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terça-feira, 1 de maio de 2018 - 22:42F-1

PRIMEIRO DE MAIO

imolanapista

RIO – Às vezes tenho a impressão de que todo mundo já leu o que eu tinha a escrever — e já escrevi — sobre aquele fim de semana que matou Roland Ratzenberger e Ayrton Senna em Imola, mas é uma percepção falsa. As redes sociais nos aproximaram de novas e novos “seguidores” nos últimos anos, e muitos deles e delas nunca tinham ouvido falar de mim e nem eram nascidos quando eu cobria Fórmula 1.

Bom, não posso repetir tudo a cada 1º de maio. Então, deixo três indicações de textos que considero interessantes para aqueles que me perguntam se já escrevi alguma coisa sobre o acidente – pergunta que considero descabida, de início, mas ninguém é obrigado a saber do meu passado, é preciso admitir.

Postei a foto que ilustra este post no Instagram, também, e alguns desses seguidores me perguntaram isso, onde encontrar textos meus sobre a morte de Senna.

Vamos lá.

O primeiro deles é “Imola 94″, que escrevi alguns meses depois da morte de Ayrton, quando já tinha me demitido da “Folha de S.Paulo”, onde trabalhava. É curioso, porque foi um texto escrito para um trabalho de um estudante de jornalismo que resultaria num livro sobre a cobertura da imprensa daquele fim de semana. O rapaz, de Santa Catarina, me achou não sei como e foi só quando me pediu um relato sobre aqueles dias que percebi que, por conta da saída da “Folha”, nunca tinha escrito mais nada sobre o assunto, além daquilo que publiquei no jornal — e eram textos noticiosos, não “opinativos”, como se diz, muito menos de cunho pessoal.

O outro, e gosto bem mais desse, se chama “Memórias de uns dias de maio”, publicado na extinta “Revista Warm Up” por ocasião dos 20 anos da morte de Senna. A revista, eletrônica, segue disponível na internet. Aquela edição, coordenada por Victor Martins, é considerada por mim uma obra-prima do jornalismo brasileiro. Por isso nunca tiramos do ar. Merece ser lida de cabo a rabo. Por fim, “30 de abril”, escrito em 2009, para o “Lance!”.

Bem, então é isso. A quem pergunta se já escrevi sobre a morte do Senna, portanto, respondo que sim, já escrevi. E bastante.

24 comentários

  1. Marco Ribeiro disse:

    VC escreveu e viveu aquilo tudo… mas, não teve tb aquele texto publicado na véspera, Folha intitulado “Medo”? Acho que tinha recortado e guardei por um tempão,

  2. Leandro disse:

    “Memórias de uns dias de maio” é o mais intrigante e rico de informações, e ainda tem a ex-namorada (ahh essas ex…rsss), que serviu como fonte de informações privilegiadas. Parabéns pelo ótimo trabalho desenvolvido, jornalismo em sua verdadeira essência…

  3. João Paiva disse:

    Puta Flávio, muito mas muito bom mesmo Memórias de uns dias de maio. Fazia tempo que não lia algo tão tocante de maneira tão honesta, tão humana. Parabéns!

  4. Josafá disse:

    Sou seu fã, te acompanho a muito tempo, e não perca tempo com gente pequena, que não sabe se expressar e não curte democracia.

  5. Nick B. disse:

    Eu entrei no blog ontem e, sinceramente, pensava em escrever alguma gracinha sobre Wilsinho e Divilla.
    Mas aí vi este post e mergulhei de novo nessa história trágica do esporte mundial.
    Foi algo incomparavelmente horrível.
    Num final de semana morrer dois pilotos assim diante de nossos olhos.
    Achava Senna um piloto estupendo, mas sinceramente não simpatizava com sua pessoa.
    Nem por isso aquilo não me abalou profundamente. Fiquei mal mesmo. Por ele, por Ratzenberg, pelas famílias e por seus fãs.
    Tragédia imensurável.
    Os textos do FG são fabulosos. A passagem dele com Galvão dá uma amostra do caos que ficou a cabeça de todo mundo naquele dia triste.
    Escrever sob aquelas condições e ainda produzir um puta material como o Fla conseguiu não é pra qualquer um. Tem que ser muito bom no que faz e o Gomes é foda, gostem ou não.
    Sem puxasaquismo mas é o melhor em automobilismo disparado, sem qualquer menosprezo a outros penas incríveis que não vou nomina-los.
    Até tempos atrás tinha muita coisa daquela época guardada nas minhas infalíveis pastas AZ.
    Mas andei numas aí que nem conto a vocês e queimei o que devia e o que não devia, incluindo os textos do FG na Folha.
    A história da namorada Cris é um deleite até hoje de ser lida e relida. Seu relato, realmente, merece solenidade.
    A filhadaputice da Folha, o Punto vinho, o “quase” ter visto o corpo morto de Senna.
    Eu fui lendo e retornando à atmosfera daqueles dias.
    It’s magic!
    É foda isso.
    Ler algo novamente e ter as mesmas sensações de quando leu pela primeira vez.
    Grandes textos seus, Fla. Pode ficar em paz com sua consciência porque fez o que de melhor um leitor seu podia esperar.
    Um acontecimento trágico, marcante, inesquecível, onde um piloto austríaco e um brasileiro considerado por todos como um dos maiores que já ousaram entrar num cockpit perderam suas vidas precocemente, deixando um mundo atônito, uma massa desordenada a procura de respostas que jamais fariam o que todos em seus âmagos ansiavam: que aquilo jamais tivesse acontecido.
    Mas aconteceu.
    É morto.

