LOW BATTERY (3)

Russell: vitória tranquila, sexta na carreira

SÃO PAULO (médio) – No fim das contas, deu a lógica. A Mercedes, que sonha em retomar o controle da F-1 perdido na última geração de carros (★2022 †2025), conseguiu uma previsível dobradinha no GP da Austrália na madrugada desde domingo em Melbourne. George Russell, o pole, venceu. Kimi Antonelli, segundo no grid, terminou em segundo. Charles Leclerc, da Ferrari, completou o pódio. Gabriel Bortoleto, na estreia da Audi na categoria, foi o nono colocado.

Russell venceu pela sexta vez na categoria. Sua equipe não fazia um 1-2 desde o GP de Las Vegas de 2024. Na ocasião, ele mesmo venceu, com Lewis Hamilton em segundo.

A corrida teve alguma dramaticidade antes mesmo de começar. Primeiro, Oscar Piastri rodou e bateu forte quando levava seu carro para o grid. O piloto da McLaren, correndo em casa, não poderia escolher lugar pior para cometer um erro tão desastroso. Na curva 4, ele estava sobre a zebra quando, segundo a equipe, trocou de marcha e uma potência inesperada (para ele) entrou de repente, fazendo seu carro dar uma chicotada para dentro. Foi erro seu?, perguntaram os repórteres assim que ele voltou aos boxes. “Sim”, respondeu. “Você está muito triste?” “Sim.” “É a maior desgraça da sua carreira?” “Sim.” “Você está com vergonha do que fez?” “Sim.” “O torcedor australiano tem o direito de te vaiar?” “Sim.” “Você não acha que está na profissão errada?” “Sim.”

O outro que nem largou foi Nico Hülkenberg, da Audi. Também estava indo para o grid quando seu carro apagou e foi recolhido aos boxes. Até agora não se sabe exatamente o que aconteceu – a equipe sabe, claro, mas vai dizer que foi um “problema técnico” sem especificar qual.

Com 20 carros no grid, pois, a primeira largada de 2026 foi dada depois de acesas luzes azuis na lateral da pista, indicando que os pilotos tinham 5s para acelerar os carros e “encher” o turbo antes que o tradicional semáforo de cinco luzes vermelhas autorizasse o início da prova. Leclerc saiu que nem um foguete, passou todo mundo e assumiu a ponta, vindo de quarto no grid. Na segunda volta, Russell recuperou a liderança. As primeiras voltas ofereceram ao público um passa-passa infernal, motivado por largadas muito distintas. Alguns carros voaram. Outros partiram claudicantes. Resultado: Fernando Alonso apareceu em décimo na primeira volta. Max Verstappen, em 16º. Liam Lawson caiu para 18º. Hamilton pulou para terceiro. Antonelli despencou para sétimo. Pierre Gasly surgiu em nono. Arvid Lindblad, em oitavo.

Na volta 3, no troca-troca gerado pelos diferentes níveis de bateria, Leclerc passou Russell de novo. A lógica da corrida, pelo menos nas primeiras voltas, era bem diferente da que estávamos acostumados a ver. Abrir uma boa vantagem para quem estava atrás não queria dizer muito. Porque em algum momento o sujeito ficaria sem energia onde o rival teria mais carga de bateria, e a aproximação aconteceria de repente.

Russell pegou a ponta de novo na volta 8. E perdeu novamente no fim da volta. Estava divertido, isso não se pode negar. Enquanto Leclerc e Russell trocavam tapas, Hamilton, atrás deles, observava atentamente e esperava alguma brecha para, quem sabe, passar os dois. Na volta 11, quem chegou para a festinha da ponta foi Antonelli, que já havia começado uma recuperação.

Nesse momento, Isack Hadjar parou com seu Red Bull fumaçando. “O que quebrou, Isack?”, perguntou o engenheiro. “Tudo”, respondeu o francês, desolado. O safety-car virtual foi acionado e quem estava passando pela entrada dos boxes parou e trocou pneus. Como houve certa demora na retirada do carro quebrado do acostamento, outros tiveram essa chance na volta seguinte. A dupla da Mercedes entre eles. Mas a Ferrari ficou na pista.

