquele instante, superou Bortoleto, que tinha ficado orgulhosamente em primeiro por alguns minutos.
Nos boxes, a turma da Mercedes tentava colocar o carro de Antonelli de pé. O italiano tinha batido forte na sessão livre, ao perder a traseira sobre a zebra da curva 2 e se estabacar no muro.
(Sei que “estabacar” é verbo exótico, não aparece sequer em dicionários formais. Mas Guimarães Rosa fez isso e todo mundo acha lindo – e é.)
Felizmente Kimi não se machucou. Mas ninguém acreditava que a equipe conseguiria juntar os cacos do automóvel a tempo para a classificação. Por via das dúvidas, o menino estava paramentado e de capacete nos boxes enquanto os mecânicos trabalhavam alucinadamente.
Faltando 7min30s para acabar o primeiro segmento da classificação, veio o acidente de Verstappen. Ele escapou na curva 1, foi para a brita e bateu. A bandeira vermelha foi acionada. Foi uma batida incompreensível. No fim da reta, uma roda traseira, a esquerda, travou. Do nada. Sem nenhuma razão. Irritadíssimo, para não dizer “puto dentro das calças”, expressão que aprecio muito, Max entrou no rádio e falou, em tom explicitamente irônico: “Meu eixo traseiro travou. Fantástico”.



Toda sua contrariedade com o novo regulamento ficou clara no breve desabafo. Max, como muita gente, devota ódio eterno ao F-1 moderno, um carro sem pé nem cabeça que só anda se o piloto desacelerar na reta para carregar a bateria – gestão de energia é a prioridade; antigamente, e não tão antigamente assim, tipo ano passado, era apenas andar rápido; quando muito, dar uma segurada para não acabar com os pneus.
E o que a roda travada tem a ver com isso? A Red Bull não explicou direito o que aconteceu, mas como os freios traseiros têm uma função primordial na recuperação de energia, e todo esse sistema complexo e incompreensível para o público é controlado eletronicamente, não se descarta uma pane num sensor qualquer. Jamais saberemos, a não ser que alguém dê com a língua nos dentes.
O fato é que Max saiu do cockpit com dores nas mãos e raiva no coração. Exames não constataram nenhuma lesão. Mas a frustração com os rumos da F-1, essa machucou o tetracampeão. “Não estou me divertindo com esses carros. É só olhar a onboard. É o suficiente.” Foi a forma educada que ele encontrou de dizer “isso é a maior merda já inventada na história das corridas de carros”.
A interrupção ajudou a Mercedes, que milagrosamente conseguiu terminar a montagem do carro de Antonelli. Ele conseguiria, contra todos os prognósticos, participar da classificação. Foram sete minutos valiosos para a equipe concluir o trabalho.
Boxes abertos, Hamilton pulou para primeiro com seus pneus médios, sendo superado logo depois por Piastri e, na sequência, Russell de novo, com 1min19s507. Antonelli fez uma volta boa e se colocou lá na frente. Fechou o Q1 em sexto. Bortoleto foi o décimo. Foram eliminados Fernando Alonso, Sergio Pérez, Valtteri Bottas, Verstappen, Carlos Sainz e Lance Stroll.

Da Cadillac, não se esperava muito, mesmo. É estreante, vai apanhar bastante que nem vira-lata em posto de gasolina em seus primeiros passos na F-1. Mas, pelo menos, seus carros foram à pista e fizeram tempos. Já os dois últimos, Sainz e Stroll, nem dos boxes saíram — suas equipes vão pedir autorização para largarem e ambos serão autorizados.
Aston Martin e Williams vivem momentos terríveis, principalmente a primeira. Alonso, mesmo assim, quase passou ao Q2. Já a Williams começa a temporada com seu barco cheio de furos. Não participou da primeira semana de testes em Barcelona, andou mais ou menos no Bahrein (o carro está muito acima do peso mínimo, quase 30 kg) e nos três treinos de Melbourne seus carros tiveram panes diversas. Sainz, no sábado, nem precisaria ter vestido o macacão. Não completou uma volta sequer. No segundo treino livre, na sexta, também ficou a pé.
No Q2, a Mercedes mostrou suas garras. Russell saiu dos boxes e de cara bateu o cronômetro em 1min18s934 — o primeiro a entrar nos 18 no fim de semana. Ninguém conseguiu superar o tempo de seu Jorge. Leclerc subiu para segundo, seguido por Antonelli, Piastri, Hadjar, Norris, Hamilton, Lindblad, Lawson e Bortoleto. Foram guilhotinados Nico Hülkenberg, Oliver Bearman, Esteban Ocon, Pierre Gasly, Alexander Albon e Franco Colapinto.