    Nick B.
    (ouvindo Trouble, Psalm 9)

  6. claudio conrak disse:

    Primeiro é necessário esclarecer a causa da morte do senna: trauma encefálico intenso com fratura craniana e lesão com perda de massa encefalica, isto causado pelo impacto de objeto metálico lançado contra a cabeça dele, era um pedaço da barra de direção que atuou como um dardo ou uma lança que infelizmente atingiu e ultrapassou a viseira do capacete pelo lado esquerdo atingindo frontalmente o cranio dele, tivesse atingido a parte metálica não teria consequencia tao drasticas. Então esta é a causa e não há controvérsias, a hipotese de tiro nao tem fundamento porque nunca enontrou-se vestigios ded qualquer projetil.
    Segundo nos perguntamos porque isso aconteceu: aconteceu porque o carro chocou-se com ummmuro de proteção em altíssima velocidade, a barra de direção se fragmentou e fatidicamente um dos pedaços foi parar no cranio do senna, fdora issoseria um acidente forte mas sem obito, o restante do corpo dele nao tinha grandes injurias, e continuando o questionamento veremos que ele bateu no muro porque não fez a curva tamburela seguiu reto a foi parar no muro sem diminuir a velocidade, mas porque ele bateu numa curva facil que se fazia a 300 por hora, numa velha pista conhecida , piloto experiente, melhor carro da temporada, etc etc…. Bem, era uma curva de altissima velocidade sim, mas não era tao facil assim outros bons pilotos deram de cara no muro ali como por exemplo o desafeto piquet entre outros….
    Mas com certeza algo levou o senna a passar reto na tamburella….. aí sim surgem várias hipóteses e até agora não se tem certeza absoluta de nada : -Pneus e freios frios ….. carro desgovernado pelas ondulações da pista…… quebra da barra de direção antes mesmo do impacto…. distração/barbeiragem ou erro de senna pois este vinha sendo superado sistematicamente pelo Schumacher embora fosswe o favorito com a Willians e ele tambem vinha enfrentando dramas pessoais afetivos desconcertantes….. sabotagem do carro….. disparo de arma de fogo (ja descartado acima)… desmaio ou mal subito de senna (algumas imagens sugestionam isso) …… interferencia alienigena (tem louco que sugeriu isso sim ) e interferencia espirita….enfim não sabemos o porque o tal airton senna deu aquela pechada fatal.
    O atendimento ao piloto seguiu os protocolos padrões e pela pancada que ele levou não havia muito ou mesmo nada a ser feito, o coração continuou batendo pelo atendimento feito mas a fisiologia cerebral já estava irremediavelmente destruida ja na pista então dali em diante ele só vegetaria…. para declarar moorte cerebral é necessário o diagnostico de dois medicos diferentes com intervalo de seis horas e varios testes e foi o que foi feito e depois dos procedimentos padroes decretou-se a morte cerebral e depois o desligamento dos aparelhos e assim foi declarado morto. Triste Tragico estranho inesperado tanto que deixou todos atonitos, a comoção no brasil foi enorme pois era o heroi popular propagado pela midia, galvao se auto entitulou-se o amigo oficial do senna, Cabrinio fez uma cobertura sensacionalista mas depois sua carreira acabou esfriando mesmo fazendo outras materias sensacionalista, é engraçado que o galvão se deu bem e o cabrini não durou muito tempo depois como destaque…. coisas da midia…. tinha duas viuvas senna: xoxa e galisteu querendo ser a oficial, a mulher legitima do senna com a qual ele se casou de verdade acho que nem apareceu no entero se nao me engano, fora o lance de que ele tinha outras preferencias antes de mulheres……
    Varias mudanças foram feitas para nao se repetir coisas assim, colocaram outro piloto no lugar dele e a vida continuou.
    CLARO QUE ANO QUE VEM NO DIA 1 DE MAIO COMEMORARÃO 25 ANOS DA MOERTE DO AYRTON E A GLOBO VAI FAZER AS BVODAS DE PRATA,EU NÃO VOU ASSISTYIR MAS TEM MUITA GENTE QUE VAI SIM…..PODEM APOSTAR QUE SIM.