O ritmo normal foi retomado na volta 14 com Leclerc, Hamilton, Russell, Lindblad, Antonelli, Verstappen (já em sexto), Oliver Bearman, Bortoleto, Lando Norris e Esteban Ocon nas dez primeiras posições. Foi quando a Aston Martin chamou Alonso para os boxes, como se previa no âmbito da crise entre a equipe e a Honda.

Um novo safety-car virtual foi acionado na volta 18, quando Valtteri Bottas quebrou seu chiquérrimo Cadillac, estancando perto da entrada dos boxes. Quem não tinha parado ainda para trocar pneus aproveitou. Menos a Ferrari, de novo. Leclerc e Hamilton, mesmo se quisessem, não podiam mais parar porque na remoção do carro de Bottas a entrada dos boxes foi fechada.

Com exceção de Verstappen, que tinha largado de pneus duros e teve de trocar para médios, todos os que haviam feito seus pit stops colocaram duros com a intenção de ir até o fim da corrida. A dupla ferrarista seguia ponteando a prova com pneus médios, tendo ainda de fazer ao menos uma troca obrigatória. Leclerc, o líder da corrida, parou na volta 26. Voltou na quarta colocação.

Hamilton, o novo líder, tinha dito pouco antes ao seu engenheiro, de quem não sabia o nome, se tinha bigode, era careca, ou que língua falava, que seus pneus estavam bons e que não era para ser chamado aos boxes. O engenheiro não respondeu nada, entre outros motivos porque não entendeu o que Lewis tinha pedido. Frédéric Vasseur, ao seu lado, perguntou o que o piloto havia dito. “Nada importante, falou que está tudo bem e elogiou o ravioli vegano do almoço”, informou. “Também gostei”, concordou o chefe da Ferrari – que ainda não escolheu o coitado que vai trabalhar com Lewis neste ano, depois de rebaixar Riccardo Adami para a F-1 Academy, a categoria das meninas.

Foto oficial da turma de 2026: dois deles nem largaram…

Seguiu na pista, o inglês, com Russell em segundo, Antonelli, Leclerc, Norris, Verstappen, Lindblad, Bearman, Bortoleto e Gasly nas dez primeiras posições. Naquele momento, a Aston Martin mandou Alonso de volta para a pista. Deu algumas voltas e parou de novo. Estava na hora do remédio para pressão.

Russell tomou a liderança de Hamilton na volta 28. O heptacampeão, então, foi para os boxes, trocou seus pneus e retornou às alamedas albertianas em quarto, atrás de Leclerc. Antonelli era o segundo, restabelecendo a ordem de largada com a Mercedes começando a rascunhar sua esperável dobradinha.

Mais atrás, Verstappen chegou em Norris na luta pelo quinto lugar. Na volta 35, Lando parou pela segunda vez para não levar um risquinho no capacete. E também porque seus pneus estavam acabando. Max assumiu a posição e o campeão vigente voltou em oitavo, discreto e desanimado como ele só. A Audi também chamou Bortoleto para um segundo pit stop, para devolver o brasileiro à pista com pneus novos na fase final da corrida. Caiu de nono para 11º, mas rapidamente voltou à posição original depois de passar Ocon e Gasly.

O W17 da Mercedes: pinta de campeão

Verstappen também parou pela segunda vez na volta 42 e voltou em sexto, atrás de Norris. Na ponta, Russell e Antonelli desfilavam orgulhosos com a estrela de três pontas no bico. Seu Jorge já tinha avisado a equipe que seus pneus eram bons o bastante para ir até o fim da corrida. “Gostaria, inclusive, de parabenizar a Pirelli pelo excelente produto que nos disponibilizou”, falou pelo rádio. “Vejam, no meu carro de rua costumo usar Michelin, já que moro em Mônaco e os pneus franceses são mais fáceis de achar. Já comprei até no Carrefour! Vocês sabem que tenho um cartão de fidelidade que me dá ótimos descontos… Mas vou considerar a possibilidade de trocar de marca se encontrar bons preços perto de casa. Onde troco os pneus eles até dão balanceamento e alinhamento de graça. Outro dia mesmo levei meu…” “Alguém pode desligar o rádio dele?”, pediu Toto Wolff.

