30 DE ABRIL | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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quinta-feira, 30 de abril de 2009 - 10:44F-1

30 DE ABRIL

SÃO PAULO (mais horas, preciso de mais horas) – Tomo a liberdade de reproduzir, abaixo, a coluna que fiz para a edição de hoje do “Lance!”. A foto (explico no texto) é uma das cinco que bati com minha maquininha vagabunda naquele fim de semana de 1994. Este blog hoje vai ficar meio às moscas, porque tenho muita coisa para fazer durante o dia. Gravações, imposto de renda, programa na TV, chope com os velhos amigos da “Folha” à noite, enfim…

Bom, é isso.

**********

A batida foi forte e assustadora. O socorro, nessas horas, parece demorar mais do que deveria. O tempo que se leva para tirar o piloto do cockpit é interminável. O corpo estendido no chão e os paramédicos fazendo massagem cardíaca eram imagens a que nós, os jornalistas mais novos naquele mundo, não estávamos acostumados. Afinal, a última morte num fim de semana de corrida havia acontecido 12 anos antes, no Canadá. E a última de um piloto de F-1 pouca gente viu, em 1986, em testes privados na França. Mas o corpo estava estendido no chão, e a realidade daquele esporte despencava sobre nós sem tempo para grandes reflexões enquanto os paramédicos tentavam salvar aquela vida. Corri para o pequeno hospital do autódromo, ao pé dos boxes, na entrada do paddock. Ligaram os motores do helicóptero. O corpo saiu apressado numa maca, com um tubo de soro pendurado no vazio, isso eu notei, não havia nada conectado àquele corpo pálido, e os médicos continuavam batendo em seu peito, até que entrou no helicóptero e decolou contra o céu azul daquela tarde de primavera no norte da Itália. Poucas horas depois chegava a informação de que aquele piloto de 33 anos estava morto. A F-1 era seu sonho, depois de passar pela F-Ford, pela F-3000, por Le Mans, pelo Japão. Tinha um contrato de cinco corridas com uma equipe nanica, a Simtek. Nem se classificou no Brasil, mas conseguiu largar em Aida, chegou em 11º, era a felicidade em pessoa, embora fosse tímido e desconhecido. Bateu a 314,9 km/h na curva Villeneuve, depois de perder a asa dianteira de seu carro. Não teve a menor chance. Seu nome era Roland Ratzenberger. Hoje, dia 30 de abril, faz exatamente 15 anos de sua morte. A foto acima foi tirada no fim daquela tarde. Uma das cinco que bati naquele fim de semana, num tempo em que não havia máquinas digitais ou celulares cheios de megapixels. A Simtek ocupava o último box, ao lado do centro médico. O mecânico, fora do mundo, lavava as rodas dos carros da equipe como se nada tivesse acontecido, como se tudo não passasse de um pesadelo. A autópsia aconteceu na segunda-feira no Instituto Médico Legal de Bolonha. O legista que comandou os trabalhos, pouco depois, deu uma aula de ética médica aos seus residentes naquele mesmo prédio cinzento e sinistro. Com certa indignação pelo movimento que observava pelas janelas, ensinou aos seus alunos que não existiam categorias de morte, morte classe A e morte classe B. Dois corpos foram autopsiados naquele dia. Uma de suas residentes, quando foram fechados os caixões, colocou uma rosa na mão do mais conhecido. E duas na mão daquele rapaz que parecia esquecido pelo mundo. O mais famoso, soube-se depois, carregava uma bandeira da Áustria dobrada no bolso do macacão no dia seguinte, quando morreu de forma semelhante. Não queria que esquecessem aquilo que tinha acontecido no sábado. A bandeira no bolso do macacão foi o último dos exemplos que deixou.

