FÁCIL? | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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sexta-feira, 19 de julho de 2013 - 11:22F-1

FÁCIL?

SÃO PAULO (fica, sol) – Vejam que legal essa animação da Sauber, mostrando como evoluíram os volantes de seus carros de F-1 nos últimos 20 anos. Em 1993, eram só dois botões. Hoje, nem consigo contar. E tem gente que acha que hoje é mais fácil guiar um F-1 que antigamente. É muito, mas muito mais difícil.

35 comentários

  1. Gustavo Oliveira disse:

    Acho a maior asneira do mundo quando escuto um argumento desses, que quase sempre é proferido por alguém que entende tanto que automobilismo quanto eu de Baseball, é muito obvio que é mais difícil hoje.

    Primeiro porque os carros são imensamente mais rápidos em curva, que é o que importa e é onde é quase inumano não cometer um erro. Segundo, a quantidade de alterações possíveis no comportamento do carro é tão maior que, além da habilidade em manusear isso, é requerida uma estratégia curva a curva que simplesmente não existia antes, são infinitos cenários possíveis, antes o que mudava era apenas o desgaste de pneus e freios.

    Agora o argumento do controle remoto, basta lembrar que em uma classificação em que o Barrichello ficou muito atrás do Schumacher justamente porque o alemão alterava o comportamento do carro em um número muito maior de vezes. Portanto, se o cara sentar lá e ficar só mudando de canal e aumentando e abaixando o volume, beleza, mas tem gente que usa os outros botões, e anda muito mais.

  2. zurrilho money disse:

    É claro que não!!! O controle remoto da minha tv tem mais de 40 botões e eu só uso 4 ou 5: liga/desliga, que é o mesmo, o de canais (+ e -) e o de volume (+ e -). O mute, reset, del, delay , menu, enter, etc nunca usei, são virgens. Imagino que freando, acelerando, batendo rodas não se consiga usar quase nada desses botões.

  3. Carlos disse:

    Um detalhe interessante: em 2009 o volante era meio deformado, provavelmente moldado para a mão do piloto. A partir de 2010, ele volta a ser regular. Mas será que o material de 2010 permitia um deformação? Ou será que realmente desistiram da ideia?

  4. Discordo. Hoje é tão mais fácil guiar um F1, que até os carros das equipes pequenas atuais devem quebrar/rodar/bater menos do que os das equipes médias ou grandes de 25, 30 anos atrás.

    A comparação entre os volantes, na opinião de quem jamais entrou num F1 e só dirige um Celta, é:

    - Volante antigo é máquina de escrever: sem muita frescura, sem muito comando, poucos recursos, muito mais erros de datilografia

    - Volante novo é word: botões e atalhos que a gente nem desconfia pra que serve, mas até avisa quando a gente erra e dá ampla condição pra corrigir os erros de digitação ou pilotagem

  5. Marcelo disse:

    Tecnologia a parte, quanto mais rápido for um carro de F-1, mais habilidade vai ter que ter o piloto, e não existe veículo mais rápido no planeta(em pista sinuosa) que um Formula 1 atual. Nada no mundo chega perto em termos de entrada e saída de curva. Ninguém ganha 30 milhões de dólares por ano jogando vídeo-game…

    Bom lembrar, muitas vezes o piloto muda o “mapeamento” no volante na tentativa de fazer o carro ficar mais rápido a cada volta. O engenheiro analisa os dados no boxes, mas quem “sente” o carro na pista ainda é o piloto, principalmente quando chove no meio da prova! E quanto mais sensibilidade o piloto tem, mais vai poder “tirar” do equipamento. Tudo isso, mexendo nas múltiplas funções no volante. Fittipaldi na entrevista(23min) abaixo foi taxativo: “quem ganha ou perde a corrida, ainda é o piloto”.

    Essa semana, Fittipaldi comentou as diferenças de um F-1 do passado e do atual. Dias atrás, Emerson pilotou a Lotus da atual temporada.

    Nunca vi Emerson meter o pau na tecnologia dos carros, muito pelo contrário, a impressão que fica é que Fittipaldi fica cada vez mais extasiado com tudo. Bom lembrar, anos atrás o bicampeão pilotou a Ferrari de Schumacher, Fittipaldi ficou muito impressionado com o carro.

    http://agoraetarde.band.uol.com.br/videos/entrevistas/14596641/emerson-fittipaldi-diz-que-xingava-piloto-apos-ultrapassagem.html

  6. Marcelo disse:

    Perguntem para o Niki Lauda se é fácil…estamos falando de um campeonato mundial, a coisa sempre vai ser mais embaixo…

    Certa vez o austríaco disse o que pensava sobre os carros de Fórmula 1 no início dos anos 2000:

    “Qualquer macaco era capaz de pilotar um daqueles, todo cheio das parafernálias eletrônicas”.