A diferença de Russell para Kimi se mantinha estável na casa dos 6s desde o início dos tempos. Não fazia sentido para a equipe inventar nada, mandar apertar o ritmo, liberar uma luta fratricida. Leclerc, o terceiro, estava 9s4 atrás do italianinho. Hamilton era o quarto e nem Mercedes nem Ferrari tinham planos exóticos para a reta final da corrida. Faltando 12 voltas, algo parecido com uma briga, mesmo, acontecia entre Verstappen e Norris pelo quinto lugar, e Gasly x Ocon se estapeando pela décima posição. Bortoleto, em nono, se aproximava rapidamente de Lindblad e já fazia planos de terminar pelo menos em oitavo.

O Max Verstappen queria passar. Tentava e tentava e não podia passar. Lambiase!, seu amigo, tentou ajudar. E o botão de ultrapassagem mandou apertar. E o que aconteceu? Nada, o Verstappen não fez nada.

Bortoleto, nono: boa corrida, pontos na estreia da Audi

Mas Bortoleto fez. Ou, pelo menos, tentou. Na volta 55, colou em Lindblad, que fez uma volta muito ruim quando teve de dar passagem aos líderes. O jovem britânico da Pode Parcelar em Três, 18 anos, filho de indiana com sueco, conseguiu se recuperar, porém, e a duras penas acabou se mantendo à frente do quatrargólico.

E nada mais aconteceu digno de nota nas duas voltas finais. Russell ganhou com 2s9 de vantagem para Antonelli, que conseguiu seu quarto pódio na carreira. Leclerc foi com eles buscar seu troféu. Hamilton, Norris, Verstappen, Bearman, Lindblad, Bortoleto e Gasly fecharam os dez primeiros. Se notarem, eram as mesmas posições registradas na metade da corrida, depois dos primeiros pit stops. Arvid, o garoto da filial da Red Bull, estreou com pontos. Está de parabéns. O mesmo vale para a Audi de Bortoleto: primeira corrida da montadora de Ingolstadt, primeiros pontos na F-1. Bearman, da Haas, foi outro que se destacou no segundo escalão – é um piloto que às vezes se atrapalha em classificações, mas vai muito bem em corrida. Oito das 11 equipes chegaram nos pontos. Apenas Williams, Cadillac e Aston Martin zeraram.

Foi legal? Foi. Excepcional? Não. Um desastre? Tampouco. Foi uma corrida OK, divertida nas dez primeiras voltas, enquanto as baterias carregavam e descarregavam com todos muito próximos, sem tempo de olhar direito as informações no volante. Uma vez estabelecidas as posições, cada um tratou de gerenciar sua energia da melhor forma possível e o festival de ultrapassagens, que Russell chamou de “efeito ioiô”, cessou. O maior incômodo, mesmo, foi ver carros ficando lentos antes do final das retas, deixando seus pilotos agoniados para se defender ou atacar. Não há o que fazer. A bateria acaba, a potência despenca e a velocidade desaparece de repente. É bem chato.

Semana que vem tem mais, na China. Lá tem uma reta gigantesca. Capaz de, na metade dela, os pilotos precisarem descer de seus carros para empurrar.

Amanhã, no “Sobre ontem…” falaremos da volta da F-1 à Globo. Agora vou dormir.

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luiz
luiz
2 meses atrás

referencia do mamute.. li cantando!!!!!! muito bom Flavio!!!!

Jorge Luis
Jorge Luis
2 meses atrás

Flavinho a sua transcrição do “rádio” do “Seu Jorge” é simplesmente impagável … kkkk
obrigado !!!!

Vinícius
Vinícius
2 meses atrás

A referência do mamute lembrou essa pérola aqui que nunca esqueci:
https://www.youtube.com/watch?v=9s0xjv96DqI

Pato do MSN
Pato do MSN
Reply to  Vinícius
2 meses atrás

Eu lembrei DESSA versão também!

Contexto:após o GP do Brasil de 2004. Depois dos famosos insucessos do RB em Interlagos, ele finalmente conseguiu terminar uma prova em casa naquele ano. Mas terminou em terceiro, em um ano absolutamente dominante da Ferrari, e sem o Schumacher na pista. Virou chacota (impressionante).

Thiago
Thiago
2 meses atrás

Não entendo porque é tão chato o cara perder a velocidade nas retas, tornando possível a disputa em qualquer ponto da pista. E é aceitavel o cara ganhar velocidade em 1 ponto da pista com DRS. Foi só a primeira, mas eu gostei e acho que tem potêncial para tornar as disputas possíveis e sem a robotização do DRS.