294 comentários

  1. Renato disse:

    Aliás, meu caro Roberto Andrade, se alguém gosta mais do que Senna do que do Schumacher, não significa que seja viuvinha ou coisa que o valha. Pode ser que entenda tanto ou mais de Formula-1 do que você. Apenas enxerga as coisas de forma diferente.
    Concordo com você quando disse que que FG entende mais de corrida que o Galvão; tenho minhas dúvidas com relação ao Reginaldo Leme, que poderia ser melhor se não fosse capacho do locutor; o Burti entende muito, até porque é piloto.
    Só para lembrar você, esse post era para falar do Ratzenberger e o senhor enfiou o Schumacher no meio porque não gosta do Senna. O senhor deve ter dislexia.
    Acima de tudo, eu amo o esporte a motor, e posso fazer meus próprios julgamentos, independemente de Galvão Bueno ou Flávio Gomes. O senhor tome a sua verdade e faça bom proveito dela.

  2. Renato disse:

    Roberto Andrade: você não entendeu nada do que eu escrevi. O que eu quero dizer é que não há uma verdade absoluta. Senna e Schumacher são fantásticos. Dizer que um é melhor do que o outro é questão de preferência, tem que ver com sua formação como pessoa, seus preconceitos, experiências e etc. O Flávio Gomes tem a sua verdade e a sustenta com grande competência. É diferente de você, que baseia sua argumentação apenas em dogmatismos preconceituosos.

  3. Márcio Heide disse:

    Mais do que yum excelente piloto, ele, apesar de não ser nenhum anjo, era um excelente ser-humano!

    Naquele 1º de maio, vi, incrédulo, o que estava acontecendo e já sabia que houvera morrido na pista mesmo!

    Pois é, aqui viemos para aprender… e quando aprendemos, vamos embora pra casa mais cedo!

    FG, vc é sensacional com as palavras!

    Abraços.

  4. Roberto Andrade disse:

    Senhor s_muller,

    faço minhas as palavras do genial Flávio Gomes: “Não seja ridículo!!!!”

    essas historinhas que vocês viuvinhas revoltadas inventam para tentar provar o que é impossível (senna melhor que schumacher) só pode ser fruto de pessoas lobotomizadas pela rede globo vocês sofreram algum tipo de cirurgia que tirou uma parte do cérebro chamada compreensão ou filtro de bobagens coisa que o gomes tem de sobra pois ele soube filtrar as mentiras e enganos que a globo passava porque quando ele começou profissionalmente na f-1 ou seja em 1988 estava no auge da mentirada que culminaria na morte de senna em 94 quer dizer aquela mentira de ver deus na ret final do japão de 88 uma vergonha!!!!!!!!! o que vocês naum conseguem admitir simplismente é que schumacher foi MUITO melhor daí vem com essas historias de que ele não era um bom homem!!!!!!!!! é só ver o que ele fez pelo rubinho no gp da austria de 2002 quando colocou o peh de chinelo (pior piloto que jah vi, q esse o senna era melhor concordo) no degrau mais alto do podium!!!!!!!!!!! schumacher aquele dia apenas cumpriu ordens da ferrari ele não teve nenhuma cupla naquilo só a ferrari mas ele como grande ser humano que e colocou o bariquelo la em cima!!!!!!!!!! e nessa entrevista que ele chorou quando igualou a marca do senna em 2000 (axo q vc devia ter uns cinco anos!!!!!) foi uma coisa linda maravilhosa de alguem que se importava sim é o cara mais fantastico que ja apareceu na f1 em 1994 ele não riu coisa nenhuma só o larini que riu você não viu a resposta do gomes???????? então não sabe nada!!!!!!!!!!!

    gomes,
    perdoe essas viuvas burrinhas coitadas!

    sete é maior que três!

  5. Roberto Andrade disse:

    Renato,
    Flávio Gomes carrega a verdade porque ela em si existe, e ele é o ÚNICO (eu disse Ú-NI-CO) jornalista que assume. Não é que ele descubra, só ele saiba. Todos sabem. Só Gomes bate no peito e diz. Essa é a diferença. Flávio sabe muito mais de F-1 que Galvão-Reginaldo-Buti, etc, juntos!!!!

    Por que digo isso? Simples, eles ACHAM que Senna foi melhor que Schumy. Flavio SABE que Schumacher foi MUITO melhor que Senna!

