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quinta-feira, 8 de agosto de 2013 - 13:51Bus Stop

BUS STOP

SÃO PAULO (mais informações, por favor) – O tuiteiro Hamilton K me informou que a Cometa, para comemorar seus 65 anos, restaurou um Flecha Azul e mandou um LXV na numeração. Modernizado, com ar-condicionado e sei lá mais o quê, ele estaria sendo preparado para fazer 65 viagens comemorativas. Vocês, busólogos, sabem de algo? Quando será isso, onde? A história é essa mesmo? No site da Cometa não tem nada.

A imagem abaixo, de autoria de Eduardo Souza da Silva, foi emprestada do site Ônibus Brasil. Todas as fotos do LXV feitas pelo Eduardo podem ser vistas aqui.

cometaonovinhoComo se nota, a pintura antiga é um bilhão de vezes mais bonita que a usada pela Cometa atualmente. E essas carrocerias poderiam perfeitamente estar rodando até hoje, com as exigências da modernidade. Mas os novos donos da Cometa preferiram a breguice que reina no país. Paciência. Pelo menos restauraram um.

81 comentários

  1. Jose Ernesto Perez disse:

    Off topic, esta pergunta vai para os busófilos: mais ou menos em 1973 existia uma emprêsa que fazia Santos-São Paulo com um ônibus que era um verdadeiro rojão. Tinha motorização Diesel e na frente o imponente emblema Magirus Deutz. Na época só existiam as 2 pistas da Anchieta, e na subida da serra passava até carros que iam à frente. Nas minhas observações nunca ví um ônibus com motor tão potente. Alguém comente sobre isso.

  2. Jose Ernesto Perez disse:

    Me lembro da época de universitário que, quando ia/voltava do RJ e queria sentir um pouco de emoção nas curvas da Dutra eu vinha nos Dinossauros e quando fazia calor, esperava o horário dos Morubixaba, GM Coach, motor marítimo, para mim imbatíveis em confôrto. Faziam paradas em Aparecida e Itatiaia. Na época existiam a Única e o Expresso Brasileiro mas sempre preferí a Cometa. Lembro de um Dinossauro que tombou na subida da serra das Araras porém terrível mesmo foi um dêles que bateu e incendiou em Lavrinhas. Porém, saudades daquela época. Salvo engano os Cometas antigos estão fazendo rotas particulares para Foz do Iguaçu.

  3. Rodolfo Ricci disse:

    Saudade tenho também dos Cururus. Motor diesel marítimo, ar condicionado rasgavam a Dutra paravam no Clube dos 500.

  4. Marcelo Pacheco #49 disse:

    Eu fiz uma viagem de Sampa até Campinas e achei muito bacana. Foi um momento que guardarei pq lembro da Cometa desde os tempos que vinha propaganda nos gibis no Zé Carioca nos anos 80. Os bancos eram de um courvim que parecia couro.

  5. Charles disse:

    Conta a lenda que esses modelos tem placas de concreto na dianteira para otimizar o centro de gravidade, outra diz que seus velocímetros e tacógrafos eram “ajeitados” par andar entre 100/110 Km por hora em pistas como a Rodovia dos Bandeirantes e Castello Branco em SP, mas marcarem 80! e as polícias federais sabiam perfeitamente mas faziam vista grossa porque os Cometas eram a condução de muitos deles para irem e voltarem pra casa. Acho que a Cometa é um símbolo do antigo Estado de São Paulo que era riquíssimo e anos-luz acima dos outros Estados mas que agora não existe mais, se igualou a todos eles.

    • Mauricio disse:

      Não sei das tais placas de cimento, mas o tacógrafo não era mexido não.
      Porém quando um destes despontava na Bandeirantes ou na Anhanguera, era melhor deixar passar. Velocidade normalmente estava acima de 130, às vezes 140km/h.
      No mergulho da Bandeirantes na chegada a SP cheguei a acompanhar um que beirava 160km/h.
      Usava muito essa companhia para ir ao Rio, BH e Curitiba. Confortável e muito silenciosos eram esses Flechas. O único defeito era a falta do ar-condicionado. O resto era nota dez.
      Há! De entro a sensação de velocidade era quase nula. Apenas olhando para o velocímetro se percebia os excessos dos pilotos.

  6. sidnei tarcisio disse:

    Cara, quando pivete fui 2 vezes pro RJ nesses flechas azuis, foram sem dúvidas, os busões mais bonitos e rápidos que já andei. Também iámos com frequência para Aparecida nos Cometões os pilotos eram animais, deixavam os Pássaros Marrons no chinelo, aliás as pinturas antigas dos busões da Pássaro Marron tb eram muito bonitas. Mas nada comparado aos flechas da Cometa.

  7. Denis disse:

    Não tinha pra ninguém, esse busão andava pra kct! A Cometa também tinha os melhores motoristas. Deixava os Itapemirim a oitentinha pra trás fácil fácil… E ainda era mais barato. Bons tempos de Cometa…

  8. Rogério Corradi disse:

    na pagina do facebook da viação cometa, estão postando direto coisas sobre essas 65 viagens…
    mas sinceramente, a viação cometa deixou de ter todo o brilhantismo dela, quando foi vendida para o grupo JCA no ano de 2002.