ZéhRo
ZéhRo
2 meses atrás

“O Max Verstappen queria passar. Tentava e tentava e não podia passar. Lambiase!, seu amigo, tentou ajudar. E o botão de ultrapassagem mandou apertar. E o que aconteceu? Nada, o Verstappen não fez nada.”
Impagável, grato por seus textos leves e explicativos,
Grato

Gus
Gus
2 meses atrás

Vai ser interessante observar o que a Red Bull pode, de verdade, fazer com Max conseguindo se qualificar normalmente. Por enquanto e como foi muito bem descrito no texto: a Mercedes parece ser a grande favorita…tomara que não, queremos um campeonato bem disputado.

Antonio
Antonio
2 meses atrás

Otimo texto, Flavio.
3 coisas a comentar : usar motor a combustão pra gerar energia só pra poder falar “50% elétrico” é, dizendo o mìnimo, ridiculo; como telespectador achei a corrida legal, mas como fã de automobilismo, não me empolguei; não transmitir F3 e F Academy mostra que a Globo gosta mais de dinheiro do que de esporte (até entendo, pouco publico, poucos anuciantes, mas tira uma certa “cumplicidade na paixão” que sentia quando era Band – apesar das suas falhas -.
Até semana que vem…

Danilo
Danilo
2 meses atrás

Os novos motores não são legais, foi apenas a primeira do ano, próximo fds tudo pode mudar, mas vamos lá aos meus irrelevantes pitacos…

A Audi é meio de pelotão, o que considero uma enorme e grata surpresa, se alguém tem dúvidas do feito, é só olhar onde Aston Martin e Willians estão….

A Mercedes é melhor e será campeã, mas se as Ferraris se classificarem logo atrás, as largadas serão divertidas e os alemães terão que remar…

O Russell é o provável campeão, mas acho que o Antoneli vai fazer o inglês suar em algumas e tenho a impressão que o Toto será mais imparcial na disputa interna do que os dirigentes papayas foram no ano passado.

Ainda sobre o Russell, é um baita piloto e se confirmar o favoritismo o título estará em boas mãos, mas como ele as vezes é chato em coisas muito menores… reclamou pelo rádio de uma manobra do Leclerc, normal mas até compreensível, pois todos fazem isso no calor do momento, voltou a falar da dita cuja na entrevista pós-vitoria e não satisfeito voltou ao tema com o monegasco na salinha antes do pódio… provavelmente falará da mesma na resenha dos pilotos/comissários na próxima corrida e deve colocar isso numa futura biografia… talvez as graçolas do FG com o rádio dele sejam mais reais do que pensamos.

Sobre a transmissão, para alguns tema mais importante do que o evento em si – vá entender – eu assisti pela Globo e gostei da narração do Everaldo Marques, não sei e estou ca.gando para quem ele votou nas últimas eleições, mas no que se refere ao ofício dele a entrega foi boa. A “nova” F1 precisa de manual de instrução até para a largada, o que dificulta e muito o trabalho para qualquer equipe de transmissão em simplificar tudo isso para a plateia.

Muito se fala da opinião dos pilotos sobre o novo regulamento, de fato são os mais qualificados, mas os executivos da Liberty tão preocupados com o espetáculo não pensaram que “menos é mais”… ou eles acham que o caminho para fortalecer a audiência é criar dificuldades para a plateia entender a dinâmica da disputa?

Alfredo
Alfredo
2 meses atrás

No seu programa no Youtube você menciona sobre a potência dos motores elétricos na largada. Os motores elétricos não podem ser usados na largada. Só a combustão.

Leandro
Leandro
2 meses atrás

Assisti até metade apenas, mas até onde assisti foi uma corrida ok, muito melhor ue a tragédia que muitos pensaram que seria.

Agora este parágrafo aqui:

O Max Verstappen queria passar. Tentava e tentava e não podia passar. Lambiase!, seu amigo, tentou ajudar. E o botão de ultrapassagem mandou apertar. E o que aconteceu? Nada, o Verstappen não fez nada.

Me abriu um sorrido pois “cantei” junto rs

Fernando
Fernando
2 meses atrás

Palou ter perdido a vaga da Mclaren pra esse fracote do Piastri é de doer! Piastri deveria ter ficado na Alpine! Que tem um carro a altura do seu nível (fraco) diga-se.