    O que se viu, foi um dos maiores fiascos no mundo da Formula 1. A tal “parafernália eletrônica” humilhou o ex-tricampeão, Lauda saiu ridicularizado! Único piloto que pode dizer se é fácil ou não é M.Schumacher, ele pilotou carros de F-1 em 1991 e 2012, são 21 anos de diferença, nem Rubinho pegou carros tão diferentes.

    Abaixo, o vexame histórico de Lauda na Jaguar!

    No início da década de 2000, a Jaguar era uma das piadas da Fórmula 1. Mesmo com todo o dinheiro da Ford, a equipe era bagunçada e amadora como se fosse uma Minardi de terno e gravata. Não é exagero: as mudanças de diretoria eram freqüentes, o staff técnico raramente durava uma temporada inteira e a equipe não possuía sequer de seu próprio túnel de vento nas duas primeiras temporadas. Entre 2001 e 2002, o tricampeão Niki Lauda era quem comandava, ou tentava comandar, a bagaça.

    Lauda dispensa maiores apresentações. Logo após ter abandonado as pistas, no fim de 1985, ele dedicou-se a erguer uma próspera companhia aérea e a cuidar de alguns assuntos da Ferrari nos anos 90. Sua língua também esteve bastante ocupada em tudo quanto é tipo de declaração polêmica. Ao ser contratado para ser o diretor esportivo da Jaguar em 2001, Lauda disse o que pensava sobre os carros de Fórmula 1 da época. Qualquer macaco era capaz de pilotar um daqueles, todo cheio das parafernálias eletrônicas, afirmou Niki.

    Pegou mal, né? Como Lauda se achava o bonzão perante os titulares Eddie Irvine e Pedro de la Rosa, ele achou que seria uma ótima ideia mostrar aos macacos do novo milênio que quem entende de pilotagem e acerto de carro é o papai sem orelha ali. Agendou um teste para ele próprio pilotar o Jaguar R2 no dia 13 de janeiro de 2002 no circuito Ricardo Tormo, em Valência. É claro que Niki só arquitetou tudo isso porque todo o resto da equipe estava funcionando muito bem, não havia nenhuma grande preocupação e o R3 que estava sendo construído seria obviamente o melhor carro da temporada.

    Aos 52 anos, gordo e com a pele ainda meio escamada devido ao acidente de Nürburgring, Lauda conversou com os engenheiros, pegou algumas dicas com o macaco Pedro de la Rosa e foi para a pista. Nas três primeiras voltas, rodou duas vezes na mesma curva. Completou sete passagens rápidas e marcou sua melhor volta na casa de 1m29s – quinze estratosféricos segundos mais lento do que qualquer orangotango. Desceu do carro e enfiou o rabo entre as pernas, mas não perdeu a soberba.

    “Eu rodei umas duas vezes porque o De La Rosa me falou aonde eu deveria frear! Na verdade, eu freei no mesmo ponto que ele. A única diferença é que não fiz a curva!”, bradou Lauda, culpando o primeiro mico-leão ao lado. Depois, tentou reverter a declaração símia: “Sim, eu falei que qualquer macaco poderia pilotar um carro hoje, mas é que eu estava comparando com a situação de 17 anos atrás. Naqueles dias, você tinha câmbio manual, embreagem normal e tinha de tomar cuidado para não patinar as rodas na largada. Agora, é mais fácil largar”. Mais fácil ainda é acusar os outros de serem animais.

  7. Vagner Colettti disse:

    Esses volantes aí são da Fórmula-1 de moleque, de video-game e de “bônus” para poder ultrapassar (kers e etc).
    A fórmula 1 antiga era de homens. Tinha muita regulagem sim, mas era de motor. Regulava-se uma vez e tinha que saber usar. O piloto tinha que saber de mecânica e regular um motor. Ultrapassagem… na pista.

    Fórmula 1 hoje é lixo descartável… coisa de molecote.

    • war disse:

      O mundo de ontem estava ótimo…ontem! O de hoje está ótimo, hoje! Pasme, mas o amanhã estará ótimo, amanhã….
      Os caras que você diz que eram homens…eram, para os homens de ontem, molecotes. E assim andam as coisas….

  8. Glauber disse:

    Na verdade o que eu achei mais interessante é o fato do volante passar de algo que era por sua natureza essencialmente redondo para uma coisa extremamente retangular….hoje em dia está mais para um joystick de ps3 ou xbox do que realmente um volante.