Gabriel conseguiu avançar ao Q3, um ótimo resultado, mas não participou da parte final da classificação. Quando voltava aos boxes, seu carro parou na via de acesso às garagens. Lindblad, que vinha para os pits, quase bateu nele e em Lawson, que estava devagar atrás do brasileiro. A Pode Ser por Aproximação colocou seus dois carros entre os dez primeiros. Como já dito, foi o destaque do sábado, ao lado da Audi de Gabriel.

Os carros da Mercedes eram os grandes favoritos à pole, principalmente Russell. Mas quando começou o Q3, logo uma bandeira vermelha foi mostrada. O problema foi uma patuscada justamente da Mercedes. Antonelli saiu dos boxes carregando um equipamento usado para resfriar o motor, uma espécie de ventilador portátil que se encaixa perfeitamente nas entradas de ar laterais. Os mecânicos esqueceram de retirar o dispositivo quando ele foi à pista. Norris passou em cima do “soprador” e espatifou a peça. Disse que estava olhando para o volante na hora, “porque é isso que fazemos o tempo todo agora, ficamos olhando para o volante para saber o que fazer para não acabar a bateria”. Pararam a sessão para limpar a pista.
1min19s084 foi o tempo da primeira volta boa do Q3, de Russell. Antonelli, que tinha saído antes dele dos boxes, cometeu um erro em sua primeira tentativa e não fechou volta. Norris, apagadíssimo desde sexta-feira, apareceu em segundo provisoriamente, mas a 0s521 do inglês da Mercedes. Aí veio Kimi novamente e virou 1min18s811, um temporal. Uma quase-pole, porque Russell, logo depois, fez sua volta em 1min18s518, 0s293 mais rápido. A Mercedes não fazia uma primeira fila desde o GP da Inglaterra de 2024, com Russell e Hamilton. Foi a 85ª da história da equipe. A pole de seu Jorge, oitava da carreira, foi quase 4s mais lenta que a de Norris na Austrália em 2025, 1min15s096.


E foi de Lando a frase que fechou o dia em Melbourne: “Saímos de [uma geração de] carros deliciosos de pilotar, os melhores de todos os tempos, para os que são provavelmente os piores da história”.
Verstappen, o melhor piloto do mundo, e Norris, o atual campeão mundial, estão detestando essa F-1 esquisita. Verstappen já tinha dado a letra depois dos primeiros testes: “Isso não é F-1”. Norris havia contraposto o colega com um discurso na linha “a gente ganha muito bem para pilotar o que nos derem”. Mudou de ideia.
Isso aí que inventaram não é legal, não. Não sou eu quem está falando.
É apenas a primeira corrida do ano, talvez as Mercedes nem terminem o GP da Austrália, mas a diferença dela para as outras é tão grande que já dá para cravar o Russell como campeão desse ano, A Ferrari até empolgou o seu torcedor no Q1 com os pneus médios, mas foi fogo de palha.
As boas surpresas ate agora, é a indicação que o Max terá um companheiro não tão distante em performance e a Audi ter feito um motor decente do zero.
Eu não sou viúva da época do câmbio manual, pelo contrário, sempre fui entusiasta dos avanços tecnológicos que está no DNA da F1… mas também penso que hoje não esta legal, acho um erro de conceito básico do que é a essência do automobilismo, a F1 – categoria máxima – está na contra mão de todas as outras categorias, erraram muito a mão nesse novo regulamento.
Quando vc acha que não tem como piorar, se superam…
Norris tentou carregar uma bandeira de anti-mimimi porque era o campeão e, obviamente, achou que a McLaren manteria o status no grid dos dois últimos anos. Agora, após o primeiro treino e quase um segundo no lombo, resolveu reclamar?
Cadê um jornalista sério, lá na pista, para perguntar: “mas não foi você quem disse, semanas atrás, que ganham muito para pilotar?”. Foi dar nos dedos dos que foram sinceros e honestos desde o começo porque achou que venderia outro mundial disputando apenas contra o piloto mais sem sal (Piastri) das últimas décadas.
Agora a opinião dele soa como oportunista.
E que dê graça de ter um mundial no currículo, pois foi uma aberração da natureza que não costuma acontecer sempre.