Megas Alexandros
Megas Alexandros
Reply to  Fernando
2 meses atrás

Sim, ele só foi campeão da Formula 3 e Formula 2 em sequência. Aí na sua terceira temporada na Formula 1 já estava brigando pelo título. Bem fraco.

Palou foi fraco na Formula 3, mal correu na Formula 2, ficou no máximo em 3º na super fórmula no Japão. O nível da Indy engana. Colton Herta estreou na Formula 2 final de semana passando vergonha (ainda mais considerando que é de certa forma um veterano no meio de garotos).

Hilton Vaz Pezzoni
Hilton Vaz Pezzoni
2 meses atrás

A Aston Martírio (sic) do Alonso deu dó !
Muito comentador pra pouca corrida de verdade !
Ficar recarregando o dia todo é coisa de celular velho…..

Pato do MSN
Pato do MSN
2 meses atrás

Aos 40 anos de idade e desde os 9 acompanhando F1, eu sinceramente não me sinto apto a avaliar o que esse negócio virou. É alguma coisa com a estética da F1, emulando o ambiente da F1, carregando a história da F1, mas não considero F1.

Mauricio
Mauricio
Reply to  Pato do MSN
2 meses atrás

Fake, como quase tudo nos dias de hoje. Se há uma coisa que está virando raridade é autenticidade.

Edison
Edison
2 meses atrás

Muito bom o parágrafo musical sobre o verstappen, peguei a referência kkkkk.
Pelo relato da corrida fiz bem em ir dormir.
Ferraris a 15s, maclaren 50s atrás, pelo visto a Mercedes vai dominar esse ano mesmo.
Parabéns para a audi por pontuar na sua corrida de estreia, e a cadilac foi melhor que a aston Martin, pelo menos um carro chegou no fim.

Wagner
Wagner
2 meses atrás

Salve Flávio! A corrida não foi ruim, achei até legal o passa Seu Jorge, passa Leclé, passa Seu Jorge… Na verdade só achei chato o Hadjar ter parado, motor FOMOCO Redbull, só me faz lembrar da época que o Rubinho corria pela Stewart – se não me engano, tinha limitação de giro segundo o Galvão. E mais uma vez, parabéns pelo texto!

Heriank
Heriank
2 meses atrás

O que o Flávio disse sobre os pilotos reduzirem na reta está certo: agoniante é a palavra correta. Tornaram a F1 chata e o barulho dos motores ficaram ruins !

Markonikov
Markonikov
2 meses atrás

Flávio, e a estratégia da Ferrari? Acha que cagaram ou arriscaram?

Edison
Edison
Reply to  Markonikov
2 meses atrás

CAGARAM

Paulo Vasconcellos
Paulo Vasconcellos
2 meses atrás

desconfio que sem a mãozinha da Ferrari,ocupada em comer um fettucine al pesto no meio da corrida,a Mercedes teria tido mais dificuldades

Barreto
Barreto
2 meses atrás

Não me empolguei a assistir a prova ao vivo e pelos highlights não me arrependi.
O quarteto de ferro parece que foi dividido em duas classes, mas salvo problemas como os ocorridos hoje, são os favoritos para as oito primeiras posições.
Que largada mixuruca com os carros engasopando como carros carburados da década de 60. O perigo foi grande com Colapinto quase fazendo um strike. Continuando assim em Mônaco vai dar ruim.
Menino bom este Lindblad. Não afinou para a ninguém e ainda não se confirmou com o oitavo lugar e brigou pelo sétimo.

Igor
Igor
2 meses atrás

Sobre a volta na Globo, quando for o Everaldo narrando tá bom, no dia do Luis Roberto tem que assistir pelo Sportv… Mas a transmissão ficou meio embolada, com um atravessando o outro o tempo todo, principalmente a Mariana que tava bem deslocada. E tivemos a volta do macarrãozinho…

Marcio
Marcio
Reply to  Igor
2 meses atrás

Achei um pouco estranho elogiar o motor Ford, algumas voltas depois do Hadjar moer válvulas do carro dele…

Ricardo
Ricardo
2 meses atrás

Senhoras e senhores, da escola de Rubem Braga, Drummond e Paulo Mendes Campos, com vocês, um legítimo cronista!

Fabiano
Fabiano
2 meses atrás

Não assisti ao vivo…. vou assistir a reprise, mas parece que a corrida foi boa.

