Caíque’s Cars

SÃO PAULO (deu até sede) – Fazia tempo que eu não tirava poeira do baú do Caíque, que me encheu de fotos meses atrás. De protótipos, que é a praia dele.

Seguem dois retratos de carros da Equipe Brahma, uma das mais profissionais e vencedoras dos anos 70.

Claro que caberá aos Matuzas desde Brasil varonil dizer quem são os cabras. Um deles é número 96. Alguém tem dúvida de quem seja?

É claro que chutes sobre quando e onde também são bem-vindos.

Comentários

  • Flávio Gomes sou novo por aqui, mas a Brahma não teve uma equipe na antiga Fórmula Mundial também???
    Sempre tive curiosidade entrar no seu blog mas sempre esquecia ou não tinha tempo!!!!
    abraços

  • O Casari A1 está com o Paulo Trevisan na belíssima coleção dele. O REPE, segundo o próprio Norman quando estave em Interlagos há uns dois ou três anos atrás quando alguns “botas” das antigas como PV de Lamare e o próprio Norman passaram por lá, o Petrópolis disse que depois que o Renatinho morreu a viuva se desfez do carro. Depois de uma das temporadas de F2 aqui no Brasil o motor do carro foi trocado por um com injeção.

  • Ô pena! Acho que foi um dos mais bem acabados carros de corrida da época. Me lembro a primeira vez que vi o Fitti-Porsche ao vivo. Minha primeira decepção com carros de corrida. A fibra tinha o acabamento mais tôsco do mundo. Mas as linhas eram bonitas. O Repe conseguia reunir linhas bonitas e bom acabamento….

  • Não tinha reparado no patrocínio simultâneo do Globo com Ed. Abril.
    Taí outra coisa impensável nos dias atuais.
    Pilotos que prestem, carros interessantes, corridas bem disputadas e parcerias na mídia são coisa do passado.

  • Ano passado eu tava falando com o Jan Balder sobre o A1.
    Consultei agora o livro dele e tem lá uma foto desse carro com o numero 98 e sem o adesivo 4R.
    O motor era do galaxie, mas sem preparo. Tinha carburação Weber corpo duplo o que faz muita diferença mas não chegava nos 400 hp.
    Conta tambem que no dia em que o Norman foi quebrar o record em reta o Jan foi convidado a assistir dentro de um helicoptero da PM, e por incrivel que pareça o helicoptero não acompanhou o Casari, sei lá por que razão.

  • Espetaculares. Tinha que tampar os ouvidos quando esses brahmas passavam, pois o ruido era infernal. Notei tambem, que eram os únicos que batiam no chão ali na altura da entrada dos boxes, em Interlagos.

  • Blogueiros, estamos iniciando uma vaquinha para a compra de um novo teclado para o Dinho. Partcipem.
    Interessante é ver o patrocínio de sois veículos de comunicação nos carros: 4 rodas e o globo.. Garantia de mídia e de retorno.

  • Fácil…
    O #96 era o Casari A1 com motor V-8 302 polegadas do Ford Galaxie 500.

    E o #97 era o Repe 227, projeto de Renato “Martelinho de Ouro” Peixoto sobre um chassi de Fórmula Ford. O carro tinha motor Ford Cortina de 1,6 litro.

    E com o Casari A1, o Norman chegou a 235 km/h na Rio-Santos, quebrando o recorde do Bird Clemente com um Opalão na Castelo Branco.

  • A primeira foto é a do já manjado Casari A-1, provavelmente quando da tentativa extra-oficial do recorde do Carcará no mesmo local. Já a segunda, é o Repe do Renato Peixoto, de Petrópolis. Este carro (retificando a informação do Veloz Hp aí embaixo a Brahma/Casari nunca teve um Heve) foi construido a partir de um chassi de F-Ford Royale alargado e usava motorização Ford. Foi alocado à equipe e rebatizado como Casari A-2, mas sempre conhecido como Repe 227.

  • Esse aí não tá parecendo o carro do “Rodolfo Lara”? =)
    Pra quem não sabe, esse foi um personagem interpretado por Raul Cortez em um dos filmes de Roberto Carlos (A 300 km por hora – 1971).
    A propósito, quem é fã de automobilismo recomendo assistir. Com cenas incríveis de interlagos na época e altos pegas…
    []s

  • Bem Amigos da Rede Gomes, boa noite.
    Aí está o esquadrão completo da Equipe Brahma chefiada pelo garande Casari.
    Eles corriam na Divisão 4 nas 2 classes, até 2 litros com o Heve e na 5 litros com o Casari A1.
    O principal era a 5 litros onde ele usou o chassis do Carcará para fazer o seu protótipo. Tinha o motor 292 do Galaxie com potência estimada em 400 hp, como foi dito nessa matéria-teste da Quatro Rodas.
    Eu duvido desse número de hp`s mas, não havia dinamômetro naqueles dias, tudo era no “achismo”, porém com uma certa lógica nos cálculos estimativos.
    O Heve andava com motor do Corcel e depois com o VW, e não fizeram muito pela crônica falta de verba suficiente para desenvolver até o limite as carangas.
    Aliás, sobre o tema verba suficiente, quero dar a minha dica cultural de hoje.
    Acabei de chegar da livraria onde comprei a revista francesa Retro Viseur deste mês onde quem gosta de protótipos como o Caique vai ter um enfarte.
    Da página 78 até a 85 está documentado o primeiro teste do Matra 640 desenvolvido para Le Mans de 1969 e que foi integralmente reconstruido pela Matra sob a supervisão do Henri Pescarolo, que executou esse teste, e contaram com o patrocínio da Elf.
    Vários antigos técnicos da fábrica e da escuderia participaram da empreitada que contou até com a ajuda do Robert Choulet que era da Porsche na época e desenvolveu o 917.
    Esse foi o primeiro teste no Aeródromo de Lorsquil, que me pareceu uma base militar, e já descobriram o primeiro problema na caixa de câmbio com a quebra de uma engrenagem.
    Natural, pois foi tudo feito de novo “à mão”.
    Quanto ao V12 de 3000cc e 400 hp, sem o menor problema.
    A revista tráz também o Osca de 1955 de 1500cc e 120 hp que pesava 550 kg e chegava a 210 km/h, fazendo um enorme sucesso nas pistas nessa época.
    Tem também o teste de 3 Triumph TR4 preparados para rallye nos anos 60 que estão magníficos no seu estado e desempenho. Vai da pág.50 até a 69 com muita história da marca também.
    Isso porque na pág.70 até a 77 é mostrado um magnífico Ford Capri RS 2600 V6 1971 de competição, restaurado à perfeição nos mínimos detalhes. Um desbunde.
    Como se não fosse o bastante tudo isso, da pág. 86 até a 90 toda a história do Porsche 356, com desenhos em raio X, especificações mecânicas, motores, etc. Puro êxtase para Porschemaníacos como eu e vocês.
    Tem muito mais porém, creio que para quem tem gasolina nas veias como nós, essas são as melhores matérias.
    A revista fecha a última página com uma propaganda antiga da Romi Isetta BMW, trazendo o ator Cary Grant em New York – 1957, posando dentro de uma delas com a porta aberta.
    R$ 39,90 nas melhores livrarias do ramo. Está de graça por tudo o que contém.
    Abraços e boa leitura a todos.