Maveco e Pace

SÃO PAULO (bebia pouco?) – Dos tempos em que contratar um piloto de F-1 como garoto-propaganda não custava muito. Este comercial da Ford enviado pelo blogueiro Umberto tem José Carlos Pace como protagonista.

O carro a vender era o Maverick. Notem o estilão do Moco para esterçar o volante. Legal, vale a visita.

Comentários

  • Para mim o Moco foi um dos maiores pilotos que vi atuar. Acelerava tanto na formula 1 quanto em carros de turismo. Vi provas dele aqui em Brasília, mesmo depois de consagrado, participava de corridas de longa duração com o seu parceiro Paulo Gomes e seria campeão se não tivesse falecido.
    Joaquim, neste festival da Ford onde participaram vários pilotos consagrados, me lembro da etapa de Brasília quando o Pace venceu. Foi uma prova bastante disputada com o Pace em primeiro, o Paulo Gomes em Segundo seguido de um piloto que foi o Show da prova, o argentino Ricardo Zunino, que foi parceiro do Piquet na Brabham. Os 3 carros sairam todos amassados, pois o argentino colava na traseira do Paulo Gomes e empurrava na reta dando uns totós e as vezes passava e fazia o mesmo com o pace até terminar a prova em terceiro. Nunca tinha visto até então um piloto tão agrassivo assim, mas quando chegou na formula 1, não fez nada de mais.

    Jovino

  • Veloz como sempre bela história, e o Moco dizer o que, o cara pilotou de tudo !!!! de motos quando moleque, passando por DkW´s, interlagos, gordini,KG, mavecas, sport-protótipos e f1. o cara gostava de acelerar antes de tudo.

  • É vero….a cruzada me remete logo a cena da curva mais fechada de Mônaco aonde eu vi a cruzada de braço de um Gp de priscas eras. Adotei o estilo imaginando ser um dos valentes que corriam lá.

  • Sobre a cruzada de braços…
    Faço desde criancinha, quando treinava no banco giratório do piano da minha irmã…
    A primeira vez que vi foi em Cinerama, com meu pai, assistindo “Grand Prix”…
    Logo de cara, na abertura do filme, as cenas de Monaco e as cruzadas de braços…
    Pena que em kart não dá… Mais um forte motivo pra Time Trail ou E&N….

  • Belos comentários do VELOZ – como sempre – histórias que não ficarão perdidas como lágrimas nas chuvas …..(final de Blade Runner), mas sim divididas com seus “irmãos” aficionados. A cruzada de braços no volante é normal, utilizo-me do mesmo recurso nas curvas mais fechadas, claro que auxiliado pela assistência hidráulica, mas ignoro se em algum curso de direção é aconselhável ou não fazer esse tipo de manobra.

  • Para: Veloz HP
    Ref.: Seu comentário (“Moco”).

    Uma das melhores histórias de bastidores que já li aqui no Blig. Sabe, ao encerrar leitura, fiquei pensando se tal cena aconteceria hoje ou seja, algum internauta morador de SP encontrar-se com Barrichello e/ou Massa em um bairro residencial e acontecer momentos memoráveis como o que você citou (claro, a lista poderia ser preenchida com qualquer piloto que hoje corre no Exterior — Castroneves; Kanaan; Bruno Senna — porque não? — Nelson Angelo Piquet; etc).
    Boa semana e, mais uma vez, parabéns pelo registro!
    With kind regards,

    Paulo Lava

  • Que privilégio, hein, Veloz? Pena que para cada encontro com uma pessoa tão especial como o Moco vc tinha que conviver também com tipos do naipe do general Ednardo, de tão boa lembrança nos porões do DOI…