    Quem ACHA sSenna melhor, não admite a verade. Quem fala que Schumacher foi o melhor, simplesmente relata o que está claro como o Sol!!!

    Flávio Gomes neles! Schumacher pra sempre!

    • Claidson disse:

      Até mesmo o schumacher e a maioria dos pilotos (incluindo alonso, hamilton, mika hakkinen) ja disse que senna foi melhor. A opinião dos próprios pilotos conta menos que a sua então.

  6. Chorei com esse texto. Muito tocante.

  7. Beto disse:

    Fantastico texto … sensacional.. parabens…

  8. Renato disse:

    Roberto Andrade, meu caro. Você está exaltado! hahaahaha Não quero convencer que ninguém é melhor que ninguém! Como o FG respondeu para alguém aí em cima, “não dissemine mentiras”. O carro não mudava de marcha mesmo e dá para ver pela câmera onboard. Se existe alguma razão, que não o emperramento da caixa de câmbio, para tanto.eu, honestamente, gostaria de saber.
    Agora, o conceito de “verdade vigente” a que você faz referência, merece alguma reflexão. Existe a verdade “global”, que é sempre imposta, por ser um veículo de comunicação abrangente e poderoso; existe a verdade Flávio Gomes, que é seguida por você e muitos outros, e que não decorre de um julgamento tão neutro e imparcial como vocês propugnam. Em suma, cada um tem a sua verdade e preconceitos impedem as pessoas de chegarem a um entendimento.
    Para finalizar, minhas homenagens ao Ratzenberger! Pena que só Deus sabe onde poderia ter chegado caso não tivesse falecido.

  9. Filipe Dias disse:

    Foi o texto mais lindo que eu já li.

    Obrigado, Flávio.

  10. Geraldo Camara disse:

    precisa dizer mais algo????

    texto diz tudo, infelizmente podem criar o melhor carro de todos os tempos, mas não terão o piloto perfeito pra ele…pois ele já está no céu, protegendo seus semelhantes

  11. Grécia Verque disse:

    Lindo texto Flávio!!!!!!

    Tio Roland Ratzemberger pode ter ser sido esquecido por muitos aqui na Terra , mas tem alguém que o conhecia, conhece e o ama profundamente. DEUS.

  12. Grécia Verque disse:

    Acho que isso aconteceu em 2000.
    Todos os anos no dia 1 de maio fazia minhas orações para o Tio Senna, mas naquele ano foi diferente. Me recordei que outro piloto tinha desencarnado um dia antes. Quando lembrei que era o Tio Roland Ratzemberger comecei a chorar e pedi desculpas para ele por sempre lembrar do Ayrton Senna e nunca dele. Desde esse ano, todos os dias 30 de abril e 1 de maio faço minhas orações também para o Tio Ratzemberger.

    Que Deus, Jesus e os bons espíritos continuem iluminando seu espírito e caminho.

  13. Marilia Compagnoni Martins disse:

    aff

    nem 5% entenderam o texto

    e alguns ainda te lenharam nos posts FG!!!!

    pra quem não entendeu: vão plantar batatas!!!! Junto com aqueles que nunca mais assistiram a um GP depois de 01/05/94….

  14. Marilia Compagnoni Martins disse:

    Muitos devem ser lembrados em relação a 94: o acidente com o Barrica, a morte de Ratzenberger na pista sim, e não no hospital como a FIA divulgou, a morte de Senna tb na pista, o pódio em luto. Além do triste GP de San Marino, outros acidentes aconteceram:
    Karl Wendlinger, 15 dias depois, em Monaco, Pedro Lamy durante testes Silverstone, Andrea Montermini, que entrou no lugar de Ratzenberger, na Espanha

  15. Shindi Uehara disse:

    Gostei do texto.Nunca saiu da minha memoria as imagens dessa corrida.Parabens !Abracos!