    Quero ver qual será a primeira equipe a utilizar um “volante” com uma tela 100% touch,

  9. Martim disse:

    Será mesmo que era mais fácil? Tenho minhas dúvidas. Na minha opinião não se pode comparar algo incomparável.

    http://mestrejoca.blogspot.com.br/2013/06/spa-francorchamps-trilogiafinal.html

  10. hullingtom disse:

    Pra quem tá acostumado a dirigir com volante sem nenhum botão é dificil. pra quem já Cresceu dirigindo com alguns é fácil.

    É o mesmo que comparar a gente que escrevia em máquina de escrever e a molecada que cresceu com computador em casa.

  11. Huller Moreno disse:

    Não tem nada de tão extraordinário nesses botões. Tem botão que só é usado uma unica vez no fim de semana todo, como na classificação e em caso de problema no carro pra trocar algum uso do sistema só pra exemplificar. Alguns botões só usam com o engenheiro falando o que tem que fazer, até porque o piloto não sabe o que está acontecendo internamente no carro dependendo do que for. Lógico que tem alguma dificuldade, mas nada que estudo e algum treino não resolva. Se fosse assim, um cara que pilota um avião ANTONOV 225 é um E.T. http://4.bp.blogspot.com/-8dKi6cDOJG4/Tx19wsDogEI/AAAAAAAAQv4/PKVVPg_t48c/s1600/4.jpg
    Não sei o que é mais difícil, errar um botão e perder um pentelézimo de segundo ou errar uma marcha e abandonar a corrida.

    • Sabugo disse:

      O procedimento pré-decolagem e pré-aterrissagem de um avião deve levar meia hora só em checklists. No carro de Fórmula 1, leva um minuto e alguns segundos e sem auxilio da voz eletrônica dizendo a altitude, ou melhor, a distância da curva.

    • Eric Musashi disse:

      Mas isso de errar uma marcha e abandonar a corrida acabou há muito tempo com o surgimento do câmbio sequencial. Antes mesmo das borboletas.

      E se os carros não quebram hoje, é simplesmente por não poderem ir ao limite. Fazem câmbios e motores para durarem várias corridas, e os motores são limitados eletronicamente exatamente para suportarem.

  12. Eugenio Bastos disse:

    bizarrices aqueles volantes da época de BMW. Coisa tosca!

  13. Thiago Azevedo disse:

    Guiar hoje certamente é mais complexo. Mas o fato de um carro ser mais simples não quer dizer que seja mais fácil de guiar.
    Por exemplo, a instrução para fazer determinado ajuste no carro pode vir dos boxes. Basta apenas que o mecânico diga ao piloto qual botão apertar/girar e o quanto fazer. O piloto vai lá e faz, e o carro é ajustado sem que a intervenção tenha sido realmente do piloto, por conhecimento deste.

    Imaginando a situação de o carro começar a sair de traseira. Num carro mais antigo, como num da década de 60/70, o piloto, por ter menos ferramentas (possivelmente, nem comunicação com os boxes), vai ter que adaptar mais a sua pilotagem à situação do que um piloto num carro atual, que pode mexer mais no carro. Aliás, a decisão do acerto do carro de antigamente tinha muito mais participação do piloto do que atualmente. A incumbência do mecânico passou a ser maior.

    Penso que seja mais fácil um piloto mediano fazer um bom tempo e andar próximo de um piloto de ponta (com o mesmo carro) num carro atual do que num carro mais antigo. Penso que o piloto fazia mais a diferença. Hoje é tudo mais controlado, mais previsível.

    Muito embora exista uma clara diferença no consumo de pneus dos diferentes carros no campeonato desse ano, a graça dos pneus que esfarelam é justamente trazer mais responsabilidade aos pilotos, que têm que adaptar mais as suas pilotagens às situações.

  14. Williams Head disse:

    Atari ou X-Box e PlayStation 3?

    Querer comparar a F1 dos anos 80 com a F1 dos anos 00 nao tem base cientifica nenhuma.

    Era mais dificil jogar os jogos do Atari ou os jogos do X-Box e do PlayStation 3? Para os que jogam X-Box e PlayStation hoje, era mais facil o Atari. E para quem jogava o Atari? Era mais facil jogar futebol de botao.

    A quantidade de botoes no volante de um F1 e de botoes no joystick nao tem relacao nenhuma com a dificuldade do brinquedo.

    Querem saber? Sou mais do Atari. Me divertia muito quebrando os Joysticks ao jogar Decathlon.

  15. Sebastiao disse:

    Moleza.
    Onde liga?

