Foto do dia

SÃO PAULO (para fechar o barraco) – Fazia tempo que não aparecia um Opala por aqui… Devo confessar que minha escolha aleatória das fotos da Joalheria Veloz HP não é tão aleatória assim. Procuro pelo menos variar os carros para ouvir histórias igualmente variadas. Legendas originais, as always.

Buenas noches, hasta la vitoria!


Interlagos, 1974: maravilhos espécime da raça dos Opalas. Este era preparado por
Chico Landi para o seu filho, Luiz Landi. Faltava piloto, sobrava carro.

Comentários

  • bem Pablo, essa também é a opinião do Coruja. ele anda na frente dos Omegas com o opala branco 44, pois o opala apesar da suspensão de eixo de carroça atrás, pesa uns 200 kg a menos e piloado por quem sabe é um terrível adversário.
    no entanto, acho que para iniciantes o Omega é mais adequado, pois tem potência e é mais fácil de pilotar dando mais prazer por vir tempo mais rápido.
    Num Opala o iniciante teria que treinar muito, pois o carro prega peças e deixa o piloto tenso e cansado rapidamente, perdendo o dia portanto.
    A idéia é se divertir um dia na pista gastando de 3 a 5 mil reais e realizando um sonho de andar rápido num seis canecos.

  • Rotatórias são boas também…..chegar lançado sentindo os pneus da frente perderem atrito e de-lhe potência para corrigir, moldando o comportamento do carro ao longo de toda a curva com uma leve correção aqui, outra acolá….o problema é que ninguém esteja vendo para denunciar placa e outras coisas mais. Eu também gostava de pegar uma A-20 de um tio – 250 sure – pena que o peso do conjunto tirava um pouco do entusiasmo! Saudações

  • Roberto, não sei se muitos concordam comigo, tomara que não… Aquela parte de não freiar, não contornar e a direção ‘queixo duro’ também fazem parte do espetáculo… Junto com o motorzão, são as maiores geladeiras de espinha que eu conheço!

    Henri, brincar de camionete em avenida molhada é o que há!!! E as rotatórias então?? Saudades da minha velha A-10… 250, lógico…

  • algumas coisas parecem inatingíveis, mas no final nem são tanto.
    a maioria das equipes que correm de Omega no paulista alugam carros para testes.

    ajudo a equipe do Coruja e no ano passado algumas empresas alugaram vários carros, mas desta vez com pilotos, para festas de seus funcionários. o gráu de entusiasmo não pode ser descrito. humildes office boys que tem dificuldade até para andar de onibus andando do lado direito de um omega a toda por cinco a seis voltas. alguns choravam ao agradecer o diretor que inventou a festa.
    calculo que o custo de se colocar um Omega na pista para se dar umas voltas pilotando durante a semana seja entre 3 a 5 mil reais por dia. é dinheiro, mas as vezes realiza um sonho de uma vida.
    além disso, o Omega é bem superior ao Opala em dirigibilidade, principalmente para iniciantes. é um carro que acelera, breca, contorna e tem direção hidráulica, ou seja, permite muita diversão mesmo para iniciantes.

  • Puxa Pablo….arrisco a dizer que tem experiência em espécimes que ninguém desse blog pode dirigir. Ferrari 355 – nossa Senhora – acho que VOCÊ deveria criar um blog só para contar o que é pilotar bólidos dessa estirpe….o melhor carro que pude conduzir passaria vergonha ao lado de qualquer um desses que mencionaste. Mas o legal é que diferentes níveis de experiência podem ser muito bem nivelados quando entra a paixão por carros em jogo: um Deka, conduzir inspirado uma Ranger naquele pavimento molhado, pêndulo com reles tração dianteira , soltar a embreagem de uma 355 à 7.500 rpm….tudo é válido – com certa responsabilidade claro – em se tratando de carros….Sou meio que tarado pelos grandes sedans esportivos de luxo, por isso, uma salva especial também para o M5….agora, me surpreende de verdade o relato sobre o bom 250 face a modelos muito mais sofisticados…..acho que brutalidade de motor é sempre mais provocante do que um motor mais civilizado, ainda que mais poderoso., ele provoca limpezas coronárias a cada acelerada com certeza. A um nível muito atenuado em relação a brutalidade do 250, pude experimentar um turbo-diesel (não ria ainda….) quase sem lenta, com a pressão nas alturas, que em uma longa avenida de calçamento molhado (vazia), pude jogar a terceira para quarta e a pickup percorrer todo o caminho com a traseira inclinada cerca de 15 graus em relação aos pneus dianteiros alinhados….o turbo pressurizando cheio com fúria e eu com o sorriso nas orelhas….ao jogar a quinta no câmbio eaton racing, a traseira saiu de vez no final do percuros e tive que aliviar…isso é BRUTALIDADE em grau bem atenuado do que já deve ter experimentado….imagino que um 250 apimentado faça o mesmo nas pistas!! Saudações