  16. s_muller disse:

    Aí Gomes, vc disse pra alguem, aí à tras pra não dissiminar mentiras, mas pra quem tem boa memória lembra do Schumacher comemorando no pódio (ele, que presenciou mais de perto o acidente, pois tava em segundo na cola do Senna) a vitória e o fim do único que poderia lhe ter feito sombra à sua carreira; e que anos depois quando derrubou mais um record ensaiou um chorinho hipócrita, frente à mídia, ao citar o Senna como idolo. O carisma está acima dos números e mesmo depois de 15 anos, o Senna continua sendo ídolo no mundo todo.

    RESPOSTA DO FG:

    Não seja ridículo.

  17. Leonardo disse:

    Não sei se são todos que tem aquele sentimento de solidariedade pelos mais “fracos”. Lembro perfeitamente de falar para a minha mãe no dia do funeral do Senna: “coitado do Ratzemberger, ninguém lembrou dele”.

    Nunca esqueci o nome do piloto “desconhecido” que também perdeu a vida em busca do seu sonho, fazendo o que gostava, dando o melhor de si.

    Por isso o texto é fantástico.

    Lembro também da frase do Mosley:

    “Eu fui ao funeral porque todos estavam no de Senna. Achei que era importante que alguém fosse a esse”.

    A imagem do “capacete cambaleante” no cockpit da Simtek “MTv” foi uma das coisas mais marcantes que já assisti.

  18. márcio disse:

    Bacana, Hoje, através desta coluna vi toda sua históra FG, todo seu conflito em gostar de alguém. Sim, vc gostava muito do AS, e mais, o admiriva muito e o admira até hj. A rejeição de tudo que ele foi, foi uma forma de vc poder conviver e superar o enorme vazio que ficou um pouco em vc também. E como se vc decidisse deixar de gostar da Portuguesa vc tivessse que para isso passar a falar mal dela, assim sendo seria mais facil o seu mister. Então como falar bem do Sena como vc faria? E o caminho que vc achou foi falar de Ratzenberger, e no último instante, somente então, ali, falar do homem, do esportista, que mais do que vencer estatísticas, foi um exemplo. Na sua morte e somente por causa dela, quantos hoje na formula 1 estão vivos? Quantos assumiram ou sumiram por causa daquele acidente. Alguém tinha de morrer, e morreu quem arrriscava mais, para ter o que queria. Vencer. Parabéns pelo brilhante texto, foi muito bom saber o que vc realmente pensa e o que vc realmente é. Abraços . Márcio

  19. Leandro Mariano disse:

    É triste perceber, mas passando o olho nos comentários, quase ninguém entendeu nada desse texto…

  20. Richard Hermann disse:

    Foi Um final de semana, que com certeza jamais veremos na F-1. Agora esse Roberto Andrade, vê se vai catar Saci – Mula sem cabeça e o que vc quiser, mas para de falar besteira…Tem sempre uma besta pra estragar as coisas..Leva uma foto do alemão pro banheiro e se diverte..

  21. Jeison Teixeira disse:

    Engraçado ler a sua coluna Sr. Flavio Gomes.
    Quando no final o Sr. cita — O mais famoso, soube-se depois, carregava uma bandeira da Áustria dobrada no bolso do macacão no dia seguinte, quando morreu de forma semelhante. Não queria que esquecessem aquilo que tinha acontecido no sábado. A bandeira no bolso do macacão foi o último dos exemplos que deixou.

    Como pode o Sr. falar tão bem de uma pessoa que segundo o Sr. próprio falou no programa LIMITE da ESPN que se tratava de um produto da GLOBO e que ele nunca teve a intenção de ser esse bom moço que a GLOBO o pintava, engraçado, teria o Sr. Galvão Bueno amigo pessoal dessa pessoa colocado a bandeira da Austria no bolso dele e falado a ele, Ayrton ganha a corrida e ergue a bandeira da Austria, vc vai sair bem em todo o mundo.

    Por favor Sr. Flavio Gomes, tenha uma única posição sobre as suas opiniões.

    Ou agente gosta ou agente não gosta, não jogue conforme o jogo e não dance conforme a música.

    certo de não receber resposta.

    att

    Jeison Teixeira.

  22. Renatov disse:

    Belo texto, Miguelito.
    Mestre Mesquita, lá em cima, deve estar mutio feliz.