  16. Rafael Quevedo disse:

    Acho que os botões migraram para o volante, claro que algumas funções novas foram adicionadas. No link abaixo podemos ver o painel e o volante de uma Benetton de 85. Existia uma boa quantia de chaves e botões no painel.

    http://poeticsofspeed.com/2012/09/10/questa-e-la-mia-parte-migliore-benetton-cockpit-dutch-gp-1985/

    • Samuel Pavan disse:

      Concordo. A maioria dos ajustes e informações que o piloto tem que decidir já existiam em 93. A diferença é a concentração dos dados no volante, que inclusive suprimiu o painel, o que ajuda a não tirar o foco de visão da pista.

      Obviamente, de novidade, podemos falar de KERS, DRS, limitador dos pits e algumas outras coisas menos importantes. além das luzes informativas que estavam no painel.

      E também obviamente, mas fora do painel em 93, de outra forma já havia embreagem, mistura, diferencial, chave geral, extintor, luz de chuva, balanço de freio, água, e, é claro, mais decisões eram concentradas utilizando-se o rádio e as placas do pitwall.

  17. Matheus disse:

    Eu não consigo decorar nem os botões do rádio no volante do meu carro…

  18. Leo disse:

    Acho que isso é até um retrato do nosso mundo de hoje. Faz-se muito mais coisa simultaneamente, e em menos tempo.

    Pilotar pode ter se tornado mais complexo, pelo excesso de informações e controle do carro. Mas acertar o bicho com certeza ficou bem mais fácil, com o excesso de monitoramento eletrônico, simuladores, etc. Antes era tudo no ouvido e nas costelas…

  19. Bruno Jamalaro disse:

    Da mesma linha, já viu esse gif, com a evolução do design dos carros e motores desde 1950 até hoje?

    http://9gag.com/gag/av0gjW5

  20. José Augusto Rocha F° disse:

    Quem diz que antigamente era mais difícil, são os mesmos que não enterram o Senna.

  21. Bruno disse:

    Aonde é a Buzina do 2010,11 e 12?

  22. Rafael disse:

    Musiquinha tenebrosa.

  23. Fabio Amparo disse:

    Pergunte ao Fábio Seixas. Ele deve saber se é fácil ou não :-)

    Abraços

  24. Peter Losch disse:

    Muito mais difícil.

    Limitaram todas as variáveis em favor da velocidade pura, afastando cada vez mais os F1 dos carros de rua.
    As pessoas não fazem ideia do quão rápidos estes carros são e a velocidade com que os pilotos precisam tomar decisões dentro do cockpit, sem contar as forças físicas envolvidas.

    Insano.

    • Eder disse:

      entao é mais dificil so por causa da velocidade ? os carros hoje tem mais downforce, pneus com mais aderencia, melhores freios, ajuda eletronica, telemetria … e os botoes estao la pra facilitar a vida do piloto, ou é mais dificil trocar de marcha usando as borboletas do volante ?
      sem falar que na decada de 80, por exemplo, os carros eram mais potentes em quase todas categorias, grupo b e c e na f1.

      • luiz alberto disse:

        |Sem falar que os da década de 50 tinham o câmbio seco(sem anéis sincronizadores) e os freios eram a tambor nas quatro rodas,uma Alfa 158(1950) atingia 315km/h em Monza (da época),eram uma velocidade bem considerável levando em conta o nível de segurança e que os pneus tinham 4,5 pol. de largura,deveria ser uma maravilha contornar as curvas dentro de uma banheira cheia de gasolina a velocidades acima de 160 km/h e com defensas feitas com fardos de feno,realmente naquela época era muito mais fácil.
        Em tempo: Também não havia pneus especiais para este ou aquele tipo de pista ou tempo. E o automobilismo só chegou no estagio atual graças aqueles que se dispuseram a pilotar mesmo com todo o perigo que representava um pequeno acidente que fosse,não era como hoje que um piloto erra e depois de estraçalhar o carro sai limpo e faceiro,pronto para outro,nos velhos tempos a seleção natural entre os bons e os não tanto era muito mais cruel,ás vezes nem os muito bons escapavam.Ao final de temporadas sempre havia alguma vaga em aberto para um bom e corajoso piloto.Hoje pode ser muito bom ,difícil,rápido mas de maneira nenhuma chega ao perigo que era errar um ponto de freada a 40/50/60 anos,então por respeito aos corajosos pilotos do passado não deveriam ser feitos tais comparativos,cada época é própria e tem seus prós e contra,os pilotos do passado merecem mais respeito e admiração e menos comparação.

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