José Tavares
José Tavares
2 meses atrás

PRNDSL
PRNDSL
2 meses atrás

Flávio, repare na largada, um carro ficou parado e, por pouco, não houve um sério engavetamento. Espero que esse problema seja analisado e tratado.

José Tavares
José Tavares
2 meses atrás

Corrida animada, mas um tanto Fake. Esse troço de gastar tudo numa volta e ficar sem nada na próxima é chato pra cacete. Mercedes e Ferrari ( que deu mole durante os Safety Car) se destacaram, como já falávamos. Uma excelente estreia da Audi, independentemente do piloto. Gostei muito desse menino Lindblad ( só falta a Globo chamar de “Lindinho”). Sobre a Globo, alguém precisa com urgência definir qual o papel da Mariana que atropela a fala dos outros e chegou a responder que não sabia o que falar, pq estava nervosa com o início da corrida. O Guilherme, esse coitado, está fazendo figuração.

Jader
Jader
Reply to  José Tavares
2 meses atrás

Será que não é culpa do delay?

Danilo
Danilo
Reply to  Jader
2 meses atrás

Falaram na transmissão que os atropelos era em razão do delay.

Glauson
Glauson
2 meses atrás

Gostei do termo “quatrargólico“ pra se referir ao Gabi.
Esse FG ainda é um jornalista raiz. Kkkk Parabéns, muito bom

Marco Cação
Marco Cação
2 meses atrás

A referência ao mamute na parte de que o Verstappen “tentava e tentava, mas não conseguia passar” me arrancou risadas. 😅

Sentimentos mistos pela corrida. Divertida no começo, mas meio artificial com aquelas ultrapassagens malucas, mas morna do meio para o fim.

Sebastian Koerk
Sebastian Koerk
2 meses atrás

FLÁVIO resumiu bem !
Foi divertido, diferente e desafiador, mas o efeito ioiô tira a essencia da questão velocidade, a F1 saiu de uma competição de velocidade para uma de gerenciamento de energia… descaracterizou a coisa… e pelo que analisei, a corrida vai ter tres grupos de carros: os da ponta, intermediários e o fundão. E devifo ao efeito ioiô, efeito eladtico, disponibilidade de energia e tal vai ser dificil sair de um grupo desses por melhor que estejam carro e piloto: a energia vai restringir o desempenho…
Max hoje conseguiu sair de ultimo e chegar a sexto, só não passou lando devido a essa limitação de energia, mas Max é o cara e não a regra….
Então resumindo, foi divertido, o efeito ioiô é engraçado, mas em termos de competição é sem graça, não gostei, parece corrida de video game…
E a transmissão da grobo foi fraca, insossa, narração de programa de auditorio, em nada lembrou o famoso “padrão globo” e chega a dar saudades da BAND…⁹ até sema que vem então…

Pato do MSN
Pato do MSN
Reply to  Sebastian Koerk
2 meses atrás

“Saudades da Band”? Um pésimo dia do Everaldo é mil vezes melhor que o melhor dia do Sérgio Maurício. Desculpa.

Danilo
Danilo
Reply to  Pato do MSN
2 meses atrás

Concordo com vc e claro cada um tem as suas preferências, mas o foda é que grande parte das críticas são contaminadas pela tal polarização. Eu não gostaria de ter o Sergio Mauricio como amigo, porém as minhas críticas não estavam relacionadas as paixões pessoais dele e sim ao fato de achar a locução dele fraca.

Marco
Marco
Reply to  Pato do MSN
2 meses atrás

Everaldo narrador modinha, se tiver q aturar ele vou ver as corridas com o som desligado

Pato do MSN
Pato do MSN
Reply to  Marco
2 meses atrás

Modinha só se for pra você, meu caro. Acompanhava ele no rádio no início dos anos 2000, vastíssima experiência narrando F1 no FM, incontáveis super bowls na ESPN, enfim. Inclusive teve um período relevante no próprio Grande Prêmio.

Nelson
Nelson
2 meses atrás

O começo da corrida foi divertido, mas depois dos ciclos de paradas, ficou uma pasmaceira. Horrível ver, nas onboards, os carros simplesmente diminuindo a velocidade no meio da reta.

Gilberto
2 meses atrás

Foi isso mesmo, uma corrida Ok, pena pelos dois q nem largaram. Vamos aguardar o próximo p ver se este “pace” vai ser a batida do Ano.