    Renatov

  23. Roberto Andrade disse:

    Achar que Senna é melhor que Schumacher é como achar que Ronaldo é melhor que Pelé e Oscar é melhor que Jordan!

  24. Roberto Andrade disse:

    E digo mais, Schumacher não era medroso como o Senna, ele pegou a Ferrari, que era um dos piores carros da época, e fez deles um time vencedor!!!! A Ferrari não era nada sem o Schumacher, ficou sem ganhar 20 anos!!!!! Ele é o melhor!!!! É só você ver agora, que ele não ajuda mais no desenvolvimento do carro, a equip virou um lixo!!!! Até 2008, tava lá na frente, graças à ajuda do Schumacher!!! O Gomes já disse isso, que depois que o Schumacher saiu, a Ferrari ficou sem rumo, é só vocês verem!!!! Acordem, viuvinhas!!! gostar de Senna, tudo bem, mas achar que ele é o melhor, é burrice, cegueira! Ninguém acha que o Senna é o melhor se entender de corridas de verdade!!!!!!! Viva FG!!! Um cara que não tem medo de peitar a Globo e as “verdades” vigentes!!!!!!!

  25. Roberto Andrade disse:

    Vocês que me xingam aí, na verdade não sabem o que estão falando!!!! O Gomes concorda comigo que a história do Senna tem lá suas coisas bacanas mas em sua maior parte é um monte de historinhas infundadas, mentirinhas, lendas infantis. Vou lançar um livro: Senna, Saci-Pererê e Mula-Sem-Cabeça, lendas brasileiras! o Gomes assina o prefácio! Procurem nos arquivos, ele disse que aquela história da largada no Japão é mentira, por que o renato não responde a isso!!!! E tem mais um monte de coisa, também, como o fato de ele não ter sido campeão em 89 porque foi roubado!!! mentira!!!! Não foi campeão porque era um incompetente, quebrou o carro 5 vezes, bateu com Mansell e depois no brundle!!! não sabia correr comandando a equipe!!! Schumacher pra sempre!!!! O melhor de todos!!!! mil vezes melhor que o Senna!!! Depois que ele saiu a F-1 voltou a ser competitiva, porque com ele não havia páreo! ganhava todas! Jamais perdeu um campeonato com o melhor carro! E ganhou vários com carro pior! Em 1994 tentaram aprontar pra ele, mas ele superou todas as adversidades e venceu na base do talento!!!! Vocês sabem que Senna morreu tentando superar o Schumacher!!!! não há o que vocês possam fazer!!!!!!!!!

  26. Harry disse:

    FG,

    Isso é marketing? Isso é ser campeão.
    http://www.youtube.com/watch?v=BQmx29QWP3w

    Abraços,
    Harry

  27. Patrick Antunes disse:

    Parabens pelo texto. Me impressiona a forma q voce consegue ser emotivo e informativo sem ser piegas.Alem da bandeira q Senna levava consigo, outro fato q poucos sabe e viram foi o piloto Erick Comas ja com a pista fechada para q se fosse efetuados os socorros a Senna, saiu com seu carro sem autorizacao e foi ao local do acidente tenta prestar algum tipo de ajuda e foi empedido pelos medicos. Anos antes o mesmo Comas sofreu um acidente gravissimo e Senna parou o carro no meio da pista, saiu como um louco correndo arriscando sua vida (ha video dos carros passando em velocidade consideravel) e foi o primeiro a prestar ajuda. Foi um fim de semana que nao terminou, as vezes acho q a ficha mesmo depois de 15 anos ainda nao caiu. Acho q a transicao de heroi vivo para heroi morto no caso dele ocorreu tao traumaticamente, quase um aborto…

  28. Rodrigo disse:

    Rapaz, você é, de longe, um dos jornalistas mais talentosos de sua geração. Gostaria de ler mais textos seus sobre outros temas, fora do mundo do automobilismo. Os seus textos sobre mau jornalismo (Veja, Gazeta Mercantil, etc.) são pérolas!