  • Henri, já tive nas mãos grandes e rápidos espécimes… Porsches 928 e vários 911, Ferraris 348 e 355, Audi RS2, Corvette, BMWs M3 e M5 e por aí vai…
    Todos esses com motores impecáveis, de fino trato, na grande maioria muito mais rápidos que qualquer Opala. Só que NENHUM deles tem a PATADA de um 250 bravo… Aquela inconstância até os quase 2000rpm, com o motor engasgando e vibrando como se estivesse com dois cilindros falhando, e o murro no peito que vem quando o minino limpa a garaganta e entorta o ponteiro das rpm… Quem gosta e sabe andar à cavalo gosta de cavalo bravo. Eu gosto de motor bravo, sem educação. Eu gosto de motor com TORQUE.

    Quem já pisou no da direita de um 250 temperado sabe do que eu estou falando.

    Ceregatti, estou no aguardo de instruções…

  • Imagino que seja Cláudio…pude dirigir modelos top no auge de suas respectivas épocas douradas – nacionais com turbo, importados de motores seis cilindros, turbocomprimidos, câmbios no volante, alguns espécimes de rally …etc – mas nunca tive a HONRA de dar uma simples volta em um quarteirão com um mero (mero?) Diplomata seis cilindros, e isso vindo de uma família que sempre teve opala nos anos 80 – caravam, comodoro, diplomata, roubava um comodoro 88 zero Km para aprender a dirigir…mas todos modelos com o valente bloco 151-s, alcool ou gasolina…. Por isso, do bom motor 4.1 pude apenas sentir o Omega CD (meio amorfo o desempenho nas arrancadas) e uma A-20 alcoolizada. Mas, ao ligar um diplomata zerado 88, pude sentir a carroceria inclinando a cada acelerada, a facilidade da subida de giros – o volante do motor parece que despreza a gravidade – e uma saúde vinda de um bloco que respira por canundinho (pobre carburação), por isso, imagino o que seja andar em tal petardo alterado.

  • Henri:
    Então voce andou com carros rápidos, mas nunca montado num canhão. Acredite: É uma monstruosidade o que andam esses 6 cilindros.

    Pablo: Aquela visita está de pé, sim. É que esta semana estou lotado de trabalho no Sindipeças, e ainda não deu pra agendar. Não se preocupe que vai acontecer, com certeza absoluta.

  • Vi aí embaixo que o pessoal está pedindo mais fotos. Talvez o Veloz HP as tenha mandado e só falta o Gomes postar. Mas quem quiser dar uma olhada em excelentes fotos daquela época veja no Livro Interlagos 1940-1980 do Paulo Scali. Eu, apesar de gaúcho e ter os livros de carreteiras e etc, não resisti quando ví na livraria esse belo livro.
    Tem muitas fotos de 74-75 do Opala do Yoshikuma (branco nº99), do Opala do Campello (verde da Itacolomi), o De Lamare (tem o 4 portas, o 2 portas, etc) e muito mais. Vale a pena.

