Camillo na fita

SÃO PAULO(40 graus) – Depois de um fim de semana mergulhado na piscina do prédio que mais parecia uma panela fazendo canja, um dia inteiro fazendo matéria para a ESPN Brasil. Pois amanhã de noite, no “Limite” (22h), reencarno o famoso Indiana Gomes e encontro a carreteira amarela #18 do Camillo Christófaro. Não perca, ficou bem bacana.

Abaixo, a bichona pronta para arrepiar. Esse carro ganhou as Mil Milhas de 1966. É a grande carreteira do Brasil. E o Camillo era meu ídolo. Eu tinha (tenho) uma de autorama. E meu amigo Antonio Apuzzo fez miniaturas em 1:43. Preciso passar lá para pegar a minha.

Comentários

  • Tudo bem! Já fui ver vc correr com a sua “maravilhosa” DKW em Interlagos, sou amigo do Anselmo.
    Vc tem pra vender ou sabe onde posso comprar a carreteira de autorama do Camilo?

    abs

    Roberto

  • Sobre o fato de precisar ter monossílabo pra tocar a carretera do Camilo. Um amigo meu pilotou a
    própria nos áureos tempos (dela, não dele) e o que tem a dizer é:
    1) tremia tudo; 2) fazia um barulho ensurdecedor; 3) o volante era pesadíssimo; 4) seguir em linha reta, nem pensar; 5) precisava rezar uma ave maria pra bichinha frear. E olha que o cara tem carro de corrida antigo, foi piloto, toca muito. Mas era linda a #18. Estou fazendo uma 1:20
    há quase 4 anos. Pô, pelo ;tempo dava pra fazer uma 1:1.
    Tenho fotos dela digitais, enviadas
    por um monstro do automobilismo brasileiro, o Jan Balder. Ela está precisando passar uns 15 anos em algum martelinho mágico. Mas precisa ser mágico mesmo.

  • Flavio Gomes

    Justiça seja feita: Christofaro ganhou esta corrida correndo com Eduardo Celidônio, que inclusive passou Emerson Fittipaldi na ultima volta. Tenho contatos com ele, meu tio. Pode sair uma materia bem legal. Sabia que ele teve muito perto da F1 com contrato assinado com a Shadow?

  • Realmente esse foi um dos carros mais incríveis já feitos no Brasil ao lado do Fusca 2 motores dos Fittipaldis, do Fitti Porsche, do Carcará, dos Karmann-Guia Porsche da Dacon e até do protótipo do Muffato que tinha 2 motores : um DKW na frente e um VW atráz que funcionavam em conjunto com 2 aceleradores, 2 câmbios independentes e por aí vai.
    No caso da carreteira, apesar da aparência, ela era bem atualizada a seu tempo pois o Camillo nunca deixou de melhorá-la e aperfeiçoá-la enquanto correu com ela. As suspenções por exemplo derivavam de uma Maserati de Grand Prix e mesmo assim modificadas continuamente inclusive com as pontas de eixo em liga leve e cubo rápido para as rodas, os freios eram a disco duplo ventilados nas 4 rodas e quanto ao motor era um Chevrolet 350 bem bravo porém, o próprio Camilinho me contou uma vêz que o bloco usado nos últimos anos era o do Dodge brasileiro, devidamente modificado para receber os cabeçotes e o virabrequim do Chevrolet.
    Enfim, histórias não faltam para esse carro e seu dono-piloto-construtor : o grande Camillo Christófaro que já está merecendo um livro contando a sua história a muito tempo.
    E aí Flávio, que bom que você gostou da foto do DKW que te mandei mas não vou contar para a galera quem é o super piloto que está pilotando a caranga. Vou dar só uma dica : percebam que o volante está do lado direito do carro.

  • A Carretera 18 estava em petição de miséria na última vez em que a vi.

    Ando pensando uma bocado numa coisa: poderiam restaurá-la facilmente usando motor e transmissão de um stock car atual. Nenhuma heresia nisso: o V8 é um Chevy small block brabo, exatamente como o original. Até o som é o mesmo.

    Deve haver um monte desses V8 sobrando ao fim de cada temporada (na ZF?). São parrudíssimos e têm manutenção simples, no espírito das carreteras.

    Indo mais além, houve tempo em que a Carretera 18 andou com suspensão traseira independente, como a dos stock de hoje…

    Que tal começar uma campanha junto ao Camilinho e aos fornecedores de mecânica para a stock? Daria um belo carro madrinha!

  • A do Camilo tinha motor Corvette, com uns quatrocentos cavalinhos, e a velocidade dependia da pista/raportto. Mas chegava fácil, no antigo retão, a uns 230km/h.
    Imagine a força, no do meio, pr’a diminuir a velô, e fazer a tres! A encrenca saia de frente, no início da curva, e, do meio pro fim, o motorzão empurrava a traseira pra fora. Tinha que ter c.ú, pra acelerar a danada!

  • Gomes, por favor, informe também os horários das reprises, trabalho a noite e só posso ver as reprises mas toda semana muda de horário, recebo a revista da tv a cabo mas não da pra contar com os horários…valeu!!!!

  • Grande Flávio ,
    Já deixei a fita pronta para gravar o programa!!!!!!

    Este é o meu proximo projeto de autorama. As rodas chegaram da Inglaterra na semana passada.

    Esta irá ficar ao lado da Carretera “2” do Andreatta /Fornari e da “9” do orlando Menegaz / Italo Bertão. Tudo na escala 1:32.

    um grande abraço!

    Ricardo Bifulco