  29. agenor disse:

    Obrigado………

  30. Mario disse:

    Belo texto, realmente! Também não sabia desta estória da bandeira, mas acho que isso só poderia ser feito pelo Senna mesmo, seria muito bacana e era a cara dele.
    Valeu por essa Flávio. Não vou esquecer tão cedo. VALEU!

  31. Ariosto Freitas Jr disse:

    Aquele final de semana continua vivo em minha lembrança.
    Não esqueço aquela perseguição frenética do Ayrton atrás do Alemão Queixada. A curva Tamburello. A batida.
    O tom de voz preocupado do Galvão Bueno e do Reginaldo Leme não deixavam dúvidas.
    Após o ocorrido na sexta, com o Rubinho, e no sábado, com Roland Ratzemberger. Aquele fatídico primeiro de maio foi terrível para os brasileiros.
    Meus sinceros pêsames aos brasileiros e austríacos.

  32. Wandre disse:

    Era uma manha de domingo, como todas aquelas que esperavamos ansiosos pela largada de um GP de um qualquer lugar, por volta 9:00am fui pra frente da tv como de costume. E apos algumas voltas fiquei perplexo diante da mesma tela que em outros tempos so mostrou vitoria…. Depois disso nao sai mais da frente dela esperando mais noticias sobre o que ocorrera. Foi quando que por volta da 1:00pm o inesperado e triste foi noticiado… Confesso que nao queria acreditar, mas foi inevital e nunca mais igual os domingos seguintes.

  33. fred caracante disse:

    muito bom flavio, se der mais algum tempinho conta mais, li o livro hj de novo, o ultimo capitulo!!! PARABENS.

    SAUDADES É MUITO GRANDE AINDA!!!!

  34. claudio cesario disse:

    Muito dificil lembrar deste final de semana , pois acompanhava muito pouco a formula um quando Paletti , Villeneuve morreram, no caso do Elio eu já acompanhei as notícias, porem quando voce esta vendo e depois a tv em edição extrordinaria informa que o Roland havia falecido e ainda toda a tensão do acidente do Rubens,não foi facil, no dia da corrida o ambiente estava pesado, coisas desagrádaveis na corrida , ate o acidente do Ayrton , para mim foi presenciar o fim de um super heroi na minha opinião ele parecia indestrutivel, acompanhar a corrida quando as imagens vinham de dentro do seu carro era um tesão as ultrapassagens sempre na adrenalina. eu me perguntei por que aconteceu aquilo, mas hoje passado 15 ANOS acho que ja tenho a resposta, seria muito triste um super heroi convocar uma conferencia de imprensa e avisar que ia ao inss pedir contagem de tempo para se aposentar, o que mais me emociona de toda esta historia é que ele ia colocar seu prestigio em risco para peitar a FIA por mais segurança a exemplo de Stewart porém tudo hoje e historia, prefiro me lembrar das disputas com outros feras da F 1 como Mansel ,Prost,Piquet , valeu CAMPEÃO, O BRASIL sempre lembra de voce por que voce repesentava o refrão do hino nacional, VERAS QUE UM FILHO SEU NÃO FOGE A LUTA, e eu vi durante 161 finais de semana coisas que eu nunca mais vou esquecer , OBRIGADO AYRTON

  35. Rafael Rosa disse:

    Deveria ser uma luta enviar notícias da Europa pro Brasil ao jornal nessa época hein Flavio Gomes. A internet ainda dava seus primeiros passos no país e o melhor recurso era o bom e velho telefone. Ainda mais numa excepcionalidade com o que envolveu tudo que aconteceu no fatídico fim de semana de 94 em Imola.

  36. Angelo disse:

    Flávio, infelizmente, além do Ico, vc parece ser o único a se lembrar da morte do Ratzenberg. O resto é uma babação de ovo só por causa da morte do Senna. Porque ninguém se lembra do acidente quase fatal do Emerson? Ou do acidente terrível do Barrichello na véspera da morte do Ratzenberg? E do Cevert? Ninguém nem sabe quem foi, verdade? e o Palletti? Faz muito tempo, pra que lembrar, né? e o rapaz que morreu queimado na Holanda pq os bombeiros tinham medo de chegar perto do carro? Como era mesmo o nome dele? Alguém se lembra daquela cena horrível do piloto tentando sair do carro em chamas, vivo? Não. Só existiu o Senna. Assassino do autódromo de Interlagos, é bom a gente lembrar.
    Tenha um péssimo dia, como vai ser o meu, com o saco cheio de Senna, Senna, Senna.