Dito isto, Russel – um piloto bom e confiável em várias condições – deve levar.
Sei lá quem voltou a favor desse regulamento técnico…Chefes de equipe, projetistas, engenheiros… Mas todas as equipes (menos os pilotos) , são responsáveis por essa merda que o ditadorzinho da FIA ,domador de camelo, enfiou goela a baixo de todo mundo. Em 1982 Niki Lauda e Didier Pironi levaram todos os pilotos para um hotel em Joanesburgo, onde em poucos dias aconteceria o GP da Africa do Sul, forçando a Fia e a Fisa a negociar as mudanças que queriam impor aos pilotos. Querem saber mais detalhes? Acessem o Splashandgo….
Eram regras contratuais. Não tem nada a ver com o que está acontecendo hoje.
Estranho isso de tirar o pé na reta! Olhando a telemetria, parece que deu alguma merda no motor e os pilotos têm razão em reclamar. Para um fã menos atento, talvez não faça tanta diferença. Enfim… não vai mudar e teremos de engolir o campeonato assim. Dito isso, algumas coisas me chamaram a atenção: 1) Lindblad andou o tempo todo à frente do Lawson. Em algum momento lá atrás, achei que o Lawson fosse daqueles que engolem qualquer companheiro de equipe. Não sei se estava errado ou se a passagem pela Red Bull acabou com ele; 2) O Kimi fez um temporal para a segunda posição, beleza… mas lendo as entrelinhas, impressiona o fato do carro não estar acertado (literalmente tinha gente apertando parafuso com ele saindo do box e esperando o sinal verde para ir para a pista) e o fato dele ter tido cabeça para voltar depois da pancada no T3 e de um erro na primeira tentativa do Q3. Olho nesse moleque. Acho que o Russell não vai ter vida fácil em algumas pistas. 3) Hadjar mandou bem, mas ainda não temos uma comparação real com o Max. Mas tem um detalhe: ele andou atrás na maior parte do tempo nas outras sessões. Se fosse um grid apertado como o do ano passado, ele estaria muito atrás em termos de posições. Este ano, andar 0,3 ou 0,5 atrás não vai ser um desastre. O Yuki andou consistentemente 0,3 atrás do Max ano passado, mas essa diferença significava passar do Q1 para o Q2 ou Q3. 4) Bortoleto foi bem e reparem que no Q2 ele não fez uma segunda volta lançada. Já tinha ido bem nas classificações no ano passado frente ao Hulk, mas ‘apanhou’ no ritmo de corrida. Agora, tem que ser consistente nas corridas e mostrar o potencial frente ao companheiro de equipe. Se conseguir isso, ao final do ano vai se garantindo na equipe que, com certeza, tem potencial para ser competitiva em um futuro próximo.
Aparentemente este ano será um ano de freadas e quebras. Esperamos que talvez isto de alguma emoção, pois a Mercedes está com perfil que vai tornar o campeonato sem graça. Torcemos para as quebras….
Eu, Max, Lewis e Lando estamos juntos, essa F1 é uma porcaria, levantar o pé na reta é uma vergonha. Daqui a pouco vão incluir regra pro piloto colocar a marcha no prise, debrear na reta, abrir o vidro e levantar o braço pra virar a curva. Ou até, pior ainda, trocar o carregador das baterias por dínamo de 6V.
Meu Pai, quando íamos pra praia em Tambaú na inesquecível Vemaguet cinza, era pé-na-tábua no retão do Tabuleiro antes de João Pessoa. Nâo tinha isso de levantar o pé não. Em 1967, a Vemaguet voava a quase 120 por hora no óleo 2T que continua mais energia embarcada que essa baterias vibradoras da Aston Martim.
Voltando a Aston Martin, poderoso chefão Newey foi visto debruçado nos desenhos de projeto do motor 3 cilindros da Vemaguet de Papai, para compreender como Papai foi de Campina Grande a São Paulo ida e volta na Vemaguet, sem vibração nenhuma, enquanto alonso só aguenta 20 voltas, e Strow apenas 15.
Esse mundo tá muito sem graça e belicoso, mas George e menino Kimi estão adorando os novos carros. Nós não.
Maravilha de texto, as always.
Estabacado, e puto nas calças também, com estes carros!
