E deu

SÃO PAULO (mereceu de novo) – E não é que o menino ganhou? Corrida impecável do começo ao fim, enquanto Schumacher cometia um erro fatal numa escapada de pista que lhe custou quase 4 segundos (chegou a zero-alguma-coisa de Alonso).

Felipe Massa se torna o sexto brasileiro a vencer na F-1. Sem chororô no pódio, como deve ser com aqueles que competem e que têm na vitória a regra, não a exceção.

Quero ver o que a Ferrari vai fazer agora…

Minha aposta continua sendo, para 2007, Schumacher e Massa. Mas é apenas palpite.

Sobre a corrida: Alonso soube controlar Schumacher nas últimas voltas sem maiores dificuldades. Rubens foi combativo, mas largando muito atrás, não dá para fazer muito mais.

Foi uma prova divertida. Agora, o negócio é esperar por Monza para saber o que Schumacher vai fazer da vida.

Comentários

  • O garoto tá com moral mesmo:

    “O Massa impressionou a mim e à Ferrari também. Ele foi mais forte que o Michael do primeiro treino livre até a última volta da corrida. Ele fez um trabalho perfeito. O Michael, que é o número um, pode perder terreno dentro da equipe. O Massa foi perfeito, o Michael não. E os carros estão longe de ser idênticos, o Schumacher deveria ter vencido”.

    – NIKI LAUDA –

  • Por sinal, sobre o Alonso, nunca gostei dele, sempre duvidei de suas capacidades, e nessa corrida, de maneira definitiva e absoluta, tenho que dar o braço a torcer. Até o momento, o piloto do ano, sem dúvidas.

  • Certo Caíque, mas não concordo. E vou dizer por que acho que o Rubens colaborou de maneira determinante no domínio da Ferrari:
    Se você tem dois ótimos acertadores, como Schumacher e Rubens, durante o final de semana você coloca os dois para testarem opções bem diferentes de acerto, definidas pelos engenheiros (caso não saibam, um piloto hoje em dia nunca diz que asa se deve usar, nem o pneu, ele só colabora, com sua sensibilidade, nas escolhas dos engenheiros).
    Sendo simplista, no primeiro GP dos EUA, ficaram na dúvida se usaria mais asa para o miolo ou menos para o oval.
    Todos os times tiveram que optar no chute, antes dos primeiros testes, na melhor opção, a Ferrari pode testar os dois, colocando idéias diversas de seus engenheiros em cada carro para ser testado separadamente.
    Muitas vezes alguns brasileiros ficavam escandalizados ao saber que “Schumacher copiou o acerto de asas do Rubinho”, como exaltava nossa muito pouco tecnicamente preparada imprensa, desconhecedora do ritmo de trabalho de um time durante o GP. Mas Schumacher não tinha copiado nada, não é ele, nem o Rubens, que escolhem o acerto de asas, é que depois de todos os testes, diversos, os times tinham sua reuniões de várias horas onde se decidia o que tinha funcionado ou não, nos dois diferentes grupos técnicos.
    Isso deu uma boa cantagem para a Ferrari. Que time tinha dois acertadores de tamanha categoria, a ponto de poder trabalhar com vários acertos?
    A dupla Hakkinen/Couthard ficava perto, mas levou uma surra da dupla Schumacher/Barrichello em 2000, ao ponto do Hakkinen ir para o chuveiro.

    E um time, historicamente, sempre domina por causa de algum aspecto técnico (que acaba superado), como a McLaren de 1988 com seu carro de fibra de carbono, etc.
    Mas a Ferrari dominou por tanto tempo justamente por que seu domínio era baseado no trabalho que se fazia a cada GP, com a pressão mútua de ambos os grupos técnicos de cada time, com cada um querendo provar que seu acerto é superior ao do colega.
    Por isso que mesmo quando a Ferrari estava um segunda na frente dos demais ela não relaxava e continuava evoluindo.
    E esse domínio durou tanto por isso, teve que ser destruído por dois projetos: o F2004 e o F2005.
    O primeiro, apesar de muito rápido, não tinha muita possibilidade de acerto, dai faltou o “material” com que o time evoluia. Tanto que o domínio do Schumacher nesse ano foi mais pela sua pilotagem que pelas vantagens técnicas do time; foi muito mais divertido assistir 2004, com cada GP parecendo que o alemão não ia ganhar, que assisitr em 2002, quando a gente já sabia antes da corrida quem ia ganhar.
    Abraços, já me alonguei demais.