  37. vitão disse:

    A humanidade passa a vida tentando fazer o que gosta, poucos conseguem, e apenas uma minoria consegue partir próximo do auge. Glória e dor, sucesso e fracasso só alcança quem faz. Ao resto resta aplaudir , porque criticar é medíocre. Belo Texto FG.
    E para quem postou a lista dos pilotos mortos, o Bruce McLaren morreu em Goodwood testando um CAN-AM ; comentário apenas para manter o rigor histórico de um idiota da objetividade (eu, no caso).

  38. agenor disse:

    Muito maduro seu texto,,,prova que atrás de teclas tem uma pessoa de bom censo de profissionalismo……..

  39. Mario Salustiano disse:

    FG

    belo texto, pena que ao ler os comentários acima fica a impressão que realmente ninguem lembra do Roland, será que quem leu não percebeu que sua intenção foi exatamente homenagear o austriaco,

    abraços

  40. Emocionante o texto, Flávio. Que legal. É impressionante que esses seus textos me fazem, mesmo ao término da leitura, voltar em certos pontos e retomá-lo, como se eu tivesse perdido algo ou quisesse perceber mais e mais significados daquelas palavras que narram sempre uma bela história. Sabe-se lá quantas vezes eu li seu texto sobre sua saída da Folha e a morte do Senna (e como eu adorava aquele seu diário de corridas), por conta da riqueza de detalhes e de sensibilidade que você carrega nas tintas. É sempre um primor e um prazer perceber ângulos diferentes de uma história tão esgarçada pela mídia sensacionalista, que é a grande maioria, infelizmente. Jornalismo precisa ser mais humano, menos aritmético e duro. E você consegue isso. Obrigado. Um abraço.

  41. Antonio Silva disse:

    Impossível esquecer, as mortes e o texto, lembranças vem à tona e, não há como conter a emoção, resultado: Vieram as inevitáveis lágrimas às 7 HS da manhã.

  42. Eduardo Strobel disse:

    Me lembro como hoje daquele final de semana trágico. Na época eu tinha 15 anos, e gravava todas as corridas em VHS, e alguns poucos treinos. Naquela sexta-feira fiquei chocado com o acidente do Barrichelo, gravei até a matéria do JN, mas não imaginava o que vinha no sábado. Como quem não quer nada gravei o treino no resto de 1 hora que tinha em uma fita, não imaginava que veria pela primeira vez desde minha paixão pela F1 a morte ao vivo e a cores. O final de semana passou a ter um ar estranho, ar que me causa arrepios e estranheza até hoje. Meu saudoso pai saiu de casa por volta das 10h daquele sábado, pedi a ele que comprasse uma fita nova para que eu gravasse a corrida de domingo. Sabia que seria a primeira vitória do Senna no ano. Meu pai me trouxe aquelas TDKs de primeira na época (até então só tinha usado as velhas BASF). Na manhã de domingo estava sentindo ainda aquele ar estranho, mas confiante que nós teríamos um pouco de alegria naquele final de semana trágico. Coloquei o REC no meu velho TOSHIBA, e me deparei com aquela cacetada que o J.J.Letho levou na largada. Fiquei esperando o safety car sair e deixar o Senna disparar na frente para sua vitória, a imagem nestas voltas se altera rapidamente entre “chuviscos”, eu estava a ajustar a velha antena em cima da tv em busca da melhor imagem, eu queria guardar essa vitória para eternidade com a melhor qualidade. Pouco após a saída do safety percebi que nosso idolo escapou da pista antes mesmo que o Galvão na narração, por uma fração. Um pedaço da minha vida e da minha esperança ficou naquela fita… e naquela mexida de antena.

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