  9. Barreto disse:

    Utilizava a linha São Paulo – Franca, desde 1984, busões da série 4000 com bancos de courvim floridos e aquele cheirinho de desinfetante danado. Bons tempos.

    A última vez que utilizei a linha a cometa terceirizou o frete para uma empresa chamada “andréia turismo”. Nos primeiros minutos da viajem um passageiro pediu para o motorista desligar o som – um breganojo universotário de dar dor nos ouvidos.

    No restante do caminho eu servi de GPS do motorista, pois ele não sabia qual o trajeto e as paradas a serem cumpridas.

    A Cometa com C maiúsculo já era.

    Barreto.

  10. Marcos Bassi (não o churrasqueiro pelamordedeus...) disse:

    …sim existem vários por aí…aqui na minha cidade…Peabiru-Pr tem alguns, comprados da própria Cometa. Apesar do nome da Empresa daqui, Viação Real, no velocímetro ainda tem o desenho de um cometa.

  11. Fred Pereira disse:

    Não precisa ficar triste Flávio. Há vários desses rodando pelo Brasil afora com empresas pequenas ou de transporte clandestino de passageiros. No primeiro caso (empresa pequenas) elas buscam manter o veículo em boas condições; Já no segundo só Deus sabe. Já vi alguns que só apagaram o nome Cometa, mas mantiveram a bela pintura.

  12. Alex Santos disse:

    Eu viajava diariamente a Jundiaí, e eles usavam este ônibus de vez em quando (geralmente, na linha SP- Jundiaí eram usados micro-ônibus, que são muito desconfortáveis, comparados a este modelo, especialmente ruído interno do motor a diesel e carroceria em sí e a suspensão dura que absorve pouco os impactos dos buracos). Ficava muito feliz quando esse modelo clássico aparecia.

    Creio que a Cometa ainda tenha alguns desses modelos clássicos. Geralmente eles estão em bom estado, o único “senão” é a ausência do ar-condicionado (especialmente no verão), problema “resolvido” nesta unidade restaurada. Ele é muito silencioso e tem um desempenho muito bom. Na parte interna, eu me lembro que, ao menos atualmente (isso até 2011, por que eu não usei mais esta linha), eles estava usando tecido azul aveludado (típicos desses ônibus mais modernos).

    Creio que eles eram usados, além de Jundiaí, talvez alguns deles também iriam para Campinas (mas eu não tenho certeza disso), já que a empresa tem diversos horários com essas linhas (creio que a saída sejam feitas a cada 20 ou 30 minutos, em dias de semana).

  13. Márcio Rezende disse:

    Fiz algumas viagens de Curitiba até Olveira, perto de Belo Horizonte nestes ônibus…
    Até hoje, não vi nada igual em termos de conforto, qualidade, acabamento e beleza. Melhor ônibus do mundo!

  14. Carlos disse:

    Andei bastante na Dutra nesses Dinossauros e depois Flexas Azul.
    Quando garoto morava em Vila Izabel (Rio de Janeiro) e estudava numa rua que era o caminho habitual para a garagem da Cometa que ficava no bairro do Andaraí (e hoje é um supermercado) e vi muitos Morubixaba passarem. Como meu pai tinha caminhão, o nome Scania já fazia parte de nosso vocabulário, e lá iam eles, carroceria diferente de todas as outras e aquele som pesado do motorzão. Depois vieram os Dinossauros.
    A competência dos Motoristas era impressionante: numa ida viagem a Belo Horizonte, eu e meu sogro estávamos logo na segunda fila do lado direito, e os bancos da frente ficavam mais baixos. Daquela posição na poltrona do corredor, tinha toda visão para a frente e da posição do motorista e seu tacógrafo que ficava apitando e acendendo a luz vermelha que indicava que o limite de velocidade fora ultrapassado. A saída do Rio era por volta de meia-noite e a maioria dos passageiros dormia. Num momento em que fechei os olhos para tentar dormir, ao abrí-los mal se enxergava a estrada e lá estava o tacógrafo teimosamente indicando ao motorista que ele estava a mais de 80 Km/hora. Acho que só ele conseguia ver a pista à sua frente.
    Era comum os passageiros pegarem carona na garagem até a Rodoviária e na volta, depois do desesembarque na rodoviária, ir até a garagem para economizar no do táxi.
    Era uma época em que nada era tão politicamente correto quanto hoje e não era preciso ditar tantas regras de comportamento para se viver dignamente. A vida era mais tranquila e as pessoas mais felizes.
    FG, quem sabe, será que quando você for dono do mundo poderíamos ter par parte disso de volta?

  15. Fernando Carvalho disse:

    Minhas lembranças :Viajava de leito , bancos eram de couro… vermelho…manta, travesseiro…

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