  7. Alex disse:

    Eu já tinha lido os textos e são ótimos, em especial o mais recente que é um dos poucos a trazer informações novas e/ou pouco divulgadas.
    Fazendo uma conexão com o vídeo do “GP às 10″, eu me pergunto até que ponto as mudanças do regulamento para 1994 (retirada de alguns auxílios eletrônicos) contribuíram para as mortes. Longe de duvidar que as tais mudanças geraram consequências perigosas mas, os casos de Ímola parecem mais complexos.

    No caso de Senna, fala-se da quebra da barra de direção ocasionada talvez por uma solda mal feita, algo que não tem, aparentemente, muito a ver com as mudanças de regulamento e a causa que realmente determinou a morte, a peça de suspensão que atingiu a cabeça, foi uma fatalidade terrível.

    No caso de Ratzenberger, parece que se soltou um spoiler ou algo do tipo, e desestabilizou o carro. Não ficou claro para mim se essa quebra e o modo como o carro reagiu poderiam ter sido diferentes com os dispositivos eletrônicos de 93.
    24 anos depois talvez essa discussão não tenha mais muita importância mas ainda tem coisas obscuras nos acidentes

  8. Victor Hugo disse:

    Me bloqueou no facebook! qual o motivo?

    • Flavio Gomes disse:

      Nossa, o cara acha que tem tratamento personalizado… Sei lá, meu filho.

    • Cesar Luis disse:

      O Flávio me bloqueou no twitter (acho que por alguma opinião política minha). Porém acompanho as matérias dele sobre automobilismo. Dos que eu acompanho é o melhor jornalista brasileiro sobre o tema.

      • vicente disse:

        O Flávio escreve muito bem mesmo. Parnasiano, é o Diogo Mainard do jornalismo esportivo e, na minha opinião, bem superior em conteúdo embora um pouquinho pior em forma.
        De vez em quando ele faz grandes merdas, talvez tenha algum distúrbio de personalidade. Muitos tem, e devemos aceitar e conviver como manda a cartilha da evolução da humanidade e sociedade !
        Pela serenidade do seu texto, meu palpite é que ele foi parcial e anti-democrático ao bloquea-lo OU você é que estava com a macaca e fez algum comentário hostil e não argumentativo. Não conheço seu histórico, mas conheço o do Flávio. Assim mantenho meu palpite que deve ter sido destempero dele.
        Não espere que ele volte atrás …

      • Flavio Gomes disse:

        Me comparar com esse escroque seria motivo para bloquear você, também.

      • moisesimoes disse:

        - Diogo o quê? Puta que pariu!

      • Paulo disse:

        Cara, eu acompanho o Flávio tem bem uns 15 anos, pra mais, se bobear. Nesse tempo acompanhando um cara diariamente, a gente acaba achando que tem alguma intimidade, ou algo do tipo. Um dia, quando a portuguesa ainda estava na primeira divisão, meu são paulo jogou contra ela e ganhou, e eu fui no Twitter e tirei sarro dele. Obviamente, fui bloqueado. Isso tem uns 5 ou 6 anos, e até hoje ele não desbloqueou. A gente acaba se acostumando com ele.

  9. Roberto Torres disse:

    Putz, FG. Espetacular o “Memórias de um dia de maio” eu ainda não tinha lido. Parabéns.

  10. Leandro Batista disse:

    O que eu li foi o relato do Livio Oricchio sobre o acidente do Senna. Lembro de como foi horrivel o fim de semana daquele inicio de maio de 1994 e tudo o que eu sabia foi o que as TVs na epoca exibiram. Pra mim até então, Senna havia morrido porque a barra da suspensão havia entrado pelo capacete e perfurado sua cabeça. Errado. O peso da roda que acompanhava a barra da suspensão esmagou a cabeça do piloto contra o cockpit. Assim que tiraram o capacete do Ayrton, perceberam que ele não tinha a menor possibilidade de sobreviver. Uma fatalidade, porque se não fosse pela roda que o atingiu, Senna teria escapado com algumas escoriações apenas….

  11. Lico Bortolai disse:

    Flávio, gosto muito de um texto seu que o título e “calmo e sereno” que tem a conversa com a médica que o recebeu no hospital, acho inteiro fantástico e prova que se enganam os super entendidos que dizem que Senna morreu na pista. Abraços

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