Leandro
Leandro
2 meses atrás

Preciso!

Rogers
Rogers
2 meses atrás

Verstappen mamute! Kkkkkk

Daniel
Daniel
2 meses atrás

As primeiras voltas parecia Mário kart, o passa e repassa.

O desenho do campeonato deve ser parecido com 2009…Uma dupla dispara, e lá para o fim alguém acompanha.

Valmir Passos
Valmir Passos
2 meses atrás

Excepto pelo início, a corrida foi bem chata. Carros muito mais lentos que no ano passsdo e distâncias enormes. Norris ficou a mais de 50s do vencedor. Transmissão ok, bem melhor sem o Burti e a Mariana.

Romero
Romero
2 meses atrás

Eu gostei da corrida , gostei tb do “quatrargólicos”

Tom Brandão
Tom Brandão
2 meses atrás

Boa corrida, essa largada Papa Léguas da Ferrari tende dar outros bons inícios de corrida. Torcendo pro Hamilton reassumir seu protagonismo, mas o domínio absoluto do LeClerc nas classificações atrapalha bastante esse plano (pontos pro galã de Mônaco).

Carlos Pereira
Carlos Pereira
2 meses atrás

Muito mais ou menos a corrida. Não empolga o ritmo. Mercedes foi muito bem. Ferrari melhor que eu esperava. Max como sempre, foi grande. Quanto à Honda, melhor ela aprender com a Estrela como se faz motor de autorama.

milton
milton
2 meses atrás

Porque só acenderam 4 luzes na largada??? Pegadinha???

Marcio
Marcio
2 meses atrás

Fórmula 1 tá lembrando Rally de Regularidade que fiz algumas vezes em Interlagos.
Tinha que virar perto dos 2:40. A diferença é que não usávamos relógio.

José
José
2 meses atrás

Fratricida! Gosto dessa palavra, mas acho que fraticidra é muito mais violenta. Assim como cocrante é mais crocante do que “crocante”.

A corrida? Foi chata. Se antes parecia simulador, essa de agora parece autorama. Ultrapassagens mais falsas do que no tempo do DRS. Não gostei, mas eu sou velho e chato mesmo.

Mauricio Esteves
Mauricio Esteves
2 meses atrás

Parabéns, Flávio, pelo excelente texto! Bom descanso.

JRWN
JRWN
2 meses atrás

Eu assisti pela f1tv o replay da corrida. Em Português, a narração tinha alguns segundos de atraso em relação as imagens – ruim demais. Não.sei se o problema foi só comigo, tentei de ouros dispositivos e dava igual. Em Inglês, estava bem sincronizado.

Markonikov
Markonikov
Reply to  JRWN
2 meses atrás

Estava assim mesmo … narração no sportv estava bem melhor que na grobo …

JRWN
JRWN
2 meses atrás

Uma corrida só não diz muita coisa, mas minha primeira impressão não foi boa.
Sim, foram muitas ultrapassagens no começo da prova nas primeiras posições, mas extremamente sem graça, sem duelo, nada de emoção. É uma lebre em modo foguete ultrapassando uma tartaruga, que mal se dá ao trabalho de tentar de defender.

Jeferson Araújo Pereira
Jeferson Araújo Pereira
2 meses atrás

As cinco principais repetições horríveis (e desnecessárias) de Luciano Burti:

1- Na minha época na Jaguar – Na época que eu corria na Fórmula 1 – Hoje isso mudou muito, mas na minha época na Fórmula 1

2- Posso falar? – Deixa eu te falar – Vou te falar que

3- Na minha opinião – Essa é a minha opinião – Tem gente que vai discordar, mas essa é a minha opinião.

4- Na verdade – A verdade é que – Não é bem assim, na verdade.

5- Obviamente – Obviamente – Obviamente.

Antonio
Antonio
2 meses atrás

Não pude ver a corrida, entretanto, seu relato pareceu fidedigno.
Parabéns!

Antonio Fernando
Antonio Fernando
2 meses atrás

Gostei da corrida. Vamos que vamos.
Semana que vem já tem de novo. Aí sim!

Valmir lopes
Valmir lopes
2 meses atrás

Eu gostei. Mas não gostei dessa perda de potência num carro de fórmula 1. Esta parecendo carrinho de pilha usada.