  • Fantástica essa garimpagem da história do nosso automobilismo!Emocionante,parece saudosismo,mas repito:isso é História.Querem imagens mais bonitas que as Alfinhas(GTA e GTAm )curvando forte e levantando uma das rodas dianteiras do chão?Coisda mais linda…Tem alguma por aí?Por falar nisso,que foi feito de Graziela Fernandes,digníssima representante do “belo sexo” nos tempos heroicos de nossas pistas?E as Rosito?Eta tempo bom…..

  • Ah! Só para constar…
    Usando bielas de alumínio (praticamente descartáveis, mas levíssimas), pistões forjados, comando irado, 18 bicos injetores e dois turbos paquidérmicos, tem dois motores 250 aqui no Brasil fazendo em torno de 1400cvs… Tiro curto, só arrancada, mas um bloco dura uma temporada inteira. Carro de luxo, carro de serviço, caminhonete, caminhão, taxi, carro de passeio, limusine, carro de corrida, carro de arrancada, gerador… 250 é a solução!!!

  • Vamos por partes:

    Petrus: Espaço dentro do cofre tem de sobra… Quando vou brincar com os Opalas da vida, abro o capô, sento no paralama e ponho os pés prá dentro, apoiando no coxim com cuidado pra não chutar a tampa do distribuidor. Espaço, portanto, tem… Só não adianta muito colocar um radiador lá dentro, pois chega a fazer 90ºC no cofre, em carro de rua!! Com 300 pocotós, creio que a temperatura seja ainda maior…

    Ceregatti e Veloz: dia dois eu tô lá de novo!! Ficar salivando no seizão é comigo mesmo!!! Se o Veloz curtir do mesmo tanto que eu, vamos precisar de adesivos de “Cuidado – Chão escorregadio”…

    Comendador, não esqueci não, hein… Tá de pé aquela visita? O que eu preciso fazer??

  • Veloz ou Ceregatti como ninguem respondeu minha pergunta pergunto a voces, porque um carro desses precisava de radiador de oleo desse tamanho, pois a frente do Opala tem espaço de monte para colocar um belo de um radiador por dentro não tem?

  • Veloz, Veloz…
    Hoje é o dia das maldades…
    E depois de velhos – desculpe, maduros é mais adequado a senhores responsáveis e centrados como nós…
    Nos queixamos das barbaridades que a molecada faz pelas ruas…
    Minha única queixa é que fazem nas ruas, de forma alucinada e irresponsável, e não descendo a Estrada Velha de Santos e subindo pela Anchieta, sempre de madrugada…
    Com tanto acelerador e maldades, como é que chegamos até aqui?

  • Comendatore, come vá ?
    Só para te alegrar vou contar uma molecagem que eu fazia em casa com meus Opalas.
    Eu estacionava a caranga com a traseira virada para os vários vasos de samambáia que minha mãe mandava pendurar pelas paredes e acelerava o bicho sem dó.
    Cara, era só vaso caindo, folha voando, cachorro latindo e ela berrando como louca em meio à aquela ventania furiosa.
    E depois eu ainda saia da garagem arrastando as rodas com a traseira de lado, deixando uns 30 metros de borracha riscada no chão.
    Essa traquinagem eu também fazia com os Mavericks e Chargers.
    Se fosse fazer isso com os carrinhos de hoje, com qual deles seria possivel ?

  • Ehhhhh aaaaaíííííííííí……
    Pablo e Veloz HP…
    Num tem acerto: Esse motorzão seis canecos ainda é uma obra maravilhosa…
    Quando veio para o Brasil equipar os Opala no início dos anos 70 já era antigo… Mas mesmo hoje continua empurrando valentemente os Omegas do Campeonato Paulista e urrando loucamente a cada troca de marcha…
    Alguns até alinharam nos 500 Km de Interlagos e deram trabalho pra muito marmanjo, pra variar.
    É motor para trilhão de kilometros e zilhão de prazer, coisa de louco.
    Uma curiosidade, Pablo e Veloz:
    Voces dois já ficaram juntos nos boxes quando liga uma dessas usinas?
    Só vi o Pablo – quase enlouquece, e vou junto.
    Vamos ver se na próxima a gente se encontra, sequestra o FG e enfia a cabeça dele perto de um desses. Acho que desta vez ele acorda dessa mania de motorzinho… Se não acordar, pira de vez.