Tô achando que o Russell leva esse ano. Ele diferente do Vespa se dá bem com a energia do Retorno de Saturno. Ganhou aquela corrida do Canadá ano passado enquanto o Vespa não ganhou nada entre Mônaco e Holanda. Agora, que o Retorno de Saturno voltou pros dois no Carnaval e fica até Abril de 2028, ele é pole enquanto o Vespa já vai largar do box. É Vespetes, pode ser que tempos difíceis estejam por vir até 2028 hein. 👀
Com relação à reclamação do Norris, é justa. Mas também é curioso ele reclamar depois de perceber que o carro dele é ruim. Até semana passada a declaração era diferente, algo como “somos bem pagos para dirigir o que nos dão”.
Essa temporada já deu pra ver que será do Jorge Russo. Uma daquelas que o time dominante vence 21 de 24, o campeão umas 16, o companheiro de equipe quatro ou cinco, e o resto dividindo as três que sobrarem pros imprevistos…
Com 10 pilotos pontuando, aposto uma tubaína em garrafa de cerveja que vão quebrar mais da metade dos carros com chance do 10o colocado nem terminar a prova
Não sei quem tomou maior fumo: Alonso, o azarado, ou os anunciantes da Globo que compraram quotas de valor estratosférico para um campeonato que projeto ser o pior dos últimos anos.
Na pista que não é de rua e nem permanente a Mercedes meteu uma luneta no resto. O melhor parâmetro de comparação que seria o Verstappen bateu feito um caminhão com a ponta de eixo estourada.
Numa pista bem veloz qual será a diferença da F1 para F2?
Bah, Mercedes de novo?! Alguém corte uma mão desses alemães, por favor. E uma luneta dessas na concorrência. Toto tá até de sorrisinho e carretinha de novo. Queria ver Hamilton/Ferrari. Aliás o Hamilton disse que mudou, pode ter mudado, mas o resultado está igual. Bate o Leclerc quando não tá valendo nada e depois não é nem que ele é batido, se peida, e erra. Vamos ver quanto tempo dura o humor dele. Estranho, a Ferrari não melhorou o tempo dos treinos, não melhorou o tempo dos macios… Dessa vez Leclerc também errou um monte de vezes. A Mclaren não errou tanto, mas também não melhorou tempo, com a diferença de que vieram mais de trás na evolução. Surpresa só é a Red Bull, tá no mesmo balaio. Não sei o que dizer, é esperar. E, que Audi, hein? Esses aí vieram com a faca nos dentes. Que sorte do Gabriel, logo vai ter carro pra disputar na frente. Se vierem desse jeito aí, meu camarada, ano que vem os cara tão disputando título.
Pelo jeito, essa corrida será, literalmente, um passeio no parque para a Mercedes.
A narração da globo parece um documentário do Discovery sobre a vida das preguiças.
Eu não sei quando é um ou outro que está falando. Parece narração de futebol, quando a bola está no meio campo só besteira, aí chega na área começa a berrar e dar emoção, horrível.
Norris está reclamando do quê? Disse que era bem pago para pilotar.
Alonso P18, Max P19 ! Os 2 muito P da vida ….!!
Australia nem sempre reflete o resto do campeonato, mas se for nessa pegada… periga ser um ano complicado.
Pelo menos amanhã haverá muitas ultrapassagens do Max!
Acho que a corrida de DKW hoje no Pé na tábua vai ser mais eletrizante….
A categoria acabou. Estamos presenciando o princípio do fim. E ver o Q2 e o Q3 sem Verstappen deu uma amostra do que seria a F1 se o rapaz perder o bago e decidir se aposentar: uma grande merda! Eletrificada, mas ainda assim, uma merda.
Pole 3.5 segundos mais lenta que 2025. Nova F1 realmente muito chata. A transmissão idem
Primorosao texto, quem não assistiu vai entender perfeitamente.
O que mais me espantou de tudo isso foi saber que “estabacar” não está nos dicionários.
FLÁVIO !
2026
tá começando bem
Mas só pra dar meus palpites: uma das Mercedes vai fazer besteira e a outra deve faturar, Hadjair pode dar trabalho aos veteranos da Ferrari, ano passado ele deu vexame na 1• corrida , amanha tavez sorria…. as argolinhas andaram bem e brotoleto levou sorte pelo azar de Max, senão ficaria no Q 2 obviamente. E o Holandez Voador, se o carro for restabelecido, deve alcancar ainda um quinto ou quarto lugar, o SuperHiperMegaUltra Max Verstappen tem essa capacidade, mas também está sujeito a esse embaralhamento durante a corrida… Tudo isso trará emoções e surpresas, to ansioso pra Ver. E a Mc Laren que achou-se favorita ao pleito ta de cabelo em pé…..