  • Bem amigos da Rede Gomes, boa noite.
    Grande Pace, um baita piloto.
    Eu o vi fazer miséria em Interlagos antes e depois da reforma de 1967/69 mas, quero contar hoje uma história dele muito divertida que aconteceu em meados de 1975, e foi na rua e não na pista.
    Nesse ano eu estava no exército como motorista de caminhão e uma de minhas funções era levar os soldados logo pela manhã para a troca da guarda na casa dos generais do II Exército de São Paulo.
    Eram 3 endereços diferentes na região dos Jardins e um deles ficava na Rua Romilda Gabriel, travessa da Av. 9 de Julho, quase na esquina.
    Pois bem, numa manhã estava lá dentro do caminhão estacionado em frente a casa do general esperando os soldados desembarcarem / embarcarem quando estaciona bem à nossa frente uma Mercedes 450 imaculadamente branca e começa a buzinar ao lado daquele prédio de apartamentos que fica na esquina da 9 de Julho.
    Primeiro eram pequenos toques, como se o motorista estivesse avisando para alguém do prédio que já estava lá esperando, depois os toques ficaram mais longos e meio “irritados” pois ninguém descia.
    Nesse meio tempo notei que o vidro traseiro da Mercedes ostentava um lindo adesivo da Brabham F1, daqueles exclusivos, que nunca tinha visto em lugar nenhum.
    De repente a porta do carro se abre e, irritado, desce nada mais nada menos que o Pace, olhando para cima, mirando em algum apartamento específico e buzinando mais longamente aquele bllííí, bllííí, característico da Mercedes.
    Na hora eu dei um berro para o tenente que estava comigo na viatura, “é o Moco”, e saí com tudo da boléia, de uma forma tão “calma” que chamou a atenção de todos os 14 soldados que estavam na parte de trás do caminhão e, claro, vieram na hora ver o que estava acontecendo, juntamente com o tenente.
    Nessa hora o Pace levou um enorme susto pois viu avançar sobre ele nada menos que 14 soldados do exército armados com fuzil, mais um tenente armado com uma 45 automática e um outro soldado, eu, armado com uma metralhadora pendurada no peito e uma 45 na cintura, e de todos eles só eu sorria.
    (Não se esqueçam que estávamos em 1975…..)
    Fui chegando perdo dele e ele andando para tráz, assustado e pedindo desculpas pelo barulho das buzinadas.
    Quando falei que não era nada disso, que queria apenas cumprimentá-lo com fã e parabenizá-lo pela vitória no GP Brasil ele então relaxou e começou a rir sem parar e falar um monte de palavrões em italiano, que emendei com vários outros que ele não conhecia e aí virou bagunça.
    Quando todos os soldados o reconheceram foi um festival de perguntas, elogios, vivas, autógrafos, uma farra total que chamou a atenção da rua inteira, pois muitas pessoas do edifício começaram a sair na janela para vêr o que estava acontecendo com o Moco, rodeado de soldados armados em plena esquina da 9 de Julho às 6 horas da manhã.
    Ele foi extremamente simpático com todos e riu muito da situação inusitada provocada por mim.
    Tanto que, quando apareceu na porta do edifício a pessoa que ele esperava, sua esposa Elga, ele pediu molecamente para todos nós apontarmos as armas para ele, simulando uma prisão.
    Assim fizemos, e ela então parou e começou a chorar, ao que ele teve sair correndo dizendo a ela que era uma brincadeira.
    O cara era uma figura, mais moleque que todos nós e então, o tenente teve que acabar com a festa pois o general já estava pu.to com toda aquela zona e iria sobrar para todos nós.
    Para nossa surpresa, quando dissemos a ele que era o Pace que estava lá, o velho general imediatamente foi até ele para cumprimentá-lo também e “ordená-lo” para ser campeão naquele ano.
    O Pace respondeu que naquele ano seria dificil mas que, no máximo em 2 anos, o campeonato seria dele.
    Despedimo-nos todos alegremente e fomos embora, cada um com seu destino na vida e ele, realmente, conquistou o seu sonhado campeonado 2 anos depois, quando sentou-se ao lado de Deus para dar umas aulas de pilotagem para o Chefe.

    Grande Moco, saudades eternas.

  • Aquela “cruzada” de braços era normal.
    Se voces repararem naquele teste do Emerson em Interlagos, tambem com Maverick, varias vezes ele cruza os braços nas curvas.

    Ceregatti, realmente aquele portão 3 era o de acesso à pista, pois não tinha a passagem subterranea.
    Por ali se entrava e saia da pista.
    E nas provas de Estreantes e Novatos por ali “escapavam” os pilotos que se negavam a fazer vistoria após as corridas, quando algum concorrente entrava com protesto.
    Eu me lembro de uma figura de “tradicional familia paulista” que após vencer uma corrida com um JK, na hora da vistoria saiu por aquele portão “rapidinho”…

  • Há muito tempo estou sem blogar neste espaço e já que o assunto é carro antigo não resisti…..

    Estava hoje pela manhâ na garagem do prédio onde um colega de trabalho mora quando me deparei com um Kombi reformada Vermelha, um Kandango Bege e mais algumas máquinas que tiveram suas fotos postadas por aqui…….

    Flávio, fique tranquilo que não revelo teu endereço nem sob tortura……

    Um abraço

    Valter Franco

  • Flávio, não só para fazer comerciais. Em 75, já piloto consagrado na F-1, o Môco fez dupla com o Paulão Gomes a bordo de um Maverick Quadrijet de Div-, e participando de um Torneio Ford com Mavericks de 4 cilindros em Interlagos, evento esse que contou com a presença também do Vitório Brambilla além da nata dos pilotos de turismo do Brasil daquela época.