  • É isso aí Oswaldo. Concordo em gênero, número e grau. Nada pode prever o que vai acontecer até o final do ano, mas até agora o ALONSO está merecendo mais o título que o SCHUMACHER, mostrando – por incrível que isso possa parecer – mais maturidade para resolver situações difíceis. Reconheço muitas qualidades no alemão, mas digo e repito que aqueles 5 títulos turvaram a visão de muita gente. Um ótimo piloto, mas com fraquezas até surpreendentes, se analisarmos os fantásticos números de sua carreira.

  • Então, como pus no outro post:
    Parabéns para o Alonzo, por se manter na frente mesmo com toda a pressão em cima.
    E risadas para o Shumacher que em 15 voltas colado no espanhol com o carro melhor não conseguiu passar… (correr sozinho é fácil…)
    Parabéns para o Massa, perfeito! Mas tb teve um pouco de sorte… se o Shumacher passa o espanhol, a esquipe ia fazer ele parar em cima da linha pra esperar o patrão passar!!!

  • Brilhante vitória do Massa. Só não vamos começar agora a chamá-lo de ‘Massinha’, né? É ridículo.

    Schumacher é excepcional e sabe como ninguém fazer voltas rápidas com a cara pro vento. Mas em termos de ultrapassagens…vou te contar, hein…

  • PS do posto anterior – na F1- 2006, só falta o Zveiter, pintar a Ferrari de preto com umas listras brancas e trocar o cavalinho rampante por um escudo com dois remos, uma âncora, uma bóia de navio e a bandeira paulista…

  • Metendo o bedelho na opinião de Luiz Fernando: o alemão não está liderando o campeonato por culpa dos próprios erros. É só refazer as contas consertando os erros esportivos e de pilotagem cometidos por ele em Mônaco, Hungria e Turquia pra ver isso. A velha máxima de que o Dick não erra não se aplica mais. Alonso lidera o campeonato porque ele sim, não errou. Será uma lástima que um píloto que está pilotando no nível de Alonso perca o campeonato devido à tal história dos amortecedores que tanto prejudicou a Renault. O dispositivo era usado desde o ano passado e só quando o campeonato entrou em seus momentos decisivos é que a FIA decide proibi-lo? Isso tá parecendo o brasileirão de 2005, só falta o Zveiter. Em relação ao Dick, acho que Herrar é umano… Mas tudo tem limite! Muita gente cansou de dizer que na hora em que uma situação verdadeiramente competitiva se apresentasse, isso aconteceria. Dick é ótimo, mas não é tudo isso que os números sugeriam.

  • Pedro,

    O Irvine sempre foi muito pior que o Rubens, basta ver a pontuação de ambos na Jordan quando eram companheiros de equipe.
    Não falei disto, falei que o Rubens foi contratado para ser SEGUNDO piloto do Michael, por 4 Milhões de Dólares a menos que o Irvine. Se coloque no lugar do Todt e pense o seguinte:
    Tenho como primeiro piloto o Schumacher e preciso de um segundo piloto para ser SEGUNDO piloto: Qual você contrataria? Um de 11 Milhões ou outro de 8 Milhões. Eu contrataria o mais barato, porque o fora de série é o primeiro. Isso vale para qualquer equipe de automobilismo. No caso do Rubinho eu o contrataria porque a época ele nem vitória ainda tinha e como acertador de carro ele teria mais a contribuir que o Irvine, mas deixemos claro que ele não é melhor em acertos que o Schumacher é, ou que o Hakkinem e o Prost foram. Ele seria ótimo para o Jackie Stewart ou para o Ayrton que não tinham esta qualidade como a melhor de suas carreiras.
    Pedro, acho que me fiz entender agora,

    Abração.

  • O momento é de Massa mesmo. Excelente fim de semana, muito superior ao Schumacher (que está errando mais do que poderia esse ano). Mas no meio de tantas (justas) comemorações deve haver um pequeno espaço para lembrarmos: como está pilotando esse espanhol ! Está me lembrando o velho Alain Prost. Será que a profecia do Schumacher está se concretizando ?

  • Caíque, você então considera o Rubens pior que o Irvine?
    Peraí, vou reformular:
    Se você fosse Jean Todt, quem mais valorizaria: Eddie Irvine, ou Rubens Barrichello?
    Isso, claro, considerando 1999 e o que os dois fizeram na pista até aquele ponto da carreira.