Continue assim FLavio, com teu jornalismo outentico, essa montanha de bagulho que a internet tras não nos interessa afinal, os 4 pribcipais sites são iguais, leu um leu todos, e os “especialistas de internet que só produzem conteúdos vazios são afinal repugnantes. VAMOS LÁ FLAVIO.
Ué, mas não era o Norris que estava, até a pouco tempo, imbuído do espírito “operário padrão” (alguém lembra dessa pérola da Globo?) defendendo os novos motores elétricos e bradando para quem quisesse ouvir “nós somos muito bem pagos para fazer o que fazemos, quem não estiver satisfeito que vá fazer outra coisa”… parece que a ficha caiu, né?
Ótimo texto!!! Pergunta quem será o segundo piloto da Cadillac?
Imagino o que deve ser para um piloto, que está acostumado a acelerar tudo o que pode, sentar-se num cockpit e ter como prioridade gerir energia em vez de acelerar. Ver carros com motores diminuindo a rotação e perdendo velocidade em reta porque a pilha simplesmente esgotou é frustrante.
A F1 ta se tornando qualquer coisa, menos automobilismo.
É questao de tempo até pilotos como Hamilton e Verstappen decidirem que preferem descer uma ladeira sentado num carrinho de rolemã a participar dessa pataquada que está se tornando essa categoria.
Tomara que com evolução dos motores resolvam esse problema, pois é patético ver os carros da principal categoria do automobilismo perdendo velocidade no meio da reta
Já vi muita patuscada na F1 (2 “categorias” de motores turbo x aspirado V8 + válvula pop-off..) que buscava um equilíbrio entre os equipes etc; agora, essa traquinagem elétrica , de fazer o piloto tirar o pé na reta (gerenciamento?!?!), me parece ser o início do declínio (no pacote do fim do império americano ) da F1 que há muito deixou de ser um esporte; agora o negócio foi para o ramo de entretenimento/show business. This is the end…
Baita cagada esses novos motores da F1.
Ao invés de acelerar agora os pilotos têm que se preocupar em “gerenciar a bateria ”
Que bosta.
Não compensa ficar acordado de madrugada pra ver isso
Bom dia, Flávio Gomes!
Eu não assisti ao treino qualificatório da primeira etapa da F1 em 2026.
No entanto, ao ler esta reportagem, eu quase enxerguei o que ocorreu no traçado rápido de Albert Park, em Melbourne, Austrália.
O Bi Campeão da categoria rainha e nada simpático, o Fernando Alonso, certamente guiou o melhor monoposto da história da F1. Pois, os protótipos que foram alinhados no grid de largada – temporada 2005/2006 – pesavam, aproximadamente, 600 (kg) e eram equipados com mototes V1O 3.0 (L) e quase 1.000 (CV) de potência.
Segundo um dos apresentadores do extinto programa Linha de Chegada, exibido pelo canal pago SPORTV, o Lito Cavalcanti, os bólidos partiam da imobilidade, atingiam 200 (km/h) e ficavam novamente imóveis em apenas 6 (seis) segundos.
Eu gostaria de ter sido um dos pilotos que foram competitivos nesta época!
o/
Perfeito FG!
Max reclama desde os treinos de Barcelona, e Lindo disse o oposto, que Max poderia ir embora se não estivesse gostando, etc. Mudou de opinião
Já tenho algumas certezas. A Aston Martin é a Andrea Moda de 2026. A Williams é a Life Racing Engines de 2026.
Quase certeza: a Cadillac terminará o ano à frente de Williams e Aston Martin.
Acho que as três terminam o ano zeradas.
Existe, sim, essa possibilidade.
Ótima matéria!
Lembro desses carros deliciosos, onde os pilotos saiam com dor nas costas de tanto picar dentro daquelas tranqueiras.
Boa Flávio…de repente a corrida de DKW no PNT vai ser mais ” eletrizante “….
Estabacado, e puto nas calças também, com estes carros…!
Bom depois do primeiro treino da primeira corrida já temos importantes definições:
George campeão;
Antonelli vice;
Mercedes campeã de equipes pelos próximos anos;
Lewis encerra a carreira esse ano;
Verstappen assume um cockpit da Mercedes em 2027 só nao sei no lugar de quem e se torna penta, hexa, hepta, octa …
Acho muito cedo pra descartar o verstappen da briga, o terceiro lugar do hajdar mostra que a red bull está competitiva