  • Olá amigos, boa noite.
    Calma galera, esses carros todos que vocês pediram e muitos outros mais estão lá na fila para serem postados.
    Quanto à potência dos Opalas nessa época é dificil afirmar, pois não haviam dinamômetros, porém, não era tão menor do que hoje não, acredito que em alguns casos fosse até maior porque a gasolina usada era a verde e os equipamentos quase os mesmos de hoje.
    O que mudou foi a resistência dos materiais pois hoje temos bielas forjadas em titânio ou alumínio, pistôes idem, comandos e balanceiros roletados, enfim, alguma coisa a mais em potência certamente tem hoje, mas não tão maior do que antes.
    Acredito que o que mudou significativamente com o emprego desses novos materiais foi o balanceamento do conjunto que, junto com a maior eletrônica e o trabalho em banco de fluxo nos cabeçotes, aumentou em muito a faixa de torque sendo que hoje os motores “limpam” muito mais rápido e em rotações bem menores que antes.
    E é óbvio que tenha sido assim, pois estamos falando de 33 anos de evolução de materiais e preparação.
    Mas fiquem certos de uma coisa, esses carros não fariam feio hoje não.
    Abraços.

  • 180 cv pra cada roda traseira…
    Tá tá tá… 360 cvs o seizão não dava naquela época, mas 300 rolava… Hoje em dia, aspirado com injeção chega nuns quatrocentinho, com comando e cabeçotes beeeeem bravos… Lenta à 1600, limpando a garganta lá pelas 2400… Lindo demais!!

  • Desta vez farei um pedido: Na joalheria do Veloz HP não tem uns Passat de competição? Quem sabe aqueles pilotados por Toninho Da Matta… Deu para notar que meu fetiche é Passat!? Cada um com suas manias.

  • os fuscas aterrorizavam todo mundo…aqui e no sul. Tem brigas brabas entre o Pedro Victor e Rosito em Tarumã. Rosito na cola do Pedro o tempo todo, dando uma canseira danada no opalão, na época o mais bem preparado do país!!! Completando na fila de trás o VW do Jan e Dabur, talvez no mesmo tempo com uma diferença muito pequena…

  • os opalas usavam radiadores de óleo no início do desenvolvimento. hoje em dia, seus herdeiros, os omegas, não usam mais, ou melhor, alguns usam outros não.
    só é realmente obrigatório para motores muito fortes ou em dias muito quentes. as corridas curtas como as de hoje não exigem o radiador.
    na foto dá para ver as mangueiras do radiador de óleo.

  • Aos entendidos, que entrada de ar é essa na frente do Opala, sei que motores a ar usam radiador de oleo, porem o radiador do Opala é enorme, precisa desse de pequeno tambem? Que raios é isso??

  • Revi os outros posts de Div. 3 e calculo que eles perdem de goleada dos posts de Lada.
    O nível caiu: da traseira do Maverick do Grecco, chegamos ao Opala do Luis Landi…
    REIVINDICO fotos dos Opalas de Edgard de Mello Filho, Reginaldo Campello, Pedro Victor Delamare. A Brasília do Ingo. Os Maverick do de Sordi (equipe Frum), da Equipe Hollywood, da Equipe Grecco. Os fuscas do próprio Ingo, da Equipe Luxforde, do Leonel Friedrich.
    Pode ser, flavio Gomes?

  • A pensar que um dia fui dar uma volta em interlagos..lá por 65/66…acho até que mandei legal…e fui todo pampeiro conversar com o seu chico e ele me sai com essa LITERALMENTE ” OLHA FILHO, AQUI VC APRENDEU A GUIAR UM CARRO…AGORA VAI TOCAR VIOLÃO OU CHUTAR UMA BOLA, QUE O TEU NEGÓCIO NÃO É PILOTAR….. putz…valeu a lição…me considero um bom motorista mas, como ele dizia…faltava “gana”…olhando esse opalao aí então….deixa pra lá…reminiscencias apenas….