Muito além dos botões

SÃO PAULO (boto cor-de-rosa existe?) – Blogueiro videomaníaco, o Leo Engelmann descolou essa coletânea de propagandas de brinquedos americanos com destaque para os anos 70.

Os caras que criavam brinquedos naquela época tinham uma criatividade e tanto. Porque criança brincava com o brinquedo. Não ficava apenas vidrada numa tela, apertando botões. Embora já houvesse um ou outro antecessor, como o espetacular projetor com fitinhas que a molecada podia ver até dentro do carro (sim, os DVDs da época para ninguém encher o saco do pai, no banco de trás).

Batteries not included, que fique bem claro.

Comentários

  • É Commendatore, bons tempos.
    Para as “contusões” mais sérias, existia o Benzetacil.
    A injeção doía pra caramba, o neguinho ia na farmacia e tinha que dar um tempo pra voltar, porque a perna prendia.
    Que maravilha!
    A epoca do “lavou tá novo”…
    Trocar o Tetrex e o Benzetacil pelos atuais “coq

  • Ora, FG…
    Lambendo as feridas da frustração da reunião de quinta passada…
    Aí fui pra Barretos ser feliz. E aprender o que é um mega-evento.
    Na sequencia, coversas quentes com a petroleira…

  • Aos mais quarentões, cinquentões e a tchurma da terceira idade…
    Pião, carrinho de rolemã (e não rolamentos), bicicleta, bailes debaixo da lona (sempre chovia), caminhada pela Serra Velha de Santos até Cubatão, patinete, rolar rodas pequenas com arame, avião planador da Casa Aero Brás, modelos da Revell, Forte Apache, autorama H/O, revista Pop, “catecismos” do Carlos Zéfiro escondidos na banca de jornal, fumar escondido, acampar no quintal, soldadinhos de plástico da Toddy, futebol “vira dez acaba vinte”, estilingue, figurinhas carimbadas, as priminhas safadinhas, uns porres de vinho barato dos Supermercados Morita, a Rua General Camara em Santos e muitas, mas muitas outras zonas…
    Às vezes penso como não caiu…
    Era uma festa, somos uma geração feliz, localizada entre o Tetrex (Santo Remédio) e a AIDS…
    Só alegria…

  • ã lista do Sào Veloz-HP eu acrescento o trenzinho. Tinha um colega alemão de nascimento que tinha um trem da Merklin. O catálogo deles era maravilhoso. Li que no e-Bay vendem peças da MErklin por milhares de dolares, e um trem completo (com cidade, tunel, oficina, montanha, etc) pode chegar a uns US$ 250 mil. E eu perdendo tempo estudando. Devia era ter brincado de trenzinho.

  • Carrinho de rolimâ foi meu melhor brinquedo. Não tinha subidas no bairro onde eu morava, mas o quintal era muito grande e cimentado. Para não quebrar o cimento, colocavamos rodas de velotrol quebrado. Eu e meu irmão nos revezavamos na função de motor do carrinho. Ora um, ora outro empurava. Fizemos um circuito, desenhado com tinta no cimento, e corriamos nele o dia inteiro… Colocava peças de carros velhos no carrinho. Volante, intrumentos de painel, grade…
    Como hoje, depois de casado, moro numa rua que é uma descida, já sei o que vou dar para meu filho quando tiver uns 8 anos: um carrinho de rolimâ, que eu mesmo vou construir, para ele mostrar aos amigos o que era brinquedo…

  • Boa noite galera.
    Brinquedo prá mim, quando criança, foi carrinho de rolemã, bicicleta e Autorama.
    Minha paixão eterna por motos e carros nasceu e foi moldada nessa época e com esses brinquedos.
    Não há video game que reprodusa a emoção de se descer uma ladeira à toda com um carrinho de rolemã se imaginando um Jim Clark, ou fazer curvas demoníacas inclinando-se com o corpo junto à bicicleta, deixando todos os outros amiguinhos para tráz e se achando o Giacomo Agostini.
    Prefiro a realidade factual ao invéz da virtual.
    Mesmo que às vezes, ou quase sempre, ela traga raladas, arranhões e pancadas pelo corpo.
    Mesmo assim ela ainda é melhor, pois nos prepara também para as pancadas no circúito da vida.
    Abraços.